SETE VIRTUDES DO VENCEDOR

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Sete Virtudes do Vencedor
Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Subamos animosamente e possuamo-la em herança; porque, certamente, prevaleceremos contra ela.- Números 13:30

JOSUE 14-1-15
1) SEPARAÇÃO – NUMEROS 14.24
a) Deuteronômio 1.36 salvo Calebe, filho de Jefoné; ele a verá, e a terra que pisou darei a ele e a seus filhos; porquanto perseverou em seguir ao SENHOR

2) PERSEVERANÇA-NUMEROS 14-24
A) Deuteronômio 1 .36 salvo Calebe, filho de Jefoné; ele a verá, e a terra que pisou darei a ele e a seus filhos; porquanto perseverou em seguir ao SENHOR
B) E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.-Mateus 10:22

3) CORAGEM- NUMEROS 13-30
A. Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena.- Provérbios 24:10

4) PRONTIDÃO-NUMEROS 13-30
A) Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.- Eclesiastes 9:8

5) CONFIANÇA-NUMEROS 13-30
A) Em Deus tenho posto a minha confiança; não temerei o que me possa fazer o homem. – Salmos 56:11

6) PACIENTE NA PERSEGUIÇÃO-NUMEROS 14.10 (26-45)
A) bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra
vós, por minha causa.- Mateus 5:11

7) APODERAR-SE DA BENÇÃO-NUMEROS 14-24-JOSUE 14 1-15
A. Porém o meu servo Calebe, porquanto nele houve outro espírito e perseverou em seguir-me, eu o levarei à terra em que entrou, e a sua semente a possuirá em herança.-Nm 14:24
B. Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo;- Romanos 5:1
C. Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam. 1 Coríntios 2:9
D. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.- Filipenses 4:8

Pastor Ricardo Alexandre Pereira  – Bauru/SP

FONTE: Blog, Facebook Pastor Ricardo Alexandre Pereira.

EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO – Comentário Lição 7 – EBD.

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Eu Sei em Quem Tenho Crido – Lição 7
Postado por José Dos Reis ,

Na primeira carta a Timóteo era evidente a preocupação do apóstolo Paulo em alertar a igreja em Éfeso com relação aos falsos mestres e seus ensinos perigosos contra a fé cristã. Na segunda carta, no entanto, podemos perceber que ele se dedica a ensinar sobre diversos assuntos, de caráter específico e bem pessoal para com o seu discípulo amado. Paulo começa a segunda carta lembrando a sua origem e firmeza no evangelho, e demonstra o cuidado extremado que tinha para com a vida espiritual de Timóteo, lembrando, também, a origem do discípulo, oriundo de uma família cristã exemplar.
Escrevendo da prisão, Paulo demonstra seu caráter cristão fortalecido na fé em Jesus. Quando muitos, sem estarem presos, não conseguem manter-se firmes na fé, Paulo manifesta sua fortaleza de caráter e personalidade cristãos. A prisão é lugar que destrói a muitos, levando-os ao desespero e à descrença. No entanto, Paulo comprova que podia estar preso fisicamente, confinado a uma cela romana, mas seu espírito e sua fé estavam perfeitamente livres para continuar servindo a Deus e que “a palavra de Deus não está presa” (2 Tm 2.9). Ele mostra que valeu a pena ter contribuído para a formação de um jovem obreiro, o qual, em seu lugar, o representava tão bem, a ponto de ser seu embaixador junto à igreja em Éfeso.
Paulo concita Timóteo a não se envergonhar do evangelho, nem dele, seu mestre, pelo fato de estar na prisão. Certamente, ele já tinha a consciência de que um discípulo de Cristo não pode envergonhar-se dEle (Mt 10.32,33). Paulo declara solenemente sua certeza e firmeza na fé, estimulando Timóteo a não fraquejar em qualquer circunstância: “[…] por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia” (2 Tm 1.12). Um exemplo de fé para todos os obreiros, em todos os tempos. Nunca se deve desanimar, mesmo quando as circunstâncias forem adversas.
I – ORAÇÕES E AÇÕES DE GRAÇAS
1. Intercessão por Timóteo
O pastor Paulo sabia das necessidades de Timóteo, e orava por ele, intercedendo por sua firmeza e vitória espiritual, ante as lutas que enfrentava como um jovem obreiro, ainda sem a experiência necessária para saber conduzir-se em situações de maior desafio à liderança. Ele passa a expressar seu cuidado, dizendo que orava sem cessar, “noite e dia” (2 Tm 1.3). Será que nos dias presentes os pastores mais antigos oram pelos mais novos com verdadeiro amor? Sem dúvida, nos dias de hoje, faz-se necessário ainda mais esse cuidado com os novos obreiros do Senhor.
Muitos deles ressentem-se da falta de interesse dos que os consagraram ou sobre eles impuseram as mãos, no dia da consagração ou separação para o ministério. Devemos seguir o exemplo de Paulo, que, tendo enviado Timóteo para supervisionar a igreja em Éfeso, não deixou seu “filho na fé” (1 Tm 1.2) entregue a si mesmo, nas pesadas tarefas que havia de desenvolver. Lembremos que, para uma carta chegar às mãos de um destinatário, àquela época, muitos dias ou até meses levariam para chegar ao destino.
2. A Sensibilidade de Paulo
Paulo era um dos expoentes máximos dos apóstolos de Cristo. Suas qualificações ministeriais são reconhecidas por todos os estudiosos e intérpretes do Novo Testamento. Mas não se descurava do lado humano do ministério. Um exemplo para a liderança cristã. Há casos em que o obreiro é (ou julga-se) tão importante, que se esquece dos aspectos humanos e emocionais da igreja e dos seus liderados. E dirigem a igreja local como se fosse uma organização técnica, racional e fria. Há casos em que, se o obreiro “não atingir as metas”, geralmente financeiras, pode ser “dispensado” sem a menor consideração. Isso não deve ser característica de um ministério cristão.
Paulo diz a Timóteo, depois de algum tempo cumprindo a missão em Éfeso (1 Tm 1.3; 2 Tm 1.18), que desejava vê-lo de perto, e se lembrava de suas lágrimas, para ser confortado com sua presença. Lembremos de que Paulo estava preso, em meio à perseguição de Nero aos cristãos (2 Tm 1.16,17); fora abandonado por muitos amigos (2 Tm 1.15); e sentia que seu ministério aproximava-se do fim. Nessa seção da carta, podemos perceber, de um lado, as necessidades emocionais de Paulo; e o cuidado e o afeto que o velho pastor tinha por seu discípulo mais novo. De outro lado, percebemos que Timóteo era um obreiro igualmente sensível e humano. Ele derramava lágrimas, em algumas ocasiões, quando comungava com Paulo os seus sofrimentos ou decepções no ministério. Chorar faz bem, quando as lágrimas são de alegria, ou de emoções incontidas, diante das adversidades. Tranquiliza e equilibra a mente e o corpo. O próprio Senhor Jesus chorou, ao ver a dureza dos seus concidadãos, em Jerusalém (Jo 11.35).
3. A Formação Familiar de Timóteo
Timóteo era um jovem obreiro de caráter exemplar. Seu discipulado começou no lar, com o exemplo de sua avó, Loide, e de sua mãe, Eunice, ambas judias, mas convertidas ao evangelho. Seu pai era grego. Não há informação quanto a ele ter ou não se convertido ao evangelho.
Não temos a menor dúvida de que a formação familiar de Timóteo incluía o ensino da sã doutrina, do culto no lar e a valorização da piedade cristã. Em seu crescimento espiritual, cumpriu-se o que a Bíblia diz: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22.6). Para isso, faz-se necessário que a adoração a Deus, no lar, ou o culto doméstico, seja valorizada. Uma recomendação que fazia parte da educação judaica, desde tempos antigos. “Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por testeiras entre os vossos olhos, e ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te; e escreve-as nos umbrais de tua casa e nas tuas portas” (Dt 11.18-20). A educação familiar de Timóteo serve de exemplo para as famílias cristãs atuais.
II – A CONVICÇÃO EM DEUS
1. A Imposição de Mãos
Paulo conclui essa parte da sua segunda carta a Timóteo fazendo referência ao “dom de Deus”, que nele existia, pela imposição de mãos do seu mentor espiritual “Por este motivo, te lembro que despertes o dom de Deus, que existe em ti pela imposição das minhas mãos” (2 Tm 1.6). Esse “dom” (gr. charisma) era sem dúvida o “dom” para o ministério. A imposição de mãos sempre foi um ritual de grande valor, na vida ministerial da igreja cristã.1 Jesus usou as mãos para efetuar vá- rias curas (Mc 6.3; Lc 4.40). Saulo foi curado pela imposição de mãos de Ananias (At 9.17). Jesus impôs as mãos e abençoou crianças (Mc 10.16); o batismo com o Espírito Santo era ministrado com imposição de mãos (At 19.6), como uma das formas de seu recebimento. A consagração de obreiros era solenemente realizada com imposição de mãos do ministério ou do presbitério (1 Tm 4.14; 2 Tm 1.6), prática que é seguida, hoje, em quase todas as igrejas evangélicas.
2. O Espírito de Fortaleza, de Amor e de Moderação
“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação” (2 Tm 1.7). Não obstante a tradução do termo “espírito” estar em letra minúscula, refere-se à presença do Espírito Santo na vida do jovem obreiro. Esse “espírito” ou essa presença, não é de “temor”. Mas é espírito de “fortaleza, e de amor, e de moderação”. Aqui, vemos algo muito sublime. O Espírito Santo é Espírito de fortaleza, mas suas ações e atividades são feitas com equilíbrio. O poder do Espírito Santo atua com “fortaleza” e, ao mesmo tempo, com “amor” e “moderação”. Há lugares, em que, em determinados eventos ou reuniões, há um verdadeiro escândalo de falta de equilíbrio, no uso dos dons espirituais.
A falta do discernimento espiritual tem levado igrejas inteiras ao histerismo sensacionalista, que em nada glorifica ao Senhor. A imposição de mãos não se fazia apenas na Igreja Primitiva. Povos pagãos usavam a imposição de mãos como um ato místico e sagrado. Na índia, em Roma, no Egito, na Babilônia e em muitos lugares, essa prática era comum. Acreditava-se que pelas mãos passava energia que curava e abençoava as pessoas.
Diante dessa declaração enfática sobre o poder do Espírito Santo, na vida dos crentes, Paulo exorta Timóteo, dizendo:
Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes, participa das aflições do evangelho, segundo o poder de Deus, que nos salvou e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos dos séculos, e que é manifesta, agora, pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a incorrupção, pelo evangelho. (2 Tm 1.8-10)
Essa exortação nos mostra que o crente em Jesus não deve jamais se envergonhar dEle nem dos seus pastores que dão suas vidas pela igreja do Senhor.
O apóstolo concitou Timóteo a participar “das aflições do evangelho”. Ele sabia o que falava, não por ouvir dizer, ou por teoria ou retórica humana. Paulo passou pelo fogo do sofrimento pelo amor a Deus e à sua obra.
Timóteo tinha conhecimento das experiências de Paulo, em suas jornadas em prol da igreja do Senhor Jesus. Mais do que qualquer outro apóstolo, ele sofreu de modo intenso para cumprir sua missão. Ele lembrou tais fatos a Timóteo, para que o jovem obreiro não se envergonhasse de Deus nem do seu pastor ante os inúmeros momentos de tribulações que experimentara. Sua certeza da vitória, não obstante as circunstâncias adversas se levantarem, quais ondas num mar encapelado, o fez exclamar, num verdadeiro “Cântico de Vitória” (Rm 8.37-39).
3. Doutor dos Gentios
Dando sequência às suas palavras de encorajamento, Paulo diz a Timóteo, exaltando a Cristo: “(…j para o que fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios; por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia” (2 Tm 1.11,12). Ele tinha consciência e convicção de sua chamada tríplice, tendo sido constituído para ser “pregador, apóstolo e doutor dos gentios”. Como pregador Paulo tinha o talento e o dom natural da oratória. Exímio orador, poliglota, Deus usou-o com essas qualidades, fazendo dele o maior dos intérpretes do evangelho de Cristo, através de suas mensagens a muitos povos. Como apóstolo, ainda que sendo “grande” em sua estatura espiritual e ministerial, considerava-se a si mesmo “o menor dos apóstolos” (1 Co 15.9).
Como “doutor dos gentios”, reconheceu que, em si mesmo, recebeu, da parte de Deus, conhecimentos e sabedoria que não foram dados a outros. Seu “doutorado” foi realizado e concluído na “faculdade da tribulação” (Rm 5.3), nos cursos de especialização em sofrimentos:
Até esta presente hora, sofremos fome e sede, e estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, e nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos; somos injuriados e bendizemos; somos perseguidos e sofremos; somos blasfemados e rogamos; até ao presente, temos chegado a ser como o lixo deste mundo e como a escória de todos. (1 Co 4.11-13)
Após sua auto apresentação, Paulo exorta Timóteo a manter-se firme na fé, conservando “o modelo das sãs palavras”, que o jovem discípulo recebeu, da parte de Paulo, “na fé e na caridade que há em Cristo Jesus’ (2 Tm 1.13). E o incentiva, dizendo: “Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós” (2 Tm 1.14). O “bom depósito” era o acervo de conhecimentos que Paulo e Timóteo receberam da parte de Deus. É o “tesouro”, guardado em “vaso de barro” que deve glorificar a Deus: “Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2 Co 4.7).
III – UM CONVITE AO SOFRIMENTO POR CRISTO
1. O Fortalecimento na Graça
“Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2 Tm 2.1,2). Todo cristão precisa ser forte, principalmente no aspecto espiritual. O jovem discípulo de Paulo certamente enfrentava desafios além de suas forças. Obreiro novo, deve ter se defrontado com homens mais idosos e experientes, que não acreditavam no seu potencial. Os falsos mestres que se encontravam em Éfeso devem ter se oposto ao jovem obreiro. Diante dessa realidade, estando tão distante, Paulo lhe diz que devia fortificar-se “na graça que há em Cristo Jesus”. Sem dúvida essa fortaleza deve fazer parte da vida do obreiro em qualquer situação. Muitas vezes, em situações de tranquilidade no ministério, o obreiro pode descuidar-se de buscar o poder de Deus, e fracassar.
Diante das lutas, tribulações e tentações, o crente só vence se tiver a força que vem do alto. Escrevendo aos efésios, Paulo disse: “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder (Ef 6.10). Fortalecer-se na graça é fortalecer-se no Senhor e na força do seu poder”. Paulo estava sofrendo. Preso e sentindo o abandono de seus amigos, na hora mais triste de sua vida, se ele não tivesse a força do poder de Deus, não teria resistido. Com esse sentimento, Paulo diz a Timóteo que confiasse o que aprendeu com seu pai na fé a homens fiéis e idôneos com capacidade para ensinarem a outros. Se Timóteo demonstrasse fraqueza, não teria credibilidade para dar exemplo a outros.
2. O Bom Soldado de Cristo
“Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo (2 Tm 2.3). A vida cristã é um misto de alegrias e tristezas; de lutas e vitórias. Jesus advertiu seus discípulos, dizendo: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). Há crentes que não experimentam aflições em sua vida porque não se dispõem a viver de acordo com os padrões cristãos. Preferem uma vida de prazeres e satisfações materiais, fogem da luta contra o pecado, o mundo e o Diabo.
E buscam seus interesses pessoais. Para esses, que não se incomodam, mas se acomodam ante os desafios, o desinteresse pelas coisas de Deus os fazem sentir-se melhor. Porém, para os crentes que aceitam tomar a cruz (Mt 16.24), renunciando a si mesmos, a vida cristã e uma luta constante, sem tréguas. Sua vida pode ser comparada à de um soldado, que está na frente da batalha. Como diz Paulo, sofre as aflições como bom soldado de Cristo . E é na luta, nos combates espirituais, “pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3), que o servo de Deus se fortalece e acumula experiências que o capacitam a ser mais que vencedor (Rm 8.37).
Um bom soldado, nas forças armadas, engaja-se na vida militar com amor, dedicação, esforço e disciplina rígida. O bom soldado de Cristo também precisa demonstrar sua vocação para fazer parte do Exército de Cristo. Não pode servir a Deus agradando ao mundo. “Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente” (2 Tm 2.4,5). Quantos, na vida cristã, ficaram para trás, caídos à beira do caminho e do campo de batalha, porque não vigiaram nem oraram (Mt 26.41), e se embaraçaram com coisas fúteis e passageiras desta vida.
3. O Lavrador de Cristo e os Sofrimentos da Obra
“O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos” (2 Tm 2.6). A agricultura é um dos motivos de inspiração para o uso de figuras de linguagem, em relação à pregação do evangelho. Jesus, o Mestre, usou várias parábolas em seus sermões para mostrar o significado do Reino de Deus ou o Reino dos céus. Na parábola do semeador, Ele demonstrou que o lavrador semeia em todos os terrenos. Figura da pregação do evangelho aos diversos tipos de pessoas, dentre as quais há as que são comparadas a terras que não produzem, e apenas “outra caiu em boa terra e deu fruto: um, a cem, outro, a sessenta, e outro, a trinta” (Mt 13.1-8; ver Jo 15.1; Mt 21.33). Paulo também usou essa metáfora diversas vezes. EJe diz aos coríntios que somos “lavoura de Deus”; “porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus” (1 Co 3.9). Diz a Timóteo que quem deve gozar dos frutos da plantação é o “lavrador que trabalha”.
Depois de convidar Timóteo a sofrer com ele “as aflições de Cristo”, Paulo ressalta que ele próprio muito sofrerá e sofria, na ocasião, por causa do trabalho do Senhor. Estava preso, injustamente, por causa do evangelho. Mas exortou o jovem obreiro, assegurando que o Senhor lhe daria “entendimento em tudo” (2 Tm 2.7), visto que ressuscitou dos mortos, conforme ele pregava (2 Tm 2.8).
E conclui esta parte da missiva, de modo eloquente e vibrante, dizendo a Timóteo: “Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna. Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos; se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo” (2 Tm 2.10-13). De um lado, essa conclusão nos mostra que Deus dá a recompensa aos que o servem, em meio às tribulações e aflições da vida. Mas se formos infiéis, ele não corresponde à infidelidade, pois “não pode negar-se a si mesmo”.
CONCLUSÃO

O apóstolo Paulo era homem de fé inabalável. Sofreu como nenhum outro apóstolo experiências dolorosas em seu ministério. Outros apóstolos também sofreram, e foram mortos por amor do evangelho. Mas Paulo, antes de sua morte, passou por momentos de grandes tribulações. Sofreu naufrágio, passou fome, foi espancado, preso em calabouço, foi abandonado por seus amigos e irmãos, além de outras agruras em sua missão. Mas demonstrou ter um caráter firme e decidido, jamais fraquejando ante as pressões e ameaças à sua fé. Demonstrou ter aquela firmeza de Daniel, de Sadraque, de Mesaque e de Abdênego, os quais também não se encurvaram ante as ameaças do Diabo. Por isso, teve autoridade para dizer a Timóteo, referindo-se a Jesus Cristo: “por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia” (2 Tm 1.12).

Fonte: http://euvoupraebd.blogspot.com.br/2015/08/eu-sei-em-quem-tenho-crido-licao-7.html#.Vc418flViko

Blog: Eu Vou Para A Escola Dominical

A PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO CRISTÃ – Parte III

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Parte III

A PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO CRISTÃ
As características físicas, mentais, sociais, emocionais e espirituais dos alunos; o que ensinar e como ensiná-los

 Minha professora de psicologia da educação da faculdade de filosofia costumava dizer que “de médico, louco e psicólogo todo mundo tem um pouco”. Menciono esse fato somente para salientar que a psicologia apresentada neste artigo (uma adaptação nossa do livreto O Bom Professor Conhece Os Seus Alunos) não é a psicologia no sentido técnico do termo (apesar de reconhecermos a importância da ciência psicológica). Trata-se apenas da psicologia da sala de aula. Daquela aprendida, principalmente, na convivência com os alunos.
Neste artigo tentaremos ajudar você a conhecer melhor os alunos de sua classe de escola dominical. Possuir um conhecimento profundo das características e necessidades de seus alunos é imprescindível para um ensino eficaz e bem sucedido.

AS CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS DE 1 A 3 ANOS

A construção começa pelo alicerce. Como nosso alvo é construir Cristo na vida das pessoas, começamos pelo alicerce, que são as crianças de 1 a 3 anos. Neste artigo, gostaríamos de ver suas características, e as maneiras como conseguiremos alcançá-las, usando a Palavra de Deus.
Isto talvez soa estranho aos ouvidos de alguns, porém a verdade é que a criança nesta idade pode captar muitas verdades acerca de Deus, por causa do instinto de busca de Deus que existe em todo ser humano. Damos muita importância a esta idade porque dela Deus pode receber muito louvor.

Fisicamente

Estão crescendo rapidamente. Seus músculos exigem ação, por isso são turbulentas. Elas se cansam com facilidade e necessitam de longos períodos de descanso.

1 a 2 anos: a criança age impulsionada pelos músculos maiores mas cai quando tenta andar rapidamente. Quebra tudo que tenta alcançar porque os músculos menores não se desenvolveram e não há uma perfeita coordenação motora. Por isso, todos os brinquedos devem ser fortes, grandes e leves.
Aos dois anos gosta de enfileirar objetos: cadeiras, brinquedos, etc. É hora de ensiná-la a usar o vasinho para suas necessidades físicas. Paciência e calma são essenciais nessa fase.

3 anos: os músculos menores estão mais desenvolvidos. Tem uma coordenação motora mais equilibrada. Consegue equilibrar-se e controlar o próprio corpo. Por isso, com freqüência, ela pula de um lugar mais alto; pendura-se na mesa, na maçaneta e até no seu braço. Não fique bravo por isso. Sob sua supervisão, deixe-a dependurar-se e balançar-se, pois isto faz parte de seu crescimento normal. Não seja um empecilho para o seu crescimento.
Gosta de brincar com argolas de plástico, latinhas, etc., mas além de enfileirar já consegue também empilhar os brinquedos.
As crianças de um a três anos adoecem com facilidade – o ambiente da sala deve ser o mais sadio possível para evitar contágios.

Mentalmente

São curiosas e investigadoras, por estarem começando a conhecer as maravilhas que Deus criou.

1 a 2 anos: sua atenção é limitada – um minuto a dois, no máximo; a mente cansa-se logo; fala pouco, mas entende quase tudo. Não tem a habilidade de fazer perguntas, nem observações engenhosas. Devemos nos lembrar de variar as atividades, contar histórias ou falar rapidamente sem entrar em detalhes, e não esperar que ela participe ativamente da aula, respondendo a todas as perguntas e nem perguntando. Ela entende mais do que fala.

3 anos: “O que é isso?”. É a pergunta mais comum entre elas. Não tem noção dos dias da semana; gosta de repetições; falam mais palavras. Gosta de explorar o desconhecido – quebra a asa do avião para ver o que tem dentro. Arranca a perninha dos bichinhos para ver de que é feita. Para aproveitar essa curiosidade aguçada, prepare uma mesa com as coisas que Deus fez e vá sempre acrescentando mais objetos. Deixe a mesa sempre coberta com plástico para evitar estragos.
A criança fala através de frases, mas sua mente está, geralmente, adiante do que diz. Não a ajude nem a apresse para encontrar palavras. Ouça pacientemente, custe o que custar. Por causa da infiltração da TV e sua maneira marcante de comunicar, as crianças dessa idade, hoje, falam muito mais que no passado. MESMO ASSIM NUNCA SE ESQUEÇA DE QUE ELA TEM APENAS TRÊS ANOS E É UMA CRIANÇA.

Social e emocionalmente

São sensíveis. Gostam de falar, de agradar e de serem agradadas. Precisam da atenção de todo mundo. Chamam a atenção de todos, sendo ou muito boas ou rebeldes de mais: gritam, choram, são egoístas ao extremo, etc. Conseguem perceber o humor do professor pelo timbre de voz, sorriso e contato corporal.

1 a 2 anos: certos incidentes ficam gravados na memória da criança para sempre. Ela pode não querer ir à escola dominical porque um coleguinha bateu nela na saída, ou porque teve uma impressão má da professora. Todas às vezes que sabe que terá de ir à igreja começa a chorar. Demora muito para se ambientar em uma nova situação. Ela se retrai e torna-se agressiva. Ex.: quando se separa da mãe, pela primeira vez, para ir à sua classe, chora porque pensa que vai perdê-la ou que ela vai embora. Leve-a até à classe da mãe e mostre-lhe que ela ainda está lá. Após várias tentativas, se não se acostumar com a idéia de separar-se da mãe, traga um guarda-chuva ou capa ou bolsa da mãe e deixe-a na sua classe. Assim a criança vai sentir que ela não foi embora. Nunca diga: “Você é um menino grande e ainda está chorando? Veja todas as crianças ao seu redor olhando. Você não tem vergonha?”. Antes, abrace a criança que tem o nariz escorrendo e os olhos cheios de lágrimas, limpe-os com um lenço, mostre a ela um brinquedo, figura ou livro. Ela precisa de segurança. Ela se sente mais segura e ajustada na escola dominical quando é saudada todos os domingos pela mesma ou mesmas professoras.
Não consegue ainda brincar com o grupo. Ela brinca sozinha no meio do grupo. Nunca espere que todos brinquem com ela. Ela não sabe brincar em conjunto.

3 anos: gosta de estar entre outras pessoas. Não tem muito problema para ficar longe da mãe, se conseguir se ajustar ao meio ambiente. Também gosta de brincar sozinha no meio de todos, mas já consegue brincar com os outros. É egoísta – pode derrubar os blocos empilhados por outro menino, para aumentar sua própria construção. Pode pegar as bolachas e colocar a maioria na boca, só para não dar para os outros. Por outro lado, gosta de ajudar os outros e sente alegria em fazê-lo. Ex.: dá sua boneca para a menina que está chorando e diz palavras de consolo.
Não gosta de ser mandada, mas fará muitas coisa se você as sugerir de maneira clara e diretiva. Ex.: “Olhem o relógio; está na hora de guardar as bonecas na cama, os blocos dentro das caixas. Tique-taque, tique-taque, vamos todos trabalhar. Tique-taque, tique-taque, um pouco mais, um pouco mais e descansar. Tique-taque, tique-taque, um pouco ali, um pouco aqui, e terminar. Obrigada, obrigada, e até outro dia começar”.
Espiritualmente
Por causa do instinto de busca que existe no ser humano ela deseja e tem sede de conhecer o Deus vivo e atuante. Ela aprende a conhecer a Deus através das palavras e ações das pessoas que a cercam.

1 a 2 anos: tem capacidade para entender e experimentar o amor de Deus. A criança aprende essa verdade ouvindo, vendo e experimentando. Leva tempo para ela ganhar noção de uma verdade, mas um pouco aqui, um pouco ali, e ela consegue aprender. (Is 28.10,13). Aos dois anos de idade gosta de orar e dizer palavras simples para Deus; aprende a agradecer a Deus quando as pessoas ao seu redor assim o fazem, dando graças a Deus por todas as coisas. (Ef 5.20). Ex.: “Vamos agradecer a Deus porque João está só resfriado e não precisou ir para o hospital, e porque no próximo ele já estará aqui para aprender das coisas de Deus”. A prova de que ela aprende é que, durante a semana, ela tenta cantarolar os cânticos aprendidos. Desafina e inventa palavras, mas canta com alegria.

3 anos: seu interesse por Deus continua crescendo. Gosta de ouvir contar que Deus criou tudo: flores, frutos, sol, chuva, noite e dia, e os animais. Nessa época, comece a ensinar que Deus criou o corpo. Ex.: “Deus não foi bom de nos dar mãos fortes para podermos colocar os blocos dentro da caixa? Deus nos deu ouvidos e por isso podemos ouvir esta bonita música que fala de Jesus, não é?”. Mesmo olhar pela janela num domingo chuvoso pode dar ocasião para uma conversa: “Deus é bom de dar esta chuva tão boa que ajuda as plantas a crescerem. Vamos agradecer a Deus por esta chuva”.

O QUE E COMO ENSINAR AS CRIANÇAS DE 1 A 3 ANOS

1 a 2 anos: a melhor maneira de ensinar uma criança nesta idade é usar a conversação dirigida, isto é, conduzir cuidadosamente a conversa e o pensamento da criança na direção de uma verdade bíblica ou do objetivo da lição. Ex.: quando ela conseguir virar a página de um livro, diga que Deus fez suas mãos e é por isso que ela consegue mexer naquele livro. Quando uma criança aparecer com uma blusa bonita diga: “Como Deus é bom de ter feito um pano tão macio e quentinho. Vamos agradecer a Deus por esta blusa”. Se ela desejar tirar a blusa porque ficou com calor, aproveite para dizer: “Você já imaginou se Deus não tivesse feito o sol? Morreríamos de frio”.
A Bíblia se tornará um livro especial para ela se a professora e os pais assim lhe ensinarem, falando-lhe sobre a Bíblia ou deixando que ela a carregue com cuidado e respeito. Ex.: diga: “Eu vou segurar seu dedinho e colocá-lo sobre a Bíblia no lugar que diz: ‘Deus me fez’. – Jó 33.4”. Assim ela vai aprendendo as coisas de Deus.

3 anos: use cânticos com gestos que ela possa participar livremente. Ex.: história da criação: Deus fez a lua – as crianças fazem um círculo com as mãos. Deus fez as estrelas – mexer com os dedinhos. Deus fez tudo isso e colocou no céu – apontar o dedinho indicador para o céu. Deus fez o sol – fazer o círculo com as mãos; as árvores – erguer as duas mãos para cima; as flores – abaixar até o chão. Os passarinhos voam no céu que Deus fez – usando as mãos, fazer de conta que estão voando.

AS CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS DE 4 A 6 ANOS

É nessa fase, entre 4 e 6 anos, que as impressões mais profundas, provindas do ambiente em que a criança vive, estão se interiorizando nela, para depois serem externadas através de ações e reações, inclusive na fase adulta. É uma idade propícia para se entender a realidade de Cristo e Sua atuação na vida diária. A criança poderá entender, sentir e viver Cristo se isso lhe for ensinado através de palavras e atitude. Procuremos então conhecê-la para ajudá-la a se encontrar com Cristo e ter uma vida que agrade a Deus.

Fisicamente

Crescimento muito rápido. Os músculos estão se desenvolvendo, dando-lhe assim um melhor controle motor. Consiga equipamentos adequados como, por exemplo: cadeiras baixas, para que os pezinhos não fiquem balançando, mesas de altura apropriada para que a criança não tenha que ficar pendurada ou de pé para escrever, desenhar ou brincar. Materiais como figuras ilustrativas e objetos de borracha devem ser grandes. As tesouras pequenas e sem ponta são mais aconselháveis.
É ativa e, como conseqüência disso, cansa-se facilmente. Seus olhos ficam ardendo e os ouvidos cansados quando ouve ou vê algo por muito tempo. Apesar de ser tão ativa e aparentar saúde inabalável, é sensível e sujeita a doenças. Deve-se providenciar atividades variadas e incluir um período de descanso ou de atividades que exijam menos esforço. Mantenha a sala sempre bem iluminada, fale pouco e de maneira clara; modifique o tom e a entonação da voz, dependendo dos personagens e circunstâncias. Para evitar que a criança transmita ou contraia alguma doença, esteja sempre alerta e verifique se algum aluno está com alguma doença contagiosa como catapora, sarampo, rubéola ou com qualquer outro sintoma que revele possível doença.

Mentalmente

Responda a todas as perguntas de maneira simples e verdadeira pois a criança dessa idade é indagadora, curiosa e está pronta a aprender.
Como sua atenção é limitada, variando de 5 a 10 minutos, diversifique as atividades: jogos, descanso, cânticos, lanche, limpeza da sala, guardar os brinquedos na caixa, etc.
Tem boa memória mas não tem noção exata de tempo nem de distância. Sua mente é ativa e quer expressar o que pensa, mas não sabe como.

Socialmente

Gosta de estar com os outros e é capaz de brincar em conjunto. Promova então atividades nas quais todos brinquem juntos. Não utilize atividades de grupo, em que seja preciso construir algo definido. Raramente dará resultado pois ela não consegue continuar o que o outro já começou. A tendência é de destruir.
Nesta idade muitos já estão demonstrando qualidades de liderança, enquanto outros só agem baseados em sugestões. Encoraje os líderes a tomarem a liderança, mas não egoisticamente, e proporcione oportunidades para que outros liderem também.
É egoísta e pensa que tudo lhe pertence. Procure ensinar-lhe a importância de ser cordial e amável com os outros, e também os princípios bíblicos de posse. Deixe claro que Deus se agrada quando dividimos nossas coisas com os outros. (Exemplo do menino que deu os pães e peixes a Jesus). Proporcione oportunidades de dar e receber.
Deseja a aprovação do grupo e dos adultos. Elogie-a sinceramente quando fizer coisas certas. Se fizer algo errado ou mal feito, em vez de dizer: “Eu sabia que você iria fazer isso…”, diga: “Não está tão bom como os que você costuma fazer, mas sei que consegue fazer melhor. Gostei muito do verde da grama”, ou “Gostei de ver como você caprichou no telhado”.

Gosta de palavras e piadas tolas. Ria se forem inocentes ou sem afetação pessoal. Discipline, se não forem, mas sem alterar a voz nem o gesto. Se acontecer de se divertirem às custas de defeitos físicos de outras pessoas, ou da dificuldade de alguém aprender a língua do país, chame-as, uma a uma, à parte e explique-lhes, com amor, sem tom de recriminação que aquilo fere a outra pessoa. Pode dar uma explicação, dependendo do caso, de como aquele menino ficou daquele jeito. Converse com uma criança de cada vez. Em casos de disciplina, isso dá mais resultado do que falar ao grupo.

Emocionalmente

Proporcione um ambiente calmo. Não grite, nem crie uma atmosfera carregada, com imposições e antagonismo (resultado de uma disciplina muito rígida), pois a criança é sensível e suas emoções são intensas.
É capaz de controlar o choro. Encoraje-a, quando esfolar o joelho em conseqüência de uma queda, simplesmente colocando a mão na cabeça dela e dizendo: “Puxa! Como você cresceu!”.
Muitas de suas ações são permeadas de uma atitude egoísta, invejosa e ciumenta. Evite mostrar favoritismo, elogiando sempre o trabalho de uma criança só, ou dando oportunidades apenas para algumas fazerem determinadas coisas.
É explosiva. Nunca lhe peça algo que esteja além de sua capacidade, pois quando não consegue realizar a tarefa, ou chora ou fica desanimada, e fica com um gostinho amargo de derrota.
É bondosa. Gosta de ajudar os outros, desde que isto não traga ameaça para si. Ensine-a a repartir as coisas e a mostrar amor e simpatia pelos outros, orando, dando ou fazendo algo.
É teimosa, e bate o pé quando as coisas não saem como ela quer, ou quando é obrigada a fazer algo que não quer fazer. Aprenda a boa arte de sugerir as coisas firmemente, mas sem rispidez. Ex.: Em vez de dizer: “Guarde os brinquedos, porque já vamos ouvir a história”, diga: “Chegou a hora de ouvirmos mais uma parte da história de Jesus. Quem gosta de ouvir a história de Jesus? Então vamos todos guardar os brinquedos na caixa, antes de ouvir a história”.
É medrosa demais. Evite dizer: “Se você não ficar quieto, vou falar com sua mãe”. Evite histórias que causem medo: “… então veio um homem baixinho, de bigode, com um chapéu preto na cabeça. Ele veio devagarzinho… e zup! Agarrou o missionário, e ele gritou: “Ahhh!”. Além de ficar com medo, ela vai pensar que todo homem baixinho é um bandido que agarra as pessoas.

Espiritualmente

Pensa em Deus de um modo pessoal e consegue dar-Lhe verdadeiro louvor. Leve-a a ter um contato pessoal com o Senhor através da oração de agradecimento, de petição, e pelas histórias da Bíblia. Diga-lhe repetidas vezes que Deus odeia seus pecados mas a ama muito.
Ela pergunta com freqüência sobre a morte, porque tem dúvidas. Responda com simplicidade, sem mostrar mistério ou cinismo.
Acredita nos adultos e está pronta a ouvir de Cristo. Seja verdadeiro e fale de Cristo de maneira bem simples. Faça um apelo após contar a história, ou em qualquer ocasião propícia. Depois que ela tomar a decisão, verifique se entendeu e fale sobre a certeza da salvação, caso tenha mesmo se decidido.

O QUE E COMO ENSINAR AS CRIANÇAS DE 4 A 6 ANOS

Use recursos visuais simples mas significativos para ela. Faça-a participar da aula, dramatizando, recortando a história, respondendo perguntas, ou fazendo algum trabalho manual. Não use comparações nem palavras figuradas na história. Esta deve ter seqüência lógica e ser curta. Fale pouco e de maneira clara. Modifique o tom e a entonação da voz, dependendo dos personagens e circunstâncias. Toda palavra nova deve ser explicada para evitar que a criança memorize coisas sem sentido. Cada verdade básica deve ser repetida muitas vezes, de várias maneiras. Evite dar duas explicações a uma mesma lição, pois pode causar confusão. Faça perguntas que a ajude a expressar suas idéias naturalmente, sem forçá-la, também sem depreciá-la quando não conseguir explicar aquilo que quer falar.

Planos de salvação

1. Eu pequei – Rm 3.23 – Sabe que você é pecador? Você diz mentiras, tem raiva do irmãozinho e desobedece? Isto tudo é pecado. O pecado separa você de Deus.
2. Deus me ama – Jo 3.16 – Deus odeia o pecado que você comete, mas Ele o ama tanto que fez uma coisa para você não ficar longe dEle: deu Jesus.
3. Cristo morreu por mim – Rm 5.8 – Cristo morreu em seu lugar para que você não fique mais separado de Deus.
4. Eu O aceito – Jo 1.12 – Se você receber Cristo em seu coração, você se torna filho de Deus, e seus pecados são perdoados. Quer orar a Jesus e pedir-Lhe para vir morar com você para sempre e limpar seu coração?
5. Estou salvo – Jo 1.12 ou Jo 5.24 – O que você fez? Isto: abriu o coração para Jesus entrar. Onde Ele mora agora? A Bíblia diz que Jesus nunca mais vai abandoná-lo. Você está seguro nas mãos de Deus.

AS CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS DE 7 A 9 ANOS

Na idade de 7 a 9 anos a criança tem uma personalidade vibrante e curiosa, mas que também oferece momentos de frustração para o professor. Cada uma dessas idades – 7, 8 e 9 – tem suas características, necessidades e habilidades próprias. Não há dois alunos iguais; no entanto, há traços comuns a todos eles. Um bom conhecimento desses pontos análogos dará ao professor mais base para enfrentar e solucionar os problemas e necessidades de cada um.
Nessa idade, as crianças descobriram um mundo novo e estão vivendo intensamente dentro dele: é a escola secular – aulas, horários, responsabilidades, concorrência em notas, brigas durante o recreio, disciplina, hostilidade sem a proteção dos pais, coleguismo, realizações, recompensa, etc. Gostam da escola, da professora, dos seus cadernos de tarefa, enfim, do seu novo mundo. Sabem fazer comparações e descobrir se uma coisa é boa ou não, organizada ou não. E a escola dominical pode ficar em segundo plano se você, professor(a) dessa faixa etária, não levar a sério o trabalho de ensino.

As crianças nessa idade são parecidas entre si, porém, se formos analisar com cuidado cada idade, perceberemos que há diferenças bem visíveis na maneira de agir, de pensar e de aprender de cada idade, como iremos ver agora:

Características mentais

Estão aprendendo a raciocinar. Não lhes dê tudo mastigado. Não solucione os problemas deles, mas ajude-os a achar as soluções por si mesmos.
O período de atenção é mais prolongado do que o dos alunos de 4 a 6 anos; varia mais ou menos de 10 a 15 minutos.
Sete anos: estão aprendendo a ler e escrever, pois entraram para o primeiro ano.
Gostam de fatos reais mas também de fantasias, e já conseguem distinguir um do outro. Use ambos, mas com mais freqüência os fatos reais, para evitar o pensamento de que o cristianismo é algo imaginado.
Sua capacidade de expressão é limitada, mas têm boa memória. Ajude-os a se expressar em grupo, mas nunca force ninguém a participar contra a vontade. Se prometer algo, cumpra, pois eles se lembram sempre e vão deduzir que você é mentiroso, se não cumprir.
Oito anos: gostam de ler, de aprender e de responder e de responder rapidamente. Leve-os a participar o máximo da aula.
Gostam de pesquisar, de perguntar sobre o passado e o futuro, sobre outros povos, etc.
Nove anos: gostam de expor suas idéias, de discutir, de perguntar, de ouvir histórias e de dizer coisas engraçadas. Saiba ouvi-los e dê respostas simples e claras. Saiba aceitar certas brincadeiras inofensivas.
Gostam de ser desafiados. Desafie-os a trabalhar para Cristo. Evite pensar que são muito pequenos e não entendem nada sobre consagração.
São pensadores, críticos e têm boa memória. Não se espante com certas perguntas profundas que venham a fazer. Ajude-os a ver a parte boa das coisas e das pessoas. Dê-lhes oportunidade para memorizar versículos da Bíblia e princípios gerais.

Características físicas

Os músculos menores estão se desenvolvendo vagarosamente, e eles se cansam muito quando têm que realizar algo com muitos detalhes; portanto, não exija deles perfeição.
Sete anos: estão aprendendo a escrever. Colabore em seu desenvolvimento físico dando-lhes oportunidade de escrever versículos fáceis, palavras importantes, pintar figuras, etc.
Oito anos: gostam de se mostrar, fazendo coisas perigosas, como: sentar apoiando a cadeira num pé só, andar sobre um muro coberto de cacos de vidro; pegar bichinhos venenosos com garrafas ou brincar com bombinhas ou espingardas. Não mostre aprovação, nem grite para que parem, e nem mostre cuidado excessivo: porém, seja enérgico e faça-os parar quando estiverem fazendo algo muito perigoso. Chegue mais cedo para que a classe não vire uma confusão.
Nove anos: sua coordenação motora já está quase perfeita, mas não é perfeita. Gostam muito de projetos de mesa: construir, armar, recompor uma cena, etc.

Características sociais

Necessitam de companhia; são comunicativos e gostam de ser considerados alguém. Respeitam autoridade e são cooperadores.
Sete anos: gostam de agradar a professora dando-lhe presentes, e com conversas ou piadas. Mostre que você realmente se agrada dos presentes, porém deixe claro que isso não vai lhes trazer benefícios especiais nem vantagem sobre os outros.
Não gostam do sexo oposto; são antagônicos. Evite colocar meninos e meninas juntos em qualquer atividade de grupo.
Ficam acanhados em ambientes novos. Crie na classe um ambiente familiar e afetuoso.
Oito anos: são egoístas e egocêntricos. Incentive-os a ajudar outras pessoas.
Nove anos: desejam amizades sólidas. Apresente-lhes Cristo como Aquele que nunca muda. Gostam de atividades competitivas ou cooperativas. Proporcione-lhes ambos os tipos de atividades.

Características emocionais

Imaturos. São imprevisíveis e se desanimam com a mesma facilidade com que se animam a fazer alguma coisa: fogo de palha.
Não se impressione com suas reações. Não espere demais deles só por já estarem mais desenvolvidos. Incentive-os a continuar o que começaram. Instrua-os dentro de sua própria capacidade de ação.
Rebelam-se contra exigências pessoais, quando se sentem magoados. Ensine a obediência através de sugestões e com amor, e nunca dando ordens. O ambiente os influencia muito e podem estourar com facilidade. Aja com calma, sorria sempre, mas nunca ria deles.
Sete anos: dependem muito do ambiente. O ambiente é que vai determinar o aprendizado. Proporcione um ambiente bem sugestivo que contribua para o aprendizado.
Oito anos: criam seu próprio ambiente e fazem com que outros dependam dele. Cuidado com as panelinhas, pois podem destruir a classe. Seja um guia bem sensível às reações dos alunos e procure perceber se certo grupo está reagindo contra você, contra a classe ou contra o ambiente. Quando descobrir a causa, faça tudo para solucionar o problema.
Nove anos: são capazes de cooperar para manter um ambiente muito agradável. Incentive-os a cooperarem para o bom funcionamento da classe. Vibram quando a classe toda se envolve num projeto ou quando há competição entre sua classe e outra. Tome cuidado para que a competição em si não seja mais importante do que o propósito dela. Ficam arrasados quando o seu grupo perde uma competição.

Características espirituais

Sete anos: são impacientes e querem saber tudo agora.
Gostam da escola dominical e têm fé em Deus. Nessa idade já podem entender que Cristo os comprou com o Seu sangue, e que já não pertencem a si mesmos, mas a Ele.
Oito anos: gostam de um cristianismo exclusivo. Ajude-os a conhecer a Cristo, e a andar com Ele em sua vida diária. Procure entender bem suas reações e mostre-se compreensivo.
Nove anos: estão saindo do seu exclusivismo e o mundo à sua volta os preocupa; querem trabalhar para Cristo.

O QUE E COMO ENSINAR AS CRIANÇAS DE 7 A 9 ANOS

Sete anos: Estimule-os a ler o livro do aluno e versículos simples, na própria Bíblia ou escritos no quadro-negro. Dê a eles versículos para copiarem na classe e em casa, como tarefa. Faça-os participar bastante da classe deixando que segurem cartazes com cânticos, recontem histórias, armem quebra-cabeças de versículos, etc. Evite contar histórias em capítulo por muito tempo, pois podem ficar desinteressados. Ensine-lhes a pedir a Deus a solução de qualquer problema.
Oito anos: Conte-lhes histórias interessantes, use ilustrações atuais, faça-os pesquisar sobre costumes e histórias dos tempos antigos. Dê a eles tarefas difíceis e desafie-os a realizá-las. Ensine-os a pensar nos outros, que Jesus é o melhor amigo que existe e está pronto a ajudá-los em qualquer situação.
Nove anos: Conte histórias bíblicas de uma forma atual, interessante, prática, relacionando as lições bíblicas com os fatos atuais. Como nesta idade eles desejam amizades sólidas, apresente Cristo como Aquele que nunca muda. Dê-lhes bastante trabalho prático: dobrar e distribuir folhetos, fazer evangelismo individual, dar o testemunho pessoal, participar de um conjunto musical, etc.

AS CARACTERÍSTICAS DOS PRÉ-ADOLESCENTES

O pré-adolescente não é mais uma criança, mas também não preenche plenamente as qualificações de um adolescente. Age como criança muitas vezes, porém fica zangado quando o consideram como tal. Ele vive as mais fantásticas aventuras e experiências, e sente necessidade de ser liderado por uma pessoa que o compreenda e o ajude a se conhecer a si mesmo. Por causa da atitude crítica, insinuosa e até marginalizadora, própria dos pré-adolescentes, muitos são chamados por alguns adultos de “moleques”, “pestinhas” e “endiabrados”. Contudo, vale a pena conhecê-los e ajudá-los nessa fase tão difícil e tão decisiva da vida.

Fisicamente

Estão ganhando força, apesar de haver um estacionamento no desenvolvimento físico. Gostam de lutar e de fazer bagunça. Chegue à classe antes dos alunos e distribua algo atrativo e útil para fazerem até o início da lição.
Há uma diferença muito grande entre o desenvolvimento físico das meninas e o dos meninos. Muitas garotas estão um ano na frente dos garotos. Algumas já entraram na fase menstrual e sentem que não são mais crianças, ao passo que os garotos agem e pensam como crianças. Enquanto os meninos se divertem com atividades brutas, as meninas são mais reservadas e preferem atividades mais calmas. Você deve levar em conta estas grandes diferenças, ao fazer o planejamento de quaisquer atividades.

Mentalmente

São vivos e gostam de fazer perguntas. Têm boa memória, porém não pensam em profundidade. Têm consciência de tempo e distância. Gostam de colecionar “coisas”. Lêem muito. Têm grande interesse em conhecer pessoalmente ou ler e ouvir a respeito de heróis.

Socialmente

Sentem uma necessidade grande de pertencer a um grupo que lhes dê segurança. Preferem o seu grupo mais que a família. Lutam pelos direitos do grupo. Gostam de organizar grupos do mesmo sexo. As meninas pensam mais em namoro que os meninos. Ocasião propícia para aconselhamento; evite classes mistas. Adoram heróis e são perfeccionistas. Odeiam fraquezas pessoais. Gostam de ter responsabilidades. Rebelam-se contra a autoridade. Seja um guia, um líder e não um ditador. Sempre peça sugestão à classe, mas não de maneira que demonstre insegurança. Crie um ambiente de liberdade, mas controlado por você.

Emocionalmente

São instáveis emocionalmente. O desequilíbrio é demonstrado em todas as ocasiões: são alegres ou fechados demais; mostram amizade em excesso e, de repente, voltam-se contra o melhor amigo. Ora estão calmos; ora preocupados, e assim por diante. Seja amigo constante, sincero e que inspire confiança e segurança. Não gostam de manifestações de afeto. Evite abraçar ou colocar a mão nos seus ombros. Ame-os não com palavras e gestos, mas de verdade. São dados a valentias, pois gostam de participar de coisas empolgantes. Mostre que muitas vezes é melhor fugir de um perigo inútil do que enfrentá-lo e sofrer conseqüências graves. São sensíveis ao desprezo, à falta de amor e à hipocrisia. Fale de Cristo e leve-os a viver Cristo.

Espiritualmente

Eles possuem padrões elevados para si mesmos. Reconhecem o pecado como algo que desagrada a Deus e a si mesmos. Têm fome de Deus. Sua fé é simples e sua cabeça está cheia de dúvidas sobre a Bíblia. Gostam de encontrar resposta por si mesmos na Bíblia. Estão começando a compreender melhor os simbolismos. Querem a Cristo como Salvador e Senhor.

O QUE E COMO ENSINAR AOS PRÉ-ADOLESCENTES

Tenha um programa ativo, envolvendo-os ao máximo em alguma atividade onde possam usar as suas forças. Dê-lhes oportunidade de pensarem, perguntarem e se expressarem. Encoraje e motive a memorização de versículos, hinos e fatos bíblicos. Ensine-lhes cronologia e geografia bíblica. Use mapas e gráficos em seu ensino. Encoraje-os a ter passatempos úteis. Ensine-os a escolher boa literatura; ajude-os na formação de bons hábitos de leitura; apresente a Bíblia como sendo o melhor livro que existe. Apresente histórias de heróis bíblicos e também de outros como: Carey, Simonton, José Manoel da Conceição, Robert e Sarah Kalley, etc. Será bom, algumas vezes, levar à classe missionários que estão na obra e cujas experiências sirvam para despertá-los para o serviço do Senhor.

Promova reuniões sociais e passeios para a classe, com o intuito de preencher as necessidades sociais deles, dentro de um ambiente cristão. Aproveite para motivar a classe a estudar a lição da escola dominical, através de uma competição não individual, mas entre grupos. Deve tomar muito cuidado para que o espírito de “só os do meu grupo” não leve à marginalização de outros de fora do grupo. Ensine-lhes padrões bíblicos através de princípios bíblicos. Dê-lhes oportunidades de acordo com as suas capacidades e gostos. E como gostam de humorismo, ensine-os a cultivar o humorismo são e evitar o mal.

Explique-lhes o valor do sangue de Cristo (1 Jo 1.9). Proporcione oportunidades de conhecerem melhor a Deus. Desafie-os a orar, fazendo pedidos específicos e, pela resposta de Deus, vão saber da realidade de Deus e Sua atuação hoje na vida diária. Envolva-os em diversos ministérios e responda a todas as perguntas de maneira simples e objetiva. Ofereça-lhes as ferramentas próprias para descobrir soluções para seus problemas; por exemplo, um método de estudo bíblico. Use simbolismo, mas certifique-se de que estão entendendo. Leve-os aos pés do Salvador e ajude-os a entender a importância de colocar a Cristo como líder de suas vidas. Nessa fase o professor deve nutri-los, mais do que lançar desafio após desafio, pois, como disse alguém, “O que o indivíduo aprende na idade de 10 a 12 anos leva consigo até o túmulo”.

AS CARACTERÍSTICAS DOS ADOLESCENTES

Queremos apresentar-lhe uns indivíduos suspeitos, desajeitados, problemáticos, rebeldes e inconstantes, que freqüentam a nossa escola dominical: são os adolescentes.

Creio que ninguém apresentaria uma pessoa dessa maneira, mas quantos já pensaram nestes termos, ao depararem com os alunos na faixa de idade entre 13 e 16 anos, que mal respondem ao seu tão cordial “bom dia”?

Por que agem dessa maneira? A causa é terem descoberto a existência de dois mundos: um, que é o seu, interior, e outro, exterior, o mundo dos adultos. Sentem o peso e a pressão vindos tanto de dentro de si quanto do mundo exterior. Na tentativa de se adaptarem a esses dois mundos tão conflitantes entre si é que surge a rebelião, que pode ser expressa de várias maneiras. Você terá mais condições de ajudá-los, conhecendo-os melhor.

Fisicamente

Estão se desenvolvendo rapidamente e tanto podem estar muito bem dispostos quanto não querendo fazer absolutamente nada. O adolescente é desajeitado por causa da súbita transformação física. Seja paciente e procure compreender seus atos abrutalhados. Sua voz está mudando. Principalmente a do rapaz. Não o embarace pedindo que declame ou cante diante da igreja, pois sua voz pode mudar de tom várias vezes e ele teme o vexame.
Freqüentemente, a razão pela qual um adolescente não quer ir à escola dominical são as espinhas que, para seu tormento, começam a surgir e enfear seu rosto.
Peça a Deus discernimento para descobrir as causas dos problemas do adolescente, pois estes algumas vezes parecem tolos aos olhos dos adultos, mas são terríveis para ele.

Mentalmente

Sua capacidade de raciocínio está se desenvolvendo e ele está em busca de novidades. Sua imaginação adquiriu mais vida e recebe sugestões até demais! Quer saber para que serve o que está fazendo. Por exemplo, a memorização de versículos.

Socialmente

Quer ser adulto e independente e pertencer a uma comunidade. Gosta de grupos fechados. Mostre-lhe a alegria que temos em poder pertencer a Cristo, pois Ele nos possibilita uma comunhão genuína com outros cristãos. Faça-o sentir que é querido pela sua classe, que você o considera importante e que sua ausência é sentida por todos. Pouco vai adiantar convencê-lo de que os crentes são melhores do que os seus amigos do mundo, ou explicar-lhe as vantagens de freqüentar a escola dominical. O que realmente o prenderá ao meio evangélico será a certeza de que é realmente querido e que a sua opinião é ouvida e valorizada.

Fica encabulado com facilidade e tem consciência de seus problemas. Mostre-lhe que outras pessoas têm os mesmos problemas, mas que a vitória é pessoal. Incentive-o a ter Cristo como o seu melhor amigo. Ele cultua heróis mais sofisticados. Às vezes sonha que é campeão de Fórmula 1 correndo nas pistas internacionais; em outras fala, anda e age como o galã que viu “naquele filme”. Quando se sente frustrado por não poder comprar “aquela mota” ou qualquer outra coisa, tem desejo de ser rico, rico… riquíssimo. É profundamente leal ao seu grupo. Incentive-o a ser leal também à sua escola, igreja, grupo de amigos evangélicos, família, etc. Tem interesse pelo sexo oposto. Providencie reuniões sociais mistas. É sempre bom ter comes e bebes nessas reuniões, pois nessa fase de crescimento o adolescente sente muita necessidade de comer.

Emocionalmente

Seus sentimentos são inconstantes e suas emoções são intensas.

Espiritualmente

Está pronto para a salvação. Quer uma fé que seja prática. Está cheio de dúvidas sobre o cristianismo. Quer fazer algo e está procurando um ideal. Aproveite suas aptidões, após um bom treinamento.

O QUE E COMO ENSINAR AOS ADOLESCENTES

Varie os métodos de instrução para manter o nível de interesse. Faça com que participem ativamente da aula. Ajude seu aluno adolescente a descobrir verdades bíblicas por si próprio, deixando-o procurá-las na classe e em casa. Aproveite a imaginação deles para dar colorido aos textos bíblicos. Estimule-os a contribuir com idéias e sugestões. Recomende-lhes bons livros evangélicos e traga preletores cristãos para falar sobre sexo e drogas, pois a curiosidade é tamanha nessas áreas que muitos vão querer conhecer mais sobre o assunto através de livros ou colegas, caso a igreja não a satisfaça. Quando responder perguntas, explicar ou aconselhar sobre sexo, dê respostas corretas e sinceras, sem dar a impressão de que o sexo é algo sujo ou proibido. Esteja atento para descobrir por que seu aluno está fazendo aquela pergunta. Tenha sempre ilustrações práticas, claras e reais em mente, para que ele não venha a pensar que é a primeira pessoa a lhe fazer pergunta sobre o assunto e que você está embaraçado…

Nunca o mande fazer algo sem explicar-lhe o seu objetivo; inculca em sua mente o poder da Palavra de Deus na vida prática. Cristo venceu a tentação usando versos bíblicos. O Salmo 119.9 seria um bom versículo para memorizarem. Tenha o cuidado de não dar aulas em um nível inferior àquele em que o adolescente se encontra. Delegue responsabilidades, ensine-o a respeitar os pais e outros adultos em geral. Não indague insistentemente quando lhe delegar responsabilidades. Saiba perguntar sobre o andamento do projeto e, se for preciso, dê sugestões práticas, sem contudo fazer imposições. Ele detesta ser mandado por adultos.

Procure conduzir seus pensamentos em direção a Cristo. Tenha o cuidado para não dar a idéia de que o apóstolo Paulo foi melhor do que Cristo ou que Paulo era tão perfeito quanto Cristo. Apresente o evangelho de maneira positiva. Seja um professor equilibrado. Tenha calma quando for aconselhá-lo. Dirija seus pensamentos para Cristo. Explique-lhe a importância de se ter autocontrole.
Leve-o a Cristo. Caso seja crente, ajude-o no seu crescimento, ensinando-lhe as coisas básicas da vida cristã: oração, hora devocional, estudos bíblicos… Aplique as verdades bíblicas à vida de cada aluno. Faça sempre uma aplicação geral e outra específica, usando perguntas: como você pode aplicar isto à sua vida diária? Por que isto é importante? Esta verdade vai fazer alguma diferença em sua vida? Dê-lhes oportunidades de fazerem perguntas. Responda sempre apontando os princípios bíblicos. É importante que o adolescente saiba, com suas próprias palavras, dar a razão de sua fé em Cristo.

AS CARACTERÍSTICAS DOS JOVENS

Apesar de alguns adultos se preocuparem com a insensibilidade dos jovens para com as coisas espirituais existem muitos deles que estão ansiosos por conhecer a verdade. Não se pode mais ignorar o fato de que os jovens se despertaram para Jesus. Mais do que nunca, eles estão interessados não só em ouvir o que Deus tem a lhes dizer em Sua Palavra, como também em praticar o que ouvem. Será que a escola dominical os está ajudando positivamente? Está encorajando e sustentando esta onda de avivamento? Será que sua vida, professor, poderá motivar seus alunos a crescer? Certamente poderá, se você, em vez de levantar barreiras de preconceitos, incompreensão e indiferença, construir pontes de comunicação, compreensão e respeito. E o primeiro passo para isso é conhecer bem quem está do outro lado da ponte.

Fisicamente

Muitos jovens têm problemas sérios na questão da auto-aceitação. Cada um gostaria de mudar alguma coisa no modo como Deus o criou. Como líder, você deve enfatizar o fato de que a verdadeira beleza é a interior, que surge quando aprendemos a agradecer a Deus pela maneira como Ele nos fez. Deve também mostrar a diferença entre o julgamento de Deus e o dos homens (1 Sm 16.7).
Boa parte deles já são donos de sua vida, e por isso tem a tendência de se descuidar da saúde. Você deve alertá-los para o fato de que o corpo necessita de repouso, higiene e alimentação adequada.

Mentalmente

Sua capacidade de raciocínio já está bem desenvolvida. Querem ter liberdade para discutir assuntos que provoquem polêmica, e os mais preferidos são os de ordem mundial, filosófica e ideológica. Gostam também de conversar sobre pessoas do sexo oposto. Sentem necessidade de conversar sobre assuntos práticos que estejam relacionados com a sua vida e carreira. Pensam muito e fazem perguntas desejando obter respostas bem pensadas. Não aceitam nada sem explicação ou motivo justo ou lógico.

Socialmente

Sentem muita necessidade de ter comunhão fraternal com os irmãos em Cristo. Gostam de ter contato com o sexo oposto. Há perigo de o jovem ser descuidado e precipitado na escolha do cônjuge. A solidão e a necessidade de ser amado muitas vezes levam o jovem a tomar decisões que trazem conseqüências trágicas: casamento misto, gravidez prematura, amor livre, etc. Os jovens devem aprender a esperar em Deus, para experimentar a vontade de Deus em cada área da sua vida, vontade que é boa, agradável e perfeita. Devem se conscientizar do fato de que, se estiverem dentro do plano de Deus, nada sairá errado.

Emocionalmente

Geralmente são controlados emocionalmente. Já aprenderam a substituir as explosões de temperamento por demonstrações de cinismo e chacota. Muitos, porém, têm dificuldade em controlar as emoções.

Espiritualmente

Eles gostariam que a igreja, ao invés de ser uma organização com regrinhas para serem cumpridas, funcionasse como um organismo vivo e atendesse mais diretamente às suas necessidades pessoais. Almejam ver funcionando na prática muitos dos princípios bíblicos pregados do púlpito, tais como: amor, compreensão, respeito, etc. Estão interessados em dar uma resposta mais adequada e menos mística, quando questionados a respeito de sua fé.

O QUE E COMO ENSINAR AOS JOVENS

Geralmente os jovens têm problemas com a mente. O professor poderá ajudá-los nesta área recomendando a memorização de versículos (como por exemplo o Salmo 119.11) e a meditação neles durante o dia, a fim de se apropriarem do ensinamento aprendido. Em oração particular devem colocar diante do Senhor suas dificuldades nesta área e o desejo sincero de uma renovação mental (Rm 12.1,2).

Os jovens têm muitas dúvidas quanto à sua vocação, a escolha da cara metade e a vontade de Deus. O professor deve procurar relacionar Cristo aos problemas da vida usando tópicos como: “O que é serviço cristão?”, “O que é consagração verdadeira?”, “O casamento do ponto-de-vista de Deus”, “Como Deus revela sua vontade”, etc. Uma experiência pessoal do professor, contada com sinceridade e amor, vale muito mais do que muitos princípios de teoria.

O professor deve ensiná-los o que é verdadeiro e bíblico, para evitar a formação de conceitos falsos acerca do caráter cristão. É necessário gastar bastante tempo com eles estudando sobre o Corpo de Cristo e seus aspectos práticos: unidade da Igreja, diversidade dos membros através dos dons e a interdependência dos membros. O ideal seria que cada jovem pudesse descobrir seu dom específico, o seu ministério e como atuar nele. Assim evitaria gastar o resto da vida em atividades e lugar não determinados pelo Senhor.

A CLASSE DE ADULTOS

Os adultos também têm necessidades mentais, sociais, emocionais e espirituais. A Igreja, como Corpo de Cristo, tem a tarefa de suprir essas necessidades. A escola dominical, como agência da igreja local, pode e deve colaborar muito nesse sentido. Uma das maneiras é:
Estudo bíblico dinâmico

1. Desperte o interesse

Sem o interesse da pessoa não se conseguirá muita coisa. Como despertar o interesse? Apresente um desafio à pessoa, pois os adultos aceitam desafios e querem ser desafiados com coisas que realmente sejam importantes. A maneira mais prática é dar uma tarefa que eles tenham condições de executar.

2. Interaja

Na escola dominical deve-se dar aos alunos a chance de escolher alguns temas de maior necessidade pessoal. Exemplos: lar cristão, finanças, segunda vinda de Cristo, como estudar a Bíblia (métodos de estudo bíblico), etc.

Estudo bíblico prático

Uma característica marcante dos adultos: sabem mais do que fazem. São inimigos do trivial. Têm as preocupações do dia-a-dia, como, por exemplo, finanças e família. Desejam servir e ser úteis ao Senhor e desejam desenvolver uma filosofia cristã prática, para a vida. Falando em estudo bíblico, é bom ressaltar que o professor deve ensinar com seriedade, dando alimento espiritual sólido, pois os adultos não gostam de coisas superficiais.

Dê oportunidades para as pessoas contarem suas vitórias e derrotas
Entre outras coisas, isso ajuda a satisfazer certas necessidades sociais do adulto: o desejo de companheirismo, desejo de aprovação do grupo e o senso de valor pessoal. Muitos enfrentam problemas quanto às relações humanas e alguns experimentam solidão. Temos necessidade de falar e de ouvir.

Não adianta querer ministrar à pessoa, com matérias, se ela não externar aquelas coisas que estão lhe causando problemas. Mas cuidado para a aula não virar um bate-papo sem finalidade. O uso de certas perguntas ajuda a dirigir a conversa para um fim proveitoso. Por exemplo: “O que Deus fez por você nesta semana? Como Deus o usou para ajudar outras pessoas? Como você colocou em prática os princípios da Palavra de Deus, estudados na semana passada?”.
Leve os participantes a se interessarem uns pelos outros

1. Oração mútua

Incentive cada aluno (ou participante) a orar diariamente pelos outros componentes do grupo, de maneira pessoal, citando seus nomes. Nunca devem se esquecer de orar pela obra missionária em geral e pelos missionários em particular.

2. Prestação de serviço e hospitalidade

O professor deve mostrar com exemplos bíblicos que quando alguém precisa de ajuda, o grupo todo tem a responsabilidade de se interessar e fazer alguma coisa por ele.
Estabeleça alvos em conjunto e desafie o grupo a alcançá-los
Quantas novas pessoas vão ser alcançadas nos próximos 6 meses? E no próximo ano? Quantas vão passar adiante o que estão recebendo? Para que os alunos possam edificar outros, eles precisam de uma edificação sólida. E se você é professor, então esta é sua tarefa.

(Uma adaptação de “O Bom Professor Conhece Os Seus Alunos” por Josivaldo de França Pereira)

 

Parte IV

CARACTERÍSTICAS DE UM BOM PROFESSOR

 As características do professor estão muito ligadas à sua personalidade e ao seu caráter.
Estas características são também individuais e dependem da situação e da matéria.
Sugerimos que você faça uma lista que contenha 5 (cinco) características de um bom e experiente professor.

Geralmente os educadores estão de acordo com respeito às qualidades necessárias.
Como resultado de um seminário, professores elaboram uma lista que contém as características (importantes) de um bom professor, a saber:

1. Conhece profundamente a matéria a ser ensinada.
2. Prepara cada aula de forma específica, identificando claramente o objetivo de cada lição e aula.
3. Explica aos alunos o objetivo da lição.
4. Explica o motivo da tarefa a ser realizada.
5. Cria um ambiente agradável para o aprendizado.
6. Gosta de trabalhar com os alunos.
7. Dá instruções claras e é bem organizado.
8. Apresenta o conteúdo da matéria com modelos ou exemplos.
9. Mantém-se dentro dos limites do objetivo.
10. Exige muito dos alunos, treina-os para que sejam responsáveis quanto ao estudo.
11. Atua de maneira constante.
12. É dedicado e responsável, exige muito de si mesmo.
13. É criativo, versátil na maneira de ensinar, possui novas idéias e novos materiais.
14. É entusiasta e enérgico, porém aceita idéias dos alunos.
15. Notifica o aluno quanto ao seu aproveitamento.
16. É flexível, está sempre disposto a dar e receber (aconselhar e escutar).
17. Provê oportunidades de aprendizagem para os alunos atrasados ou avançados sem causar embaraços, isto é, adapta o ensino segundo as necessidades individuais dos alunos.
18. Estimula a sala de aula para que haja respeito mútuo e cooperação (lições e pesquisas em grupo).
19. Trata os alunos como indivíduos.
20. Respeita as opiniões dos alunos, reagindo sempre de maneira construtiva.
21. Encoraja os alunos a melhorar e ter um bom conceito de si mesmos.
22. Tem senso de humor, expressa seus sentimentos e atitudes.
23. Tem um relacionamento amigável com os alunos, mantendo a disciplina.
24. Coopera com os outros professores.

25. Veste-se de forma adequada.
26. Usa métodos de ensino comprovados.
27. Continua seu desenvolvimento profissional.
28. Conhece a vida pessoal dos alunos.
29. Importa-se em conhecer a comunidade e os recursos locais.

Várias pesquisas indicam cinco pontos essenciais que descrevem um bom professor. São eles:

1) Conhecer bem a matéria.
2) Tratar os alunos como indivíduos e ser amigável.
3) Ser criativo, entusiasta e inovador no preparo das aulas.
4) Ser exigente e manter a disciplina.
5) Manter-se dentro dos limites do objetivo.

CARACTERÍSTICAS DOS ALUNOS DESSES PROFESSORES

1. Demonstram conhecimento da aula.
2. Têm uma atitude amigável uns para com os outros e para com o professor.
3. São responsáveis quanto ao aprendizado.
4. Respeitam o currículo e a escola.
5. Aprendem conceitos, habilidades e atitudes conforme o currículo, segundo os resultados dos testes correspondentes.
6. Demonstram um comportamento que indica uma atitude positiva para com os outros alunos e para consigo mesmos.
7. Geralmente não existe nenhum problema de comportamento em sala de aula.
8. Aprendem muito mais e melhor.

 

Parte V

EDUCAÇÃO RELIGIOSA
Refletindo sobre seus benefícios

Para a compreensão dos benefícios a serem obtidos da Educação Religiosa pela igreja local, é necessária uma compreensão das potencialidades do ser humano que está envolvido na sua docência e na sua discência. Não é demais repetir que vivemos num mundo secularizado, maquinizado e despersonalizador.

No entanto, a igreja vive, pensa e age noutra esfera: tem um objetivo espiritual, busca a vontade de Deus e o reconhecimento do ser individual. É grande inspiração para o servo de Deus ler na Sagrada Escritura: “… eu te chamo pelo teu nome; ponho-te o teu sobrenome”, “não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu”, e ainda, sobre Jesus Cristo: “as ovelhas ouvem a sua voz; e ele chama pelo nome as suas ovelhas” (Is 45.4b; 43.1b; Jo 10.3b). É a personalização do povo de Deus, coisa não muito acentuada no contexto secularizado em que trabalhamos, estudamos e vivemos, quando se é apenas o número do CIC, do RG, ou da Conta Bancária, e que há de ser ênfase na Igreja de Cristo.

A pessoa humana é imagem e semelhança do Criador, e confiado lhe foi gerenciar este mundo para revitalizá-lo e fazê-lo produzir sem agressões ao meio ambiente. É um ser de possibilidades: cresce, adapta-se, pensa, reflete, cria, transforma, molda, age e interage. A esse ser pleno de possibilidades, a igreja repassa os benefícios da Educação Religiosa.

O papel do educador religioso está em orientar este ser humano para a vida em Cristo, guiando-o à maturidade espiritual. A afirmação de Paulo, “para mim o viver é Cristo” (Fl 1.21), passa a ser programa de vida, verdade de conduta, vida de fé. Naturalmente, o principal agente da Educação Religiosa se torna a igreja local, já por ser um grupo de crescimento, já porque alguns crentes em Cristo não vêem nem têm seus lares na piedade cristã.

Talvez haja necessidade de despertar igrejas para essas oportunidades, possibilidades e reconhecimento de benefícios para não cairmos na triste análise feita pelo Dr. Elton Trueblood,

Houve um tempo em que uma igreja era uma comunidade corajosa e revolucionária, que estava mudando o curso da história pela introdução de idéias discordantes; hoje é um lugar aonde se vai e se senta em bancos confortáveis, esperando pacientemente a hora de ir para casa para o almoço do domingo.

Isso porque já se chegou à conclusão que tem havido pouco interesse no estudo bíblico, e assim são poucos os membros da igreja afeitos à leitura profunda ou ao estudo sistemático da Palavra de Deus.

Por outro lado, com exceção das Sociedades Femininas, possivelmente, em geral as organizações estão em crise, sendo, ainda um pouco difícil encontrar professores consagrados e dispostos a dedicar tempo ao preparo de suas aulas, e ao contato pessoal e extraclasse com os alunos. Isso, entretanto, há de ser feito, por amor do próprio universo abrangido pela Educação Religiosa (crianças, jovens, adultos, cf. 1Jo 2.12-14).

Ora, crentes em Cristo têm os pecados “perdoados por amor do seu nome” (v. 12), conhecem o Pai e “aquele que é desde o princípio”(vv. 14a, 13a), já venceram o Maligno (v. 13b), são fortes e retêm a palavra de Deus (v. 14b). Com vistas a esses, a recomendação expressa do Senhor,
“ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mt 28.20a), e é por isso que “perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At 2.42a).

PRIMEIROS BENEFÍCIOS

Na Igreja-dos-primeiros-dias, quatro atividades de Educação Religiosa se destacavam. É conferir no livro dos Atos (2.41-47; 5.42).

O Culto

A primeira delas o Culto (cf. 2.42a). Efésios 5.19-21 e Colossenses 3.16b são claros em apresentar os elementos que compõem o culto cristão: os hinos de louvor, as orações, a proclamação e ensino, e o serviço. A adoração há de ser pessoal (Rm 12.1) e coletiva (Ex 12.26). Na adoração reconhecemos nossa indignidade, e o sacrifício redentor de Jesus Cristo; buscamos conhecer a vontade de Deus para poder servi-Lo com todas as veras do nosso espírito. Na atividade de culto, o testemunho se faz atuante aos não-crentes, aos adversários, ao que têm impedimentos físicos, e isso por métodos os mais variados, pois o evangelho deve ser sempre atual falando às pessoas quando e onde elas estão e como estão num testemunho relevante e inteligível, tomando-se cuidado com o que já foi chamado jocosamente de “linguagem de Canaã”, o jargão religioso que o descrente pode não entender, e não ter igualmente sentido para as crianças. Algo assim como: “entregue seu coração a Jesus” (“como é que eu faço para arrancar e dar a ele?” perguntou uma criança), “… você está perdido” (de quê?), “… você precisa ser salvo” (de quê?), e outros tantos.

Se o culto é o relacionamento consciente da congregação com Deus, quem o cria e o faz de modo consciente é a Educação Religiosa (cf. Ec. 12.26).

O Testemunho

Deve começar com o ser humano como imagem de Deus. Esse é um ensino repassado pela Escritura (Gn 1.26; Ef 4.24; 1Co 11.7). Deve falar da queda e do pecado, e enfatizar a libertação da vida de pecado e a nova vida em Cristo. Afinal, a Educação Religiosa ressalta que no culto estamos como uma coletividade de pecadores salvos que confessam seu pecado e o perdão trazido por Cristo. Ensina que culto é ação. Da parte de Deus que nos agracia com bênçãos escolhidas por causa de nosso ato de fé, e de nossa parte que lhe obedecemos porque nele confiamos.

A experiência de estar com a congregação em culto é pedagógica porque temos uma experiência viva do povo de Deus na história; crianças, jovens e adultos se vêm como membros da mesma comunidade que cultua. É preciso crer na família que adora a deus unida quando cada culto se torna uma experiência de adoração e educação.

A Comunhão

Cantamos dizendo uma verdade bíblica: que “benditos laços são os do fraterno amor” porque Jesus Cristo é o filtro de nossos relacionamentos. Assim, nas relações conjugais, familiares, de trabalho, sociais ou eclesiásticas é o que deve ocorrer. Em tudo, Cristo é o parâmetro, o meio de aferição e o elo de união. É atestar com declarações como as encontradas em Efésios 5.22, 25; 6.1,4,5,9, pois “tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fl 2.5), visto que nossa comunhão está marcada pelo seu sangue (1Jo 1.6,7).

No Novo Testamento, o sentido de comunhão não era café-com-bolinhos, e sim o de Atos 4.32,34,35. O senso de pertencer, de ser-um-com-os-outros, de amar e ser amado é uma das mais extraordinárias experiências da vida cristã (cf. 1Jo 4.19-21). Assim, a educação religiosa nos dá o reconhecimento do nivelamento que o evangelho dá a pessoas de classes sociais, raças ou idades diferentes. Através da comunhão, relacionamentos quebrados são curados e fortalecidos. E isso não é sociabilidade, mas o reconhecimento que pela graça somos salvos, alimentados pela educação na fé porque Cristo estabeleceu para a igreja o “ensinando a guardar”.

A Capacitação

O próximo passo é o do ensino, a capacitação e treinamento do povo de Deus para a missão divina. São os novos crentes, a liderança da igreja, os grupos especiais. Afinal, a igreja não lida com coisas, mas com pessoas, o que significa que sua tarefa é produzir gente de boa qualidade. Há registro de que o poeta W.H. Davies conversava com um garotinho e lhe teria perguntado, “que é que você vai ser quando crescer?” Naturalmente esperava que dissesse “bombeiro”, “médico”, ou outra profissão fascinante. O menino respondeu, “Que eu vou ser quando crescer?” Pelo seu tom de voz, a pergunta de Davies parecia ter sido boba. E completou, “vou ser um homem grande!” É mesmo! O final do crescimento é ser adulto, e isso vale na vida cristã.

Nosso trabalho é produzir jovens que saibam o que crêem, e que possam declarar sua fé no espírito de 1Pedro 3.15. Para que isso aconteça, haveremos de enfatizar o estudo sistemático, dialógico da Palavra Santa, ou seja, não dizer o que se deve crer, mas ajudá-los a descobrir por eles mesmos; que sejam moças e rapazes de princípios justos e valores perfeitos; leais à Igreja de Jesus Cristo, à sua denominação, e à sua igreja local; jovens profundamente conscientes do seu papel no mundo, mostrando-lhe o que faz diferença na vida para eles expressa na simples expressão, “em Cristo”.

O Serviço

A igreja de Jerusalém tinha uma expressão de Serviço. Que a igreja nunca seja condenada por sequer pensar, “.. sou eu o guarda do meu irmão ?” (Gn 4.9b), porque a resposta será “Sim”, à luz das advertências bíblicas (cf. 1Co 12.25; Gl 6.2; 1Tm 5.8). Cada crente em Jesus Cristo tem recursos para cuidar, zelar, fazer crescer como participante do Corpo de Cristo com os dons que o Espírito Santo distribuiu soberanamente (cf. 1Co12.6-11). A Educação Religiosa, a educação na doutrina bíblica e na prática cristã, há de tornar compreendidos esses dons, ao tempo, que, abrindo os olhos espirituais, capacita com o treinamento o crente. É aí que compreendemos que “sim, somos o guarda do nosso irmão!”

Por aí se demonstra que o cuidado pastoral é responsabilidade de toda igreja como comunidade terapêutica liderada pelo seu pastor. Na profecia do Antigo Testamento está declarado que, “como pastor ele apascentará o seu rebanho” (Is 40.11a); na ordem aos apóstolos, “pastoreia as minhas ovelhas” (Jo 21.16); na palavra aos pastores, “apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós” (1Pe 5.2-4); e a todos os crentes, “… que os membros tenham igual cuidado uns dos outros” (1Co 12.25b). Cuidado pastoral é um encontro pessoal em amor, e uma possibilidade para cada crente, pois há muita coisa que se faz como crente e não se percebe que é puro cuidado pastoral, como a visita de um crente a outro que mais que social é pastoral.

MAIS BENEFÍCIOS

Os benefícios estão nos próprios objetivos da Educação Religiosa:

No que se promove uma consciência de Deus como uma realidade na experiência humana, e um sentido de relacionamento pessoal com Ele;
no que se procura desenvolver esse entendimento e apreciação da pessoa, da vida e dos ensinos de Jesus Cristo que leve o crente a ser leal ao Mestre e a sua causa, manifestando em seu dia-a-dia uma visão do mundo dominado pelo evangelho;
no que se interpreta a vida e o mundo do ponto de vista evangélico, vendo neles o propósito e plano de Deus;
no que se desenvolve uma apreciação do significado e importância da família cristã e se participa e contribui para a construção de famílias fortes que resultem em igrejas fortes;
no que se promovem as missões cujo espírito não pode ser transmitido a outros a não ser por aqueles que o possuem;
na educação para a liberdade, para o amor, para o senso cristão do acontecimento e para o amor pessoal de Jesus Cristo e por Jesus Cristo;
para o entendimento da chamada de Abraão, de Moisés, de Isaías, de André e Simão, mas também a de Carlinhos, de Rosa Maria, do irmão João de Sousa, da Profa Julieta Amaral, do Dr. Henrique Pessoa; da compreensão, até, dos fracassos como meio de aprofundar a dependência de Deus.

Naturalmente os objetivos pra surtir os benefícios esperados precisam ser graduados, e, ao dividirmos os grupos de acordo com a faixa etária, estamos dizendo que a compreensão cristã depende principalmente da idade da pessoa atendida. Compreende-se, no entanto, a possibilidade de alternativas, como a divisão de atividades por centros de interesse a partir dos adolescentes, quando estes, mais os jovens e os adultos se reuniriam em torno de um centro de atenção para um estudo ou prática inter-etária (evangelismo, música, capacitação da liderança, etc.). Os referidos centros de interesse devem funcionar concomitantemente. Daí, já se chega a mais um benefício que é a realimentação (feedback) do sistema eclesiástico pela interação de seus membros, visto que a igreja deve ser olhada e analisada através de uma visão sistêmica. Nessa comunidade de participação, crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, mulheres e homens, ovelhas e pastores, solteiros e casados, cada um enriquece o outro, e aprende a participar da criação e manutenção de uma igreja mais humana, mais próxima ao Espírito de Jesus Cristo e mais libertadora.

Então, um benefício certo é a “opção pelo serviço”, no qual a fé ativará a inteligência, a esperança animará a vida afetiva e o amor essencializará a vontade, pois não explicitou Paulo que “todas as vossas obras sejam feitas em amor” (1Co 16.14)? E “de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas” (2Co 12.15a)? Tudo isso num senso crescente do deus Vivo, do apoiar-se em Deus, do Deus-em-nosso-meio, do Emanuel!

E PARA CONCLUIR…

O que quer que aconteça na igreja é pedagógico, e essa ação pedagógica há de ajudar o crente a pensar, e guiá-lo a uma perspectiva diferente de si, dos outros, dos horizontes. Embora a fé se tenha tornado difícil neste mundo de pensamento lógico e materializado, nosso povo anseia pela vida de fé com Deus, e aí reside o propósito central da educação religiosa: ser um fator de participação e de liderança de mudanças nos envolvimentos do ser humano em suas interrelações. A igreja, por isso, deve se tornar um centro de convivência, ou no dizer de Miller, “a igreja local é onde nos tornamos conscientes do começo de nosso sustento na vida cristã” (p. 194).

Para benefícios ainda maiores, deve-se dar ênfase plena à lealdade à igreja onde se é membro, onde havemos de crescer com ela, de com ela nos alegrar, chorar, e nessa era de ignorância da Palavra de Deus, de incerteza do dia seguinte, de pessimismo diante das coisas, de temor do futuro, o crente em Cristo continuará a receber os vitalizadores benefícios da orientação segura, existencialmente correta da Escritura Sagrada na Educação Religiosa.

FONTE

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ELIAS E ELISEU: Um Ministério de Poder para toda a Igreja.

Padrão
Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2013

 

Para o presente trimestre, as Lições Bíblicas CPAD para jovens e adultos trazem lições temáticas sobre os profetas Elias e Eliseu e tem como título: “Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja”.

 

Sumário da revista:

 

   Lição 1: A apostasia no reino de Israel

   Lição 2: Elias, o Tisbita

   Lição 3: A longa seca sobre Israel

   Lição 4: Elias e os profetas de Baal

   Lição 5: Um homem de Deus em depressão

   Lição 6: A viúva de Sarepta

   Lição 7: A vinha de Nabote

   Lição 8: O legado de Elias

   Lição 9: Elias no Monte da Transfiguração

   Lição 10: Há um milagre em sua casa

   Lição 11: Os milagres de Eliseu

   Lição 12: Eliseu e a Escola de Profetas

   Lição 13: A morte de Eliseu

A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL – Educação Cristã

Padrão

 

Educação Crista

Apostila 10

Estudo da Educação Crista

Parte II

 

A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
Benção de Deus, responsabilidade nossa.

 O objetivo deste artigo é chamar a atenção para o valor e importância que devemos dar à escola dominical.

Fundada na Inglaterra pelo jornalista evangélico Robert Raikes, em 1780, a escola dominical foi uma criação que deu certo. Tão certo que os primeiros missionários que aqui chegaram procuraram organizá-la imediatamente. O casal Robert e Sarah P. Kalley fundou a primeira escola dominical no Brasil em 19 de agosto de 1855. E a escola dominical existe até hoje!

Não é por acaso que a escola dominical existe até hoje. Ela é parte integrante da Igreja do Senhor Jesus Cristo, de quem temos a promessa de que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). A escola dominical é uma bênção de Deus com características próprias, isto é, por mais que uma pessoa participe dos cultos e das atividades da semana de sua igreja, tem coisa que só será aprendida na escola dominical.

Infelizmente não são poucas as pessoas que fazem opções em detrimento da escola dominical. Será que essas pessoas sabem o quanto estão perdendo? Pense bem: Ausentando-se da escola dominical quem perde as bênçãos de Deus é você.

A ESCOLA DOMINICAL E A RESPONSABILIDADE DO ALUNO

O segredo de uma escola dominical dinâmica e eficaz depende, e muito, do aluno. E como deve ser o aluno da escola dominical? Qual o perfil do aluno ideal? Antes de respondermos essas perguntas, é importante dizer que por aluno ideal não nos referimos, propriamente, a um ser extraordinário: brilhante, gênio, super intelectual. Não, o aluno ideal é antes de tudo uma pessoa bem intencionada. Como assim? Ele é dedicado: Assíduo, pontual, responsável. Vai à escola dominical com prazer e não para dizer simplesmente “estou aqui”, “cheguei” ou “agora o superintendente não vai pegar no meu pé”. O verdadeiro aluno da escola dominical não pensa assim. Ele faz a lição de casa. Lê a Bíblia e sua revista; anota suas dúvidas e vem disposto a colaborar seriamente na sala de aula.

É lamentável quando o aluno vai à escola dominical sem ter estudado durante a semana; sem sua Bíblia e/ou sem revista. E olha que eu não estou falando dos pequeninos, e sim, de gente grande mesmo! Pode parecer grosseiro de minha parte, mas muitas vezes eu me ponho a pensar: “O que alguém que não leva Bíblia, revista (ou algo semelhante), e que não estuda em casa vai fazer na escola dominical?”. Aprender? Duvido! Não se pode aprender quando o básico é menosprezado.

De uma coisa precisamos estar cientes: 50% ou mais do bom desempenho do professor numa sala de aula depende de seus alunos. É o que eu costumo dizer aos meus alunos, sem querer jogar sobre eles a responsabilidade que cabe a mim.

Quando o aluno não se prepara em casa, conforme já mencionamos acima, ele perde a oportunidade de contribuir com algo mais. Contribuindo ganha a classe e o professor também. Muitos dos alunos que ficam calados durante a exposição do professor cometem o erro (para não dizer “pecado”) da negligência semanal. É preciso que você aluno reverta esse quadro se porventura está sendo negligente; pois quantas vezes a culpa de uma aula má dada recai sobre o professor quando na realidade o culpado é outro. É claro que o professor tem suas responsabilidades, como veremos adiante, mas nenhum professor, a menos que esteja doido, teria coragem de se colocar diante de uma classe sem que estivesse adequadamente preparado.

Seja professor, ou seja aluno, ambos devem fazer tudo para a glória de Deus.

A ESCOLA DOMINICAL E A RESPONSABILIDADE DO PROFESSOR
O bom professor é aquele que almeja a excelência do ensino e se empenha em alcançá-la. Tem que ser como o apóstolo Paulo exortou: “…o que ensina, esmere-se no fazê-lo” (Rm 12.7). Paulo recomenda àquele que ensina a dedicação total desse ministério. Dedicação que resultará num progresso constante do professor, quer seja em relação à habilidade no ensino e crescimento espiritual de seus alunos; quer seja em relação a sua própria vida cristã.

O professor da escola dominical deve ser o primeiro a viver o que ensina. A classe nunca deve ser subestimada (muito menos a dos pequeninos). Ela saberá se o professor está sendo sincero no que diz. Como também saberá se o professor se preparou adequadamente para a aula. Fazer pesquisas de última hora e preparar a aula às pressas nunca dá certo. Quando o professor não se esforça para fazer o melhor, ele não apenas desrespeita seus alunos como peca contra Deus.

Além de viver o que ensina, o bom professor conhece seus alunos. Ele nunca deve acreditar que basta, por exemplo, pegar a revista e ensinar o que está ali, por melhor que seja o seu trabalho de pesquisa. O professor da escola dominical deve conhecer a sua classe, cada um de seus alunos. É importante que o professor conheça seus alunos, até mesmo para uma transmissão mais natural e eficaz de sua aula.

Quanto ao preparo e a exposição da aula propriamente dito, os editores dos Estudos Bíblicos Didaquê apresentam sugestões preciosas que ajudarão em muito os professores da escola dominical. Com ligeiras adaptações passo a transcrevê-las:

Utilizar sempre a Bíblia como referencial absoluto.
Elaborar pesquisas e anotações, buscando noutras fontes subsídios para a complementação das lições.
Planejar a ministração das aulas, relacionando-as entre si para que haja coerência e se evite a antecipação da matéria.
Evitar o distanciamento do assunto proposto na lição.
Dinamizar a aula sem monopolizar a palavra oferecendo respostas prontas.
Relacionar as mensagens ao cotidiano dos alunos, desafiando-os a praticar as verdades aprendidas.
No final da aula, despertar os alunos quanto ao próximo assunto a ser estudado, mostrando-lhes a possibilidade de aprenderem coisas novas e incentivando-os a estudar durante a semana.
Depender sempre da iluminação do Espírito Santo, orando, estudando e colocando-se diante de Deus como instrumento para a instrução de outros.
Verificar a transformação na vida dos alunos, a fim de avaliar o êxito de seu trabalho.
Duas coisas, pelo menos, têm levado muita gente a perder o interesse pela escola dominical hoje em dia, ou seja, a falta de criatividade do professor e dinâmica das aulas. Professor: Faça de sua aula algo interessante; seja criativo, gaste tempo nisso. Criatividade e dinamismo são, em boa parte, o segredo do sucesso do professor eficaz.

É necessário que o professor da escola dominical veja seu trabalho como o ministério que Deus lhe deu e que, por isso mesmo, precisa ser realizado da melhor maneira possível. “… o que ensina, esmere-se no fazê-lo” (Rm 12.7).

A ESCOLA DOMINICAL E A RESPONSABILIDADE DOS PAIS

A responsabilidade dos pais crentes com a escola dominical é dupla. Em primeiro lugar, os pais precisam ser assíduos e freqüentes na escola dominical. Os pais que vão somente ao culto vespertino, achando que faltar na escola dominical não tem tanto problema, certamente deixarão de progredir como deveriam na vida cristã. A presença dos pais na escola dominical é imprescindível, pois, afinal de contas, nós pais somos (bem ou mal) modelos para os nossos filhos.

Em segundo lugar, os pais precisam levar seus filhos à escola dominical. Gostaria de dar a esse segundo ponto uma atenção especial, visto que está diretamente relacionado ao anterior. Portanto, vamos entender a coisa da seguinte maneira: por que os pais precisam estar na escola dominical? De um lado, porque todos precisam aprender mais e mais das verdades do Senhor; por outro lado, por causa dos filhos. Perdoe-me a batida na mesma tecla mas isso é importante. Os filhos desejam e precisam ver nos pais a seriedade no trato com a escola dominical. E isso, por si só, deve ser motivo de reflexão para os pais , pois os pais precisam, pela vida e pela palavra, mostrar aos filhos que a escola dominical é um importante veículo de crescimento espiritual.

Geralmente as crianças não apreciam levantar cedo para ir à escola dominical. Boa parte delas já faz isso durante a semana. Porém, os pais devem passar para os filhos que a escola de domingo também é especial por uma série de razões. Erra o pai ou a mãe que acha que não deve levar sua criança à escola dominical, apenas porque ela está cansada por estudar durante a semana, ou porque brincou demais no sábado ou foi dormir tarde por causa daquela festa na igreja. Esse é um tipo de compaixão que não procede. É nessa hora que os pais, amigavelmente, devem mostrar aos filhos que a escola dominical é especial para toda a família.

Lembro-me de um fato ocorrido em uma igreja da qual fui pastor. Quando perguntei a uma irmã porque não trouxe o filho, que na época devia ter cinco anos de idade, ela me respondeu: “Ele não quis vir”. Eu não sei como está ou por onde anda aquele que agora é um rapaz. Receio que ele tenha seguido o caminho de seus irmãos mais velhos que abandonaram a igreja porque a mãe comodamente aceitava o fato de que eles não quiseram vir.

Papai e mamãe, levem seus filhos à escola dominical, tenham eles vontade ou não. Cumpram as suas responsabilidades como um dia prometeram a Deus quando levaram seus filhos para serem batizados ou apresentados. Pois, como no caso daquela mãe, amanhã poderá ser tarde de mais para chorar o que podia ser evitado ontem.

A ESCOLA DOMINICAL E A RESPONSABILIDADE DO SUPERINTENDENTE

O superintendente da escola bíblica dominical é muito mais que uma simples pessoa que faz a abertura e encerramento da escola dominical e promove a comemoração de algumas datas importantes e eventos especiais. O superintendente ou diretor(a) da EBD é o irmão ou irmã em Cristo designado(a) pela igreja para administrar a escola dominical com competência e seriedade, visando a edificação e a maturidade do corpo de Cristo.

Antes de tudo, o superintendente deve ser alguém verdadeiramente compromissado com Deus e a igreja. Deve ser exemplo dos fiéis, não neófito, mas pessoa qualificada para comandar o corpo de Cristo. Deve ser assíduo e pontual no cumprimento de seus deveres, irrepreensível na moral, são na fé, prudente no agir, discreto no falar e exemplo de santidade de vida. Qualidades que devem acompanhar, no mínimo, todo crente, e principalmente aquele que recebeu a graça da liderança; a saber: pastor, presbítero, diácono, professor, etc.

Além disso, o superintendente deve ser uma pessoa preparada academicamente. Destaco a palavra “academicamente” de propósito. O que isso quer dizer? Quer dizer que o superintendente não precisa necessariamente ser um expert em educação cristã, mas precisa ter noção do que ela significa e representa. Afinal de contas, é com professores que o superintendente está lidando e é a qualidade do bom ensino que ele estará supervisionando. Pensando nisso, um experiente diretor de escola dominical escreveu aos superintendentes: “Os seus professores ensinam com qualidade? Ou estão se repetindo diante da classe? Preparam devidamente a lição, ou já se acostumaram aos improvisos?”. E continua: “Que os seu professores não se contentem com o preparo já conseguido. Incentive-os a ler, a estudar, a pesquisar, a descobrir novas metodologias, a se tornarem especialistas não apenas no currículo e na aula a ser ministrada, como também na pedagogia e na didática”.

Como eu disse, o superintendente não precisa ser um especialista, mas é necessário que tenha algum conhecimento pedagógico. Se tiver experiência como professor, melhor ainda.

Some-se a isto a visão do superintendente. Se o superintendente pensar administrativa e pedagogicamente, o que é ideal, ele não apenas saberá conduzir a igreja bem, no sentido de unidade de propósitos, mas também zelará pelo aperfeiçoamento de seus professores. Promoverá encontros, congressos e uma série de eventos que ajudarão na formação e reciclagem dos professores.

O superintendente é o carro-chefe da escola dominical que, em comum acordo com o pastor, melhorará toda a escola dominical quando melhorar seus professores. Quando se investe na liderança da escola dominical todo mundo sai ganhando.

Finalmente, mas não menos importante, o superintendente precisa ser dinâmico a fim de dinamizar sua escola dominical. Para isso precisa se atualizar e se inteirar do trabalho de outros superintendentes. Deve ser uma pessoa inovadora, com idéias saudáveis que revigoram a escola dominical. Eu acredito na escola dominical porque, como dissemos no início deste artigo, é uma bênção de Deus e por isso deu certo. Entretanto, a escola dominical precisa passar por um processo constante de revitalização. Meu irmão superintendente: torne a sua escola dominical dinâmica, criativa, bíblica e funcional. Algo que dá gosto de se vê e participar. Promova, juntamente com seu pastor e professores, o vigor e a saúde da escola dominical através da motivação de seus alunos. Evite a rotina, a monotonia e aquela mesmice insuportável. As aulas da escola dominical devem ser prazerosas. Da criança ao adulto que levantam cedo para ir à igreja, a escola dominical deve ser algo que valha a pena por causa do conteúdo e didática do ensino e (por que não?) por causa do agradável local de estudo. Olhe com carinho para tudo isso e Deus, com certeza, o recompensará.

A ESCOLA DOMINICAL E A RESPONSABILIDADE DO PASTOR
Como ministro do evangelho, sei que não são poucas e nem pequenas as responsabilidades do pastor. Comecemos com algumas de suas atribuições. Compete ao pastor: orar com o rebanho e por este; apascentá-lo na doutrina cristã; exercer as suas funções com zelo; orientar e superintender as atividades da igreja, a fim de tornar eficiente a vida espiritual do povo de Deus; prestar assistência pastoral; instruir os neófitos, dedicar atenção à infância e à mocidade, bem como aos necessitados, aflitos, enfermos e desviados; governar.

Escrevendo aos efésios, diz o grande pastor e apóstolo Paulo: “E ele mesmo (Jesus) concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro, e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Ef 4.11-15).

Pelo que podemos perceber das atribuições e vocação do pastor, o ensino (no mais amplo sentido do termo) é a característica prioritária do ministério pastoral. O zelo e a responsabilidade doutrinária do pastor o tornam necessariamente ligado à escola dominical. Ele é o superintendente ex-officio da escola dominical. Por isso mesmo, ao pastor nunca jamais deve faltar a informação necessária acerca do que está sendo ensinado na escola dominical. Para isso, o superintendente deve ser seu maior aliado. Um verdadeiro braço direito na condução da igreja. O superintendente que não estiver disposto a andar com o seu pastor não conseguirá promover a paz e a unidade no corpo de Cristo. Enfim, o pastor precisa saber o que os professores ensinam ao seu rebanho, quem ensina e como se ensina. Esta informação ele adquirirá primeiramente com o superintendente e através das constantes reuniões com o conselho de ensino.

O pastor deve ser um verdadeiro conselheiro no meio de seus auxiliadores. Diálogo é fundamental. É imprescindível que o pastor e a liderança da escola dominical falem uma só língua e se ajudem mutuamente, conforme recomenda Paulo em 1 Coríntios 1.10: “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma cousa, e que não haja entre vós divisões; antes sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no parecer”. A escola dominical agradece!

Ademais, pela experiência e formação pastoral que tem, o pastor precisa estar atento às carências de seus professores e superintendente. Ele deve zelar pelo aprimoramento de sua escola dominical investindo pesado em sua liderança. Precisa indicar e sugerir bons livros, mostrando a importância e valor da leitura. Também, é necessário que o pastor incentive a sua liderança a participar de e a promover eventos educacionais. Acredite: O pastor é a chave que abre a porta do sucesso da escola dominical. Se você, pastor, tiver visão pedagógica, além de administrativa é claro, ninguém segurará sua escola dominical. O Espírito Santo gosta de pessoas assim e quer usar pessoas assim.

Além disso, é necessário que o pastor tenha propósitos permanentes e bem definidos para a escola dominical. Quais devem ser os objetivos do pastor para a escola bíblica dominical? São basicamente estes: 1) promover a edificação da igreja na Palavra para o serviço, 2) ganhar vidas para Cristo e discipulá-las e 3) formar líderes capacitadores.

 

POR: Reverendo Gilson de Oliveira Pastor Igreja Presbiteriana de Nova Vida

DE: https://danielgalia.files.wordpress.com/2012/12/clip_image002.jpg

A BÍBLIA E A DISCIPLINA DOS FILHOS. Educação Cristã

Padrão

 

Educação Crista

Apostila 10

Estudo da Educação Crista

Parte I

 

A BÍBLIA E A DISCIPLINA DOS FILHOS

 “A vara e a repreensão dão sabedoria; mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe. Corrige a teu filho, e ele te dará descanso; sim, deleitará o teu coração. O homem iracundo levanta contendas, e o furioso multiplica as transgressões. Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”.(Pv 29.15, 17; 22.6).

“Nada mais fácil que ter um filho. Nada mais imperativo que fazer dele um homem. Nada mais difícil que fazer dele um homem realizado em todos os planos”. São palavras de Maria Junqueira Schmidt. Na Bíblia, o versículo chave com relação à atitude dos pais para com os filhos é, sem dúvida, Provérbios 22.6:

“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.”

Que significa “instruir, ensinar” ? Para nós ocidentais, ensinar pode conter a idéia de disciplina, de treinamento, por isso, ensinamos o cachorro a sentar, a rolar, e a estender a patinha (aliás, um destes dias um cachorro me deu bom dia: ele estendeu a pata para eu apertar; o dono mandou e ele estendeu a patinha porque foi ensinado a fazê-lo. Isso não tem sentido racional para o cão, a não ser receber em seguida um biscoito. É o caso do pai exigente que insiste e obriga o filho a fazer tudo certinho. Acontece que lemos em Provérbios um texto que vem de outro mundo, do mundo oriental, semita. No mundo hebreu, em particular, “ensinar” se descreve como a ação, por incrível que possa parecer, de uma parteira que molha a ponta do dedo em azeite, e fricciona o céu da boca do nenem recém-nascido para provocar o desejo de sugar o seio da mãe. O versículo quer dizer exatamente isso. Quando fala: “instrui o menino no caminho em que deve andar” está dizendo, “põe no paladar do nenem”; “dê de comer ao nenem”, ou seja,

“provoque no coração da criança o gosto pelas coisas de Deus, e quando for uma pessoa idosa, nada mais vai satisfazer seus desejos e anseios”.

Interessante esse “dar-de-comer-ao-bebê” porque não se dá de comer de qualquer jeito. Quando a mãe prepara a mamadeira, ela vê como está o leite, e percebe se está quente demais, ou frio demais, se está sem gosto, ou se o leite estragou. Isso tudo está na palavrinha “instruir”.
“Educar” é igualmente uma excelente palavra porque significa “dirigir alguém por um caminho específico”, ou seja, disciplinar. Tem a ver, então, com a vida do mestre, daquele que está ensinando. Se queremos, então, Provérbios 23.17: “Não tenhas inveja dos pecadores; antes conserva-te no temor do Senhor todo o dia”, temos que viver de acordo.
Então [fale a verdade, meu irmão, minha irmã, com você mesmo (a)]: você pode ficar vigiando seu filho adolescente? Pode ficar olhando todo o tempo a sua filha mocinha? A resposta é “não”, naturalmente. Mas, você pode criar o seu filho, a sua filha, e instruí-los numa atmosfera onde as coisas de Deus sejam estimadas, e os valores evangélicos sejam ressaltados.

ENTENDENDO AS IDADES

Nunca é cedo demais para instruir e praticar a higiene do corpo. O nenem nasceu, e logo vem a higiene; dá-se o primeiro banho porque os bons hábitos são logo passados.. Nunca é cedo demais para praticar e ensinar, a higiene do espírito! A um garotinho de três ou quatro anos, não podemos ensinar os conceitos da Trindade ou da Escatologia,. Mas podemos amar essa criança, e ela pode sentir que foi criada de um modo muito especial, carinhosamente especial. E assim, em cada etapa de crescimento, conceitos diferentes podem ser aprendidos. Aquilo que Erik Erikson fala a respeito da formação da personalidade dos como uma série de crises. Crise não é desastre: quer dizer “oportunidade para alguma coisa ser realizada”.

Quando a criança está na faixa de 0 a 2 anos, forma-se nela um senso básico de confiança. Essa criança de 0 a 2 anos se não for criada num ambiente natural de confiança, carinho e cuidado, vai arrastar pelo resto da vida mazelas íntimas, situações interiores terríveis, tremendas, desastrosas. Aí, sim, a crise vira desastre. É confiança natural na mãe (não vai cair do seu colo, dos seus braços); é confiança pelo sustento (sabe que na hora certa a comidinha vai chegar); é o carinho, é o calor, é a atenção. É carregada no colo com tanto carinho, com o máximo de conforto, e o mínimo de temor. Quando a criancinha vai ser apresentada por mim, está tão confortável no regaço da mãe, mas na hora em que este pastor sem jeito pega, ela fica incomodada, e algumas choram. Porque eu peguei sem jeito, mas no colo da mamãe se sente tão bem, porque a mãe tem um jeito natural, e o Senhor a fez com curvas para que a criança se acomode com tanto jeitinho… Se ela aprende a confiança desde pequenina, vai ser fácil confiar em Deus. Mas os maus tratos, o abandono são traumas permanentes ou quase permanentes.

Na faixa dos três anos, já existe certa autonomia, uma leve independência. Afinal, o nenem no santuário não sai do seu lado, e vai pelo corredor e todos querem pegá-lo? É essa leve independência que torna os três anos uma época difícil para a mamãe que sempre teve o bebê junto a si. Mas, no plano de Deus, a criança cresce e deve constituir um indivíduo à parte; não é extensão dos pais: é outro ser humano. Daí resistência, daí desafio, e, às vezes discussão (“Venha cá!” E o nenem pequenininho: “Não vou, não!”), egocentrismo. Tudo isso, porém, é parte do desenvolvimento da consciência de si mesmo. Não esqueçamos: a criança não é parte de nós, é outro ser humano que aprende mais pelo que vê que pelo que lhe dizem.

Vamos à faixa dos quatro a cinco anos, e compare com quem você tem em casa. Forma-se nessa fase o senso de iniciativa, e ela começa a invadir o espaço dos outros, a socializar, inicia o aprendizado do que irá fazer por toda a vida, que é sobreviver neste mundo cheio de gente. A criança experimenta os objetos ao seu redor. Mas faz, com freqüência, coisas que desagradam os pais. Não é mesmo? A criancinha de quatro, cinco anos começa a fazer umas certas coisas, e essas certas coisas vão desagradar porque ela não compreende o sistema de valores dos pais. Compreende outras coisas. O que ela quer mesmo é agradar os pais, e aí, porque fez algo para agradar, e no final desagrada, começa o sentimento de culpa. Ela quer aprender coisas novas, quer saber os limites. E é por essa razão que o menino de quatro, a menina de cinco perguntam tanto: “Posso fazer isso?”

E de seis a doze anos? Aí vem o senso de aplicação ao trabalho, competência, diligência. É a luta que começa contra os sentimentos de inferioridade. O contato com a escola, integrando-se cada vez mais no mundo dos adultos. Maiores responsabilidades que lhe são colocadas. Mas também começa a rivalidade, a cortesia, o respeito, começam as boas relações. E os pais são comparados com outros adultos, o senso crítico se inicia, e agora a criança passa a ver: “Meu pai é assim, mamãe é assim, mas o pai de Fulaninho é assim, e a mãe de Fulaninho é deste jeito”. Qual o pai ou a mãe que nunca passou pela experiência de ouvir o filho dizer: “Eu queria ser filho de Fulano…”É a comparação, e o pai, ou a mãe, foi achado em falta em alguma coisa.
Dos doze aos quatorze anos: identidade própria. Aí sim: agora vêm as mudanças psicológicas, nem sempre compreendidas pelos pais (“Pastor, me ajude Fulaninha está tão diferente : só pensa em namorar”). Preocupação com o corpo e a aparência. Quais os objetos mais queridos da menina adolescente? O espelho, a escova e o pente. (“Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?”). Procura alguém em quem possa acreditar e a quem dê afeição.
E dos quinze aos dezoitos anos? Agora vem o senso de intimidade própria. Prepara-se para exercer sua função na vida. Se não adquiriu a consciência de identidade, vai haver muita frustração, muito impulso físico.
O período em que a família exerce sua influência mais marcante, mais forte sobre a criança é o dos primeiros três anos. Depois, são os amigos e a comunidade que passam a ter mais importância para ela. Pais e filhos, na verdade, aprendem na prática o que é crescimento, o que não é fácil para nenhum dos dois. O chamado “conflito de gerações” é a tensão entre o jovem que quer ser independente e os pais que relutam em dar a sua autonomia.

A DISCIPLINA

A disciplina é um processo que leva vinte anos e envolve pais, escola, igreja, e outros elementos. A tarefa dos pais é guias para uma vida de responsabilidade e amadurecida. E isso demanda tempo, e exige muita atenção, Aliás, atenção dobrada, se queremos preparar os filhos para uma vida de respeito, uma vida reta, decente para seu bem e o dos outros. Parece missão tão pesada e díficil, mas a disciplina se torna fácil quando a criança se sente amada. Quando se sente rejeitada, a disciplina fica muito pesada. E a reação com ira, com hostilidade, com ressentimento somente surge quando não existe um elo de amor forte.
E que diz a Palavra de Deus? Colossenses 3.21 diz: “Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não fiquem desanimados”1. Lembremos que a criança é um feixe de energias e emoções que precisam ser ordenadas. A criança, então, é o cartão de visita dos pais. Não se esqueçam disso. Terapeutas de família, psicólogos já têm um resumo da história da família e dos relacionamentos internos, das alianças dentro daquela casa somente pela conduta da criança quando entra no consultório ou quando está com os pais. Esses profissionais lêem a criança, e percebem como é a vida em casa. Isso quer dizer que para a criança ser disciplinada, necessário é que os pais se disciplinem.

Há uma diferença entre “castigar”e “disciplinar”. São coisas diferentes. Não estamos falando de castigo, mas, de disciplina. Porque castigar é vingar-se, disciplinar é colocar em ordem. E esses textos de Provérbios 13.24:

“Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga”. “Não retires da criança a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do Seol”.2

Não constituem, como pode parecer, uma apologia do maltrato infantil. Mas da disciplina, justa, e que olha para o futuro.3 Não vai adiantar muito querer disciplinar aos dezesseis anos, quando o irmão deveria tê-lo feito quando a criança tinha três anos.
Mas vamos lembrar que a vara era usada pelo pastor no Oriente (como ainda o é). Era usada para guiar, e não para bater ou espancar a ovelha; o lobo sim, era espancado. A vara era usada para consolar, é como diz o Salmo 23.4,

“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam”.

Já imaginaram como seria: “A tua vara e o teu cajado me espancam? Nenhum rapaz tenta obter o amor de uma jovem no tapa: “Quero que você me ame” (e dá um tapa no rosto da moça), “Não, você precisa entender que não posso viver sem você” (e dá-lhe um empurrão). Ninguém exige, ou reclama, mas sendo calmo, considerado, cortejador, agradável. É assim que um coração de moça é conquistado.

Não se esqueça de que a criança também deve ser agradada, e cortejada, e não educada na base do tapa. Agora, ela se comunica pelo comportamento. Já dissemos que a cabecinha da criança pensa ao contrário da nossa; se a nossa cabeça vai no sentido do relógio, a da criança vai ao contrário porque ela quer conquistar o nosso amor, e, assim, ela testa o nosso comportamento. Sabiam disso? Aí a criança faz o seguinte: às vezes tem um sentimento de culpa, aí chamamos de mau comportamento. A criança passou todo o tempo na rua, ou fora de casa (como temos visto por aí mães arrastando criancinhas pequenas no supermercado, a criança chorando, cansadinha coitada, ou visitando adultos numa visita sem interesse para a criança), depois ela começa a se comportar como não devia, e achamos que a criança é mal-educada, mal-comportada?! Não é nada disso, e vai adiantar espancar uma criança cansada porque está fora do que é seu interesse de vida? Fora das suas motivações? A Escritura fala em criar “na disciplina e admoestação do Senhor””. O Senhor não andava espancando seus discípulos, mas andava com os discípulos, e estava com os discípulos e ficava com os discípulos. Agora, pais que só vão em casa para comer, para dormir já colocaram os filhos em prejuízo. Finalmente, deve-se bater numa criança Algumas respostas já foram dadas sobre isso. Alguém já disse, até, que o castigo físico foi invenção do Diabo, que a criança deve ser deixada em plena liberdade. Há uma linha pedagógica que adota a prática da “Liberdade para Aprender”. É a chamada “Democracia Permissiva”. Há o outro extremo: o dos que usam o cinto (de preferência o lado da fivela) como quase forma exclusiva de disciplinar os filhos, ou como primeira medida de correção. E nós, como ficamos? Os antigos romanos diziam que “in medio virtus”, ou seja, “no meio (está) a virtude”; os da linha da Democracia Permissiva enfatizam que o amor é primordial na criação dos filhos, o que não deixa de ser verdade: a disciplina deve ser motivada por profundo amor. Mas o amor que não se preocupa em corrigir é tudo, menos amor.4 O Dr. James Dobson, especialista em doutrinar sobre a criação de filhos, ensina que o castigo não deve ser algo que fazemos na criança, mas para a criança. É como se disséssemos: “Meu filho, eu te amo muito para permitir que te comportes assim”. O problema do castigo corporal é a possibilidade de criar traumas e rebelião na aplicação com hostilidade e violência.

O CASTIGO

A Bíblia fala em castigos físicos.5 E diz que é uma das formas de disciplinar (mas não é a forma, não é a única forma, e não é a melhor forma de disciplinar em certas ocasiões). Em quais circunstâncias deve ser aplicado? Vou para o Dr. Dobson que propõe que deve existir para corrigir rebeldes e desafios; quando a criança se recusa a obedecer, ou faz pouco caso da ordem dada. Nesse caso, diz ele, o castigo físico tem sua plena aplicação. Mas tem a questão da idade: entre os dois e os dez anos. Não é para adolescentes porque os rebaixa a criança, e não se sentem o que dever ser: um ser em formação, em crescimento, quase adulto. Nesse caso, para o adolescente é a perda de privilégios: “Não sai! Quer ir Sábado para a praia? Não vai!”

Até propomos para os irmãos uma ordem de disciplina:

* ordem; não cumpriu?
* privação; ainda não?
* castigo físico.
Lembre-se de que Deus o colocou como responsável pela disciplina dos seus filhos. E se isso acontecer de acordo com a Sua Palavra, você vai ter a Sua aprovação, e a bênção dos céus.6 E a obediência do filho não é opcional nemé desejável. A Bíblia diz que a obediência é exigida. Lembre-se de que você é uma autoridade na sua casa, é autoridade para os seus filhos porque Deus o fez assim, e se ele não aprender autoridade que é o irmão, a irmã , lá fora ele também não vai dar muito valor à autoridade. Mas ela vai buscá-lo onde ele estiver.
Pais foram feitos para dar. Há uma história contada por Jesus na qual o pai deu tudo o que tinha: deu ao Filho Perdulário que retornou para casa: um abraço, novas vestes, um banquete, uma nova dignidade. E diz a Bíblia que também Deus nos deu:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Procure na sua Concordância Bíblica a palavra “dar”. Veja que enorme lista do verbo “dar” na Bíblia, porque a Bíblia é o livro da doação, é o livro do grande amor de Deus, do Grande Amor todo o tempo. A paternidade e a maternidade têm um preço, um alto preço, um elevado custo. A Deus, a paternidade custou o próprio Filho, Jesus; e a nós, a paternidade ou a maternidade custa tudo! Mas sabe o que a Bíblia diz a esse propósito? Diz:

“Eis que pela terceira vez estou pronto a ir ter convosco, e não vos serei pesado, porque não busco o que é vosso, mas sim a vós; pois não são os filhos que devem entesourar para os pais, mas os pais para os filhos”.7

A nós nos custa tudo! E quando um casal resolve ter um filho, deve estar disposto a dar tudo de si. Menos que isso é pouco demais, e, naturalmente, todos compreendem que não é dar tudo o que o filho deseja! Há horas em que nós negamos. Mesmo assim, estamos dando um “não”, mas estamos dando. É aflitivo criar filhos, é uma consumição criar filhos, mas, ainda assim, o filho é um tesouro que Deus nos confiou; é um solo a ser preparado, a ser cultivado, e que vai render seus frutos.8
Pois é. Ensine desde cedo o seu filho a temer a Deus,9 a respeitar a autoridade delegada por Deus,10 e tenha certeza de que suas ordens são expressões da vontade de Deus. E isso porque ensinar a vontade de Deus sem conhecer a Sua Palavra é ensinar a sua própria vontade e não a de Deus. Estabeleça limites: poucas regras (os fariseus colocavam seiscentas e tantas regras para os judeus, e Jesus o denunciou11). Afinal, os mandamentos são dez. Mantenha a boa comunicação. E aqui está um poema lindo e tocante e que se aplica a esta reflexão:

FILHOS NÃO PODEM ESPERAR
Helen M. Young

Há um tempo de se esperar a chegada do bebê,
tempo de consultar o médico;
Um tempo de planejar dieta e exercício,
tempo de preparar o enxoval.
Há um tempo de se maravilhar com os caminhos de Deus,
na certeza de que este é o destino para o qual eu fui forjada:
Um tempo de sonhar com o que esta criança poderá ser:
Um tempo de me preparar para que possa alimentar sua alma.
Mas eis que logo chega o tempo de nascer,
Pois os bebês não podem esperar.

Há o tempo de amamentar à noite,
tempo de cólicas e leite em pó.
Há o tempo da cadeira de balanço
e o tempo de andar pela casa toda,
O tempo para paciência e auto-sacrifício,
O tempo de mostrar ao filho que seu novo mundo
é um mundo de amor, bondade e fidedignidade.
Há um tempo de meditar no que ele é
– não um bichinho de estimação ou um brinquedo,
mas uma pessoa, um indivíduo –
uma alma feita à imagem de Deus.
Há um tempo de considerar minha mordomia.
Não me cabe possuí-lo.
Ele não é meu. Fui escolhido para cuidar dele, para amá-lo,
para alegrar-me nele, para criá-lo,
e para responder por ele perante Deus.
Estou decidida a dar o melhor de mim por ele,
pois os bebês não esperam.

Há um tempo de abraçá-lo bem forte
e contar-lhe a mais bela de todas as histórias;
Um tempo para mostrar-lhe Deus, na terra, céu e flor,
para ensinar-lhe admiração e reverência..
Há o tempo de deixar os pratos na pia
e levá-lo para balançar no parque,
De apostar corrida, fazer um desenho, apanhar uma borboleta,
e de lhe dar uma amizade alegre.
Há o tempo de lhe mostrar o caminho,
de ensinar seus lábios infantis a orar.
De ensinar seu coração a amar a Palavra de Deus e o dia do Senhor,
Pois os filhos não podem esperar.

Há um tempo de cantar em vez de resmungar,
de sorrir em vez de franzir a testa,
De enxugar as lágrimas com um beijo e rir dos pratos quebrados
Um tempo de compartilhar com ele o melhor de mim nas minhas atitudes
– amor pela vida, amor a Deus, amor à família.
Há um tempo de responder suas perguntas, todas as suas perguntas,
Porque pode vir um tempo em que ele não queira minhas respostas.
Há um tempo de ensiná-lo pacientemente a obedecer, a guardar seus brinquedos
Há um tempo de ensinar-lhe a beleza do dever, o hábito do estudo bíblico,
a alegria do culto no lar, a paz da oração.
Pois os filhos não podem esperar.

Há tempo de assisti-lo a sair bravamente para a escola,
de sentir falta de alguém a quem controlar
E de saber que outras mentes recebem sua atenção,
mas que eu estarei ali para atender o seu chamado
quando ele voltar para casa,
E irei ouvir ansiosa a história do seu dia..
Há um tempo de lhe ensinar independência, responsabilidade e autoconfiança,
Tempo de ser firme mas amigável, de disciplinar com amor,
Pois cedo, bem cedo, haverá o tempo de deixá-lo partir.
pois os filhos não podem esperar.

Há um tempo de guardar como tesouro
cada efêmero minuto de sua infância.
Apenas dezoito preciosos anos para inspirá-lo e treiná-lo.
Não trocarei esta primogenitura por um ensopado qualquer,
seja ele posição social, negócios, reputação profissional,
ou um cheque de pagamento.
Uma hora de cuidado hoje pode evitar anos de sofrimento amanhã,
A casa há de esperar, a louça há de esperar,
a reforma da casa pode esperar,
Mas filhos não podem esperar.

Haverá um tempo em que já não se ouvirão portas batendo
nem haverá brinquedos na escada, ou brigas de infância,
ou marcas de dedos na parede.
Então olharei para trás com alegria em vez de remorso.
Haverá o tempo de me concentrar no ministério fora do lar;
Em visitar os doentes, os enlutados, os desanimados, os que nunca foram ensinados;
Tempo de me entregar até mesmo aos mais insignificantes .
Haverá um tempo de olhar para trás
e saber que estes anos em que fui mãe não foram desperdiçados.
Oro para que haja um tempo de vê-lo como um homem justo e honesto,
amando a Deus e servindo a todos.
Deus, dá-me sabedoria para perceber que hoje é o meu dia com meus filhos.
Que não há momento em suas vidas que não seja importante.
Que eu possa saber que nenhuma outra carreira é tão preciosa,
Que nenhum outro trabalho é tão recompensador,
Que nenhuma outra tarefa é tão urgente.
Que eu não a protele nem negligencie,
Mas que por Teu Espírito a aceiite alegremente,
jubilosamente, e pela Tua graça compreenda,
Que o tempo é curto e meu tempo é agora,
Pois os filhos não podem esperar

1 Ef 6.4.
2 Cf. Pv 23.13,14.
3 Cf. Pv 29.15,17.
4 Cf. Pv 13.24.
5 Cf. Pv 19.18; 23.13,14; 29.15,17; Hb 12.6.
6 Cf. Pv 4.1,3,4.
7 2Co 12.14.
8 Cf. Mt 13.23; Lc 8.15.
9 Cl 1.16,17.
10 Rm 13.1.
11 Lc 11.46; Mt 23.4; At 15.10.

 

 

Por:

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor Igreja Presbiteriana de Nova Vida

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ZACARIAS — PROTEÇÃO DIVINA SOB O REINADO MESSIÂNICO

Padrão

Os Doze Profetas Menores: Advertências e consolações para os dias de hoje

 

LIÇÃO 12

ZACARIAS — PROTEÇÃO DIVINA SOB O REINADO MESSIÂNICO

 

TEXTO ÁUREO

Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; sendo rei, reinará, e prosperará, e praticará o juízo e a justiça na terra(Jr 23.5).

 

INTRODUÇÃO

 

I. O LIVRO DE ZACARIAS

II. PROMESSA DE RESTAURAÇÃO

III. O REINO MESSIÂNICO

 

CONCLUSÃO

 

A VITÓRIA FINAL DO MESSIAS EM JERUSALÉM

 

Steven C. Ger

 

            Zacarias narra a libertação sistemática dos inimigos nacionais vizinhos dada por Deus a Judá e a vinda do Messias para estabelecer o seu reino (9.1―11.17). Ele revela as circunstâncias angustiantes, ainda que revigorantes, que precedem a vitória definitiva do Rei messiânico e o estabelecimento do reino (12―14).

            Zacarias conta que todas as nações batalharão contra o povo judeu, e a sua capital Jerusalém será cercada de todos os lados por uma coalizão internacional (cap. 14). No entanto, o Senhor intervirá em favor do seu povo e incapacitará os seus inimigos (12.2-3).

            Quando as nações parecerem estar prontas para derrotar completamente Jerusalém (com metade da população da cidade tendo sido levada cativa e deportada, e o restante tendo visto suas possessões pilhadas e suas mulheres, brutalmente violentadas; 14.1,2) e parecer que as nações completarão a sua vitória com uma “solução final”, o Senhor entrará pessoalmente na batalha e engajará as nações em favor do seu povo (14.3). Ele chega a leste da cidade, no monte das Oliveiras, acompanhado por exércitos de anjos sob seu comando.

            O Messias é poderosamente revelado como o próprio Deus que se manifestou abertamente. Com a sua aparição, o monte das Oliveiras se dividirá em dois (uma lembrança da divisão do mar Vermelho), criando um vale que servirá como rota de escape (14.5). A vitória conclusiva do Senhor levará à bênção suprema para o seu povo, o estabelecimento do seu reino, e o cumprimento final de todas as promessas do concerto.  

            Quando a ameaça que representam os inimigos nacionais de Israel for finalmente neutralizada, o Senhor infundirá no povo judeu convicção espiritual e contrição. Ele capacitará o povo a perceber a sua necessidade do perdão divino, e toda a nação de Israel se arrependerá de sua rejeição anterior ao Messias, o representante da liderança amorosa do Senhor.

            Zacarias integra a identidade do Senhor com a do Messias. Ele declara que, quando o povo judeu vir o Senhor, repentinamente compreenderá que, quando feriram mortalmente o Messias, tinham ferido fisicamente o próprio Senhor. Depois de perceber isto a sua angústia será enorme (12.10). Após este período de tristeza e arrependimento, o Senhor perdoará o povo judeu pela rejeição da sua liderança e conduzirá a sua purificação espiritual (13.1).

           

Texto extraído da obra “Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica”, editada pela CPAD.