O cultivo das relações interpessoais – Comentário Lição 13.

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O cultivo das relações interpessoais

 Lições Bíblicas - Adultos: Maravilhosa Graça - O Evangelho de Jesus Cristo revelado na carta aos Romanos. José Gonçalves - lição 13 - O cultivo das relações interpessoais.

Por Eliseu Antonio Gomes

Tem sido levantada uma tese através dos anos pelos estudiosos de que o último capítulo de Romanos não pertence à Carta aos Romanos, mas sim à Carta aos Efésios. Este argumento é frágil e sem provas consistentes, pois coloca dúvidas sobre as pessoas citadas por Paulo, visto que ele não havia visitado Roma até a data da epístola.

Não é surpreendente que muita gente que Paulo conheceu em outros lugares, estabeleceu moradia em Roma. O imperador Claudio havia expedido o edito expulsando os judeus de Roma em 49 AD e ao morrer, cinco anos depois, houve revogação de seu decreto, situação que, provavelmente, tenha estimulado o retorno de muitas pessoas para a Capital do Império. Portanto, não há o que suspeitar sobre o endereçamento deste último capítulo, posto que existe contexto histórico aceitável para considerar que Paulo podia perfeitamente ter mantido relacionamento com aquelas pessoas citadas em suas viagens missionárias em outras regiões, como Éfeso e Corinto.

A listagem de saudações.

O apóstolo redige a carta citando 26 indivíduos e cinco famílias, judeus e gentios, gente  simples e autoridades. A lista é grande. Seu ministério alcançou tanto os mais altos escalões quanto o povo mais humilde.

O apóstolo Pedro

Notavelmente, o nome do apóstolo Pedro está ausente na lista de saudações enviadas por Paulo no capítulo final de sua missiva. É aceitável afirmar a ideia de que na ocasião em que estas saudações foram destinadas a Roma, Pedro ainda não pastoreasse aquela igreja. É certo que se estivesse à frente da igreja de Roma, seu nome figuraria no topo da listagem das saudações paulinas.

Paulo recomenda Febe (Romanos 16.1-2).

Ao chegar o momento de Paulo colocar o ponto final em sua correspondência, ele apresentou aos destinatários de sua carta quem a levaria até Roma: uma pessoa de sua confiança que ele chamava apenas de Febe – não existe informação se era solteira, casada ou viúva. Paulo destaca uma qualidade ímpar na vida cristã de Febe, que é a hospitalidade. A expressão “tem hospedado a muitos e a mim mesmo” (16.1-2; ARA) dá o sentido de alguém patrocinadora, financeiramente, de atividades e sustento de obreiros na Obra do Senhor. Em sua carreira de fé, Febe foi uma cristã protetora de muitos crentes e também do apóstolo, alguém dedicada que não media esforços para socorrer os irmãos em Cristo.

A recomendação de Paulo a Febe deixa um marco na história do cristianismo, pois é uma evidência do importante papel que as mulheres desempenharam na Igreja Primitiva. Ela era uma cristã descrita como alguém sempre servindo ao Senhor na igreja situada em Cencreia, local no qual era moradora, cidade que havia um porto marítimo ao oeste de Corinto, cerca de dez quilômetros do centro desta cidade. Demonstrou-se útil no serviço cristão, é tradicionalmente considerada modelo para todas as mulheres que trabalham na Obra de Deus. Provavelmente, Febe era em Cencreia o que Lídia era em Felipos.

Aparentemente, Febe era uma pessoa rica, serviu de apoio espiritual, moral e financeiro ao projeto missionário, e gozava de grande prestígio na igreja. A expressão “a qual serve na igreja que está em Cencreia” destaca o termo grego “diakonia”, que em português é “servir” e denota uma função que representava cargo de alguma liderança. A palavra “servir” em 16.1 é a forma feminina do mesmo vocábulo traduzido como “diácono” em textos como 1 Timóteo 3.8, o que  sugere a ideia de que os deveres de um “diakonos” podiam ser cumpridos por homens e mulheres; deixa transparecer ser Febe uma pessoa que exercia o ofício de diaconisa naquela igreja, e que o apóstolo não era tão negativo quanto ao ministério feminino na igreja.

Os intérpretes acreditam que Febe se converteu durante a estadia de Paulo em Corinto, que durou dezoito meses.

Em sua redação, Paulo recomenda Febe à hospitalidade e à comunhão dos cristãos a quem está escrevendo.

• Áquila e Priscila (Romanos 16.3-4).

Áquila (em grego águia) era um judeu cristão. Não se sabe quando ocorreu sua conversão a Cristo, supõe-se que tenha sido em sua terra natal, no Ponto (antigo distrito da Ásia Menor,  próximo do Mar Negro) ou em Roma. Priscila era esposa de Áquila, também conhecida como Prisca, o seu nome formal. Das seis vezes em que o casal é mencionado, ambos estão juntos: Atos 18.2, 18, 26; 1 Coríntios 16.19 e 2 Timóteo 4.19.

Em paralelo com o jovem pastor Timóteo, os dois destacam-se entre todos os nomes citados por Paulo, pois foram amigos do apóstolo durante todo seu ministério. Eles eram pessoas de origem judaica, convertidas ao cristianismo, trabalhavam no ramo de fabricação de tendas, com quem o apóstolo havia convivido algum tempo em Corinto, tanto nas tarefas seculares quanto no evangelismo cristão. Os dois haviam sido expulsos de Roma, junto com Paulo, pelo imperador Claudio mas voltaram a habitar em Roma e formavam, com os demais crentes na capital do Império, a igreja de Cristo.

Havia profunda amizade entre Paulo e o casal, pois, já uma vez, tinham expostos suas vidas ao perigo na causa do Evangelho, em sua própria defesa (versos 3 e 4).

Paulo considerava Áquila e Priscila amigos leais e colaboradores em Cristo, na maioria das vezes em que o casal é citado, o nome de Priscila aparece em primeiro lugar, pois ela se destacava no ministério. Tudo indica que os dons de Priscila eram maiores que os dons de Áquila, ou que se deva ao fato de ela ter personalidade mais extrovertida ou ser mais fervorosa espiritualmente (embora alguns estudiosos tenham concluído que ela tenha pertencido a uma classe social superior à dele). Seja qual for o motivo, segundo as leituras bíblicas, está claro que Priscila sempre era auxiliada de perto por Áquila.

É significativo notar que, exceto 1 Coríntios 16.19, quando Paulo relata o ambiente da residência do casal, usado para realização de cultos, o nome Priscila apareça depois do nome de Áquila. Muitos estudiosos sugerem que esta ordem de colocação de nomes coincide com o ensino de Paulo sobre o relacionamento conjugal entre cristãos no lar, em que o homem é apontado como o cabeça da mulher na estrutura do matrimônio (Efésios 5.22-33). Também, há exceção no relato de Lucas, quando o casal encontra-se pela primeira com Paulo, o nome de Áquila precede ao da esposa (Atos 18.1-2).

Negociantes como Áquila e Priscila não passavam muito tempo num lugar naqueles dias. Não era improvável e nem incomum que deixassem procuradores a cargo das filiais da indústria de tendas de Corinto e de Éfeso, como possivelmente fizeram com sua filial de Roma quando tiveram que sair no episódio da determinação do imperador Claudio. E da mesma maneira que a igreja em Éfeso se reunia na residência de Aquila e Priscila, também um grupo de crentes se reuniam na casa deles em Roma (verso 5).

• Epêneto (Romanos 16.5)

Paulo cita Epêneto como “meu amado”. Provavelmente ocupava um lugar especial no coração do apóstolo pois era o primeiro convertido da Ásia, a primeira indicação da graça de Deus na vida do povo que habitava ali.

• Maria (Romanos 16.6).

Seis mulheres figuram no Novo Testamento com o nome Maria:

• a mãe de Jesus é a mais proeminente entre elas (Lucas 1.26-33; Atos 1.14);

• Maria Madalena, discípula de Jesus (Lucas 8.2; João 20.15 -18);

• Maria de Betânia, ouvinte atenta dos ensinos de Cristo, irmã de Marta e Lázaro, trio de amigos bem chegados de Jesus (João 11.1; João 12.1-3);

• Maria, esposa de Clopas, mãe de Tiago e José (João 19.25; Mateus 28.1);

• Maria, mãe de João Marcos, que abrigou Pedro ao ser libertado da prisão milagrosamente. É citada nominalmente apenas em Atos 12.12; e

• Maria de Roma, citada pelo apóstolo Paulo no último capítulo da Carta aos Romanos.

Um nome também destacado entre os demais, na listagem de saudação do apóstolo, Maria de Roma, é outra mulher que tem papel de destaque nas páginas da Bíblia, a quem Paulo acrescenta “muito trabalhou” pela igreja. Esta expressão é vertida do termo grego “kapio”, que tem o sentido de esforçar-se, trabalhar duramente. O sentido desta palavra nos faz entender que ela derramou muito suor, gastou tudo o que tinha para ajudar seus irmãos na fé, ou talvez a fim de indicar que ela trabalhava fora de Roma pela causa do Evangelho.

Mas, como Paulo poderia saber quem havia trabalhado muito pelos cristãos em Roma se não estava presente lá? Com certeza, contava com algumas fontes de informação (Romanos 1.8). Sendo Maria ligada àquela igreja nos primeiros dias desta, Áquila e Priscila a conheceram e comentaram sobre o labor voluntário dela ao apóstolo.

• Andrônico e Júnias (Romanos 16.7).

Paulo se refere a Andrônico e Júnia como “meus parentes e companheiros de prisão” (2 Coríntios 11.23). Provavelmente fossem parentes de sangue do apóstolo, ou apenas identificados como judeus. Não se sabe onde estiveram juntos no cárcere. Converteram-se antes de Paulo, que os considerava conceituados apóstolos. Presume-se que são chamados de apóstolos porque viram o Cristo ressurreto, também cogita-se que a utilização do termo “apóstolo” é mais generalizada, correspondente ao que hoje chamamos de “missionários” (Atos 14.14; 1 Coríntios 15.7).

Não há consenso se Júnia era homem ou mulher.  Houve algumas sugestões , ao longo de séculos, de que provavelmente era uma mulher. Trata-se de um termo latino e pode ser a contração do nome masculino Junianus ou do feminino Júnia.

• Amplíato (Romanos 16.8).

Paulo o descreveu como “meu amado no Senhor”. Seu nome era comum em Roma, onde vivia.

• Urbano / Estáquis (Romanos 16.9).

Paulo cita Urbano como “nosso cooperador em Cristo” e a Estáquis como “meu amado”.

Urbano (“Urbanus”, pertence a “urbs” ou “cidade” – refere-se à Roma). Pela própria natureza do nome, muito comum, vivia em Roma.

Estáquis (em grego, “carro de grãos” / “espiga”), não é um nome muito comum e nas duas ocorrências de sua citação está associado com a casa imperial. Vivia em Roma e é chamado por Paulo como “meu amado”, para significar que era um amigo muito querido.

• Apeles / “os da casa de Aristóbulo” (Romanos 16.10).

Cristão romano, Apeles é citado por Paulo como “aprovado em Cristo”. Talvez porque tenha sofrido perseguições. Nenhuma informação adicional é dada sobre ele na Bíblia.

Não se pode determinar quem exatamente é exatamente este Aristóbulo (em grego significa excelente). É sugerido que fosse irmão de Herodes Agripa I, também que fosse o neto de Herodes o Grande, que viveu em Roma no primeiro século e também chamava-se Aristóbulo. Desfrutava da amizade do imperador Claudio. O fato de ele mesmo não ser saudado por Paulo, significa que somente outros membros de sua família ou seus escravos fossem cristãos.

• Herodião / “os da família de Narciso” (Romanos 16.11).

Não está claro se Paulo se refere a Herodião como seu parente ou se como um judeu entre muitos gentios cristãos. A primeira alternativa é mais convincente, de acordo com o contexto, desde que outros nomes  judaicos são mencionados na lista.

O fato de que Narciso, cidadão romano, não é saudado pelo apóstolo pode informar que somente sua família, ou escravos em sua casa, eram cristãos.

• Trifena e Trifosa / Perside (Romanos 16.12).

Trifena (em grego, delicadeza). Provavelmente, parenta próxima de Trifosa, ou irmã gêmea desta, caso em que não era incomum dar nomes derivados da mesma raiz.

Perside (significa “mulher persa”) é uma pessoa que está entre os cristãos de Roma, descrita por Paulo como alguém que “muito trabalhou no Senhor”.

• Rufo e sua mãe (Romanos 16.13).

Rufo, palavra de origem italiana, significa vermelho ou ruivo, nome muito usado em Roma e Itália, o que faz pensar que era uma pessoa cuja origem é esta localidade, exceto a menção em Marcos 15.21, que informa o seguinte: “E obrigaram a Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar-lhe a cruz”. O evangelista escreveu aos crentes de Roma e aparentemente Rufo é citado porque era conhecido dos crentes romanos. Mas, pouco provável que Marcos tenha citado a mesma  pessoa que consta na lista de saudações escrita por Paulo.

Provavelmente, o apóstolo hospedou-se na casa de outra pessoa chamada Rufo, alguém que não é a mesma citada pelo evangelista. Paulo o descreve como “eleito do Senhor”. Na ocasião da hospedagem, a mãe deste Rufo, que consta em Romanos 16.13, esmerou-se em cuidar bem do apóstolo, como se ele fosse seu próprio filho.

• Asíncrito / Flegonte / Hermes / Pátrobas / Hermas / “aos irmãos que estão com eles”(Romanos 16.14).

Asíncrito, citado apenas neste versículo, mas que igualmente como os outros indivíduos mais conhecidos, recebeu a atenção pessoal e o cuidado pastoral, expressos nas saudações de Paulo.

Flegonte (em grego, “queimado). Também, uma pessoa cujas ações são desconhecidas nas páginas bíblicas, entretanto, por receber o reconhecimento pessoal do apóstolo, sabemos que era cristão e integrante da equipe de obreiros de Paulo.

Hermes / Hermas. Abreviação de algum destes nomes: Hermágonas, Hermógenes e Hermódoro. Era um nome bem comum nos dias da Igreja Primitiva. Gerações mais tarde, era o nome de outra pessoa, que escreveu o livro O Pastor de Hermas, que surgiu em cerca de 150 a. C., As duas pessoas não devem ser confundidas.

Pátrobas, outra pessoa que tem o nome arrolado entre os cristãos de Roma, que recebeu saudação especial por ser parte de um grupo de cristãos que se reuniam para louvar a Deus.

Hermas. Aparentemente, a segunda pessoa cujo nome é homônimo do autor do livro apócrifo Pastor de Hermas. Homônimo este que era um componente do grupo de cristãos de Roma saudados por Paulo em sua carta, quando este manifestou cuidado pessoal e preocupação pastoral pelos seguidores de Cristo.

•  Filólogo / Júlia / Nereu e sua irmã / Olimpas, e “todos os santos que com eles estão” (Romanos 16.15).

Filólogo e Júlia eram parentes, mas não se tem certeza se eram talvez marido e esposa. Júlia é nome que sugere algum tipo de associação com a casa imperial.

Nereu, um cristão que vivia em Roma e a irmã, foram saudados pelo apóstolo Paulo. Ambos, juntamente com outros irmãos em Cristo pouco lembrados nas páginas bíblicas, também receberam o reconhecimento pessoal de Paulo como ocorreu com tantos indivíduos de diferentes congregações do primeiro século.

Olimpas é forma abreviada de Olimpiodoro. Um dos cristãos que vivia em Roma e cuja história de vida é pouco conhecida, a não ser pelo fato de seu nome tornar-se notório ao estar alistado entre os nomes que o apóstolo demonstrou cuidado no final de sua carta apostólica remetida aos crentes romanos.

O beijo e o aperto de mãos da paz (Romanos 16.16).

O ósculo era um hábito oriental e uma prática muito especial entre os judeus. Os hebreus saudavam-se uns aos outros com um beijo santo, como símbolo da paz e amor fraternal, o gesto recíproco comunicava a cordialidade e a amizade.

E, desejoso que esta espécie de cumprimento representasse mais do que simples atitude de manifestação de amizade, querendo que tal gesticulação tivesse um profundo sentido espiritual e fraternal entre os remidos por Cristo, Paulo recomenda que os cristãos se cumprimentem com o beijo de amor fraterno, costume que até hoje desempenha um papel importante na liturgia da Igreja Oriental, inclusive entre os gentios não-cristãos (Romanos 16.16; e 1 Coríntios 16.20; 2 Coríntios 13.12; 1 Tessalonicenses 5.26; 1 Pedro 5.14).

Quem dá prosseguimento nesta prática na liturgia da igreja, simplesmente expande a prática da cultura oriental, pois o apóstolo não introduziu esta espécie de cortesia como uma das regras da doutrina cristã – apenas utilizou como costume regional comum. O aperto de mãos é a tradicional maneira de saudação entre os cidadãos ocidentais, incorporado às relações interpessoais da cristandade que encontra-se no Ocidente.

A palavra de advertência: Romanos 16.17-20.

“Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos. Pois a vossa obediência é conhecida por todos; por isso, me alegro a vosso respeito; e quero que sejais sábios para o bem e símplices para o mal. E o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos vossos pés a Satanás. A graça de nosso Senhor Jesus seja convosco” – Almeida, Revista e Atualizada (ARA).

A saudação de outros irmãos (Romanos 16.21-23).

Paulo, ao lembrar seus companheiros ministeriais, companhia em lutas em prol do Evangelho, revela-se líder humilde, respeitador de seus irmãos de batalhas espirituais. Ele não é um líder personalista, não é egoísta, não sente dificuldade em declarar os nomes dos obreiros que o ajudaram em sua carreira de fé.

Timóteo, cooperador direto de Paulo em Éfeso, participante de muitos sofrimentos, é o mais conhecido entre todos os colaboradores do ministério do apóstolo.

É possível que o cooperador Lúcio seja o mesmo de Atos 13.1 ou o médico Lucas, escritor do Evangelho de Cristo que carrega seu nome e de Atos dos Apóstolos.

Jasom, pode ser o mesmo que tem citação em Atos 17.5, 7; e Sosípatro pode ser o mesmo referenciado em Atos 20.4.

Tércio, o escriba que escreveu a carta ouvindo o que o apóstolo ditava, é um personagem desconhecido das páginas bíblicas, e não deveria causar surpresa a ninguém a gentileza de Paulo ao permitir que o próprio se identificasse e mandasse sua saudação aos destinatários da epístola usando o pronome pessoal da primeira pessoa do singular.

Gaio, descrito como uma pessoa acolhedora que hospedou Paulo e muitos cristãos de Roma, em sua casa havia reuniões de ensino cristão (Atos 20.4). 1 Coríntios 1.14 relata como Paulo ganhou Gaio para Cristo e o batizou quando fundou a igreja de Corinto. Provavelmente, ele era o mordomo ou tesoureiro da cidade de Corinto, também citado em Atos 19.22; 2 Timóteo 4.20.

Erasto, um procurador da cidade Roma, era companheiro de Paulo, assim como era Quarto, que Paulo se refere como “o irmão”.

A doxologia final de Paulo (Romanos 16.24-27).

Qual mistério o apóstolo se refere ao expressar louvor e adoração a Deus no encerramento da carta? É o mistério que já havia sido descoberto na revelação do Verbo Encarnado, que é Jesus (João 1.1-3); estava oculto, porém, agora está manifesto e notificou-se pelas Escrituras dos profetas e está evidenciado a todas as nações para obediência da fé dos judeus e gentios através da obra redentora de Cristo (Romanos 9. 11, 16.16; Efésios 3.1-7; Colossenses 1.26-27).

Conclusão

O exemplo de Paulo é uma lição importantíssima aos líderes da Igreja de Cristo. O apóstolo mostra em ações que seu papel como dirigente estava baseado  na força de seus relacionamentos com indivíduos nas diversas igrejas do início do cristianismo. As suas solicitações de oração, feitas frequentemente, mostram que ele tinha desenvolvido um forte elo espiritual com as pessoas que estavam sob seu comando.

Paulo ensina que Deus deseja que os crentes precisam cultivar relacionamentos saudáveis. Pois as fontes das relações interpessoais são a sabedoria, a soberania e a graça de Deus (Romanos 16.25).

Paulo tinha vários cooperadores e não deixou de fazer menção do nome deles, demonstrando assim o seu amor por todos os irmãos que cooperavam com a Obra de Deus. Sendo assim, enviou congratulações para este grupo de pessoas, que ele tanto estimava. Pessoas queridas, do convívio apostólico, para as quais demonstra afeto lembrando de cada uma mencionando-as nome por nome, classificando-as como “amigo” (16.8); amado (verso 9) e aprovado (verso 10).

É inegável o valor da unidade cristã, pois traz a comunhão no seio da igreja; comunhão, significa o companheirismo, a amizade. Paulo não apenas fundou igrejas e pregou o Evangelho de Cristo aos gentios, também construiu comunidades de amor, de remidos em Cristo pela graça, esteve com pessoas que amavam ao Senhor e a sua obra missionária.

E.A.G.

Caminhada Diária, página 24; data de publicação não definida (meados de 1980/90); São Paulo, (Editora Sepal).
Carta aos Romanos, Elienai Cabral; páginas 147 – 150; edição 1986; Rio de Janeiro (CPAD).
Lições Bíblicas – Professor – Maravilhosa Graça – O evangelho de Jesus Cristo revelado na carta aos Romanos; José Gonçalves, 2º trimestre de 2016, páginas 90-96, Rio de Janeiro (CPAD).
Maravilhosa Graça – O evangelho de Jesus Cristo revelado na Carta aos Romanos. José Gonçalves. Páginas 142, 144-146; 1ª edição 2016. Rio de Janeiro (CPAD).
Quem é quem na Bíblia Sagrada – A história  de Todas as Personagens da Bíblia; editado por Paul Gardner; páginas 49, 53, 61, 72, 77, 182, 196, 221, 222, 261, 403, 477, 534, 560; 1ª impressão 2005 – 19ª reimpressão 2015; São Paulo (Editora Vida).
Romanos – Introdução e comentário – Série Cultura Bíblica, F.F. Bruce, páginas 120, 216, 218, 219, 222; 1ª edição 1979 – 16ª reimpressão 2011, São Paulo (Vida Nova).
FONTE: http://belverede.blogspot.com.br/

O cultivo das relações interpessoais – Subsídio Teológico

LIÇÃO  13
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O cultivo das relações interpessoais

2° Trimestre de 2016

topomaravilh

INTRODUÇÃO
I – A IMPORTÂNCIA DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS
II – AS AMEAÇAS ÀS RELAÇÕES INTERPESSOAIS
III – A FONTE DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS
CONCLUSÃO

 

O último capítulo de Romanos, o 16, é uma descrição de uma lista de pessoas que o apóstolo Paulo conhecia, embora ele ainda não tivesse chegado à igreja de Roma: Febe, a portadora da carta do apóstolo (v.1); Priscila e Áquila, casal que cuidou de Paulo em Corinto (v.3); Epêneto, Amplíato e Pérside eram pessoas queridas do apóstolo, onde demonstra um vínculo de comunhão do apóstolo devido à expressão “querido” (v.5, 8, 9,12); Maria, uma trabalhadora que por certo fora uma das fundadoras da igreja, pois a expressão “muito trabalhou” evoca essa ideia (v.6); Andrônico e Júnias, segundo os estudiosos do Novo Testamento, eram parentes do apóstolo, bem como judeus (v.7); Amplíato, o “dileto amigo no Senhor” (v.8); Urbano, o cooperador, e Estáquis como “meu amado” (v.9); Apeles, um homem “aprovado em Cristo”, a família de Aristóbulo (v.10); Herodião, de acordo com o nome e o contexto mencionado sugerem que ele pertencia a casa ou à família de Herodes (v.11); Trifena e Trifosa, supõem-se que eram irmãs, e Pérside também era uma mulher (v.12); Rufo, o “eleito do Senhor” e a mãe de Rufo que Paulo a respeitava devido o seu acolhimento (v.13); Asíncrito, Flegonte, Hermes, Pátrobas, Hermas e a todos os irmãos que estão com eles (v.14); Filólogo e Júlia, Nereu e sua irmã, ao irmão Olimpase todo o povo que está com ele (v.15); por final: “Saudai-vos uns aos outros com santo ósculo” (v.16).

Note a lista de pessoas que o apóstolo Paulo conhecia sem ainda ter ido à igreja de Roma. Expressões como “queridos no Senhor”, “a igreja que está em sua casa”, “dileto amigo”, “meu amado” mostram o carinho e o relacionamento de ternura que o apóstolo cultivava com as pessoas, mesmo de longe. Imagine a necessidade que temos de cultivar o relacionamento de carinho e ternura com as pessoas que estão pertos: a nossa família, a igreja onde congregamos e pessoas próximas de nós.

A importância da relação interpessoal
A vida na igreja local é uma grande oportunidade para termos um relacionamento de respeito e de muita alegria com aqueles que chamamos de irmãos. Na igreja local, nos relacionamentos com pessoas de diversas características: criança, adolescente, jovem, adulto, terceira idade, pessoas portadoras de alguma deficiência. Ou seja, é o nosso universo de relacionamento interpessoal. Neste aspecto, o último capítulo de Romanos é um estímulo a doar-nos ao próximo em nome de Jesus.

 Fonte: Revista Ensinador Cristão, Ano 17 – nº 66 – abr/mai/jun de 2016. 

Fonte: http://licoesbiblicas.com.br/index.php/sobre-ed/sala-do-professor

LIÇÃO 12 – COSMOVISÃO MISSIONÁRIA – Completa

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Lição 12                     19 de Junho de 2016

Cosmovisão Missionária.

 

TEXTO ÁUREO

 

“E desta maneira me esforcei por anunciar o evangelho, não onde Cristo houvera sido nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio.”

Romanos 15. 20

 

Verdade Prática

 

Os crentes que foram alcançados pela graça e vivem pela fé, em Jesus Cristo, precisam ter uma visão missionária amorosa e abrangente.

 

Leitura Diária

Segunda – ( Mateus 28:19 – Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; )

Anunciar o Evangelho é uma ordenança de Jesus Cristo para a Igreja.

 

Terça – ( Mateus 28:20 – Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. )

A Igreja tem como missão primordial educar e evangelizar.

 

Quarta – ( Atos 1:8 – Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. )

A Igreja deve alcançar os confins da Terra.

 

Quinta – ( João 3:16 – Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. )

O amor de Deus pela humanidade é incomensurável = ( Que não se pode nem se consegue medir; cuja medida não pode ser comparada: amor incomensurável. Que é exageradamente grande; que não possui limites; infinito. ).

 

Sexta ( Romanos 10:14 – Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? )

Como as pessoas ouvirão o Evangelho se não há que pregue?

 

Sábado – ( Romanos 10:15 – E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.)

Como os anunciadores pregarão se não forem enviados?

 

Leitura bíblica em classe.

 

Romanos 15: 20 – 29

( Romanos 15:20 – E desta maneira me esforcei por anunciar o evangelho, não onde Cristo foi nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio; )

( Romanos 15:21 – Antes, como está escrito: Aqueles a quem não foi anunciado, o verão, E os que não ouviram o entenderão. )

( Romanos 15:22 – Por isso também muitas vezes tenho sido impedido de ir ter convosco. )

( Romanos 15:23 – Mas agora, que não tenho mais demora nestes sítios, e tendo já há muitos anos grande desejo de ir ter convosco, )

( Romanos 15:24 – Quando partir para Espanha irei ter convosco; pois espero que de passagem vos verei, e que para lá seja encaminhado por vós, depois de ter gozado um pouco da vossa companhia. )

( Romanos 15:25 – Mas agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos. )

( Romanos 15:26 – Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém. )

( Romanos 15:27 – Isto lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes dos seus bens espirituais, devem também ministrar-lhes os temporais. )

( Romanos 15:28 – Assim que, concluído isto, e havendo-lhes consignado este fruto, de lá, passando por vós, irei à Espanha. )

( Romanos 15:29 – E bem sei que, indo ter convosco, chegarei com a plenitude da bênção do evangelho de Cristo. )

 

Hinos sugeridos: 65, 167, 395 da Harpa cristã.

 

Objetivo Geral:

 

Mostrar que os crentes que foram alcançados pela graça precisam ter visão missionária.

 

Objetivos Específicos:

 

I = Compreender a necessidade de termos uma cosmovisão = ( Modo particular de perceber o mundo, geralmente, tendo em conta as relações humanas ) missionária;

 

II = Apontar a necessidade do planejamento missionário;

 

III = Relacionar as necessidades espirituais da obra missionária.

 

Interagindo com o professor.

Estamos quase concluindo o estudo da Epístola aos Romanos.

Na lição de hoje estudaremos o penúltimo capítulo como continuação do texto anterior, Paulo prossegue tratando a respeito do amor e do respeito que devemos ter para com todos os irmãos.

Assim, como fomos acolhidos pela misericórdia de Jesus Cristo, precisamos acolher o próximo.

 

Acolher não somente aqueles que fazem parte do Corpo de Cristo, mas também os que ainda estão fora e precisam ouvir a mensagem do Evangelho.

 

Paulo dedicou toda a sua vida à pregação do Evangelho.

Ele procurou anunciar o nome de Cristo e sua graça aos que ainda não tinham ouvido nada a respeito do Filho de Deus.

 

O apóstolo pede que a igreja em Roma ore por ele e o ajude na obra missionária, pois, sem a ajuda dos irmãos, ele não teria como continuar anunciando a Cristo aos que estavam perdidos.

 

 

INTRODUÇÃO

Paulo já estava chegando ao final da epístola à igreja de Roma.

Um dos últimos assuntos tratados por ele havia sido acerca da tolerância que os crentes maduros devem demonstrar para com os imaturos.

A solução do problema estava em saber equilibrar a liberdade com o amor cristão.

Agora, o apóstolo deseja expor o que estava em seu coração – o desejo de levar o evangelho da graça de Deus a terras ainda não alcançadas.

Os crentes de Roma, membros de uma igreja que fez o mundo inteiro ouvir os ecos de sua fé ( Romanos 1:8 – Primeiramente dou graças ao meu Deus por Jesus Cristo, acerca de vós todos, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé. ), deveriam apoiá-lo nesse empreendimento missionário.

 

Todavia, para que seu intento fosse alcançado, ele sente a necessidade de explicar com maiores detalhes o seu projeto missionário.

É o que vamos estudar nesta lição.

 

I – A NECESSIDADE DE UMA COSMOVISÃO MISSIONÁRIA (Romanos 15:14 – Eu próprio, meus irmãos, certo estou, a respeito de vós, que vós mesmos estais cheios de bondade, cheios de todo o conhecimento, podendo admoestar-vos uns aos outros. )

(Romanos 15:15 – Mas, irmãos, em parte vos escrevi mais ousadamente, como para vos trazer outra vez isto à memória, pela graça que por Deus me foi dada; )

(Romanos 15:16 – Que seja ministro de Jesus Cristo para os gentios, ministrando o evangelho de Deus, para que seja agradável a oferta dos gentios, santificada pelo Espírito Santo. )

(Romanos 15:17 – De sorte que tenho glória em Jesus Cristo nas coisas que pertencem a Deus. )

(Romanos 15:18 – Porque não ousarei dizer coisa alguma, que Cristo por mim não tenha feito, para fazer obedientes os gentios, por palavra e por obras;)

(Romanos 15:19 – Pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus; de maneira que desde Jerusalém, e arredores, até ao Ilírico, tenho pregado o evangelho de Jesus Cristo. )

(Romanos 15:20 – E desta maneira me esforcei por anunciar o evangelho, não onde Cristo foi nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio; )

(Romanos 15:21 – Antes, como está escrito: Aqueles a quem não foi anunciado, o verão, E os que não ouviram o entenderão. )

 

  1. O propósito da missão.

 O que o apóstolo tinha em mente quando reservou esse espaço em sua Epístola para tratar a respeito do seu projeto missionário?

Paulo desejava que os crentes romanos compartilhassem do propósito da sua chamada – a conversão do mundo gentílico ao Evangelho (Romanos 15:16 – Que seja ministro de Jesus Cristo para os gentios, ministrando o evangelho de Deus, para que seja agradável a oferta dos gentios, santificada pelo Espírito Santo. ).

Algumas observações são importantes para ajudar no entendimento das palavras do apóstolo.

Primeiramente, Paulo quer que a igreja o veja como alguém que estava prestando um serviço de grande relevância diante de Deus.

Este é o sentido do termo grego leitougeo ( ministro ), usado por ele aqui.

Em segundo lugar, Paulo desejava também que os crentes tivessem consciência de que esse serviço é um sacrifício do qual Deus se agrada.

Esse é o sentido do termo grego ierourgounta ( servir como sacerdote ), usado para se referir às cerimônias do sacrifício levítico.

Paulo era um sacerdote de Deus a serviço da obra missionária e desejava que os crentes se unissem a ele.

 

Ponto Central

O crente precisa ter uma cosmovisão missionária.

 

  1. O agente da missão.

O apóstolo diz que o seu ministério de evangelismo era instrumentalizado pelo Espírito Santo.

O ministério de Paulo foi marcado pela atuação do Espírito Santo ( I Corintios 2:1 – E EU, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. )

( I Corintios 2:2 – Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. )

( I Corintios 2:3 – E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. )

( I Corintios 2:4 – A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder; ).

Não há movimento missionário que se sustente sem a participação efetiva do Espírito do Senhor.

É Ele que traz o poder de convencimento ao mundo perdido e prova que Jesus Cristo continua vivo.

Em palavras mais simples, as credenciais de um ministério autêntico são dadas pelo Espírito Santo.

O Movimento Pentecostal é uma prova viva de que o Espírito Santo é a mais poderosa força geradora de missões.

 

  1. A esfera da missão.

Paulo informa aos romanos que pregou o Evangelho desde Jerusalém até ao llírico.

Um mapa da época nos permite ver que esses eram os pontos extremos do mundo alcançado por Paulo.

Agora, ele precisava ampliar a esfera do seu projeto missionário, pois não queria pregar onde outros já tivessem pregado ( Romanos 15:20- E desta maneira me esforcei por anunciar o evangelho, não onde Cristo foi nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio;)

( Romanos 15:21 – Antes, como está escrito: Aqueles a quem não foi anunciado, o verão, E os que não ouviram o entenderão. ).

Não queria trabalhar sobre fundamento alheio.

O campo era o mundo e este se encontrava branco para a ceifa.

O modelo de Paulo deve ainda ser o nosso modelo.

Infelizmente, o que se observa hoje é que muitos estão edificando sobre fundamento alheio, invadindo a esfera de atuação de outros obreiros, coisa que Paulo jamais fez.

Estão pregando onde já existem igrejas estabelecidas, às vezes, da mesma confissão de fé e não onde há realmente necessidade missionária.

 Agem movidos pelo espírito de competividade e não de solidariedade.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

 A igreja precisa ter uma cosmovisão missionária abrangente.

 

Subsídio Bibliológico.

 

Os planos missionários de Paulo (Romanos 15:22 – Por isso também muitas vezes tenho sido impedido de ir ter convosco. )

( Romanos 15:23 – Mas agora, que não tenho mais demora nestes sítios, e tendo já há muitos anos grande desejo de ir ter convosco, )

Nestes versículos Paulo fala do seu grande desejo de ir a Roma, e diz que tem sido impedido por circunstâncias várias.

Entretanto, ele sente que suas atividades missionárias nas regiões da Grécia, Macedônia e Ásia Menor, já foram completadas.

Ele dera início à tarefa evangelística e já podia confiar a obra a outros obreiros, a fim de cumprir o desígnio de seu ministério apostólico.

( Romanos 15:24 – Quando partir para Espanha irei ter convosco; pois espero que de passagem vos verei, e que para lá seja encaminhado por vós, depois de ter gozado um pouco da vossa companhia. ) ‘Quando parti para a Espanha’.

Está expressa aqui a visão expansionista missionária do grande apóstolo.

A Espanha agora era a sua meta, e, para tal, passaria antes por Roma.

( Romanos 15:25 – Mas agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos.) (Romanos 15:26 – Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém.).

 

Nestes versículos Paulo diz à igreja em Roma que antes terá de ir a Jerusalém, acompanhado por vários irmãos na fé, das igrejas gentílicas.

A viagem tinha um cunho filantrópico = ( Amor excessivo pela humanidade. Caridade; demonstração de generosidade; tendência para ajudar os mais necessitados ), pois levariam as ofertas das igrejas da Macedônia e Acaia para os crentes que passavam privações em Jerusalém.

 

( CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.146 ).

 

 

II – A NECESSIDADE DO PLANEJAMENTO MISSIONÁRIO (Romanos 15:22 – Por isso também muitas vezes tenho sido impedido de ir ter convosco. )

( Romanos 15:23 – Mas agora, que não tenho mais demora nestes sítios, e tendo já há muitos anos grande desejo de ir ter convosco, )

( Romanos 15:24 – Quando partir para Espanha irei ter convosco; pois espero que de passagem vos verei, e que para lá seja encaminhado por vós, depois de ter gozado um pouco da vossa companhia. )

( Romanos 15:25 – Mas agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos. )

( Romanos 15:26 – Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém. )

( Romanos 15:27 – Isto lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes dos seus bens espirituais, devem também ministrar-lhes os temporais. )

( Romanos 15:28 – Assim que, concluído isto, e havendo-lhes consignado este fruto, de lá, passando por vós, irei à Espanha. )

( Romanos 15:29 – E bem sei que, indo ter convosco, chegarei com a plenitude da bênção do evangelho de Cristo. )

 

  1. Estabelecer bases.

Um dos princípios básicos da implantação de um projeto evangelístico é feito primeiramente com o estabelecimento de uma base missionária, um ponto de apoio.

Paulo sabia que o seu projeto só teria sucesso se a igreja de Roma se tornasse um ponto de apoio: ( Romanos 15:24 – Quando partir para Espanha irei ter convosco; pois espero que de passagem vos verei, e que para lá seja encaminhado por vós, depois de ter gozado um pouco da vossa companhia. ).

A expressão “seja encaminhado por vós” traduz o termo grego propempto, que ocorre nove vezes no Novo Testamento.

Essa palavra segundo o léxico de Bauer significa “ajudar na jornada de alguém com alimento, dinheiro, companheiros e meios de viagens.

Não se faz missões sem esse tipo de apoio.

 

  1. Estabelecer intercâmbio.

Paulo não era um calouro na obra missionária nem tampouco um aventureiro em busca de glória humana.

Sua vida foi marcada pela entrega aos outros.

Em breve ele estaria abrindo outra frente missionária, mas antes deveria terminar outro empreendimento missionário já iniciado (Romanos 15:26 – Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém.).

 

Paulo já havia estabelecido parcerias entre as igrejas.

 

Aqui o intercâmbio é feito entre as igrejas da Macedônia e Acaia e a igreja de Jerusalém.

A “igreja mãe” estava sendo ajudada pelas filhas.

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

Para que a obra missionária seja realizada com excelência é necessário que haja planejamento.

 

Subsidio Bibliológico

Paulo enfatiza que as igrejas gentílicas são devedoras para com a igreja em Jerusalém, visto que a bênção do Evangelho de Cristo partiu de Jerusalém.

Era justo que, nesses momentos de perseguições e privações aqueles crentes judeus fossem ajudados.

Conforme declara o apóstolo: (Romanos 15:27 – Isto lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes dos seus bens espirituais, devem também ministrar-lhes os temporais. ).

Terminada a sua missão em Jerusalém, não lhe resta outro plano, senão ir a Roma e depois à Espanha.

Paulo sabia que havia grande perseguição contra a igreja de Jerusalém, e que seu trabalho missionário entre os gentios ainda sofria resistência de alguns judeus.

Mas ele esperava que na sua ida a Jerusalém, juntamente com irmãos representantes das igrejas gentílicas, levando ofertas para os santos de Jerusalém, fossem bem recebidos.

Paulo sabia que havia perigo de vida, pois os judeus mais fanáticos queriam a sua morte ( Romanos 15:31 – Para que seja livre dos rebeldes que estão na Judéia, e que esta minha administração, que em Jerusalém faço, seja bem aceita pelos santos; ).

Por isso, solicita à igreja que ore por esta missão em Jerusalém.

Entende Paulo que acima de tudo está a soberana vontade de Deus (Romanos 15:32 – A fim de que, pela vontade de Deus, chegue a vós com alegria, e possa recrear-me convosco. ).

 

( CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. 5. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. l46 ).

 

 

III – A NECESSIDADE ESPIRITUAL NA OBRA MISSIONÁRIA (Romanos 15:30 – E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus; )

(Romanos 15:31 – Para que seja livre dos rebeldes que estão na Judéia, e que esta minha administração, que em Jerusalém faço, seja bem aceita pelos santos; )

(Romanos 15:32 – A fim de que, pela vontade de Deus, chegue a vós com alegria, e possa recrear-me convosco. )

(Romanos 15:33 – E o Deus de paz seja com todos vós. Amém. )

 

  1. A necessidade da cobertura espiritual.

O apóstolo Paulo, ao contrário de muitos que se aventuram na obra missionária, sabia da necessidade de uma “cobertura espiritual”: (Romanos 15:30 – E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus;).

 

Há duas coisas que quero destacar aqui.

A primeira é que Paulo conta com o apoio da Trindade no seu projeto missionário.

 

Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo são invocados como suporte para sua missão.

 

A segunda é que Paulo via com muita seriedade a obra missionária e por isso rogou que os crentes lutassem em oração com ele.

 

A palavra combatais traduz o grego synagonisasthai, que significa lutar ou contender junto com alguém.

O sentido é de uma luta espiritual na oração.

 

  1. A necessidade do refrigério espiritual.

Missões envolvem conflito espiritual e muitas vezes lágrimas.

Todavia, missões são marcadas também por satisfação espiritual e alegria ( Salmos 126:5 – Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. )

( Salmos 126:6 – Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.).

 

Sem dúvida o apóstolo tinha isso em mente quando escreveu aos romanos ( Romanos 15:31 – Para que seja livre dos rebeldes que estão na Judéia, e que esta minha administração, que em Jerusalém faço, seja bem aceita pelos santos; )

( Romanos 15:32 – A fim de que, pela vontade de Deus, chegue a vós com alegria, e possa recrear-me convosco. ).

O termo grego synanapaufomai, observa o biblista William Sanday, é usado por Paulo com o sentido de “que eu possa descansar e refrigerar o meu espírito junto com vocês“.

 

Missões, portanto, é refrigério no poder do Espírito Santo.

SÍNTESE DO TÓPICO III

Existem inúmeras necessidades espirituais na obra missionária.

        

Subsídio Escatológico:

 

Professor procure enfatizar o quanto Paulo amava a obra missionária e se dedicou a ela.

Ele procurou levar o Evangelho às áreas mais carentes, onde as pessoas não tinham ouvido nada ou quase nada a respeito de Cristo.

Aproveite a oportunidade e fale com seus alunos a respeito da janela 10×40.

Diga que nesta “janela” estão os países menos alcançados com o Evangelho.

Países onde a perseguição aos cristãos é bem grande.

Ore, juntamente com seus alunos, por estes países.

Peça que Deus envie pessoas para irem como missionários.

Rogue também ao Senhor para que pessoas possam ofertar e sustentar os que já estão no campo missionário.

Se desejar, reproduza o quadro abaixo para os alunos.

 

 

Conclusão:

Nessa lição, vimos uma das razões que levou o apóstolo a visitar a igreja de Roma.

Não era apenas uma visita fortuita, mas algo planejado.

O seu alvo era o estabelecimento de um ponto de apoio para seu empreendimento missionário.

Para isso, Paulo usa esse espaço de sua Epístola para informar aos crentes em Roma das diretrizes tomadas para essa viagem.

A igreja de Roma, que não tinha Paulo como seu fundador, teria a oportunidade de ver como trabalhava e apoiar aquele que foi, sem dúvida, o maior missionário da história.

 

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Somente na Zona Oeste de São Paulo.

 

Por “Daniel Barros de Lima”

Professor da Escola Bíblica Dominical

Assembleia de Deus Vila Zatt.

Ministério de Perus.

Rua Prof. José Lourenço n° 845

Vila Zatt.

Dia 13 de Junho de 2.016.

Celular: 98548-5299

Fone: 3974-7714


 

 

 

A Tolerância Cristã – Subsídio Teológico

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A Tolerância Cristã – Lição 11 – 2° Trimestre de 2016

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INTRODUÇÃO
I – UMA IGREJA HETEROGÊNEA (Rm 14.1-12)
II – UMA IGREJA TOLERANTE (Rm 14.13-23)
III – UMA IGREJA ACOLHEDORA (Rm 15.1-13)
CONCLUSÃO

Um dos grandes conflitos na Igreja Primitiva era acerca da liberdade cristã. O livro dos Atos dos Apóstolos, no capítulo 15, narra o primeiro grande conflito que poderia levar grandes prejuízos à comunhão da novata igreja. O problema teve de ser tratado no que se chamou de o primeiro concílio da igreja. Ora, por intermédio do ministério de Paulo e de outros companheiros, muitos gentios chegaram à fé. Mas havia grandes questões: o que era preciso para ser um seguidor de Jesus? Era necessário o gentio guardar toda a lei de Moisés? Conhecer e compreender a mensagem do Evangelho não seria suficiente?

O concílio da igreja chegou à conclusão de que os gentios não precisariam guardar a Lei de Moisés, senão, apenas considerar as seguintes resoluções:
1. Não comer carne de nenhum animal que tenha sido oferecido aos ídolos;
2. Não comer sangue nem carne de nenhum animal que tenha sido estrangulado;
3. Não praticar imoralidade sexual.

Estas resoluções foram recebidas de maneira amorosa pelos gentios. Mas temas dessa natureza retornaram agora no capítulo 14 de Romanos. Pois o apóstolo Paulo volta-se novamente perante o problema que já havia sido superado. Entretanto, a questão maior é que na igreja de Roma, judeus e gentios estavam convivendo mutuamente, de modo que os judeus se escandalizavam com a liberdade dos gentios. Mas que nos chama atenção neste capítulo 14 é o ensino de tolerância que o apóstolo passa a expor:
1. “Paremos de criticar uns aos outros” (v.13);
2. “Por estar unido com o Senhor Jesus, eu estou convencido que nada é impuro em si mesmo” (v.14);
3. “Mas, se alguém pensa que alguma coisa é impura, então ela fica impura para ele”. (v.14);

O apóstolo conclui o argumento da tolerância entre irmãos da seguinte maneira: “Se você faz com que um irmão fique triste por causa do que você come, então você não está agindo com amor. Não deixe que a pessoa por quem Cristo morreu se perca por causa da comida que você come. Não deem motivo para os outros falarem mal daquilo que vocês acham bom” (vv.15,16). Pois na verdade o Reino de Deus não é comida e nem bebida, mas vida correta, em paz e com alegria no Espírito Santo (v.17). Portanto, em nome da paz e da alegria vale a pena respeitar o diferente e aquele que não pensa da mesma forma que você. Pensar diferente faz parte da grande diversidade que há na Igreja, o Corpo de Cristo. Por isso, viva em paz! Viva com alegria!

 Fonte: Revista Ensinador Cristão, Ano 17 – nº 66 – abr/mai/jun de 2016. 

http://licoesbiblicas.com.br/index.php/2014-11-13-19-35-17/subsidios

http://licoesbiblicas.com.br/#

 

RELACIONAMENTOS: SE VOCÊ TEM SUCESSO, ELES TAMBÉM TERÃO

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RELACIONAMENTOS: SE VOCÊ TEM SUCESSO, ELES TAMBÉM TERÃO
(Rm 12.9-21)

Muitos líderes cometem o erro de separar a liderança dos relacionamentos. Isso acontece quando uma pessoa chega a uma posição de liderança e presume que todos seguirão suas idéias por causa de sua posição. Alguns líderes, erradamente, acreditam que seu conhecimento por si só os qualifica para liderarem outros.

As pessoas não se importam muito como que você sabe até que saibam com o quanto você se importa com elas. Nós não devemos separar liderança dos relacionamento. Líderes ajudam a si mesmos quando desenvolvem a prática de bons relacionamentos:

1. Evite a hipocrisia – seja sincero e autêntico (v. 9).
2. Seja leal e companheiro – trate os outros como irmãos e irmãs (v. 10).
3. Dê preferência aos outros – considere os desejos alheios mais importantes que os seus próprios (v.10).
4. Seja hospitaleiro – procure os meios de resolver os problemas dos outros (v. 13).
5. Pague o mal com o bem – aja, não reaja, quando os outros lhe fazem mal (v. 14).
6. Identifique-se com os outros – considere as vitórias ou necessidades dos outros como sendo também suas (v. 15).
7. Mantenha a mente aberta diante dos outros – tente manter algum vínculo como qualquer um a quem você deseja falar (v. 16).
8. Trate os outros com respeito – isso é um elogio para qualquer pessoa (v. 17).
9. Faça tudo para manter a paz – escolha sabiamente quando repousar (v. 18).
10. Remova a vingança de sua vida – deixe Deus julgar ou outros; quanto a você, ame-os (vs. 19-21)

FONTE: Bíblia de Estudo Liderança Cristã.

O VALOR E A CONSCIÊNCIA DE UM LÍDER

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O VALOR E A CONSCIÊNCIA DE UM LÍDER – (Rm 14.1-23)
Como vamos responder a pessoas que têm valores diferentes dos nossos?

 

Esse é o assunto de Romanos 14. Paulo, nessa passagem, não está falando sobre valores eternos ou verdades absolutas, mas sobre “assuntos obscuros”, questões que podem ser questionadas e podem muito bem ser espinhenta. Os cristãos podem não concordar nesses assuntos e ainda fazerem parte da mesma igreja. A respeito dessas coisas não há qualquer declaração inequívoca de estarem certas ou erradas. Veja quais são os conselhos de Paulo para questões como as seguintes:

1. Esteja aberto, mas não seja condescendente (vs. 1-3);
2. Lembre-se de que todos respondem ao Senhor e não a você (v. 4);
3. Apegue-se às suas próprias convicções (v. 5);
4. Sejam quais forem seus valores, a razão delas é que sejam agradáveis a Deus (v. 6-9);
5. No final de tudo, você responderá por tudo ao Senhor (vs. 10-12);
6. Não seja motivo de tropeço a ninguém (v. 13);
7. Não permita que os outros lhe imponham seus valores e vice-versa (v. 14);
8. Faça do amor seu maior auxílio (v. 15);
9. O maior dos maiores e o menor dos menores (vs. 16-18);
10. Persiga a paz e acrescente valores aos outros (v. 19);
11. Não destrua ninguém lhes impondo seus próprios valores a eles (vs. 20-22);
12. Tudo que é feito sem fé está errado (v. 23).

FONTE: Bíblia de Estudo Liderança Cristã

Deveres civis, morais e espirituais – Subsídio Teológico – Lição 10.

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Lição 10 – Adultos

Deveres civis, morais e espirituais

2° Trimestre de 2016

INTRODUÇÃO
I – DEVERES CIVIS (Rm 13.1-7)
II – DEVERES MORAIS (Rm 13.8-10)
III – DEVERES ESPIRITUAIS (Rm 13.11-14)
CONCLUSÃO

O capítulo 13 de Romanos entra numa questão cara a todos os seres humanos. A história da humanidade pode ser contada a partir das sucessivas tentativas de derrubadas e soerguimentos de governos humanos. Ora, o Antigo Testamento mostra com clareza as derrubadas de impérios e reinos, e o levantamento de outros reinos no lugar daqueles abatidos. A história da humanidade também é uma história da busca e de conquista do poder.

Na época do apóstolo Paulo, o sistema de governo vigente no mundo era a Monarquia Absolutista. O poder era centralizado na pessoa do imperador de Roma. Quando o apóstolo se refere sobre a devida obediência às “Autoridades superiores”, ele se referia a autoridade civil exercida pelo governo de Roma, bem como a referência direta aos administradores do governo romano.

Um ponto que é claro na epístola, e no capítulo 13, é que as obrigações que incidem em nossa sujeição às autoridades civis, mediante ao ensino apostólico, significam fazer a “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2). Neste sentido, devemosobediência ao governo civil porque, em primeiro lugar, toda autoridade provém da parte de Deus. Neste caso, o governo e os magistrados são responsáveis para punir o malfeitor e assegurar o bem estar das pessoas de bem (Rm 13.2-5). Outro ponto: a obediência à autoridade não pode ser apenas pelo medo de ser punido, mas pela consciência de que é uma instituição divina (13.5).

Entretanto, quando lemos a carta de Paulo aos Romanos, mais especificamente o trecho sobre as autoridades civis, nós devemos levar em conta algumas questões importantes:

1. O sistema de governo de Roma na época de Paulo não é o mesmo do atual;
2. Diferentemente da Monarquia Absolutista, hoje a maioria das nações tem o sistema de governo sob a perspectiva de leis, segundo o advento das Constituições.
3. No regime das Constituições o chefe do Estado, apesar de ser uma autoridade com poderes previstos na Constituição, não é um déspota, mas o servidor da nação com limites muito claros e delimitados segundo o sistema constitucional.
4. Se a autoridade for responsável por crime de responsabilidade ou atentar contra a probidade administrativa, a Constituição prevê caminhos para a destituição dessa autoridade.

Portanto, hoje o que caracteriza a desobediência civil é o descumprimento da Constituição e do sistema de Leis vigente em nossa nação.

 Fonte: Revista Ensinador Cristão, Ano 17 – nº 66 – abr/mai/jun de 2016. 

Fonte: http://licoesbiblicas.com.br/index.php/2014-11-13-19-35-17/subsidios/lb-adultos/390-10-02-2016adutlos