Dinâmica: O Que Você tem em Suas mãos? – E mais: Subsídio Teológico

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Dinâmica: O Que Você tem em Suas Mãos?

Objetivo: Refletir sobre as armas que usamos quando estamos em batalha e como agimos diante das lutas.

Material:
Metade de uma folha de papel ofício para cada aluno.

Procedimento:
– Entreguem para os alunos a metade de uma folha de papel ofício e peçam para que façam o contorno de uma das suas mãos.
– Perguntem:
O que você tem suas mãos como instrumento de batalha e como tem se portado na luta?
Ou o que você possui?
– Antes que os alunos respondam, apresentem o que estes personagens bíblicos possuíam para a luta.
Moisés tinha uma vara
Rei Jeoás tinha em suas mãos um arco e flecha
Davi tinha uma funda e 05 pedrinhas
Jacó tinha um cajado
Sansão tinha a queixada de um jumento
O menino tinha 02 pães e 05 peixes
Raabe tinha um cordão um fio de escarlata
A viúva endividada tinha uma botija de azeite e vasos emprestados
E você o que tem em suas mãos?
– Peçam para que eles escrevam dentro da mão quais as atitudes e as formas de luta ou de defesa diante das dificuldades que eles estão usando, podendo ainda acrescentar nomes de pessoas que ajudam em oração e conselhos.
– Solicitem para que os alunos socializem o que escreveram, de forma objetiva.
Por Sulamita Macedo.

O milagre está em sua casa

4° Trimestre de 2016

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INTRODUÇÃO
I – A CRISE ECONÔMICA
II – SUPERANDO AS CRISES
III – FÉ E TRABALHO
CONCLUSÃO

O nome Eliseu significa “Deus é salvação”. Auxiliar do profeta Elias, Eliseu era filho de Safate, de Abel-Meolá, no Vale do Jordão. Tinha como trabalho arar a terra com junta de bois. O jovem Eliseu foi convidado pelo profeta Elias a segui-lo. O texto bíblico mostra que ele “se levantou, e seguiu a Elias, e o servia” (1 Rs 19.21). O primeiro ponto digno de nota na vida do profeta Eliseu foi a sua humildade e a disponibilidade em aprender com o profeta Elias. Na caminhada com Deus, saber ouvir e ter o compromisso de aprender com o outro é muito importante. Na época de Eliseu não havia uma espécie de seminário teológico ou faculdade que tinha o objetivo de formar, embora houvesse escola de profetas, mas que nem de longe era parecida com as instituições modernas. Os profetas eram formados aos pés dos outros profetas.No dia a dia da caminhada, os profetas iam sendo formados, trabalhados e forjados diante de Deus e dos homens.

Outro ponto digno de nota é que o ministério do profeta Eliseu é permeado por milagres. Segundo especialistas em Antigo Testamento, excetuando a pessoa de Jesus Cristo, ninguém na história sagrada registrou a quantidade de sinais e maravilhas como consta o registro na vida do profeta mediante o seu ministério. Ele sarou águas infectadas (2 Rs 2.19-22), fez brotar água no deserto (2 Rs 3.9,16-20), proveu a necessidade da viúva (2 Rs 5) e ressuscitou mortos (2 rs. 4.18-37), além de curar leprosos (2 rs. 5). Estes três últimos milagres antecipam o que o nosso Senhor faria em abundância em seu ministério terreno. A vida e a obra de Eliseu nos ensinam que Deus traz provisão no momento oportuno. O ministério do profeta mostra uma profusa quantidade de ações divinas em favor das pessoas que por intermédio dele eram abençoadas.

Não podemos perder a dimensão da verdade bíblica de um Deus que provê. O que não significa abrir barganha com Ele. Nada disso. Resgatar a visão bíblica de que Deus intervém na circunstância de uma pessoa é urgente a fim de não cairmos no erro de uma religiosidade sem paixão, de uma ortodoxia morta e do gélido ceticismo. À luz da vida de Eliseu, somos convidados a andar com Deus em fidelidade e verdade. Amá-Lo de todo o nosso coração, alma e pensamento. À medida que nos aproximamos mais de Deus por intermédio da oração e da leitura da Palavra, o Senhor se aproxima mais de nossas vidas. Por isso, busquemos ao Senhor, o reverenciemos enquanto há tempo. Subsídio da Revista Ensinador Cristão.

Texto Pedagógico

A utilização de Recursos Visuais na EBD

A todo o momento recebemos estímulos visuais e também auditivos que objetivam chamar nossa atenção, para determinados fins.
Na Educação Cristã, os recursos visuais são também fonte de motivação para o ensino, tanto para crianças como para adultos.
Mas, o que são recursos visuais? Entende-se que são imagens que facilitam a aprendizagem, que podem ser simples ou mesmo sofisticadas, tecnológicas ou não, por exemplo: gravuras, objetos, mapas, cartazes, slides, filmes etc.
Vejamos, então algumas vantagens de sua utilização:
– Desperta a atenção
– Estimula o interesse e a percepção
– Torna a aprendizagem mais rápida
– Aumenta a retenção da aprendizagem
– Motiva a apresentação e o aluno
– Torna a aula mais atrativa
Sabendo dessas vantagens, o professor deve utilizar, sempre que possível, os recurso visuais, nas aulas da EBD, agregando também outras formas de facilitação da aprendizagem, conforme sua criatividade e condições.
Há uma pesquisa, muito difundida no meio educacional, que aponta o percentual de retenção da aprendizagem de acordo os sentidos envolvidos no ensino:
O aluno aprende:
20% do que ouve
30% do que vê
50% do que vê e ouve
70% do que ouve, vê e fala
90% do que ouve, vê, fala e faz
Observem que quando apenas ouvimos durante a aula, retemos apenas 20% do que foi falado. Mas, o percentual aumenta para 50% quando, além da fala, há elementos visuais. E vai aumentando quando participamos, refletimos e praticamos. Então, quanto mais sentidos envolvidos na aprendizagem mais eficaz ela será!
Então, professor, além de sua fala, agregue outros recursos ao ensino, buscando a participação do aluno para que haja uma quebra da passividade do ouvinte durante a exposição do tema, tornando-o sujeito ativo do seu conhecimento. Com isto haverá uma mudança de paradigma da aula da EBD – aquela que comumente vemos: o professor falando e os alunos escutando… Para que na verdade isto aconteça é imprescindível uma tomada de consciência do professor como agente facilitador da aprendizagem.
Por Sulamita Macedo.

Fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com.br/

SETE TIPOS DE IGREJA – Por Pr Geziel Gomes

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Existem vários tipos de igrejas…. Qual dessas fazemos parte será?
Eu prefiro fazer parte da IGREJA-EXÉRCITO.

SETE TIPOS DE IGREJA

Que se saiba, antes de Mateus 16.16-18 ninguém pensou em estabelecer uma Igreja.

Após o Dia de Pentecoste, muitos têm fundado a sua. Alguns têm, inclusive, tentado afundar a de Cristo.

Hoje existem igrejas e igrejas. Igrejas de todos os matizes. Igrejas de todos os sabores, para todos os apetites.

Igrejas que não se envergonham de Cristo e Igrejas que O envergonham.

Igrejas com nomes sagrados, outras com títulos exóticos.

Muitíssimas igrejas que fazem rir, poucas que fazem chorar. Destas, algumas, porque são dignas de compaixão. Outras, pela grande paixão que nutrem por Cristo e Seu Evangelho.

IGREJA-PARLAMENTO.
Trata-se da igreja cujos líderes quem vê-la politizada. A igreja de heranças gregas. A igreja das elites governantes, que dominam as massas ignaras. Esta é a igreja que faz eleições para auxiliar de porteiro, suplente de diácono, segundo secretário da EBD, etc. E vai até os mais altos escalões.

Mas isto é apenas um trampolim. Ela está, de fato, treinando desde cedo seus futuros obreiros para as grandes pugnas. As eleições presidenciais.

Todo mundo sabe que uma igreja que faz campanha nacional para eleger o presidente de sua diretiva, e o faz no mesmo estilo político brasileiro, não tem mais o direito de se dizer detentora de um poderoso Avivamento.

No Avivamento a Igreja é conduzida pelos seus apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, Ef 4.11.

Com a falta destes, especialmente os primeiros e os últimos, os presidentes são embalados pela visão democrática, atropelando e anulando o modelo teocrático do Novo Testamento.

É fácil encontrar alguém da Igreja-parlamento. Veja dois de seus obreiros conversando em uma esquina qualquer. Chegue de mansinho. O assunto é único: “em quem você vai votar?” “Desta vez, quem leva”? “E agora, teremos um novo tempo”? “Que tal, chegou mesmo o tempo da renovação?”.

Permitam-me, leitores amigos, dizer-lhes que me cansei de ouvir isto. Eu me cansei, como você também se cansou.

Nem o paciente Jó agüentaria.

E o Dono da Igreja, como se sente? Só que Ele não fundou a Igreja-parlamento.

IGREJA CLUBE
Igreja-clube é a igreja da carteirinha.

Carteirinha quando aceita a Jesus, carteirinha para fazer o discipulado, carteirinha para ser batizado, carteirinha depois de ser batizado, carteirinha para entrar no Círculo de Oração, e principalmente carteirinha para participar de cultos de membros.

E, o mais importante, carteirinha para os eventos eleitorais de magnitude, os grandes clássicos. Você sabe a que me refiro.

A igreja-clube está modernizada. Totalmente informatizada. Ela se apaixona pelas estatísticas. Ela tem um site de alto quilate. Quase todos os seus administradores possuem curso superior.

Pena que alguns não podem assistir os cultos da semana porque estão discutindo um projeto na Câmara, talvez para conceder o título de cidadão benemérito a um excelentíssimo feiticeiro ou a um por todos sabido ser corrupto.

Pode ser também que não possam estar na próxima Ceia porque vão prestar exame na Faculdade, onde estão aprendendo com os santos da mitologia grega e os venerandos pais romanos, as regras e os cânones ideais do Reino das Trevas, para serem devidamente adequados e aplicados na Comunidade dos Redimidos pelo Sangue de Cristo.

Tão bem se saem, que certas reuniões da Igreja já se confundem com famosas sessões de jurado, nos muitos tribunais da Nação.

Em consequência de tal descalabro, a Igreja-clube se vê hoje atada por regras que a torturam, sem esperança de uma nova liberdade.

Finalmente, se conhece a igreja-clube porque, à semelhança destes, frequentemente ela consegue fartas doações de patrocinadores que injetam milhões para sanear suas finanças.

Daí surgem lindas construções físicas, apesar das anêmicas e feias construções espirituais.

IGREJA-TEATRO
A sociedade está se surpreendendo de ver o rápido e progressivo surgimento de muitas igrejas-teatro.

São as igrejas dos espetáculos.

As igrejas dos jogos de luzes, clonados fielmente dos piores shows que o diabo oferece para seus fregueses.

Somente um alerta: quando os piores pecadores se sentem muito à vontade na Casa de Deus é porque ela deixou de ser Casa de Deus, lugar de quebrantamento e contrição.

Não foram necessários muitos anos para se proceder à substituição de palavras do Evangelho por termos da mídia.

O vocabulário profano acaba de decretar a falência do sagrado.

Canta-se alguma coisa que nem fala de Deus e se rotula de adoração.

Cantora agora é estrela.

Homem de Deus é astro.

Pregadores viraram artistas. (Alguns na verdade o são. E, diga-se de passagem, muito bons como artistas).

Evangelho é gospel (viramos todos americanos, para não termos que nos expor ao ridículo de popularizar essa estranha palavra, Evangelho).

O público que os apóstolos chamavam respeitosamente de varões irmãos, agora tem um novo nome: galera. Exatamente como nos arraiais de Faraó.

Esse é o público dos autógrafos, das mil-fotos-dos-celulares, dos gritos ensaiados, da ausência mortal de reverência.

As diferenças entre ontem e hoje estão caindo, como avalanche.

Que pena, o muro de separação está ruindo. Malaquias 3.18 está começando definitivamente a perder o sentido.

Quando se responde ao pregador com assovios, e ele os aceita, é porque esse cidadão foi despojado de toda sua autoridade espiritual.

Quanto tempo durará o espetáculo da igreja-teatro?

IGREJA-SHOPPING
Você sabe do que estou falando.

Estou falando dos Congressos que são feitos para vender mercadorias. Estou falando dos grandes eventos que são realizados para “alavancar a obra social da igreja” com a venda de pipocas, camisetas, quibes, biquínis, ternos, canetas, bicicletas, toucinho, óculos, pentes, carne de porco, carros, abóboras e motos,

Mas não estou falando apenas dos Congressos. Estou me referindo ás igrejas que já fizeram do seu dia-a-dia um grande mercado.

Esta nova geração de líderes parece nunca ter lido o livro O PEREGRINO.

Caso contrário, teriam mais temor antes de instalar, dentro dos sagrados átrios, tão monumentais feiras da vaidade.

Daqui a pouco o povo de Deus não precisará mais de ir aos shoppings

Bastar-lhe-á ir à Casa de Deus. O grande shopping da fé já o espera.

Só não gaste o dinheiro do dízimo, por favor.

IGREJA-BOLSA DE VALORES.
Esta é a igreja do quem-dá-mais.

Mais ofertas, mais graças. Maiores valores, maior poder.

Lutero conhecia esse tipo de igreja. Em seu tempo já se vendiam “bênçãos”. Aliás, isto remonta a Simão de Samaria. Felipe que o diga.

A grande meta dessa igreja é amealhar valores, a qualquer custo. Ela tem projetos políticos, apesar de eventuais revezes.

Ela não pretende derrotar o diabo diretamente. Basta-lhe superar as audiências da mídia concorrente.

Ela promove por suas novelas o mesmo pecado condenado pela Bíblia que prega.

Essa Igreja é financeiramente poderosa. Mas, está ela destruindo as fortalezas espirituais que assolam nossa querida Pátria?

IGREJA-EXÉRCITO.
Bom, meu espaço terminou.

Não dá para falar muito da verdadeira Igreja.

Mas incluo umas poucas reflexões.

Na Igreja-Exército os crentes não são protagonistas de um filme. São soldados de um exército.

Não são atores de uma novela. São ovelhas de um grande rebanho.

Nela o Comandante não faz campanha política. Ele é o Grande Eleito de Deus, Is 42.1.

Na igreja-exército os crentes não estão fazendo shows. Estão fazendo guerra.

Eles não usam jogos de luzes. São a própria luz do mundo.

Eles não são artistas. São testemunhas.

Eles não vivem de comprar ações na Bolsa.

Eles põem suas bolsas nas ações de Deus, a fim de haver evangelismo e missões.

Eles não estão sendo distraídos por animadores de auditório.

Estão fazendo exercícios de guerra e sabem que vão vencer.

Eles não sobrevivem à custa do marketing. São maravilhosamente sustentados por Deus.

Pastor Geziel Gomes

30 PROPÓSITOS DA PRIMEIRA VINDA DE JESUS A ESTE MUNDO

Wycliffe
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30 PROPÓSITOS DA PRIMEIRA VINDA DE JESUS A ESTE MUNDO
1. Ele veio apresentar-se como o Caminho, a Verdade e a Vida, Jo 14.6
2. Ele veio tornar o diabo impotente, aniquilando o seu império, Hb 2.14
3. Ele veio para os que eram seus (e os seus não o receberam), Jo 1.11.
4. Ele veio se apresentar como a Luz do mundo, Jo 8.12, 9.5; Lc 2.32
5. Ele veio provar a morte por todos, Hb 2.9
6. Ele veio para desfazer as obras de satanás, I Jo 3.8
7. Ele veio para ser nosso Sumo Sacerdote, Hb 2.17
8. Ele veio proclamar liberdade aos cativos, Lc 4.18
9. Ele veio pregar o reino de Deus, Lc 4.43
10. Ele veio nos purificar, Ap 1.5; Rm 5.9
11. Ele veio cumprir a Lei e os Profetas, Mt 5.17
12. Ele veio apresentar-se como o Pão da vida, Jo 6.35, 41, 48, 51
13. Ele veio para fazer a vontade do Pai, Jo 6.38
14. Ele veio nos oferecer a garantia de uma melhor Aliança, Hb 7.22, 8.6
15. Ele veio nos salvar completamente, Hb 7.25; Jo 10.28; Hb 7.25; Jo 3.17
16. Ele veio para nos libertar da Lei, Rm 8.2
17. Ele veio para apresentar o testemunho do Pai, Jo 8.19
18. Ele veio para produzir juízo, Jo 9.39
19. Ele veio para dar vida, Jo 10.10, 28
20. Ele veio ser o nosso Bom Pastor Jo 10.11, 14
21. Ele veio oferecer a vida eterna, Jo 10.28, 5.40
22. Ele veio para nos tirar das trevas, Jo 12.46
23. Ele veio nos dar a paz, Jo 14.27
24. Ele veio nos trazer alegria, Jo 15.11
25. Ele veio trazer a este mundo as palavras do Pai, Jo 17.8
26. Ele veio para dar testemunho da verdade, Jo 18.37
27. Ele veio para nos justificar e conceder-nos paz, Rm 5.1
28. Ele veio buscar e salvar o que se havia perdido, Lc 19.10
29. Ele veio perdoar os pecados, Mt 9.1-7, Lc 5.20, 7.48
30. Ele veio para servir, Mt 20.28

Fonte: Dicionário Bíblico Wycliffe.

Seis Componentes do Arrependimento

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POR: Thomas Watson – Nascido em 1620, Thomas Watson estudou em Cambridge (Inglaterra). Em 1646, iniciou um pastorado de dezesseis anos em Londres. Entre suas principais obras, estão o seu famoso Body of Pratical Divinity (Compêndio de Teologia Prática), publicado postumamente em 1692.

O arrependimento é uma graça do Espírito de Deus por meio da qual um pecador é humilhado em seu íntimo e transformado em seu exterior. A fim de proporcionar melhor entendimento, saiba que o arrependimento é um remédio espiritual formado de seis componentes especiais… Se um for deixado fora, o arrependimento perde o seu poder.

Componente 1: Percepção do pecado. A primeira parte do remédio de Cristo são olhos abertos (At 26.18). Este é um dos fatos importantes a observarmos no arrependimento do filho pródigo: ele caiu em si (Lc 15.17). Ele se viu como pecador e nada mais do que um pecador. Antes que um homem venha a Cristo, ele tem primeiramente de vir a si mesmo. Em sua descrição de arrependimento, Salomão considerou isto como o primeiro componente: “Caírem em si” (1 Rs 8.47). Uma pessoa deve, antes de tudo, reconhecer e considerar o que é o seu pecado e conhecer a praga de seu coração, antes que seja devidamente humilhado por ela. A primeira coisa que Deus criou foi a luz. Portanto, a primeira coisa que deve haver em uma pessoa arrependida é a iluminação. “Agora, sois luz no Senhor” (Ef 5.8). Os olhos são feitos tanto para ver como para chorar. Antes de lamentarmos pelo pecado, temos de vê-lo. Disso, podemos inferir que, onde não percepção do pecado, não pode haver arrependimento. Muitos que acham falhas nos outros não vêem nenhum erro em si mesmos… Pessoas são vendadas por ignorância e amor próprio. Por isso, não vêem o que deforma a sua alma. O Diabo faz com elas como o falcoeiro faz à sua ave: ele as cega e as leva encapuzadas ao inferno.

Componente 2: Tristeza pelo pecado. “Suporto tristeza por causa do meu pecado” (Sl 38.18). Ambrósio chamava essa tristeza de amargura da alma. A palavra hebraica que se traduz por ficar triste significa “ter a alma, por assim dizer, crucificada”. Isso precisa estar presente no verdadeiro arrependimento. “Olharão para aquele a quem traspassaram… e chorarão” (Zc 12.10), como se sentissem os cravos da cruz penetrando o seu lado. Uma mulher pode esperar ter um filho sem dores, assim como alguém pode esperar arrepender-se sem tristeza. Aquele que crê sem duvidar, põe sob suspeita a sua fé; aquele que se arrepende sem entristecer-se nos deixa incertos de seu arrependimento… Esta tristeza pelo pecado não é superficial; é uma agonia santa. Nas Escrituras, ela é chamada de quebrantamento de coração: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl 51.17); um rasgamento do coração: “Rasgai o vosso coração” (Jl 2.13). As expressões bater no peito (Jr 31.19; Lc 18.13), cingir o cilício (Is 22.12), arrancar os cabelos (Ed 9.3) — todas essas expressões são apenas sinais exteriores de tristeza.

Essa tristeza implica (1) tornar a Cristo precioso. Oh! quão precioso é o Salvador para uma alma atribulada! Agora, Cristo é, de fato, Cristo; e a misericórdia é realmente misericórdia. Enquanto o coração não estiver repleto de compunção, ele não estará pronto para o arrependimento. Quão bem-vindo é um cirurgião para um homem que sangra por suas feridas! (2) Implica repelir o pecado. O pecado gera tristeza, e a tristeza mata o pecado… A água salgada das lágrimas mata o verme da consciência. (3) Implica preparar-se para receber firme consolo. “Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão” (Sl 126.5). O penitente tem uma semeadura de lágrimas, mas uma colheita deliciosa. O arrependimento rompe os abscessos do pecado, e, em seguida, a alma fica tranqüila… O ato de Deus em afligir a alma por causa do pecado é como o agitar da água que trazia cura, no tanque (Jo 5.4)

Contudo, nem toda tristeza evidencia o verdadeiro arrependimento… o que é esse entristecer piedoso? Há seis descrições:

1. A verdadeira tristeza espiritual é interior. É interior em duas maneiras: (1) é uma tristeza de coração. A tristeza dos hipócritas evidencia-se somente em sua face. “Desfiguram o rosto” (Mt 6.16). Mostram um rosto melancólico, mas a tristeza deles não vai além disso, como o orvalho que umedece a folha, mas não penetra a raiz. O arrependimento de Acabe foi uma exibição exterior. Seus vestidos foram rasgados, mas não o seu espírito (1 Rs 21.27). A tristeza segundo Deus avança mais além; é como uma veia que sangra internamente. O coração sangra por causa do pecado — “Compungiu-se-lhes o coração” (At 2.37). Assim como o coração tem a parte principal no ato de pecar, o mesmo deve acontecer no caso do entristecer-se. Paulo lamentava por causa da lei em seus membros (Rm 7.23). Aquele que lamenta verdadeiramente o pecado se entristece por conta das incitações do orgulho e da concupiscência. Ele se entristece por causa da “raiz de amargura”, embora ela nunca prospere até ao ponto de levá-lo a agir. Um homem ímpio pode sentir-se atribulado por pecados escandalosos; um verdadeiro convertido lamenta os pecados do coração.

2. A tristeza espiritual é sincera. É a tristeza pela ofensa, e não pela punição. A lei de Deus foi infringida, e seu amor, abusado. Isso leva a alma às lágrimas. Uma pessoa pode ficar triste e não se arrepender. Um ladrão fica triste quando é apanhado, mas não por causa do roubo, e sim porque tem de sofrer a pena… A tristeza piedosa se expressa principalmente por causa da transgressão contra Deus. Portanto, se não houvesse uma consciência a ferir, uma diabo a acusar, um inferno para servir de castigo, a alma ainda se sentiria triste por causa da ofensa praticada contra Deus… Oh! que eu não ofenda o meu bom Deus, nem entristeça o meu Consolador! Isso parte o meu coração!…

3. A tristeza espiritual Deus é repleta de confiança. É mesclada com fé… A tristeza bíblica afundará o coração, se a roldana da fé não o erguer. Assim como o nosso pecado está sempre diante de Deus, assim também a promessa de Deus tem de estar sempre diante de nós…

4. A tristeza espiritual é uma grande tristeza. “Naquele dia, será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom” (Zc 12.11). Dois sóis se puserem no dia em que Josias morreu, e houve um enorme lamento fúnebre. A tristeza pelo pecado deve chegar a esse nível.

5. A tristeza espiritual é, em alguns casos, acompanhada de restituição. Aquele que, por injustiça, errou contra outrem, em seus bens, lidando com fraude, deve em sã consciência realizar a compensação. Há um mandamento claro quanto a isso: “Confessará o pecado que cometer; e, pela culpa, fará plena restituição, e lhe acrescentará a sua quinta parte, e dará tudo àquele contra quem se fez culpado” (Nm 5.7). Por isso, Zaqueu fez restituição: “Se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais” (Lc 19.8).

6. A tristeza espiritual é permanente. Não são algumas lágrimas derramadas ocasionalmente que servirão. Alguns derramarão lágrimas ao ouvirem um sermão, mas isso é como uma chuva de abril — logo acaba — ou como uma veia aberta e fechada novamente. A verdadeira tristeza tem de ser habitual. Ó cristão, a doença de sua alma é crônica, e a recaída, freqüente. Portanto, você tem de tratar-se com remédio continuamente, por meio do arrependimento. Essa é a tristeza “segundo Deus”.

Componente 3: Confissão de pecado. A tristeza é um sentimento tão forte, que terá expressões. Suas expressões são lágrimas nos olhos e confissão nos lábios. “Os da linhagem de Israel… puseram-se em pé e fizeram confissão dos seus pecados” (Ne 9.2). Gregório de Nazianzo chamou a confissão de “um bálsamo para a alma ferida”.

A confissão é auto-acusadora. “Eu é que pequei” (2 Sm 24.17)… E a verdade é que por meio desta auto-acusação impedimos Satanás de acusar-nos. Em nossas confissões, nos identificamos com orgulho, infidelidade e paixão. Assim, quando Satanás, chamado de acusador dos irmãos, lançar essas coisas contra nós, Deus lhe replicará: “Eles já acusaram a si mesmos. Então, Satanás, você está destituído de motivos legítimos; suas acusações surgiram muito tarde…” Agora, ouça o que diz o apóstolo Paulo: “Se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados” (1 Co 11.31).

Entretanto, homens ímpios, como Judas e Saul, não confessaram seus pecados? Sim, mas as suas confissões não eram verdadeiras. Para que a confissão de pecado seja correta e genuína, estas… qualificações precisam estar presentes:

1. A confissão tem de ser espontânea. Tem de surgir como a água que brota do manancial, livremente. A confissão do ímpios é obtida à força, como a confissão de um homem sob tortura. Quando uma faísca da ira de Deus atinge a consciência dos ímpios ou estão sob o temor da morte, eles se prostrarão em confissão… Mas a verdadeira confissão flui dos lábios tal como a mirra jorra da árvore ou o mel da colméia, espontaneamente…

2. A confissão tem ocorrer com contrição. O coração precisa ressentir profundamente o pecado. As confissões de um homem natural procede de seu íntimo assim como uma água que passa por um cano. Elas não o afetam de maneira alguma. Mas a confissão verdadeira deixa impressões que pungem o coração. Ao confessar seus pecados, a alma de Davi sentiu-se sobrecarregada: “Já se elevam acima de minha cabeça as minhas iniqüidades; como fardos pesados, excedem as minhas forças” (Sl 38.4). Uma coisa é confessar o pecado, outra coisa é sentir o pecado.

3. A confissão tem de ser sincera. Nosso coração precisa estar em harmonia com a confissão. O hipócrita confessa o pecado, mas o ama, assim como um ladrão que confessa os bens roubados e continua a amar o roubo. Quantos confessam o orgulho e a cobiça, com seus lábios, mas se deleitam neles ocultamente… Um verdadeiro cristão é mais honesto. Seu coração anda em harmonia com usa língua. Ele é convencido dos pecados que confessa e detesta os pecados dos quais é convencido.

4. Na confissão verdadeira, o crente especifica o pecado. O ímpio reconhece que é um pecador como todos os outros. Ele confessa o pecado de maneira geral… Um verdadeiro convertido reconhece seus pecados específicos. Ele se comporta à semelhança de uma pessoa enferma que vai ao médico e lhe mostra as feridas, dizendo: “Levei um corte na cabeça, recebi um tiro no braço”. O pecador entristecido confessa as diversas imperfeições de sua alma… Por meio de uma inspeção diligente de nosso coração, podemos achar alguns pecados específicos que tratamos com indulgência. Confessemos com lágrimas esses pecados, indicando-os pelo nome.

5. Um pessoa verdadeiramente arrependida confessa o pecado em sua fonte. Ela reconhece a contaminação de sua natureza. O pecado de nossa natureza não é somente uma falta do bem, mas também uma infusão do mal… Nossa natureza é um abismo e uma fonte de todo mal, dos quais procedem os escândalos que infestam o mundo. É essa depravação de natureza que envenena nossas coisas santas. Isso traz os juízos de Deus e paralisa em sua origem as nossas misericórdias. Oh! Confesse o pecado em sua fonte!…

Componente 4: Vergonha pelo pecado. O quarto componente no arrependimento é a vergonha. “Para que… se envergonhe das suas iniqüidades” (Ez 43.10). O envergonhar-se é a força da virtude. Quando o coração se enegrece por causa do pecado, a graça faz o rosto envergonhar-se com rubor — “Estou confuso e envergonhado, para levantar a ti a face” (Ed 9.6). O filho pródigo, arrependido, ficou tão envergonhado de seus excessos que se julgava indigno de ser, outra vez, chamado filho (Lc 15.21). O arrependimento causa um acanhamento santo. Se Cristo não estivesse no coração do pecador, não haveria tanta vergonha se expressando no rosto. Há… algumas considerações sobre o pecado que nos causa vergonha:

1. Todo pecado nos torna culpados, e a culpa nos deixa envergonhados.

2. Em todo pecado, há muita ingratidão. E essa é a razão da vergonha. Abusar da bondade de Deus, como isso nos envergonha!… Ingratidão é um pecado tão grave, que Deus mesmo se admira dele (Is 1.2).

3. O pecado mostra o que somos, e isso nos causa vergonha. O pecado nos rouba as vestes de santidade. E nos deixa destituídos de pureza, deformados aos olhos de Deus; e isso nos envergonha…

4. Nossos pecados expuseram Cristo à vergonha. E não nos envergonharemos deles? Vestimos a púrpura; não vestiremos o carmesim?

5. Aquilo que nos deixa envergonhados é o fato de que os pecados que cometemos são piores do que os pecados dos incrédulos. Agimos contra a luz que possuímos.

6. Nossos pecados são piores do que os pecados dos demônios. Os anjos caídos nunca pecaram contra o sangue de Cristo. Cristo não morreu por eles… Com certeza, se sobrepujamos o pecado dos demônios, isso deve nos causar muita vergonha.

Componente 5: Ódio pelo pecado. O quinto componente do arrependimento é o ódio pelo pecado. Os eruditos distinguem dois tipos de ódio: o ódio das iniqüidades e o ódio da inimizade.

Primeiramente, há um ódio ou abominação das iniqüidades. “Tereis nojo de vós mesmos por causa das vossas iniqüidades e das vossas abominações” (Ez 36.31). Um cristão verdadeiramente arrependido é alguém que detesta o pecado. Se uma pessoa detesta aquilo que faz seu estômago adoecer, ela deve, com muito mais intensidade, detestar aquilo que deixa enferma a sua consciência. É mais fácil abominar o pecado do que deixá-lo… Não amamos a Cristo enquanto não odiamos o pecado. Nuca anelamos o céu enquanto não detestamos o pecado.

Em segundo, há um ódio da inimizade. Não há melhor maneira de descobrir vida do que por meio do movimento. Os olhos se movem, o pulso bate. Portanto, para constatar o arrependimento, não há sinal melhor do que uma antipatia santa para com o pecado… O arrependimento correto começa no amor a Deus e termina no ódio ao pecado.

Como podemos discernir o verdadeiro ódio para com o pecado?

1. Quando a pessoa se mantém resoluta contra o pecado. A língua lamenta amargamente o pecado, e o coração o odeia, de modo que, embora o pecado se apresente de forma atraente, nós o achamos detestável e o abominados com ódio mortal, sem levarmos em conta a sua aparência agradável… O diabo pode vestir e disfarçar o pecado com prazer e proveito, mas um verdadeiro penitente, que tem ódio secreto pelo pecado, sente repulsa e não se envolverá nele.

2. O verdadeiro ódio pelo pecado é abrangente. Isso se aplica a dois aspectos: no que diz respeito às faculdades e ao objeto. (a) O ódio pelo pecado é abrangente no que concerne às faculdades da alma, ou seja, há um desgosto para com o pecado não somente no juízo, mas também na vontade e nas afeições. Há alguns que são convencidos de que o pecado é maligno e, em seu juízo, têm uma aversão para com ele. Mas acham-no agradável e têm satisfação íntima nele. Nesse caso, há um desprazer do pecado no juízo e um aceitação dele nas afeições. No verdadeiro arrependimento, o ódio pelo pecado está presente em todas as faculdades da alma; não somente no intelecto, mas, principalmente, na vontade. “Não faço o que prefiro, e sim o que detesto” (Rm 7.15). Paulo não era livre do pecado, mas a sua vontade se posicionava contra o pecado. (b) O ódio pelo pecado é abrangente no que concerne ao objeto. Aquele que odeia um pecado odeia todos… Os hipócritas odeiam alguns pecados que mancham sua reputação, mas o verdadeiro convertido odeia todos os pecados: os pecados que produzem vantagem, os pecados resultantes de nossas inclinações naturais, as próprias instigações da corrupção. Paulo odiava as obras do pecado (Rm 7.23).

3. O verdadeiro ódio pelo pecado se manifesta contra o pecado em todas as suas formas. Um coração santo detesta o pecado por causa de sua contaminação natural. O pecado deixa uma mancha na alma. Uma pessoa regenerada aborrece o pecado não somente por causa da maldição, mas também por causa do contágio. Ele odeia essa serpente não somente por causa de sua picada, mas também por causa de seu veneno. Abomina o pecado não somente por causa do inferno, mas como o próprio inferno.

4. O verdadeiro ódio pelo pecado é implacável. O cristão genuíno nunca mais se conciliará com o pecado. A ira pode experimentar conciliação, porém o ódio não pode experimentá-la…

5. Onde há verdadeiro ódio pelo pecado, nos opomos ao pecado em nós mesmos e nos outros. A igreja de Éfeso não podia suportar aqueles que eram maus (Ap 2.2). Paulo repreendeu arduamente Pedro por causa de sua dissimulação, embora este fosse um apóstolo. Com insatisfação santa, Cristo expulsou os cambistas do templo (Jo 2.15). Ele não tolerou que o templo sofresse uma mudança. Neemias repreendeu os nobres por sua usura (Ne 5.7) e pela profanação do sábado (Ne 13.17). Aquele que odeia o pecado não suportará a iniqüidade em sua família — “Não há de ficar em minha casa o que usa de fraude” (Sl 101.7). Que vergonha se manifesta quando os magistrados mostram força de espírito em suas paixões e nenhum heroísmo em suprimir o erro! Aqueles que não tem qualquer antipatia para com o pecado não conhecem o arrependimento. O pecado está neles como o veneno está em uma serpente e, por ser natural, lhe proporciona deleite.

Quão distantes estão do arrependimento aqueles que, ao invés de odiarem o pecado, amam-no! Para os santos, o pecado é um espinho nos olhos; para os ímpios, é uma coroa na cabeça — “Que direito tem na minha casa a minha amada, ela que cometeu vilezas? Acaso, ó amada, votos e carnes sacrificadas poderão afastar de ti o mal? Então, saltarias de prazer” (Jr 11.15). Amar o pecado é pior do que praticá-lo. Um homem bom pode precipitar-se cair em uma atitude pecaminosa, mas amar o pecado é desesperador. O que faz um porco amar o revolver-se na lama? O que faz um demônio amar aquilo que se opõe a Deus? Amar o pecado mostra que a vontade está no pecado; e, quanto mais a vontade estiver no pecado, tanto maior ele será. A obstinação faz com que não haja mais purificação para o pecado (Hb 10.26). Oh! quantos existem que amam o fruto proibido! Amam as imprecações e os adultérios. Amam o pecado e odeiam a repreensão… Portanto, quando os homens amam o pecado, apegam-se àquilo que será a sua morte e brincam com a condenação, isso indica que “o coração dos homens está cheio de maldade” (Ec 9.3). Isso nos persuade a mostrar nosso arrependimento por meio de um ódio amargo para com o pecado…

Componente 6: Converter-se do pecado. O sexto componente no arrependimento é converter-se do pecado… Esse converter-se é chamado de abandonar o pecado (Is 55.7), tal como um homem que abandona a companhia de um ladrão ou de um feiticeiro. É chamado de lançar para longe o pecado (Jó 11.14), como Paulo lançou de si aquela víbora, atirando-a ao fogo (At 28.5). Morrer para o pecado é a vida do arrependimento. No mesmo dia em que o crente se converte do pecado, deve se regozijar com um gozo eterno. Os olhos devem fugir de vislumbres impuros. O ouvido tem de fugir dos escárnios. A língua, do praguejamento. As mãos, dos subornos. Os pés, dos caminho das meretrizes. E alma, do amor à impiedade.

Esse converter-se do pecado implica uma mudança notável. Converter-se do pecado é tão visível, que os outros podem percebê-lo. Por isso, é chamado de uma mudança das trevas para a luz (Ef 5.8). Paulo, depois de ter recebido a visão celestial, ficou tão diferente, que todos se admiraram da mudança (At 9.12). O arrependimento transformou o carcereiro em um enfermeiro e médico (At 16.33). Ele cuidou dos apóstolos, lavou-lhes as feridas e serviu-lhes comida. Um navio se dirige ao leste; e o vento muda seu rumo para o oeste. De modo semelhante, um homem se encaminhava para o inferno, mas o vento contrário do Espírito soprou, mudou o seu rumo e o fez andar em direção ao céu… Essa mudança visível que o arrependimento produz em uma pessoa é como se outra alma se abrigasse no mesmo corpo.

Para identifica corretamente o converter-se do pecado, essas poucas coisas são necessárias:

1. Tem de haver um volver-se sinceramente do pecado. O coração é o primum vivens, a primeira coisa que vive. E tem de ser o primum vertens, a primeira coisa que se volve. O coração é aquilo por que o Diabo se empenha arduamente… No cristianismo, o coração é tudo. Se o coração não é convertido do pecado, ele não passa de uma mentira… Deus quer todo o coração convertido do pecado. O verdadeiro arrependimento não pode ter reservas nem outros ocupantes.

2. Tem de haver um volver-se de todo pecado. “Deixe o perverso o seu caminho” (Is 55.7). Uma pessoa verdadeiramente arrependida abandona o caminho do pecado. Ela deixa todo pecado… Aquele que esconde um subversivo em sua casa é um traidor da nação. E aquele que satisfaz um pecado é um hipócrita traiçoeiro.

3. Tem de haver um volver-se do pecado por motivos espirituais. Um homem pode restringir seus atos de pecados e não converter-se do pecado da maneira correta. Atos de pecados podem ser restringidos por temor ou desígnio, mas uma pessoa verdadeiramente arrependida deixa o pecado com base em um princípio espiritual, ou seja, o amor de Deus… Três homens perguntaram um ao outro o que os fizera abandonar o pecado. Um disse: “Acho que são as alegrias do céu”. Outro respondeu: “Acho que são os tormentos do inferno”. Mas o terceiro disse: “Acho que é o amor de Deus; e isso ainda me faz abandonar o pecado. Como eu ofenderia o amor de Deus?”

Extraído de The Doctrine of Repetance, reimpresso por The Banner of Truth Trust.

 

RELACIONAMENTOS: SE VOCÊ TEM SUCESSO, ELES TAMBÉM TERÃO

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RELACIONAMENTOS: SE VOCÊ TEM SUCESSO, ELES TAMBÉM TERÃO
(Rm 12.9-21)

Muitos líderes cometem o erro de separar a liderança dos relacionamentos. Isso acontece quando uma pessoa chega a uma posição de liderança e presume que todos seguirão suas idéias por causa de sua posição. Alguns líderes, erradamente, acreditam que seu conhecimento por si só os qualifica para liderarem outros.

As pessoas não se importam muito como que você sabe até que saibam com o quanto você se importa com elas. Nós não devemos separar liderança dos relacionamento. Líderes ajudam a si mesmos quando desenvolvem a prática de bons relacionamentos:

1. Evite a hipocrisia – seja sincero e autêntico (v. 9).
2. Seja leal e companheiro – trate os outros como irmãos e irmãs (v. 10).
3. Dê preferência aos outros – considere os desejos alheios mais importantes que os seus próprios (v.10).
4. Seja hospitaleiro – procure os meios de resolver os problemas dos outros (v. 13).
5. Pague o mal com o bem – aja, não reaja, quando os outros lhe fazem mal (v. 14).
6. Identifique-se com os outros – considere as vitórias ou necessidades dos outros como sendo também suas (v. 15).
7. Mantenha a mente aberta diante dos outros – tente manter algum vínculo como qualquer um a quem você deseja falar (v. 16).
8. Trate os outros com respeito – isso é um elogio para qualquer pessoa (v. 17).
9. Faça tudo para manter a paz – escolha sabiamente quando repousar (v. 18).
10. Remova a vingança de sua vida – deixe Deus julgar ou outros; quanto a você, ame-os (vs. 19-21)

FONTE: Bíblia de Estudo Liderança Cristã.

O VALOR E A CONSCIÊNCIA DE UM LÍDER

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O VALOR E A CONSCIÊNCIA DE UM LÍDER – (Rm 14.1-23)
Como vamos responder a pessoas que têm valores diferentes dos nossos?

 

Esse é o assunto de Romanos 14. Paulo, nessa passagem, não está falando sobre valores eternos ou verdades absolutas, mas sobre “assuntos obscuros”, questões que podem ser questionadas e podem muito bem ser espinhenta. Os cristãos podem não concordar nesses assuntos e ainda fazerem parte da mesma igreja. A respeito dessas coisas não há qualquer declaração inequívoca de estarem certas ou erradas. Veja quais são os conselhos de Paulo para questões como as seguintes:

1. Esteja aberto, mas não seja condescendente (vs. 1-3);
2. Lembre-se de que todos respondem ao Senhor e não a você (v. 4);
3. Apegue-se às suas próprias convicções (v. 5);
4. Sejam quais forem seus valores, a razão delas é que sejam agradáveis a Deus (v. 6-9);
5. No final de tudo, você responderá por tudo ao Senhor (vs. 10-12);
6. Não seja motivo de tropeço a ninguém (v. 13);
7. Não permita que os outros lhe imponham seus valores e vice-versa (v. 14);
8. Faça do amor seu maior auxílio (v. 15);
9. O maior dos maiores e o menor dos menores (vs. 16-18);
10. Persiga a paz e acrescente valores aos outros (v. 19);
11. Não destrua ninguém lhes impondo seus próprios valores a eles (vs. 20-22);
12. Tudo que é feito sem fé está errado (v. 23).

FONTE: Bíblia de Estudo Liderança Cristã

DAVI – UM MENINO HOMEM SEGUNDO O CORACÃO DE DEUS

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QUALIDADES INERENTES Á VIDA DE UM OBREIRO APROVADO

Porém, agora, não subsistirá o teu reino; já tem buscado o SENHOR para si um homem segundo o seu coração e já lhe tem ordenado o SENHOR que seja chefe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou“. 1 Samuel 13:14

Quando Deus disse essas palavras a Saul através do profeta Samuel, Davi ainda era um simples adolescente que tomava conta das ovelhas de seu pai, porém, Deus conhecia seu coração e suas atitudes, e portanto, já o tinha na condição de HOMEM.

Davi era totalmente responsável, tanto que poderia ter deixado que o leão e o urso tomassem das ovelhas do rebanho, o que seria plenamente justificável. Não fez assim, mas partiu para cima dos animais e os matou em defesa do rebanho. Teve atitude de homem responsável, de verdadeiro pastor de ovelhas, que não as abandona ao ver o perigo, mas defende o rebanho.

Quando o Senhor o qualificou “segundo o meu coração”, era justamente por que estava de olho em suas ações, em sua responsabilidade, mesmo quando não havia ninguém por perto.

É interessante notar o detalhe: Mesmo não havendo mais ninguém, Deus está vendo tudo, quando agimos com temor e responsabilidade, e também quando nos comportamos irresponsavelmente como aqueles que não temem ao Senhor.

Disse mais Samuel a Jessé: Acabaram-se os jovens? E disse: Ainda falta o menor, e eis que apascenta as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Envia e manda-o chamar, porquanto não nos assentaremos em roda da mesa até que ele venha aqui“. 1 Samuel 16:11

Então, Samuel tomou o vaso do azeite e ungiu-o no meio dos seus irmãos; e, desde aquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi. Então, Samuel se levantou e se tornou a Ramá“. 1 Samuel 16:13

Após ser ungido rei pelo profeta Samuel, em escolha divinamente inspirada, singular e extraordinária, vemos em mais uma situação, que pessoas ao redor, também prestavam atenção no procedimento, qualidades e virtudes de Davi. É o testemunho dos que estão de fora, como disse o Apóstolo Paulo a Timóteo:

Convém, também, que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta e no laço do diabo“. 1 Timóteo 3:7

Isso aconteceu quando recoheceram a necessidade de um músico, tocador de harpa, para afastar o espírito mau que atormentava o rei Saul:

Então, respondeu um dos jovens e disse: Eis que tenho visto um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é valente, e animoso, e homem de guerra, e sisudo em palavras, e de gentil presença; o SENHOR é com ele“. 1 Samuel 16:18

Este texto, ressalta SETE qualidades prioritárias para alguém escolhido para a obra de Deus, principalmente em se tratando de um obreiro:

1 – SABE TOCAR

Davi não fazia as coisas por fazer, não era relaxado, mas fazia e fazia bem feito. Aplicava-se à sua obra com esmero, a ponto de que os outros reconheciam sua capacidade no que fazia. Teve o testemunho de Deus e dos homens.

2 – É VALENTE

Davi era valente, corajoso, não se acomodava, muito menos se atemorizava em situações difíceis.

Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena“. Provérbios 24:10

3 – É ANIMOSO

Davi era pessoa animada, estava sempre disposto a enfentar qualquer situação, ninguém o conhecia em estado de desânimo, depressão ou tristeza. Estava sempre animado e animando os outros.

4 – É HOMEM DE GUERRA

Davi não se intimidava com os inimigos, partia para cima, e veja que essa qualidade foi detectada em sua vida, mesmo antes de ter assumido o posto de rei. Isso vinha dele próprio, era guerreiro em todas as etapas da vida. Um menino, mas guerreiro. Não se entregava. O guerreiro luta e vai às últimas consequências no afã de atingir seus objetivos, ainda que para tanto sua vida esteja em risco. Deus já via nele essas qualidades, e os homens também.

5 – SISUDO EM PALAVRAS

Davi era sério em suas tratativas, tinha palavra, não tibubeava. Bem mais tarde os Apóstolos, tanto Paulo assim como Tiago, viriam advertir a Igreja sôbre isso, senão vejamos:

Mas, agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca“. Colossenses 3:8

A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um“. Colossenses 4:6

Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis nem pelo céu nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim, sim e não, não, para que não caiais em condenação“. Tiago 5:12

É necessário que o homem de Deus seja dotado dessa prerrogativa tão nobre.

6 – DE GENTIL PRESENÇA

Davi era bonito, agradável e simpático. Quero aqui interpretar que sua generosidade, fazia com que acima de qualquer biotipo de beleza fisica, ele erqa o tipo de pessoa que cabia em qualquer lugar e situação que fosse necessário. Tanto no campo tomando conta das ovelhas, como no Palácio real, saberia se portar. Essa teria sido a mensagem que o apresentante do seu currículo queria passar. Julgo interessante frisar que, a condição de valente, guerreiro e sisudo em palavras, não fizeram de Davi uma pessoa intragável, muito pelo contrário, sabia conciliar todas essas facetas da sua personalidade, de tal forma que o conjunto da obra era perfeitamente agradável.

Um pouco antes de Davi, o profeta Samuel em sua juventude apresentava essa qualidade:

E o jovem Samuel ia crescendo e fazia-se agradável, assim para com o SENHOR como também para com os homens“. 1 Samuel 2:26

Andar na presença de Deus, não é motivo para que ninguém se torne uma pessoa intolerável, intragável ou desagradável.

Mardoqueu foi outro portador dessa virtude:

Porque o judeu Mardoqueu foi o segundo depois do rei Assuero, e grande para com os judeus, e agradável para com a multidão de seus irmãos, procurando o bem do seu povo e trabalhando pela prosperidade de toda a sua nação“. Ester 10:3

Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens“. Romanos 14:18

7 – O SENHOR É COM ELE

Poderia haver algo mais sublime do que essa constatação e testemunho a respeito de alguém? Acredito eu, que esse último tópico do currículo de Davi apresentado por aquele jovem, suplanta extraordinariamente todos os demais. Isso é simplesmente a assinatura de tudo o que se disse antes, ou seja, o verdadeiro motivo de todas as virtudes que Davi apresentava, era o fato de que o Senhor era com Ele.

José ao ser vendido por seus irmãos, como escravo para o Egito, em todas as etapas da sua escalada à função de governador, desde a casa de Potifar até o cárcere, apresentou essa excelente e impagável prerrogativa: O Senhor era com ele:

E o carcereiro-mor não teve cuidado de nenhuma coisa que estava na mão dele, porquanto o SENHOR estava com ele; e tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava“. Gênesis 39:2

QUE O SENHOR NOS AJUDE A PERSEGUIR ESSAS VIRTUDES, DE TAL MANEIRA QUE NOS APRESENTEMOS COMO CRISTÃOS VERDADEIROS, HOMENS DE DEUS OBREIROS APROVADOS PARA TODA BOA OBRA.

No amor do Mestre,

Pr. Carlos Roberto Silva

FONTE: SITE POINT-RHEMA

http://www.pointrhema.com.br/2009/01/davi-um-menino-homem-segundo-o-coracao.html