JUSTIFICAÇÃO, SOMENTE PELA FÉ EM JESUS CRISTO

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A DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO

Entre as inestimáveis doutrinas do Cristianismo está a justificação. Doutrina esmerada pelo apóstolo Paulo em sua magna Carta aos Romanos e resgatada por Lutero, na Reforma.

A ausência e a incompreensão da doutrina da justificação no período da Idade Média trouxe-ram muitos prejuízos como a escravidão da consciência, conceitos errados acerca de Deus e Sua justiça, comprometendo toda a Soteriologia, além de deturpar o Cristianismo. Isso mostra que ela é uma das colunas do Cristianismo. Sendo assim, compreender o verdadeiro significa-do dessa doutrina é algo indispensável a todo cristão.

A justificação pela fé foi um dos pilares da Reforma do século dezesseis. O conceito de que a salvação é uma somatória do esforço humano e da disposição divina, uma parceria entre a fé e as obras está em total desacordo com o ensino das Escrituras. A salvação é pela graça mediante a fé e não o resultado das obras nem mesmo da adição de fé mais obras. A salvação não é uma conquista do homem, é um presente de Deus. Não é uma medalha de honra ao mérito, mas uma manifestação do favor imerecido de Deus.

Quanto à natureza da justificação, é importante ressaltar que o homem justificado não se torna justo, mas é declarado justo, tratando-se de duas afirmações diferentes. Um dos erros da tradi-ção escolástica, no período pré-reforma, foi interpretar o termo “justificar” como sendo “tornar  justo”. Mas, com a Reforma, Lutero reafirmou o sentido legal do termo. A justificação é o direito legal de se ter acesso e comunhão com Deus. Não se trata de uma justiça infundida no homem.

A Reforma Protestante ficou conhecida pelos cinco “solas” (Sola Scriptura: Somente a Escritura; Sola Gratia: Somente a Graça; Sola Fide: Somente a Fé; Solus Christus: Somente Cristo; Soli Deo Gloria: Somente Glória a Deus).

Desses cinco “solas”, que são considerados os princípios da Reforma Protestante, três estão diretamente relacionados com a Doutrina da Justificação pela Fé. Vejamos:

SOLA GRATIA. A Graça é fonte da justificação de Deus.

SOLA FIDE. A Fé é o instrumento, o meio, dessa justificação.

SOLUS CHRISTUS. Jesus Cristo é o fundamento sobre o qual esta justificação está alicerçada.

Assim sendo, o homem é justificado mediante a Fé, que é derramada pela Graça de Deus, por meio de Jesus Cristo somente.

A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

Martinho Lutero disse: “Esta doutrina é a cabeça e a pedra fundamental. Por si só, ela gera, alimenta, edifica, preserva e defende a igreja de Deus. E sem ela, a igreja de Deus não poderia existir nem por uma única hora”. Martin Lloyd-Jones afirmou que a justificação pela fé “é a grande doutrina central de todo protestantismo, e vocês descobrirão que em cada avivamento ela sempre vem na vanguarda”. A igreja cai ou permanece de pé por causa desta doutrina. Ela é a espinha dorsal de todas as doutrinas bíblicas. John Piper diz: “Pregar e viver a justificação pela fé glorifica a Cristo, resgata pecadores desesperados, encoraja santos imperfeitos e fortalece igrejas frágeis”.

A LEI NÃO JUSTIFICA NINGUÉM (3.18-20)

Todos, judeus e gentios, são pecadores, todos estão debaixo do pecado. O pecado domina o ser humano. Todos estão debaixo do juízo de Deus e a Lei testifica contra eles.

Tendo traçado a extensão do pecado, e revelado o seu amplo domínio sobre os homens, Paulo mostra que a Lei, na sua insuficiência, para justificar o pecador, foi dada como espelho para revelar o pecado, e não para livrar do pecado.

Um segundo texto importante do Antigo Testamento que apoia a justificação pela fé é Habacu-que 2:4: “o justo viverá pela sua fé“, ou como alguns estudiosos querem ler, “o justo pela fé viverá”. Paulo deixa claro que este verso, citado em Romanos 1:17, Gálatas 3:11 e Hebreus 10:38, é cumprido finalmente na justiça que vem pela fé no evangelho de Cristo, pela qual a própria lei nos ensinar a procurar (Romanos 3:21-22; 10:4). A explicação de Paulo sobre Habacuque inspirou não somente Martinho Lutero, mas a incontáveis outros crentes a coloca-rem sua fé numa justiça não deles próprios, mas naquela de Jesus Cristo, que é chamado “O SENHOR JUSTIÇA NOSSA” (Jeremias 23:6).

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (3.23). Após argumentar que a Lei aponta o pecado e a necessidade de limpeza, mas é incapaz de limpar o homem, agora o apóstolo Paulo dá a conhecer com toda intensidade o antídoto, o remédio de Deus para o pe-cado. O caminho de libertação do pecado e da culpa é a justificação diante de Deus pela fé em Cristo Jesus.

Aos lábios que se calaram, rostos que se abateram e sorrisos que se fecharam pela sentença de condenação, Paulo é o portador da grande boa nova do perdão da culpa, e da libertação do pecado. Do investimento de Deus, através de Jesus Cristo, em que a justiça é creditada ao homem, assegurando-lhe a possibilidade de viver uma vida reta e de ter garantido o pleno acesso a salvação eterna. Para o homem imerso em densas trevas, esta mensagem faz raiar o Sol da Justiça, justiça que só o próprio Deus pode prover.

Quanto ao fundamento, a justificação tem como base a justiça de Cristo. Sendo o homem in-capaz de se auto-justificar, Deus o justifica. Surge então a questão: como Deus, sendo abso-lutamente justo, pode justificar o homem injusto e pecador? Paulo responde e deixa claro que Cristo se fez justiça por nós (Rm 3.24-26; 4.5; 1Co 1.30). Portanto, Deus não é injusto ao jus-tificar o injusto, pois o fundamento é a justiça de Cristo e Deus considera a justiça dEle per-tencente ao homem.

O QUE É JUSTIFICAÇÃO?

A justificação é um ato jurídico ou uma sentença divina na qual Ele declara perdoado todo pecador que crer em Jesus. Louis Berkhof define: “A justificação é um ato judicial de Deus no qual Ele declara, baseado na justiça de Jesus Cristo, que todas as exigências da lei estão satisfeitas com respeito ao pecador”. A justificação é o contrário de condenação. Ela é um ato único e legal que remove a culpa do pecado e restaura o pecador à sua condição de filho de Deus, com todos os seus direitos, privilégios e deveres.

Por justificação entende-se o ato pelo qual Deus declara justifica uma pessoa que a Ele se chega através de Cristo. Esta justificação envolve dois atos:

1- O cancelamento da dívida do pecado na “conta” do pecador.

2- O lançamento da justiça de Cristo no lugar do pecado.

Em outras palavras, justificação não é aquilo que o homem é ou tem em si, mas aquilo que o Senhor Jesus é e faz na vida do que o aceita como seu único e suficiente Salvador. Desse modo, justificar significa tornar ou declarar justo. É um termo legal, que implica em processo legal. O resultado desse processo acontece quando Deus justifica o pecador, tornando-o justo e reto, não pelos méritos do homem, mas pelos méritos de Jesus Cristo.

A justificação é tão abrangente que, se uma pessoa aceitou verdadeiramente a Cristo há uma hora, está tão justificada quanto uma que O segue há muitos anos. A justificação não é como a santificação que é um processo gradual. Nunca nos tornamos mais justificados por seguirmos Cristo há mais tempo, somos justificados no momento que aceitamos o sacrifício de Jesus por nós.

A justificação testificada pela lei e pelos profetas (3.21).

 

A justificação do pecador, mediante o sacrifício vicário de Cristo, pode ser percebida por meio de várias profecias no Antigo Testamento; (Romanos 3:21) “Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas”. (Is 53.11; 45.22-23; Jr 23.6; Sl 85.10).

Os sacrifícios da lei não visavam retirar os pecados, mas cobri-los temporariamente até que Cristo viesse como o sacrifício perfeito e substitutivo.

Sobre a Justificação pela “Fé Somente”

Está absolutamente evidente que o ‘sola fide’ é muito enfatizado na teologia cristã-evangélica em sua batalha contra a teologia do catolicismo medieval. Fé e obras são termos excludentes entre si. Nada poderia ser acrescentado à justiça de Cristo. Nenhuma adição humana seria tolerada.

A doutrina de Trento ensinava que a justiça merecida por Cristo deveria ser apoiada pela jus-tiça do próprio pecador que cooperava com a graça. Literalmente, Trento expressa-se desta forma, no Cânone 9, da Sexta Sessão.

O sinergismo, a ideia de que a salvação é uma conjugação de fé mais obras, não tem amparo nas Escrituras. A verdade meridianamente clara é que a salvação é recebida mediante a fé inde-pendentemente das obras. As obras não são a causa da salvação, mas seu resultado. Não somos salvos pelas obras, mas para as obras. A fé é a raiz, as obras são os frutos. A fé produz obras; as obras revelam a fé. Não estamos com isso desprezando as obras nem diminuindo seu valor.

Embora a fé seja o meio através do qual Deus opera a salvação, a fé não é e não pode ser uma condição humana – isto é, se “condição” implica mais do que a ordem necessária, ou o caminho de salvação. Se a fé fosse o fundamento condicional (isto é, meritório) da justificação, a salva-ção pelo mérito humano estaria introduzida, desonrando a graça divina e subvertendo o evan-gelho ao reduzi-lo a simplesmente mais uma versão de justificação pelas obras (Gálatas 4:21-5:12). Além do mais, visto que não podemos ser aceitos por Deus com uma justiça menos do que perfeita, nossa fé teria de ser perfeita. Contudo, a fé de ninguém é perfeita. Toda nossa fé é danificada pelo pecado. Nada em nós, inclusive nossa fé, teria possibilidade de obter sucesso como uma condição. A fé desconhece o mérito humano (Efésios 2:8), porque a própria natureza da fé é depender inteiramente do mérito e justiça de Cristo como “mais que suficiente para qui-tar a dívida de nossos pecados” (Confissão Belga, Artigo 22). Nós não somos justificados por nossa fé que é sempre imperfeita, mas pela sempre perfeita justiça de Cristo. Todas as condi-ções de salvação devem ser e têm sido cumpridas por Jesus através de Sua obediência, tanto ativa como passiva, no estado de Sua humilhação (Romanos 5:19).

A justificação se origina em Deus.

A justificação pela fé é a manifestação da justiça de Deus sobre os pecadores. Ele é quem toma a iniciativa de perdoar o homem de todos os seus pecados, declarando-lhe que não existe mais nenhuma condenação contra ele. Ele é o autor da justificação, a qual não pode ser obtida pela obediência humana à lei de Deus (Gl 2.16,21). Ele é o Juiz Supremo que declara a absolvição do pecador.

A justificação é gratuita.

A justificação é um presente que Deus concede ao homem. Paulo diz: “sendo justificados gra-tuitamente, por Sua graça” (Rm 3.24). A palavra gratuitamente significa “como um pré-sente”, “sem pagamento”; e a palavra graça significa “por um favor imerecido”. Ela não pode ser comprada por obras humanas ou conquistada por méritos pessoais. Ela é exclusivamente pela graça.

Quanto à necessidade de justificação, estende-se a partir da queda de Adão, com a sua desobediência, o pecado entrou no mundo, a raça humana herdou a corrupção do pecado e, consequentemente, o homem é injusto desde seu nascimento (Sl 51.5; Gn 8.21). Assim, o homem é incapaz de agradar a Deus e fazer sua vontade (Rm 8.7-9). Além do mais, o pecado atrai a ira de Deus. Sua ira requer juízo e a justificação impede que esse juízo seja executado.

ABRAÃO É EXEMPLO DE JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ (4.1-23)

Depois de enfatizar que a justificação não se fundamenta na Lei, mas sim na graça de Deus a todos que creem em Cristo, agora será usado para explicar a justificação o exemplo de Abraão. Com isso Paulo está dizendo que a justificação não é algo novo, pelo contrário, com Abraão foi assim, ele foi justificado pela fé (v. 3). O pai da fé foi justificado antes do estabelecimento da Lei, apenas por ter mostrado fé em Deus. Com isso Paulo quer encerrar de vez a questão da importância da Lei na salvação. A salvação está em Cristo Jesus.

Expondo Romanos 4, Theodore Beza comenta: Abraão não foi justificado, e feito o pai dos fiéis, por qualquer de suas próprias obras, nem precedentes nem seguintes de sua fé em Cristo, conforme prometido a ele; mas meramente pela fé em Cristo, ou em o mérito de Cristo pela fé imputado a ele para justiça. Portanto, todos seus filhos tornam-se filhos seus e são justificados, não por suas obras, nem precedentes nem seguintes de sua fé; mas pela fé somente no mesmo Cristo.

Os judeus dos dias de Jesus citavam Abraão como exemplo de justificação pelas obras, mas Paulo o enaltece como exemplo de justiça pela fé. Abraão não tinha observado nenhuma lei, prestado nenhum serviço, nem cumprido nenhum ritual que lhe pudesse ter servido de crédito em sua conta corrente diante de Deus. Sua fé em Deus, que lhe fizera a promessa, foi-lhe creditada como justiça.

Uma justiça recebida somente pela fé.

Este “dom da justiça” é recebido somente pela fé. Se, por um lado, é verdade que não há uma declaração explícita da frase “justificação pela fé somente”, também é verdade que este é o ensino que perpassa toda a Escritura. Não há como escapar deste ensino quando Paulo declara enfaticamente que “ao que não trabalha, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça. E por isso diz Davi ser bem-aventurado o homem a quem Deus imputa justiça, independentemente de obras”, em Romanos 4.5-6. Que a fé é o único meio de justificação para Paulo fica suficientemente claro na passagem anterior, mas isto também é afirmado de outros modos. Outro modo pelo qual Paulo ensina isto é quando ele rejeita qualquer outro meio de justificação, exceto a fé. “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3.28). “… sabendo, contudo, que o homem não é justificado pelas obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus…” (Gl 2.16). E para que não se digam que tais passagens referem-se a somente uma classe de obras e que as obras não são de todo excluídas, na concepção paulina de justificação, basta que se cite passagens onde ele explicitamente faz a exclusão de qualquer tipo de obras, a exemplo de Efésios 2.8-9: “Visto que pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie”. Pela graça, mediante a fé e não de obras – isto não pode significar outra coisa além de que a salvação é “somente pela graça e somente mediante a fé”, visto que, se obras forem acrescentadas, não poderá mais se dizer que “não vem das obras” e nem tampouco que é “pela graça”; pois, “se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça” (Rm 11.6)

CONCLUSÃO: Concluímos, enfatizando que, quando afirmamos que somos justificados pela fé, não estamos dizendo que a fé é a base da justificação. A fé é apenas a causa instrumental. A causa meritória é o sacrifício de Cristo na cruz. Tomamos posse dos benefícios da morte de Cristo pela fé. A fé não é a causa, é o meio. A fé é a mão estendida de um mendigo que recebe o presente de um rei. Essa fé salvadora não é meritória nem mesmo procede do homem. O mês-mo Deus que dá o fim, a salvação, também dá o meio, a fé salvadora. De tal forma que, a salva-ção é obra exclusiva de Deus de ponta a ponta, sem qualquer mérito do homem. Na verdade, tudo provém de Deus, tudo é feito por Deus e tudo é consumado por Deus para que ele mesmo receba toda a glória, agora e eternamente!//

          Pr. Dr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.;Th.D.;D.Hu.) 

Ass. De Deus em Santos (Ministério do Belém) – São Paulo.

(O Pr. Dr. Adaylton de Almeida Conceição, foi Missionário no Amazonas e por mais de 20 anos exerceu seu ministério na Republica Argentina; é Licenciado, Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia, Doutor em Psicologia e em Humanidade, Escritor, Professor Universitário, Pós-graduado em Psicanálise e em Ciências Políticas, Juiz Arbitral do Tribunal de Justiça Arbitral-RJ, membro da Academia de Letras Machado de Assis de Brasília, Professor da Faculdade Kerigma, e Diretor da Faculdade Teológica Manancial-SP).

Facebook: adayl manancial

Email: adayl.alm@hotmail.com

BIBLIOGRAFIA

Adaylton de Almeida Conceição – Carta aos Romanos.

Heber Carlos de Campos – A Justificação pela Fé.

Joel R. Beeke – A Relação da Fé com a Justificação.

Robson T. Fernandes – A Doutrina da justificação.

Benignidade: Um Escudo Protetor contra as Porfias – Subsídio Teológico

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Benignidade: Um Escudo Protetor contra as Porfias

1° Trimestre de 2017

Topo Adultos 1T17

INTRODUÇÃO

I- A BENIGNIDADE FUNDAMENTA-SE NO AMOR
II- A PORFIA FUNDAMENTA-SE NA INVEJA E NO ORGULHO
III-REVISTAMO-NOS DE BENIGNIDADE

CONCLUSÃO

 

Na lição de hoje estudaremos a benignidade como um aspecto do fruto do Espírito e antídoto contra as porfias. O texto bíblico da lição se encontra em Colossenses 3.12-17. Porém, para aprofundar sua reflexão, é importante que você leia todo o capítulo 3 da carta e destaque o tema central do capítulo. O que Paulo desejava evidenciar? Ele pretende mostrar que nossas atitudes refletem o Deus que declaramos conhecer e servir. Nossa vida cristã precisa ser evidenciada mediante nossas ações. Jesus afirmou que somos o sal e luz deste mundo. Para evidenciar tal ensino, Paulo faz ao longo do capítulo, um paralelo entre morte e ressurreição. Fica evidente que se experimentamos o novo nascimento, precisamos buscar as coisas que são de cima (Cl 3.1-4). Nossos corações e mentes devem estar voltados para o Reino, pois quem tem o coração no Reino de Deus é benigno e certamente rejeitará as porfias.

A nova vida em Cristo exige renuncia e implica em certos princípios de conduta. Por isso, Jesus proferiu o magnífico Sermão do Monte. Neste sermão Ele mostra qual deve ser a conduta dos súditos do Reino. Quando falamos em conduta, é importante ressaltar que não se trata de legalismo, mas segundo o Comentário Bíblico Pentecostal é antes de tudo “uma exortação ao tipo de comportamento que flui da participação do crente na vida ressurreta de Cristo.”

Jesus precisa ser nosso referencial de bondade, pois ensinou a humanidade a amar a Deus e ao nosso próximo (Mt 22.35-39). Mas, infelizmente muitos não querem viver segundo os ensinos do Mestre. Como cristãos precisamos seguir os exemplos do nosso Salvador: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu fiz, façais vos também” (Jo 13.15). Temos que ser influenciados não pela nossa cultura, mas por Jesus. Ele é o nosso modelo de caráter. Se observarmos o caráter de Jesus veremos que Ele é o oposto daqueles que praticam maldade e porfias. Observe:

  • Jesus era humilde ao se relacionar com as pessoas, independente de sua posição social ou raça (Mt 9.11). Em geral os que gostam de brigar e querem resolver tudo na base da violência, são arrogantes e se acham superior aos outros. Somos todos iguais perante Deus. Ninguém é melhor ou pior do que ninguém.
  • Jesus era manso e humilde de coração (Mt 11.29). A mansidão é uma virtude que nem sempre todos têm ou compreende. Ser manso não é ser bobo. Ser manso é se opor a toda forma de desumanidade e crueldade. Jesus sempre se mostrou manso e benigno de coração (2 Co 10.1). Diante de seus algozes, Ele não abriu a sua boca, não feriu ou maltratou ninguém. Jesus era inocente, fez tudo por amor a nós e não revidou em momento algum.
  • Jesus era misericordioso. Ele demonstrava compaixão diante das necessidades alheias. Certa, vez Jesus narrou a história do Bom Samaritano a fim de ensinar a respeito do amor e compaixão pelos necessitados (Lc 10.25-37). Nesta história, o sacerdote passa, vê o homem caído no caminho e não faz nada por ele. Muitos também veem pessoas caídas, sofrendo algum tipo de violência e não fazem nada para ajudar. Age com indiferença, finge não ver nada. Na história que Jesus contou quem socorreu o homem ferido foi um samaritano. Um bom cristão faz coisas boas pelos outros.
  • Jesus era pacificador. Na medida do possível, você procura conviver bem com todos ou você é do tipo brigão (Rm 12.8)? Tem gente que em vez de amenizar os ânimos acaba colocando mais fogo e incentivando outros a agirem com violência, a brigarem e maltratarem as pessoas. A Palavra de Deus declara que os pacificadores são felizes (Mt 5.9). A Bíblia também diz que devemos nos despojar da raiva, das focas, xingamentos (Cl 3.8).

Sugestão didática:
Reproduza o esquema abaixo no quadro. Converse com os alunos a respeito da benignidade e porfias (contendas, discussões, brigas). Em seguida, pergunte aos alunos quais seriam os sinais de uma pessoa benigna e uma pessoa que gosta de brigas e discussões. À medida que forem falando vá relacionando no quadro.

     SINAIS DE BENIGNIDADE              SINAIS DE PORFIA

 Misericórdia  Falta de compaixão
 Bondade  Sempre vê o lado ruim de tudo

Telma Bueno
Editora responsável pela Revista Lições Bíblica Adultos

Prezado professor, aqui você pode contar com mais um recurso no preparo de suas Lições Bíblicas de Adultos. Nossos subsídios estarão disponíveis toda semana. Porém, é importante ressaltar que os subsídios são mais um recurso para ajudá-lo na sua tarefa de ensinar a Palavra de Deus. Eles não vão esgotar todo o assunto e não se trata de uma nova lição (uma lição extra). Você não pode substituir o seu estudo pessoal e o seu plano de aula, pois o nosso objetivo é fazer um resumo das lições. Sabemos que ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, por isso, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo.

Fonte: CPAD – Sala do Professor – Subsídio

http://licoesbiblicas.com.br/index.php/2014-11-13-19-35-17/subsidios/lb-adultos/526-licao-29.html

Paciência: Evitando as Dissensões – Subsídio Teológico

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Paciência: Evitando as Dissensões

1° Trimestre de 2017

Topo Adultos 1T17

INTRODUÇÃO

I-PACIÊNCIA, ATO DE RESISTÊNCIA À ANSIEDADE
II-DISSENSÕES, RESULTADO DA IMPACIÊNCIA
III-PACIÊNCIA, PROVA DE ESPIRITUALIDADE E MATURIDADE CRISTÃ

CONCLUSÃO

Na lição do dia 5 de fevereiro, teremos duas palavras-chave: Paciência e dissensões. Dois vocábulos antagônicos que vão nos ajudar a compreender que a paciência, fruto do Espírito, é um antídoto contra a ansiedade e as dissensões.  Vivemos em uma sociedade imediatista, onde as pessoas parecem desconhecer o significado da palavra esperar, tornando-se imediatistas e impacientes.  A impaciência produz a ansiedade, um sentimento prejudicial à saúde física, mental e espiritual. Este sentimento é tão nefasto que Jesus no célebre Sermão do Monte, fez um alerta aos seus discípulos a respeito do andar ansioso, preocupado, temeroso. O Mestre ensinou que aqueles que desejam fazer parte do seu Reino, precisam crer que o Pai proverá a sua subsistência. Ele explicou que a falta de fé dos súditos levaria as pessoas a um estilo de vida doentio, obcecado pela provisão. É justamente o que temos visto atualmente. Pessoas estressadas, pois estão obcecadas pelo seu sustento e contaminadas por um estilo de vida consumista. Vivemos em um mundo conturbado, imediatista, onde alguns crentes já não querem ser mais ser conduzidos por Deus. Todos querem ser protagonista e conduzir a sua história da maneira que acham ser a melhor. É aí que adoecemos e a ansiedade vira uma patologia chamada de TAG, Transtorno da Ansiedade Generalizada. Para alguns o importante é somente o hoje, o agora. Talvez, por isso, os consultórios dos psiquiatras estejam sempre tão repletos de pacientes.  A indústria farmacêutica também tem lucrado com a venda de medicamento para o controle da ansiedade.

A ansiedade está no centro das pesquisas dos principais institutos e universidades que investigam as doenças da mente. Os primeiros resultados indicam que ela tem impacto muito maior do que se pensava. A convivência prolongada com a ansiedade afeta várias áreas da vida, como mostra um levantamento da Associação Americana de Desordens Ansiosas. Dos voluntários entrevistados, 87% disseram que ela prejudica muito as relações pessoais. Outros 75% afirmaram que interfere na habilidade de cumprir as atividades diárias.1

Segundo o pastor Hernandez Dias Lopes “a ansiedade nos leva a crer que a vida é feita só daquilo que comemos e vestimos.” O livro de Êxodo nos ensina importantes lições a respeito da ansiedade, confiança em Deus e dissensões. A narrativa da história dos hebreus, suas vitórias e seus fracassos nos faz compreender que não precisamos andar ansiosos, pois temos um Deus que tem o controle da história e que trabalha em nosso favor.   Por isso, indico a leitura do livro de Êxodo para os impacientes e ansiosos. Imagina um povo que teve que esperar 400 anos até que o Senhor levantasse um líder e os tirasse do Egito.  Moisés, o homem escolhido para ser o libertador, também teve que passar por um período de treinamento que durou cerca de 40 anos. Porque esperar tanto tempo assim?  Afinal a vida não é curta? Os hebreus, assim como Moisés precisavam confiar na provisão de Deus e matar a “semente maligna” da “impaciência” e “ansiedade”,  antes de experimentar o favor do Senhor.
Temos um Deus que livra, cuida e opera milagres extraordinários em favor daqueles que nEle confiam. A cada página do livro de Êxodo podemos ver um Deus misericordioso, piedoso, que cura as enfermidades do corpo, da alma e do espírito (Êx 15.26) e que não deixa faltar o pão, o alimento cotidiano (mesmo no deserto).  Vemos também o quanto os israelitas eram imediatistas e murmurador, pois, assim como nós, precisavam de tratamento e cura, pois os anos de escravidão devem ter deixado feridas e marcas no corpo e na alma.
A impaciência é sempre perigosa, pois nos leva agir de modo precipitado, a falar em demasia, a murmurar e a tomar decisões, atitudes erradas. Certa vez, depois de caminhar por três dias no deserto, todos estavam sedentos, mas não havia água e quando encontram um local com água,  não puderam beber, pois as águas eram amargas (Êx 15.23). Qual é a sua reação diante das adversidades? Você é impaciente? Descontentes, os hebreus reclamaram e brigaram com Moisés, todavia eles não estavam brigando com Moisés, mas com o próprio Todo-Poderoso que os havia libertado da escravidão. Como evitar a impaciência e as dissensões? Mantendo viva a chama da fé e procurando ser cheio do Espírito Santo. A fé nos faz ver o impossível, pois é “o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1) e o Espírito Santo nos ajuda a sermos pacientes e a fugirmos das dissensões.

Subsídio etimológico:
“Paciência, hyponome, literalmente, permanência em baixo de (formado de hypo, ‘em baixo de’, e meno,ficar’), ‘paciência’. A paciência, que só desenvolve nas  provas (Tg 1.2), pode ser passiva, ou seja, igual a ‘tolerância, resignação’, como:   (a) nas provas em geral (Lc 21.19; Mt 24.13; Rm 12.12; (b) nas provas que sobrevêm ao serviço no Evangelho (2 Co 6.4; 12.2; 2 Tm 3.10); (c) sob castigo, que é a prova considerada a vir da mão de Deus, nosso Pai (Hb 12.7); (d) sob aflições imerecidas (1 Pe 2.20); ou ativa, ou seja, igual  a ‘persistência, perseverança’, como: (e) ao fazer o bem (Rm 2.7); (f) na produção de frutos (Lc 8.15); (g) no correr a corrida proposta (Hb 12.1).
A paciência aperfeiçoa o caráter cristão (Tg 1.4), e a participação na paciência de Jesus é, portanto, a condição na qual os crentes virão a ser admitidos a reinar com Ele (2 Tm 2.12; Ap 1.9). Para esta paciência, os crentes são ‘corroborados em toda fortaleza’ (Cl 1.11), ‘pelo seu Espírito no homem interior”   (Ef 3.16) (Dicionário Vine: O Significado exegético  das palavras do Antigo e Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p. 842).

Telma Bueno
Editora responsável pela Revista Lições Bíblica Adultos

Dinâmica: Paz nos relacionamentos

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Objetivos:
a) Refletir sobre a paz nos relacionamentos.
b) Promover momento de descontração.

Material:
– Texto “O Garotinho chamado amor”, ver no procedimento.
– Cartaz com o seguinte conteúdo:
AMOR – UM ABRAÇO
PAZ – APERTO DE MÃO
SORRISO – GARGALHADA
GARRA – TROCA DE LUGAR
BEM VINDOS – PALMAS
– 01 rolo de fita adesiva
– 01 cartolina ou mais se necessário
– 01 coleção de lápis hidrocor
– 01 pincel atômico
Procedimento:
– Organizem os alunos em círculo.
– Coloquem o cartaz em local bem visível.
– Falem: nós vamos ler um texto e (apontem para o cartaz) vocês deverão realizar os seguintes gestos correspondentes quando estas palavras forem lidas.
– Vamos fazer um ensaio?
Então, leiam a palavra e os alunos seguem a orientação ao lado do vocábulo.
Repitam pelo menos duas vezes.
– Depois, leiam o texto “O garotinho chamado Amor”:
Era uma vez um garotinho chamado AMOR.
O AMOR sonhava sempre com a PAZ.
Certo dia descobriu que a vida só teria sentido quando ele descobrisse a PAZ e foi justamente nesse dia que o AMOR saiu a procura da PAZ.
Chegando ao colégio onde ele estudava, encontrou os seus amigos que tinham um SORRISO nos lábios e foi nesse momento que o AMOR passou a perceber que o SORRISO dos amigos, transmitia a PAZ. Pois percebeu que a PAZ existe no interior de cada um de nós e para isso basta dar um SORRISO.
E nesse instante, interferindo os pensamentos do garotinho AMOR, a turma gritou bem forte:
– AMOR, AMOR, você encontrou a PAZ que procurava?
O AMOR respondeu com muita GARRA:
– Sim! Sim! Encontrei. Vocês querem saber? Tragam a PAZ, um SORRISO bem bonito e sejam BEM-VINDOS!
Autoria do texto desconhecida.
– Depois, perguntem:
Onde o garotinho chamado AMOR encontrou a PAZ?
Aguardem as respostas. Certamente as respostas vão apontar que a paz estava no interior dos colegas, demonstrada através do sorriso.
– Em seguida, falem que isto significa que cada um é responsável em promover a paz no ambiente no qual está, demonstrando bons relacionamentos com atitudes promotoras de paz, quando se tem a paz que somente Deus pode dar.
– Agora, peçam para que cada aluno faça o contorno de uma de suas mãos numa cartolina e escrevam nela uma atitude para promover a paz com os colegas de escola, da igreja, da rua e na família. Depois, coloquem este cartaz num lugar visível, com o título da lição, nome da turma e dos professores e a data.
– Para concluir, leiam “Segui a paz com todos…” Hb 12.14a.

Autoria desconhecida da dinâmica original
Esta versão da dinâmica por Sulamita Macedo.

Fonte: EBD Interativa

http://ebdinterativa.com.br/adultos-licao-05-paz-de-deus-antidoto-contra-as-inimizades/

 

 

Paz de Deus: Antídoto contra as Inimizades – Subsídio Teológico

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Paz de Deus: Antídoto contra as Inimizades

1° Trimestre de 2017

Topo Adultos 1T17

INTRODUÇÃO

I- A PAZ QUE EXCEDE TODO ENTENDIMENTO
II- INIMIZADES E CONTENDAS, AUSÊNCIA DE PAZ
III- VIVAMOS EM PAZ

CONCLUSÃO

Prezado professor, na lição de número cinco estudaremos a paz, fruto do Espírito, antídoto contra as inimizades. Teremos duas palavras-chave: paz e inimizades. No hebraico, paz é shalom e significa primeiramente inteireza, pacífico. No grego a palavra é eirene e segundo o Dicionário Vine1 o termo serve para descrever: “(a) as relações harmoniosas, entre os homens (Mt 10.34; Rm 14.19); (b) entre as nações (Lc 14.32; At 12.20; Ap 6.4); (c) a amizade (At 15.33; 1 Co 16.11; Hb 11.31); (d) a isenção de incômodo (Lc 11.21); a ordem, no Estado (At 24.3); (f) as relações harmonizadas entre Deus e os homens, satisfeitas pelo Evangelho (At 10.36; Ef 2.17)”. Percebemos que o seu significado é bem amplo. Contudo a paz que Deus nos concede, fruto do Espírito, é impar e não é circunstancial. Ainda que estejamos vivendo em uma sociedade onde os índices de violência só aumentam, temos tranquilidade e não permitimos que a ansiedade e o medo venham nos dominar.

Quando falamos a respeito de paz, podemos destacar três aspectos importantes: a paz com Deus, de Deus e com os homens. Somos pecadores, então como podemos ter paz com o Deus Santo? A paz com Deus não é proveniente das boas obras, da religião ou do esforço humano. Só existe um meio pelo qual podemos alcançá-la: mediante a fé no Filho de Deus, o Príncipe da Paz. Quando reconhecemos os nossos pecados e entregamos, pela fé, nossas vidas a Jesus, desfrutamos da paz de Deus, pois fomos reconciliados com Ele mediante sua graça. Somente os filhos de Deus têm condições de desfrutar da sua paz; uma quietude interior colocada em nós pelo Espírito Santo (Jo 14.26,27). Segundo o pastor Antonio Gilberto, “sem a paz com Deus não pode haver a paz de Deus”.

Se alcançarmos, pela graça, a paz com Deus, temos que evidenciá-la mediante o nosso testemunho, nossas ações. Não adianta dizer que é crente e viver se metendo em contendas e confusões. A Palavra de Deus nos exorta que “se possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18). Na Bíblia temos vários exemplos de pessoa que eram pacificadores e apregoaram a paz. Tomemos como exemplo, Isaque. Ele era um pacificador e preferiu cavar vários poços a se meter em uma confusão com seus vizinhos malvados. Isaque abriu mão do seu direito, da sua razão, em busca de paz. A sabedoria de Abigail e o seu temperamento livraram sua família da morte e a Davi de derramar sangue inocente.

Jesus, o Filho de Deus, também recebeu o título de “Príncipe da Paz” (Is 9.6). Diante dos seus algozes, Ele não abriu a sua boca, não lutou, não reivindicou nada. Jesus se deixou levar por aqueles que o foram prender e evitou naquele momento que a sua prisão se tornasse em uma revolta, o que poderia gerar várias mortes. Jesus, também declarou que Ele era o “Cordeiro de Deus”. O cordeiro é um animal manso, submisso ao seu pastor.

As inimizades e contendas são o posto da paz e do amor. De acordo com o Dicionário Vine2 a palavra inimizade no grego é echthra, “derivada do adjetivo echthros é encontrada em Lucas 23.12; Romanos 8.7; Gl 5.20; Ef 2.15,16; Tg 4.4. É o posto de agape, amor”. Como podemos viver em um mundo violente, mas em paz com todos, sem inimizades ou contendas? Como nos proteger dos “brigões”? A resposta é: andar, caminhar no Espírito. Precisamos entregar ao Espírito Santo o controle de nossas vidas. Se Consolador tiver o primeiro lugar, não mais viveremos segundo as concupiscências da carne.

SUGESTÃO DIDÁTICA:

Para realizar a dinâmica você vai precisar de duas bolas de encher (bexiga). Peça que os alunos formem um círculo. Diga que você jogará as duas bolas para o alto e que eles não podem deixar que elas toquem o chão. Jogue as bolas e dê uns minutinhos para ver se elas vão cair logo no chão ou se vai demorar um tempinho. Diga que assim como todos se uniram e se esforçaram para não deixar a bola tocar o chão, precisamos também nos esforçar, fazer a nossa parte (ler a Bíblia, orar e jejuar), para desenvolvermos os vários aspectos do fruto do Espírito. Conclua enfatizando que o fruto do Espírito faz de nós embaixadores da paz.

Telma Bueno
Editora responsável pela Revista Lições Bíblica Adultos

1 Dicionário Vine: O significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. 14.ed.Rio de Janeiro: 2011, p. 857.

2 Dicionário Vine: O significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. 14.ed.Rio de Janeiro: 2011, p. 712.

Monitoria na Escola Bíblica Dominical

Padrão

Monitoria é uma atividade de ensino e aprendizagem de caráter cooperativo entre professores e alunos, que estimula a iniciação docente, que geralmente acontece em cursos de graduação, porém se faz presente também no Ensino Médio e nos últimos anos do Fundamental de forma mais escassa. Entretanto, sua prática também é possível na Escola Bíblica Dominical.

O monitor é aquele aluno, que sob a orientação e supervisão de um professor, tem a possibilidade de vivenciar atividades didáticas e práticas sobre o conteúdo, executando atribuições auxiliares junto ao mestre, proporcionando-lhe experiência de formação em curso.

Jesus escolheu 12 pessoas, os discípulos, para que na vivência com Ele aprendessem sobre os valores do Reino e enfrentassem situações diversas, para que pudessem pregar com poder e sinais, como se lê: “E subiu ao monte, e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele. E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar, e para que tivessem o poder de curar as enfermidades e expulsar os demônios” (Marcos 3:13-15).
O apóstolo Paulo treinou em serviço o jovem Timóteo e quando precisou de um cooperador, enviou-o, pois estava preparado, capacitado e com experiência para o trabalho. “E espero no Senhor Jesus que em breve vos mandarei Timóteo… Mas bem sabeis qual a sua experiência, e que serviu comigo no evangelho, como filho ao pai” (Fp 2. 19a e 22).

Observamos, nestes versículos citados acima, apenas dois exemplos da Bíblia sobre treinamento em serviço, através da observação, prática e cooperação, sob a orientação do mentor, com o objetivo de adquirir experiência para a realização de um trabalho futuro, adquirindo habilidades por meio de uma ação formativa.

E na Escola Bíblica Dominical, quais as possibilidades de haver esta prática?
Partindo do princípio de que há necessidade de novos professores para o ensino cristão, a monitoria pode ser uma forma de iniciação à docência, proporcionando familiaridade do monitor com planejamento de aula, pesquisa sobre o conteúdo, escolha de métodos e execução de outras atividades correlatas ao processo de ensino e aprendizagem de forma conjunta com o professor.

Para o exercício da monitoria, os candidatos podem se apresentar de forma voluntária ou por escolha dos professores. Para isto, é recomendável que os professores tenham um olhar atento sobre aqueles alunos da EBD, que demonstram iniciativa para falar diante dos colegas, que trazem uma informação sobre o tema da lição, que apresentam assiduidade, pontualidade, interesse, responsabilidade e que tenham espírito colaborativo, pois eles, com estas características, podem ser monitores e certamente bons professores.

Abrir este espaço no contexto de EBD, para a monitoria, traz benefícios para a descoberta de professores, tendo em vista esta atividade possibilitar a apropriação de habilidades didáticas, formando um futuro professor com experiência nas atividades colaborativas de aprendizagem, capacitando-se para o ensino cristão na Escola Dominical. A Palavra de Deus adverte: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”(II Tm 2.15).

Outro ponto importante, para a existência da monitoria na EBD, tratar-se de não pegar alguém de surpresa quando designado para assumir uma classe, trazendo-lhe desconforto, preocupação, insegurança e até medo para assumir a função por falta de preparo de como ministrar uma aula. Havendo alunos monitores, a superintendência tem maior possibilidade de escolha dos docentes com experiência no ensino.

As atividades do aluno monitor devem ser concentradas no sentido de auxiliar nas práticas pedagógicas da EBD. O monitor não será um substituto do docente, pois suas ações devem ser executadas na presença do professor. Quando o docente precisar faltar a EBD, deve manter contato com outro professor para que ministre a aula, não deixando a aula a cargo do monitor.

Mas, vejamos alguns exemplos de como o aluno monitor pode cooperar nas aulas da EBD: 
– Expor uma parte da lição.
– Acrescentar uma informação importante sobre o tema.
– Auxiliar nas atividades práticas com os alunos, como nos trabalhos de grupo, execução de dinâmicas etc.

Após a aula, em um encontro específico, o professor deve conversar com o monitor sobre sua atuação na aula, para que os pontos positivos sejam ressaltados e os negativos minimizados, sugerindo e orientando como proceder, evitando assim repetição de falhas.
O tempo de aprendizagem do aluno como monitor pode variar de pessoa para pessoa, pois dependerá do desenvolvimento individual de habilidades, do desempenho e da maturidade nesta formação em serviço. Além disso, é importante que haja orientação e incentivo para participação em treinamentos, congressos, seminários de EBD, como também a realização de leituras de livros, revistas, textos de conteúdo pedagógico para que o aluno monitor se aproprie de informações sobre o processo de ensino e aprendizagem e da educação cristã.
Portanto, a implantação de um programa de monitoria na EBD traz pontos positivos para a formação em serviço a aspirante de professor na EBD. Para que haja sucesso, nesta atividade, a receptividade da ideia pelos professores é fundamental, além de que devem estar disponíveis para realizar o acompanhamento do aluno a contento. O aluno-monitor deve também se esforçar e ser estimulado a exercer suas ações com vista ao exercício da docência na EBD.

Que tal pensar sobre isto e colocar em prática a monitoria na EBD?

Por Sulamita Macedo.

Fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com.br/