Aprimoramento do Professor EBD

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Texto Pedagógico – Aprimoramento do professor

Ensinar na Escola Bíblica Dominical requer do professor aprimoramento constante. De acordo com o dicionário, “aprimorar” é melhorar a qualidade, aperfeiçoar. Para isto, é necessário vontade, esforço e administração do tempo.
A Palavra de Deus adverte: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”(II Timóteo 2:15).
Duas palavras chamam a atenção neste versículo: “procura” e “aprovado”. Procurar por algo, requer esforço e tempo. O professor da EBD deve destinar tempo para buscar subsídios para que se aprimore e possa ser julgado como obreiro aprovado, por Aquele que lhe vocacionou. Ser aprovado está relacionado a ter passado por uma análise e ter sido considerado aceitável, ter obtido aprovação.
Outro ponto para o aprimoramento é a dedicação que o docente deve ter para que ensine de forma que a aprendizagem seja mais significativa para os alunos.

Observe estes alguns exemplos de personagens bíblicos que passaram por aprimoramento na sua função ou profissão:
Os sidônios são mencionados como aqueles que sabiam cortar madeira de forma que eram reconhecidos por este feito:
“Dá ordem, pois, agora, que do Líbano me cortem cedros, e os meus servos estarão com os teus servos, e eu te darei o salário dos teus servos, conforme a tudo o que disseres; porque bem sabes tu que entre nós ninguém há que saiba cortar a madeira como os sidônios”(I Reis 5:6 – grifo nosso).
O professor de Escola Dominical pode também ser reconhecido por seus alunos como um excelente professor, que sabe ensinar como ninguém, porque busca o aprimoramento.
Setecentos homens canhotos, filhos de Benjamim, escolhidos, se destacaram por atirar com uma funda em um cabelo e não erravam:
“E contaram-se naquele dia os filhos de Benjamim, das cidades, vinte e seis mil homens que tiravam a espada, afora os moradores de Gibeá, de que se contaram setecentos homens escolhidos. Entre todo este povo havia setecentos homens escolhidos, canhotos, os quais atiravam com a funda uma pedra em um cabelo, e não erravam”(Juízes 20:15,16 – grifo nosso).
Treinar os escolhidos, os chamados para obra do ensino cristão, trará grandes resultados para o crescimento da obra de Deus. Quando isto acontece a probabilidade de acontecer ações inadequadas, por parte do professor, são pequenas.
Hirão, da cidade de Tiro, foi convidado pelo rei Salomão para realizar uma obra em cobre, pelo fato de ter sabedoria, entendimento e ciência neste ramo:
“E enviou o rei Salomão um mensageiro e mandou trazer a Hirão de Tiro. Era ele filho de uma mulher viúva, da tribo de Naftali, e fora seu pai um homem de Tiro, que trabalhava em cobre; e era cheio de sabedoria, e de entendimento, e de ciência para fazer toda a obra de cobre; este veio ao rei Salomão, e fez toda a sua obra”(I Reis 7:13,14 – grifo nosso).
Observa-se que Hirão destacou-se por saber fazer com conhecimento e prática, que certamente aprendeu com seu pai. É, pois, um exemplo para os professores da EBD, que devem buscar informação, transformá-lo em conhecimento e transmiti-lo com sabedoria. A prática docente requer esta atitude.
Bezalel foi escolhido, chamado por Deus, cheio do Espírito de Deus, de sabedoria, de entendimento, de ciência para elaborar projetos, e trabalhar em ouro, em prata, e em cobre, e em lapidar pedras para engastar, e em entalhes de madeira:
“Depois falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Eis que eu tenho chamado por nome a Bezalel, o filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência, em todo o lavor, para elaborar projetos, e trabalhar em ouro, em prata, e em cobre, e em lapidar pedras para engastar, e em entalhes de madeira, para trabalhar em todo o lavor. E eis que eu tenho posto com ele a Aoliabe, o filho de Aisamaque, da tribo de Dã, e tenho dado sabedoria ao coração de todos aqueles que são hábeis, para que façam tudo o que te tenho ordenado”(Êxodo 31:1-6).
O Espírito Santo de Deus também pode capacitar os professores da EBD no ensino da Palavra, enchendo-lhes de sabedoria e entendimento para ministrar de forma adequada.
Apolo é mencionado como aquele que era eloquente, poderoso nas escrituras, fervoroso de espírito, falava e ensinava de forma cuidadosa:
“E chegou a Éfeso um certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloquente e poderoso nas Escrituras. Este era instruído no caminho do Senhor e, fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas do Senhor, conhecendo somente o batismo de João”(Atos 18:24,25).
Ensinar de forma diligente deve ser algo que todo professor deve buscar, para que seja apto na função que exerce, com dedicação para o crescimento do reino de Deus, não correndo o risco de ser considerado desqualificado por Deus. Vale ainda acrescentar que o personagem bíblico Apolo traz um exemplo espiritual para o professor, pois ele era fervoroso de espírito, instruído no caminho do Senhor.
Aprimorar-se requer do professor preparo espiritual, teológico, secular e pedagógico. Que tal espelhar-se nos exemplos dos personagens bíblicos citados?

Por Sulamita Macedo.

Fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com.br/

A Mensagem de Cristo às Sete Igrejas

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A Mensagem de Cristo às Sete Igrejas

Ap 1.19,20 “Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer: O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas.”

A mensagem de Cristo a sete igrejas locais existentes no oeste da Ásia Menor (ver 1.4 nota) é também para instrução, advertência e edificação dos crenxtes e igrejas da presente era (cf. 2.7,11,17,19; 3.6,13,22). O valor dessas mensagens para as igrejas de hoje vê-se nos pontos a seguir: (1) é uma revelação do que Jesus ama e anela ver nas igrejas locais, mas também aquilo que Ele repele e condena; (2) uma declaração clara da parte de Cristo, no tocante (a) às conseqüências da desobediência e descuido espiritual, e (b) a recompensa da vigilância espiritual e fidelidade a Cristo; (3) um padrão pelo qual toda igreja ou indivíduo pode julgar sua verdadeira condição espiritual diante de Deus; e (4) um exemplo dos métodos de Satanás para atacar a igreja ou o cristão individualmente (ver também Jz 3.7 nota). Este estudo aborda cada um desses aspectos sob a forma de perguntas e respostas.

(1) O que é que Cristo aprova? Cristo aprova a igreja que não tolera o ímpio no seu meio, como parte dela (2.3); que averigua a vida, doutrina e declarações dos líderes cristãos (2.2); que persevera na fé, no amor, no testemunho, no serviço e no sofrimento da causa de Cristo (2.3, 10, 13, 19, 26); que abomina aquilo que Deus abomina (2.6); que vence o pecado, Satanás e o mundo (2.7, 11, 17, 26; 3.5, 12, 21); que não aceita conformar-se com a imoralidade do mundo nem com o mundanismo na igreja (2.24; 3.4); e que guarda a Palavra de Deus (3.8, 10).

(2) Como Cristo recompensa as igrejas que perseveram e permanecem leais a Ele e à sua Palavra? Ele recompensa tais igrejas (a) livrando-as do período da tribulação que virá sobre o mundo inteiro (3.10), (b) concedendo-lhes seu amor, presença e estreita comunhão (3.4, 21), e (c) abençoando-as com a vida eterna (2.10b).

(3) O que é que Cristo reprova? Cristo reprova a igreja que diminui sua profunda devoção pessoal a Deus (2.4); que se desvia da fé bíblica; que tolera dirigentes, mestres ou leigos imorais (2.14,15, 20); que se torna espiritualmente morta (3.1) ou morna (3.15,16); e que substitui a verdadeira espiritualidade, i.e., a pureza, a retidão e a sabedoria espiritual (3.18) por sucesso e recursos materiais (3.17).

(4) Como Cristo castiga as igrejas (cf. 3.19) que entram em declínio espiritual e que toleram a imoralidade no seu meio? Ele as castiga mediante (a) a não renovação do seu lugar no reino de Deus (2.5; 3.16), (b) a perda da presença de Deus, do poder genuíno do Espírito Santo, da verdadeira mensagem bíblica de salvação e da proteção dos seus membros contra a destruição por Satanás (2.5,16; 3.15-19; ver Mt 13, notas a respeito do bem e do mal dentro do reino dos céus durante esta era) e (c) seus líderes postos sob juízo divino (2.20-23).

(5) O que a mensagem de Cristo revela concernente à tendência natural das igrejas à estagnação espiritual, declínio e apostasia? (a) As sete cartas sugerem que a tendência das igrejas é acomodar-se no erro, aceitar falsos ensinos e adaptar-se aos princípios anticristãos prevalecentes no mundo (ver Gl 5.17 nota). (b) Além disso, observa-se que freqüentemente homens e mulheres apóstatas, vis e infiéis estragam as igrejas (2.2,14,15,20). Por essa razão, o progresso espiritual de uma igreja nunca deve ser evocado como prova de que ela está dentro da vontade de Deus, nem para se afirmar que anda na verdade e na doutrina do Senhor. O evangelho, i.e., a mensagem original de Cristo e dos apóstolos, é a autoridade suprema para avaliar o certo ou o errado nesse campo.

(6) Como podem as igrejas evitar a decadência espiritual e o conseqüente julgamento por Cristo? Estas cartas revelam várias maneiras. (a) Primeira e mais importante: todas as igrejas devem estar dispostas a “ouvir o que o Espírito diz às igrejas” (2.7). A Palavra de Jesus Cristo sempre deve ser o guia da igreja (1.1-3, 11), pois esta Palavra, conforme revelada aos apóstolos do NT mediante o Espírito Santo, é o padrão segundo o qual as igrejas devem verificar suas crenças e atividades e renovar a sua vida espiritual (2.7, 11, 17, 29; 3.6,13, 22). (b) As igrejas devem continuamente examinar seu estado espiritual diante de Deus e, se for o caso, corrigir seu erro de tolerância ao mundanismo e imoralidade entre os crentes (2.4, 14, 15, 20; 3.1,2,14-18). (c) A frieza espiritual poderá ser extinguida em qualquer igreja ou grupo de crentes, quando houver arrependimento sincero do pecado e um retorno decidido ao primeiro amor, à verdade, pureza e poder da revelação bíblica de Jesus Cristo (2.5-7,16,17; 3.1-3,15-22).

Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

SOBRE O BATISMO EM ÁGUAS

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FONTE: LIVRO “MANUAL DE DOUTRINA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL”- Elaborado pelo Conselho de Doutrina da CGADB – CPAD – 6ª Edição 2004.

 

SOBRE O BATISMO EM ÁGUAS

Cremos no batismo bíblico efetuado por imersão do Corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo

(Mt 28.19; Rm 6.1-6; Cl 2.12).

O batismo em águas (do grego baptzõ, “mergulhar”, “submergir”) é uma das duas ordenanças que Cristo deixou à Igreja (Mt 28.19). Através do batismo, o novo convertido, que já faz parte do Corpo de Cristo pelo novo nascimento, dá o seu testemunho público do que lhe aconteceu. Trata-se, portanto, de uma confissão pública de fé em Cristo, por intermédio de atos e palavras, onde o batizando mostra ter aceitado plenamente as verdades da Bíblia Sagrada.

No ato do batismo em águas, o convertido mostra ter morrido para o mundo e renascido para Cristo, para viver agora em “novidade de vida” (Rm 6.4).

As águas do batismo não visam limpar os nossos pecados. O Novo Testamento mostra claramente ser o sangue de Jesus, e não as águas do batismo, o que nos purifica e perdoa. Mediante o sangue de Jesus somos justificados, nossa consciência é purificada e somos redimidos (Rm 5.9; Hb 9.14; 1 Pe 1.18,19).

Embora a igreja católica e algumas denominações evangélicas pratiquem o batismo por aspersão ou efusão, a história e a etimologia do verbo grego baptzõ mostram ser a imersão a forma bíblica.

Pedro, ao falar sobre o batismo para “perdão dos pecados” (At 2.38), usou a mesma expressão grega utilizada por João Batista, quando este afirmou: “E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento” (Mt 3.11). O batismo de João Batista não produzia o arrependimento, mas apontava para ele. Assim também a expressão petrina. “Para perdão dos pecados” significa “por causa do perdão dos pecados” ou “como testemunho de que os vossos pecados foram perdoados”. Nesse caso, o batismo tornou-se não somente um testemunho, mas um compromisso de viver uma nova vida no poder do Cristo ressuscitado.

O batismo em águas é só para os convertidos

De acordo com a Bíblia o batismo em águas é somente para os que já se converteram a Cristo. Jesus ordenou a seus discípulos: “Portanto, ide, ensinai [fazei discípulos em] todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

Observe que a ordem do texto é fazer primeiro discípulos e depois batizar. Em Marcos 16.16, o crer vem antes do batismo. Quando Filipe pregava e em nome de Deus realizava milagres, as pessoas criam e então eram batizadas (At 8.12). Essas pessoas foram batizadas sempre depois de terem crido. Em alguns casos, pessoas receberam o batismo com Espírito Santo antes de serem batizadas em águas, mas está bem claro que o batismo em águas é somente para aqueles que confessam Cristo como Salvador.

Considerando todos esses exemplos, chegamos a conclusão de que não devemos, em hipótese alguma, batizar crianças, pois elas, não tendo ainda chegado à idade da razão, não têm nenhuma capacidade de confessar a Cristo como Salvador.

A Bíblia é contra o rebatismo

O batismo em águas deve ser ministrado uma só vez. É nesse sentido que Paulo escreve aos Efésios: “[…] uma só fé; um só batismo” (Ef 4.5).

O batismo

O modo. A palavra “batizar”, usada na fórmula de Mateus 28.19,20, significa literalmente, como já foi explicado, “mergulhar” ou “imergir, submergir”. Alguns, mesmo pertencendo a igrejas que batizam por aspersão, admitem que a imersão é o modo primitivo de batizar.

A fórmula. “[…] batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19). Há quem confunda a declaração de Pedro em Atos 2.38 com a fórmula citada em Mateus 28.19. As palavras proferidas por Pedro não representam uma fórmula batismal, e sim uma declaração de que as pessoas que reconheci¬am Jesus como Senhor e Cristo recebiam batismo.

A Didaquê, um documento escrito aproximadamente no ano 100 d.C, fala do batismo cristão celebrado em nome do Senhor Jesus Cristo. Mas o mesmo documento, ao descrever o rito detalhadamente, usa a fórmula trinitária. Por ser essa a determinação de Jesus, os que nele crêem e o recebem como Senhor jamais deveriam mudar a fórmula por Ele estabelecida.

Quem deve se batizado. Todos os que sinceramente se arrependem de seus pecados e recebem a Cristo como Salvador e Senhor são elegíveis para o batismo (At 2.4). O batismo em águas é uma confissão pública de fé em Cristo, por intermédio de atos e palavras, na qual o batizando mostra ter aceitado plenamente as verdades concernentes à encarnação, à morte e à ressurreição de Cristo.

No ato do batismo, o convertido mostra ter morrido para o mundo e renascido para Cristo, vivendo agora em novidade de vida. Concluindo, o batismo em águas, em si, não tem nenhum poder de salvar uma pessoa. Mesmo porque não se batiza alguém para ele ser salvo, e sim porque já é salvo.

FONTE: LIVRO “MANUAL DE DOUTRINA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL”- Elaborado pelo Conselho de Doutrina da CGADB – CPAD – 6ª Edição 2004.

Lição 3 – Dinâmica: Missão Integral

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Dinâmica: Missão Integral

Objetivo: Estudar e refletir sobre a missão da Igreja.

Material:

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Palavras digitadas: MISSÃO, IGREJA, INTEGRAL, EVANGELIZAR, ENSINAR, DISCIPULAR, AJUDAR OS NECESSITADOS, PROMOVER COMUNHÃO.

Figuras: Igreja, mãos, pés, joelhos (ou pessoa ajoelhada).

Procedimento:

– Coloquem as duas cartolinas, lado a lado, num quadro ou parede e fixem a palavra MISSÃO na parte central superior das duas cartolinas.

– Perguntem para os alunos:

Qual a missão da empresa onde você trabalha ou estuda?

A missão do banco que você é correntista?

A missão do supermercado que você costuma comprar?

– Aguardem as respostas.

Certamente, poucos alunos saberão responder ou podem até não se lembrar. Pesquisem com antecedência qual a missão de algumas instituições. Escrevam as respostas dos alunos e as informações de sua pesquisa na cartolina do lado esquerdo. Comentem sobre cada missão relacionando-a com a empresa.

– Coloquem na cartolina da direita, a figura da Igreja e perguntem:

Qual a missão da Igreja?

Escrevam as respostas nessa cartolina. Talvez as respostas não abranjam toda a missão da Igreja.

– Falem: “Vocês apontaram a missão x ou y da igreja”. Coloquem na cartolina a palavra que faz referência a missão mencionada.

Por exemplo:

Missão apontada pelos alunos: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho”. Vocês colocarão a palavra EVANGELIZAR.

Missão apontada pelo aluno: “Ide e ensinai”. Vocês colocarão a palavra ENSINAR.

– Agora, falem: “Mas, a missão da igreja é mais abrangente”. Acrescentem as outras palavras: DISCIPULAR, AJUDAR OS NECESSITADOS, PROMOVER COMUNHÃO.

– Leiam com os alunos cada palavra que compõe a missão da Igreja e digam: Esta é a missão integral da Igreja. Coloquem a palavra INTEGRAL, ao lado da figura da IGREJA.

– Questionem: Temos cumprido esta missão de forma integral? O que nos falta?

– Coloquem a terceira cartolina, com as figuras das mãos, dos pés e joelhos (ou pessoa ajoelhada).

– Perguntem: O que podemos fazer para cumprir a missão da igreja, com as mãos, os pés e os joelhos? Analisem as respostas e depois organizem com os alunos que atividades a classe pode realizar durante a semana, um mês etc.

– Para concluir, enfatizem que a missão da Igreja deve ser realizada de forma constante e sistemática e não apenas com ações pontuais.

Por: Sulamita Macedo.

Postado por Sulamita Macêdo às 12.7.16 0 comentários

Marcadores: Subsídio Pedagógico Adultos – 2016

FONTE: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com.br/

DEUS, O PRIMEIRO EVANGELISTA – Subsidio Teológico – Lição 2 III Trimestre 2016

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Deus, o Primeiro Evangelista

Lição 02 – 3° Trimestre de 2016

INTRODUÇÃO
I – A CHAMADA DE ABRAÃO
II – A PALAVRA DE DEUS É EVANGÉLICA
III – EXECUTANDO O TRABALHO DE DEUS
CONCLUSÃO

O Antigo Testamento é o primeiro documento da Bíblia Sagrada que conta a história de salvação do Deus Trino. Ali, o Altíssimo se deu a conhecer ao ser humano. Primeiro a Adão, depois a Abel, mais tarde a Sete. É bem verdade que em Adão, antes da Queda, a relação de Deus com o nosso primeiro pai era intensa, diária, como a de um pai com o filho que se veem, conversam e se relacionam em amor e carinho.

Após a Queda, portanto, essa relação foi dificultada. A Palavra de Deus diz que “as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Is 59.2). O pecado transtornou uma relação amorosa e desembocou numa tragédia. A seção dos capítulos 1 a 11 de Gênesis dá conta dessa tragédia humana, isto é, a rebelião dos seres humanos contra Deus: multiplicação da violência humana; intensificação da promiscuidade; o gênero humano se corrompendo em todos os aspectos da vida. Enfim, mais tarde Deus trouxe o seu juízo com o Dilúvio (Gn 6).

Deus seu deu a conhecer
Os 11 primeiros capítulos de Gênesis relatam a tentativa da parte de Deus em se revelar ao homem e trazê-lo à consciência das coisas, à verdade dos fatos. Após a Queda, o ápice dessa autorevelação divina se deu com Abraão, onde foi estabelecida a Aliança de Deus, que efetivou essa autorrevelação divina para o homem (Gn 12-50). É a partir de Abraão que começa de fato a história da salvação de Deus por intermédio do seu povo, Israel. Por isso, faz todo o sentido dizer que Deus foi o primeiro evangelista, pois a primeira iniciativa de se revelar ao homem foi exclusivamente dEle. Ele quem se deu a conhecer. Após o Dilúvio e a geração de Noé, Abraão foi a primeira pessoa que entendeu e aceitou o propósito de Deus para efetivar a sua Aliança em toda a Terra.

Uma história evangélica
Logo, a história do Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), dos Escritos (Josué a Cantares) e dos Profetas (Isaías a Malaquias), que formam o cânon do Antigo Testamento, é a extensão dessa Aliança de Deus com Abraão — essa é uma das razões pelas quais o Antigo Testamento é indissociável do Novo. Nesse sentido, além de Abraão e Moisés, a história de Israel, sua poesia e seus escritos proféticos são comprometidamente evangélicos. O povo de Israel foi forjado por Deus para dar testemunho da grandeza e da beleza do seu Reino a fim de convencer as nações daquele tempo de que havia um único Deus, o criador dos céus e da terra: o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.

 Fonte: Revista Ensinador Cristão, Ano 17 – nº 67 – julho/agosto/setembro de 2016. 

O que é Evangelização – Lição 01

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O que é Evangelização

3° Trimestre de 2016

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INTRODUÇÃO
I – EVANGELISMO E EVANGELIZAÇÃO
II – POR QUE TEMOS DE EVANGELIZAR
III – COMO EVANGELIZAR
CONCLUSÃO

 

Desde o tempo apostólico, a Igreja teve o entendimento de que a natureza da sua existência é dependente do ato de proclamar o Evangelho a toda a humanidade. Após o derramamento de Pentecostes, a Igreja não teve dúvida de que o seu caminho era proclamar com alegria e amor o Cristo Crucificado e Ressurreto a fim de que todo ouvinte quebrantasse o coração e se rendesse à soberania de Cristo (At 2.37).

A mudança de foco
Infelizmente, em muitos lugares hoje, a igreja não tem mais anunciado o Cristo Crucificado e Ressurreto, pois tem mudado o foco do seu anúncio. Ora, antigamente, a “fórmula” da pregação apostólica era resumida em “Cristo foi crucificado”, “Mas ressuscitou ao terceiro dia” e “Arrependei-vos e crede no Evangelho!”. Porém, hoje, em muitos lugares, não é mais assim. Graças a Deus, ainda há igrejas que apresentam o convite de salvação com o mesmo propósito com o qual os santos apóstolos apresentavam, honrando a Cristo e às Sagradas Escrituras. Mas, temos a incômoda sensação de que esse comportamento não é mais a regra.

Crentes, mas sem saber em que creem.
Não é difícil conhecermos pessoas que frequentam um templo e que se dizem membros de uma igreja evangélica, mas quando perguntadas sobre como Jesus Cristo foi apresentado a elas, de pronto ouviremos: “Aquele que resolve todos os meus problemas” ou “Quem me faz prosperar”; ou ainda “Aquele que me faz triunfar”. Embora não sejam teses mentirosas, esses relatos não são o testemunho que os santos apóstolos deram a vida toda, entregando as próprias vidas a fim de salvar pessoas da perdição eterna. Para a nossa tristeza, atualmente, é possível encontrar membros de igreja que nunca ouviram sobre a gravidade e a seriedade do problema do pecado.

Um convite
Por isso, o presente trimestre é um convite para a Igreja de Cristo recuperar a alegria de comunicar o Evangelho genuíno. As fórmulas são muitas! É preciso buscar todos os meios disponíveis para evangelizarmos. Não apenas o eletrônico, digital, por intermédio da televisão ou da internet, mas principalmente no relacionamento pessoal. As melhores e mais eficazes evangelizações se deram num bate papo de uma praça de alimentação, na rua, em uma casa, nas escola, num shopping, no consultório médico, na sala de aula, numa roda de colegas, no transporte público como ônibus, táxi, avião etc. O contexto muda, pois o mundo está em constante transformação, mas o objetivo da mensagem é o mesmo: apresentar o Cristo Crucificado, o Cristo Ressuscitado e fazer o convite ao arrependimento.

 Fonte: Revista Ensinador Cristão, Ano 17 – nº 67 – julho/agosto/setembro de 2016. 

http://licoesbiblicas.com.br/index.php/2014-11-13-19-35-17/subsidios/lb-adultos/403-01-03-2016-adultos

O cultivo das relações interpessoais – Comentário Lição 13.

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O cultivo das relações interpessoais

 Lições Bíblicas - Adultos: Maravilhosa Graça - O Evangelho de Jesus Cristo revelado na carta aos Romanos. José Gonçalves - lição 13 - O cultivo das relações interpessoais.

Por Eliseu Antonio Gomes

Tem sido levantada uma tese através dos anos pelos estudiosos de que o último capítulo de Romanos não pertence à Carta aos Romanos, mas sim à Carta aos Efésios. Este argumento é frágil e sem provas consistentes, pois coloca dúvidas sobre as pessoas citadas por Paulo, visto que ele não havia visitado Roma até a data da epístola.

Não é surpreendente que muita gente que Paulo conheceu em outros lugares, estabeleceu moradia em Roma. O imperador Claudio havia expedido o edito expulsando os judeus de Roma em 49 AD e ao morrer, cinco anos depois, houve revogação de seu decreto, situação que, provavelmente, tenha estimulado o retorno de muitas pessoas para a Capital do Império. Portanto, não há o que suspeitar sobre o endereçamento deste último capítulo, posto que existe contexto histórico aceitável para considerar que Paulo podia perfeitamente ter mantido relacionamento com aquelas pessoas citadas em suas viagens missionárias em outras regiões, como Éfeso e Corinto.

A listagem de saudações.

O apóstolo redige a carta citando 26 indivíduos e cinco famílias, judeus e gentios, gente  simples e autoridades. A lista é grande. Seu ministério alcançou tanto os mais altos escalões quanto o povo mais humilde.

O apóstolo Pedro

Notavelmente, o nome do apóstolo Pedro está ausente na lista de saudações enviadas por Paulo no capítulo final de sua missiva. É aceitável afirmar a ideia de que na ocasião em que estas saudações foram destinadas a Roma, Pedro ainda não pastoreasse aquela igreja. É certo que se estivesse à frente da igreja de Roma, seu nome figuraria no topo da listagem das saudações paulinas.

Paulo recomenda Febe (Romanos 16.1-2).

Ao chegar o momento de Paulo colocar o ponto final em sua correspondência, ele apresentou aos destinatários de sua carta quem a levaria até Roma: uma pessoa de sua confiança que ele chamava apenas de Febe – não existe informação se era solteira, casada ou viúva. Paulo destaca uma qualidade ímpar na vida cristã de Febe, que é a hospitalidade. A expressão “tem hospedado a muitos e a mim mesmo” (16.1-2; ARA) dá o sentido de alguém patrocinadora, financeiramente, de atividades e sustento de obreiros na Obra do Senhor. Em sua carreira de fé, Febe foi uma cristã protetora de muitos crentes e também do apóstolo, alguém dedicada que não media esforços para socorrer os irmãos em Cristo.

A recomendação de Paulo a Febe deixa um marco na história do cristianismo, pois é uma evidência do importante papel que as mulheres desempenharam na Igreja Primitiva. Ela era uma cristã descrita como alguém sempre servindo ao Senhor na igreja situada em Cencreia, local no qual era moradora, cidade que havia um porto marítimo ao oeste de Corinto, cerca de dez quilômetros do centro desta cidade. Demonstrou-se útil no serviço cristão, é tradicionalmente considerada modelo para todas as mulheres que trabalham na Obra de Deus. Provavelmente, Febe era em Cencreia o que Lídia era em Felipos.

Aparentemente, Febe era uma pessoa rica, serviu de apoio espiritual, moral e financeiro ao projeto missionário, e gozava de grande prestígio na igreja. A expressão “a qual serve na igreja que está em Cencreia” destaca o termo grego “diakonia”, que em português é “servir” e denota uma função que representava cargo de alguma liderança. A palavra “servir” em 16.1 é a forma feminina do mesmo vocábulo traduzido como “diácono” em textos como 1 Timóteo 3.8, o que  sugere a ideia de que os deveres de um “diakonos” podiam ser cumpridos por homens e mulheres; deixa transparecer ser Febe uma pessoa que exercia o ofício de diaconisa naquela igreja, e que o apóstolo não era tão negativo quanto ao ministério feminino na igreja.

Os intérpretes acreditam que Febe se converteu durante a estadia de Paulo em Corinto, que durou dezoito meses.

Em sua redação, Paulo recomenda Febe à hospitalidade e à comunhão dos cristãos a quem está escrevendo.

• Áquila e Priscila (Romanos 16.3-4).

Áquila (em grego águia) era um judeu cristão. Não se sabe quando ocorreu sua conversão a Cristo, supõe-se que tenha sido em sua terra natal, no Ponto (antigo distrito da Ásia Menor,  próximo do Mar Negro) ou em Roma. Priscila era esposa de Áquila, também conhecida como Prisca, o seu nome formal. Das seis vezes em que o casal é mencionado, ambos estão juntos: Atos 18.2, 18, 26; 1 Coríntios 16.19 e 2 Timóteo 4.19.

Em paralelo com o jovem pastor Timóteo, os dois destacam-se entre todos os nomes citados por Paulo, pois foram amigos do apóstolo durante todo seu ministério. Eles eram pessoas de origem judaica, convertidas ao cristianismo, trabalhavam no ramo de fabricação de tendas, com quem o apóstolo havia convivido algum tempo em Corinto, tanto nas tarefas seculares quanto no evangelismo cristão. Os dois haviam sido expulsos de Roma, junto com Paulo, pelo imperador Claudio mas voltaram a habitar em Roma e formavam, com os demais crentes na capital do Império, a igreja de Cristo.

Havia profunda amizade entre Paulo e o casal, pois, já uma vez, tinham expostos suas vidas ao perigo na causa do Evangelho, em sua própria defesa (versos 3 e 4).

Paulo considerava Áquila e Priscila amigos leais e colaboradores em Cristo, na maioria das vezes em que o casal é citado, o nome de Priscila aparece em primeiro lugar, pois ela se destacava no ministério. Tudo indica que os dons de Priscila eram maiores que os dons de Áquila, ou que se deva ao fato de ela ter personalidade mais extrovertida ou ser mais fervorosa espiritualmente (embora alguns estudiosos tenham concluído que ela tenha pertencido a uma classe social superior à dele). Seja qual for o motivo, segundo as leituras bíblicas, está claro que Priscila sempre era auxiliada de perto por Áquila.

É significativo notar que, exceto 1 Coríntios 16.19, quando Paulo relata o ambiente da residência do casal, usado para realização de cultos, o nome Priscila apareça depois do nome de Áquila. Muitos estudiosos sugerem que esta ordem de colocação de nomes coincide com o ensino de Paulo sobre o relacionamento conjugal entre cristãos no lar, em que o homem é apontado como o cabeça da mulher na estrutura do matrimônio (Efésios 5.22-33). Também, há exceção no relato de Lucas, quando o casal encontra-se pela primeira com Paulo, o nome de Áquila precede ao da esposa (Atos 18.1-2).

Negociantes como Áquila e Priscila não passavam muito tempo num lugar naqueles dias. Não era improvável e nem incomum que deixassem procuradores a cargo das filiais da indústria de tendas de Corinto e de Éfeso, como possivelmente fizeram com sua filial de Roma quando tiveram que sair no episódio da determinação do imperador Claudio. E da mesma maneira que a igreja em Éfeso se reunia na residência de Aquila e Priscila, também um grupo de crentes se reuniam na casa deles em Roma (verso 5).

• Epêneto (Romanos 16.5)

Paulo cita Epêneto como “meu amado”. Provavelmente ocupava um lugar especial no coração do apóstolo pois era o primeiro convertido da Ásia, a primeira indicação da graça de Deus na vida do povo que habitava ali.

• Maria (Romanos 16.6).

Seis mulheres figuram no Novo Testamento com o nome Maria:

• a mãe de Jesus é a mais proeminente entre elas (Lucas 1.26-33; Atos 1.14);

• Maria Madalena, discípula de Jesus (Lucas 8.2; João 20.15 -18);

• Maria de Betânia, ouvinte atenta dos ensinos de Cristo, irmã de Marta e Lázaro, trio de amigos bem chegados de Jesus (João 11.1; João 12.1-3);

• Maria, esposa de Clopas, mãe de Tiago e José (João 19.25; Mateus 28.1);

• Maria, mãe de João Marcos, que abrigou Pedro ao ser libertado da prisão milagrosamente. É citada nominalmente apenas em Atos 12.12; e

• Maria de Roma, citada pelo apóstolo Paulo no último capítulo da Carta aos Romanos.

Um nome também destacado entre os demais, na listagem de saudação do apóstolo, Maria de Roma, é outra mulher que tem papel de destaque nas páginas da Bíblia, a quem Paulo acrescenta “muito trabalhou” pela igreja. Esta expressão é vertida do termo grego “kapio”, que tem o sentido de esforçar-se, trabalhar duramente. O sentido desta palavra nos faz entender que ela derramou muito suor, gastou tudo o que tinha para ajudar seus irmãos na fé, ou talvez a fim de indicar que ela trabalhava fora de Roma pela causa do Evangelho.

Mas, como Paulo poderia saber quem havia trabalhado muito pelos cristãos em Roma se não estava presente lá? Com certeza, contava com algumas fontes de informação (Romanos 1.8). Sendo Maria ligada àquela igreja nos primeiros dias desta, Áquila e Priscila a conheceram e comentaram sobre o labor voluntário dela ao apóstolo.

• Andrônico e Júnias (Romanos 16.7).

Paulo se refere a Andrônico e Júnia como “meus parentes e companheiros de prisão” (2 Coríntios 11.23). Provavelmente fossem parentes de sangue do apóstolo, ou apenas identificados como judeus. Não se sabe onde estiveram juntos no cárcere. Converteram-se antes de Paulo, que os considerava conceituados apóstolos. Presume-se que são chamados de apóstolos porque viram o Cristo ressurreto, também cogita-se que a utilização do termo “apóstolo” é mais generalizada, correspondente ao que hoje chamamos de “missionários” (Atos 14.14; 1 Coríntios 15.7).

Não há consenso se Júnia era homem ou mulher.  Houve algumas sugestões , ao longo de séculos, de que provavelmente era uma mulher. Trata-se de um termo latino e pode ser a contração do nome masculino Junianus ou do feminino Júnia.

• Amplíato (Romanos 16.8).

Paulo o descreveu como “meu amado no Senhor”. Seu nome era comum em Roma, onde vivia.

• Urbano / Estáquis (Romanos 16.9).

Paulo cita Urbano como “nosso cooperador em Cristo” e a Estáquis como “meu amado”.

Urbano (“Urbanus”, pertence a “urbs” ou “cidade” – refere-se à Roma). Pela própria natureza do nome, muito comum, vivia em Roma.

Estáquis (em grego, “carro de grãos” / “espiga”), não é um nome muito comum e nas duas ocorrências de sua citação está associado com a casa imperial. Vivia em Roma e é chamado por Paulo como “meu amado”, para significar que era um amigo muito querido.

• Apeles / “os da casa de Aristóbulo” (Romanos 16.10).

Cristão romano, Apeles é citado por Paulo como “aprovado em Cristo”. Talvez porque tenha sofrido perseguições. Nenhuma informação adicional é dada sobre ele na Bíblia.

Não se pode determinar quem exatamente é exatamente este Aristóbulo (em grego significa excelente). É sugerido que fosse irmão de Herodes Agripa I, também que fosse o neto de Herodes o Grande, que viveu em Roma no primeiro século e também chamava-se Aristóbulo. Desfrutava da amizade do imperador Claudio. O fato de ele mesmo não ser saudado por Paulo, significa que somente outros membros de sua família ou seus escravos fossem cristãos.

• Herodião / “os da família de Narciso” (Romanos 16.11).

Não está claro se Paulo se refere a Herodião como seu parente ou se como um judeu entre muitos gentios cristãos. A primeira alternativa é mais convincente, de acordo com o contexto, desde que outros nomes  judaicos são mencionados na lista.

O fato de que Narciso, cidadão romano, não é saudado pelo apóstolo pode informar que somente sua família, ou escravos em sua casa, eram cristãos.

• Trifena e Trifosa / Perside (Romanos 16.12).

Trifena (em grego, delicadeza). Provavelmente, parenta próxima de Trifosa, ou irmã gêmea desta, caso em que não era incomum dar nomes derivados da mesma raiz.

Perside (significa “mulher persa”) é uma pessoa que está entre os cristãos de Roma, descrita por Paulo como alguém que “muito trabalhou no Senhor”.

• Rufo e sua mãe (Romanos 16.13).

Rufo, palavra de origem italiana, significa vermelho ou ruivo, nome muito usado em Roma e Itália, o que faz pensar que era uma pessoa cuja origem é esta localidade, exceto a menção em Marcos 15.21, que informa o seguinte: “E obrigaram a Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar-lhe a cruz”. O evangelista escreveu aos crentes de Roma e aparentemente Rufo é citado porque era conhecido dos crentes romanos. Mas, pouco provável que Marcos tenha citado a mesma  pessoa que consta na lista de saudações escrita por Paulo.

Provavelmente, o apóstolo hospedou-se na casa de outra pessoa chamada Rufo, alguém que não é a mesma citada pelo evangelista. Paulo o descreve como “eleito do Senhor”. Na ocasião da hospedagem, a mãe deste Rufo, que consta em Romanos 16.13, esmerou-se em cuidar bem do apóstolo, como se ele fosse seu próprio filho.

• Asíncrito / Flegonte / Hermes / Pátrobas / Hermas / “aos irmãos que estão com eles”(Romanos 16.14).

Asíncrito, citado apenas neste versículo, mas que igualmente como os outros indivíduos mais conhecidos, recebeu a atenção pessoal e o cuidado pastoral, expressos nas saudações de Paulo.

Flegonte (em grego, “queimado). Também, uma pessoa cujas ações são desconhecidas nas páginas bíblicas, entretanto, por receber o reconhecimento pessoal do apóstolo, sabemos que era cristão e integrante da equipe de obreiros de Paulo.

Hermes / Hermas. Abreviação de algum destes nomes: Hermágonas, Hermógenes e Hermódoro. Era um nome bem comum nos dias da Igreja Primitiva. Gerações mais tarde, era o nome de outra pessoa, que escreveu o livro O Pastor de Hermas, que surgiu em cerca de 150 a. C., As duas pessoas não devem ser confundidas.

Pátrobas, outra pessoa que tem o nome arrolado entre os cristãos de Roma, que recebeu saudação especial por ser parte de um grupo de cristãos que se reuniam para louvar a Deus.

Hermas. Aparentemente, a segunda pessoa cujo nome é homônimo do autor do livro apócrifo Pastor de Hermas. Homônimo este que era um componente do grupo de cristãos de Roma saudados por Paulo em sua carta, quando este manifestou cuidado pessoal e preocupação pastoral pelos seguidores de Cristo.

•  Filólogo / Júlia / Nereu e sua irmã / Olimpas, e “todos os santos que com eles estão” (Romanos 16.15).

Filólogo e Júlia eram parentes, mas não se tem certeza se eram talvez marido e esposa. Júlia é nome que sugere algum tipo de associação com a casa imperial.

Nereu, um cristão que vivia em Roma e a irmã, foram saudados pelo apóstolo Paulo. Ambos, juntamente com outros irmãos em Cristo pouco lembrados nas páginas bíblicas, também receberam o reconhecimento pessoal de Paulo como ocorreu com tantos indivíduos de diferentes congregações do primeiro século.

Olimpas é forma abreviada de Olimpiodoro. Um dos cristãos que vivia em Roma e cuja história de vida é pouco conhecida, a não ser pelo fato de seu nome tornar-se notório ao estar alistado entre os nomes que o apóstolo demonstrou cuidado no final de sua carta apostólica remetida aos crentes romanos.

O beijo e o aperto de mãos da paz (Romanos 16.16).

O ósculo era um hábito oriental e uma prática muito especial entre os judeus. Os hebreus saudavam-se uns aos outros com um beijo santo, como símbolo da paz e amor fraternal, o gesto recíproco comunicava a cordialidade e a amizade.

E, desejoso que esta espécie de cumprimento representasse mais do que simples atitude de manifestação de amizade, querendo que tal gesticulação tivesse um profundo sentido espiritual e fraternal entre os remidos por Cristo, Paulo recomenda que os cristãos se cumprimentem com o beijo de amor fraterno, costume que até hoje desempenha um papel importante na liturgia da Igreja Oriental, inclusive entre os gentios não-cristãos (Romanos 16.16; e 1 Coríntios 16.20; 2 Coríntios 13.12; 1 Tessalonicenses 5.26; 1 Pedro 5.14).

Quem dá prosseguimento nesta prática na liturgia da igreja, simplesmente expande a prática da cultura oriental, pois o apóstolo não introduziu esta espécie de cortesia como uma das regras da doutrina cristã – apenas utilizou como costume regional comum. O aperto de mãos é a tradicional maneira de saudação entre os cidadãos ocidentais, incorporado às relações interpessoais da cristandade que encontra-se no Ocidente.

A palavra de advertência: Romanos 16.17-20.

“Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos. Pois a vossa obediência é conhecida por todos; por isso, me alegro a vosso respeito; e quero que sejais sábios para o bem e símplices para o mal. E o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos vossos pés a Satanás. A graça de nosso Senhor Jesus seja convosco” – Almeida, Revista e Atualizada (ARA).

A saudação de outros irmãos (Romanos 16.21-23).

Paulo, ao lembrar seus companheiros ministeriais, companhia em lutas em prol do Evangelho, revela-se líder humilde, respeitador de seus irmãos de batalhas espirituais. Ele não é um líder personalista, não é egoísta, não sente dificuldade em declarar os nomes dos obreiros que o ajudaram em sua carreira de fé.

Timóteo, cooperador direto de Paulo em Éfeso, participante de muitos sofrimentos, é o mais conhecido entre todos os colaboradores do ministério do apóstolo.

É possível que o cooperador Lúcio seja o mesmo de Atos 13.1 ou o médico Lucas, escritor do Evangelho de Cristo que carrega seu nome e de Atos dos Apóstolos.

Jasom, pode ser o mesmo que tem citação em Atos 17.5, 7; e Sosípatro pode ser o mesmo referenciado em Atos 20.4.

Tércio, o escriba que escreveu a carta ouvindo o que o apóstolo ditava, é um personagem desconhecido das páginas bíblicas, e não deveria causar surpresa a ninguém a gentileza de Paulo ao permitir que o próprio se identificasse e mandasse sua saudação aos destinatários da epístola usando o pronome pessoal da primeira pessoa do singular.

Gaio, descrito como uma pessoa acolhedora que hospedou Paulo e muitos cristãos de Roma, em sua casa havia reuniões de ensino cristão (Atos 20.4). 1 Coríntios 1.14 relata como Paulo ganhou Gaio para Cristo e o batizou quando fundou a igreja de Corinto. Provavelmente, ele era o mordomo ou tesoureiro da cidade de Corinto, também citado em Atos 19.22; 2 Timóteo 4.20.

Erasto, um procurador da cidade Roma, era companheiro de Paulo, assim como era Quarto, que Paulo se refere como “o irmão”.

A doxologia final de Paulo (Romanos 16.24-27).

Qual mistério o apóstolo se refere ao expressar louvor e adoração a Deus no encerramento da carta? É o mistério que já havia sido descoberto na revelação do Verbo Encarnado, que é Jesus (João 1.1-3); estava oculto, porém, agora está manifesto e notificou-se pelas Escrituras dos profetas e está evidenciado a todas as nações para obediência da fé dos judeus e gentios através da obra redentora de Cristo (Romanos 9. 11, 16.16; Efésios 3.1-7; Colossenses 1.26-27).

Conclusão

O exemplo de Paulo é uma lição importantíssima aos líderes da Igreja de Cristo. O apóstolo mostra em ações que seu papel como dirigente estava baseado  na força de seus relacionamentos com indivíduos nas diversas igrejas do início do cristianismo. As suas solicitações de oração, feitas frequentemente, mostram que ele tinha desenvolvido um forte elo espiritual com as pessoas que estavam sob seu comando.

Paulo ensina que Deus deseja que os crentes precisam cultivar relacionamentos saudáveis. Pois as fontes das relações interpessoais são a sabedoria, a soberania e a graça de Deus (Romanos 16.25).

Paulo tinha vários cooperadores e não deixou de fazer menção do nome deles, demonstrando assim o seu amor por todos os irmãos que cooperavam com a Obra de Deus. Sendo assim, enviou congratulações para este grupo de pessoas, que ele tanto estimava. Pessoas queridas, do convívio apostólico, para as quais demonstra afeto lembrando de cada uma mencionando-as nome por nome, classificando-as como “amigo” (16.8); amado (verso 9) e aprovado (verso 10).

É inegável o valor da unidade cristã, pois traz a comunhão no seio da igreja; comunhão, significa o companheirismo, a amizade. Paulo não apenas fundou igrejas e pregou o Evangelho de Cristo aos gentios, também construiu comunidades de amor, de remidos em Cristo pela graça, esteve com pessoas que amavam ao Senhor e a sua obra missionária.

E.A.G.

Caminhada Diária, página 24; data de publicação não definida (meados de 1980/90); São Paulo, (Editora Sepal).
Carta aos Romanos, Elienai Cabral; páginas 147 – 150; edição 1986; Rio de Janeiro (CPAD).
Lições Bíblicas – Professor – Maravilhosa Graça – O evangelho de Jesus Cristo revelado na carta aos Romanos; José Gonçalves, 2º trimestre de 2016, páginas 90-96, Rio de Janeiro (CPAD).
Maravilhosa Graça – O evangelho de Jesus Cristo revelado na Carta aos Romanos. José Gonçalves. Páginas 142, 144-146; 1ª edição 2016. Rio de Janeiro (CPAD).
Quem é quem na Bíblia Sagrada – A história  de Todas as Personagens da Bíblia; editado por Paul Gardner; páginas 49, 53, 61, 72, 77, 182, 196, 221, 222, 261, 403, 477, 534, 560; 1ª impressão 2005 – 19ª reimpressão 2015; São Paulo (Editora Vida).
Romanos – Introdução e comentário – Série Cultura Bíblica, F.F. Bruce, páginas 120, 216, 218, 219, 222; 1ª edição 1979 – 16ª reimpressão 2011, São Paulo (Vida Nova).
FONTE: http://belverede.blogspot.com.br/