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O que dirige a sua vida?

O QUE DIRIGE A SUA VIDA?

“Então vi que todo trabalho, e toda destreza em obras, provêm da inveja do homem contra o seu próximo. Também isto é vaidade e correr atrás do vento”. Eclesiastes 4:4

“Um homem sem um propósito é como um navio sem leme, um abandonado, um nada, um não homem”. (Thomas Carlyle)

A vida de cada um é dirigida por alguma coisa.

A maioria dos dicionários define o verbo dirigir como: guiar, controlar, direcionar. Quando você está dirigindo um carro, moto, uma bola de golfe, você está guiando, controlando e direcionando isto naquele momento. Qual é a força diretiva em sua vida? Neste exato momento pode ser um problema, uma pressão ou um momento crucial. Você pode ser dirigido por uma memória do passado, medo do futuro, ou uma crença não falada ou um assunto não identificado.

· Muitas pessoas são dirigidas por culpas. Elas gastam suas vidas inteiras correndo dos momentos de lembranças e se escondendo em sua timidez. Manipuladas por suas memórias, dirigidos por culpas. Estas pessoas permitem que seu passado controle seu futuro. É comum pessoas deste tipo punirem-se a si mesmas sabotando seus sucessos. Quando Caim pecou sua culpa o desconectou da presença de Deus, e Deus disse: “Quando lavrares o solo, não te dará ele a sua força; serás fugitivo e errante pela terra” (19). Isto descreve a maioria das pessoas de hoje – pensando em uma vida sem um propósito. Nós somos produto do nosso passado, mas não escravos dele. O propósito de Deus não é limitado pelo nosso passado. Ele pode transformar um assassino (Moisés) em um líder, um covarde como (Gideão) num herói corajoso, e Ele pode fazer coisas graciosas com o resto de sua vida também. A Bíblia diz: “Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto” (20).

· Muitos são dirigidos por rancores e raiva. Apegam-se em feridas e não as largam mais. Ao invés de liberarem suas dores através do perdão. Eles alimentam suas mentes com o rancor. Pessoas assim agem de duas maneiras. Algumas não falam nada e internalizam tudo, outras, explodem em cima dos outros. Ambos não são saudáveis e em nada ajudam alguém. Rancores e ressentimentos, sempre machucam mais você do que a pessoa de quem você esta ressentida. Enquanto o seu ofensor provavelmente esqueceu-se da ofensa que fez e continua seguindo sua vida, você continua cultivando sua dor, perpetuando seu passado. Escute: Aqueles que te machucaram no passado não podem continuar te machucando agora, a menos que você guarde rancores. O seu passado é passado! Nada mudará isto. Você está ferindo a si mesmo relembrando e alimentando sua mente com o passado. Aprenda com o seu passado e depois o deixe. A Bíblia diz: “Porque a ira do louco o destrói, e o zelo do tolo o mata” (21).

· Milhões de pessoas são dirigidas por medo. Nossos medos podem ser resultado de uma experiência traumática, expectativas não reais, ter crescido numa família extremamente rígida, ou mesmo pré-disposição genética. Pessoas guiadas pelo medo são muito preocupadas. Valorizam a segurança e o status quo, e não se expões a situações de riscos. Eles freqüentemente perdem grandes oportunidades porque têm medo de se aventuras. Só o fazem com muita segurança. Medo é uma prisão auto-imposta que te manterá fora dos propósitos de Deus para sua vida. Você deve ir contra isto com as armas da fé e o amor. A Bíblia diz: “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (22).

· Muitas pessoas são dirigidas pelo materialismo. O desejo de adquirir, se torna obsessão em sua vida. Este desejo de sempre querer mais, é baseado na concepção errada de que ter mais lhe fará feliz, mais importante, e mais seguro. Todos os três não são verdade. Possuir coisas só traz uma felicidade temporária. Nós eventualmente ficamos descontentes com alguma coisa porque ela não muda. Então acabamos querendo algo mais novo, maior, versão mais atualizada. Isto também é uma mentira se eu tiver mais, serei mais importante. Valorizar-se não é a mesma coisa que obter para si. Seu valor não é determinado por aquilo que você tem de valioso, e Deus diz que o mais valioso na vida não é aquilo que possuímos! O engano mais comum sobre o dinheiro é que, tendo mais isto me fará mais seguro. Com certeza não. Nosso vigor e saúde podem ser tirados instantaneamente através de fatores diversos que não são controlados. A segurança real só pode ser encontrada naquilo que nunca poderá ser retirado de você, sua relação pessoal com Deus. A Bíblia diz: “Quem confia nas suas riquezas cairá, mas os justos reverdecerão como a folhagem” (23).

· Muitas pessoas são dirigidas por expectativas de outros. Estas pessoas permitem que os pais, crianças, professores ou amigos, e muitos outros controlem suas vidas. Tenho encontrado muitos adultos ainda tentando obter a aprovação dos seus pais. Outros são dirigidos por pressão, sempre preocupados com o que outras pessoas vão pensar sobre eles. Aqueles que seguem a multidão se perdem nela. Um artista concluiu: “A única maneira de se agradar metade do mundo é não ligar para o que a outra metade diz”. Eu não conheço todas as chaves para o sucesso, mas uma chave para o fracasso é tentar agradar a todos. Ser controlado pela opinião de outros é um caminho para perder de vista o propósito de Deus para nossas vidas, Jesus disse: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um, e amar ao outro; ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (24). Existem outras forças que podem dirigir sua vida, mas cada uma delas te guiará para um final de morte: Potencial não usado, stress não necessário, e uma vida incompleta.

Este curso lhe mostrará como ter uma vida guiada por um propósito, controlada e direcionada pelos propósitos de Deus. Não há nada mais importante do que conhecer o propósito de Deus para nossas vidas, nada pode substituir este conhecimento. Nem sucesso, saúde, fama, ou prazeres. Sem um propósito, a vida torna-se uma parada de atividades e eventos sem fim e com pouca significância. Isto é como movimento sem significado, atividade sem direção, e eventos sem razão de existir. Sem propósito a vida é trivial, pobre e sem fim determinado.

OS BENEFÍCIOS DE UMA VIDA DIRIGIDA POR PROPÓSITOS.

Existem 5 grandes benefícios de ter uma vida dirigida por propósitos:

1. Conhecer o seu propósito, dá a você sentido na vida. Nós fomos feitos para um significado. Por isto é que as pessoas tentam métodos duvidosos, como astrologia ou física para descobrir seu sentido. Quando a vida tem um significado, o ser humano pode enfrentar quase todas as barreiras, mas sem este significado, quase nada é superável. Em momentos de reflexão, nós imaginamos: Isto é tudo que existe para se viver? Existe algum significado para minha vida? Porque estou aqui? Qual o meu propósito? Minha vida tem importância? Um jovem nos seus vinte anos escreveu: “Sinto-me como se tivesse falhado, porque eu estou lutando para ser alguma coisa, e eu nem mesmo sei o que é. Tudo que eu sei como fazer é fazendo. Algum dia, se eu descobrir meu propósito, me sentirei como se estivesse começando a viver”. Sem Deus, a vida não tem propósito, sem propósito a vida não tem sentido e sem sentido a vida não tem significado ou esperança. Isaias reclamou: “Eu mesmo disse: Debalde tenho trabalhado, inútil e vãmente gastei as minhas forças; todavia o meu direito está perante o Senhor, a minha recompensa perante o meu Deus” (25); Jó disse: “Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão, e se findam sem esperança” (26); e “Estou farto da minha vida; não quero viver para sempre. Deixa-me, pois, porque os meus dias são um sopro” (27). A maior tragédia não é a morte, mas sim uma vida sem propósito. A esperança é tão essencial para sua vida assim como é o ar e a água. Você precisa de esperança. O Dr. Bernie Siegel achou que ele poderia predizer qual dos seus pacientes de câncer iria ser curado perguntando-lhes “Você quer viver para ver seus 100 anos?” Aqueles com um profundo senso de propósito de sua vida responderam: “Sim”, e foram os que mais sobreviveram. Esperança vem de ter um propósito. Se você se sente sem esperança. Agüente firme! Maravilhosas mudanças aconteceram em sua vida assim que você começar a viver por um propósito. Deus diz: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (28). Paulo disse em sua experiência: “Ora aquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém” (29).

2. Conhecer o seu propósito simplifica sua vida. Isto define o que você faz, e o que você não faz. Seu propósito se torna sua bandeira e o parâmetro para avaliar quais atividades são essenciais e quais não. “Esta atividade me ajuda a completar um dos propósitos de Deus para minha vida?” Sem um propósito claro, você não tem uma base sólida para basear suas decisões, alocar o seu tempo e usar os seus recursos. Você tenderá a fazer escolhas baseadas em circunstâncias, por pressões externas ou mesmo de acordo com o seu temperamento naquele momento. Pessoas que não sabem ou conhecem o propósito de suas vidas, tentam fazer tentas coisas e manter todas elas – isto causa stress, fadiga e conflitos nos relacionamentos. É impossível fazer todas as coisas que as pessoas querem que você faça. Você só tem tempo suficiente para fazer a vontade de Deus. Se você não consegue fazer com que tudo funcione, isto significa que você esta fazendo ou tentando fazer mais do que Deus desejou que você fizesse. Uma vida dirigida por propósitos simplifica nosso estilo de vida e ameniza nosso quadro de horários. A Bíblia diz: “Uns se dizem ricos não tendo nada, outros se dizem pobres, sendo muito ricos” (30) Isto também nos conduz a paz em nossas mentes: “Tu Senhor conservaras em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti” (31).

3. Conhecer o seu propósito determina o foco da sua vida. Isto concentra todo seu esforço e energia naquilo que é importante. Você se torna efetivamente seletista. É natural do homem se distrair com coisas menores. Fazemos da nossa vida o jogo de um hobby trivial. Thoreau observou que pessoas vivem vidas de “desesperados” mas hoje uma melhor descrição é “distração sem utilidade”. Muitas pessoas são como giroscópios rodando em círculos numa velocidade tremenda, mas não chegando a lugar algum. Sem um propósito claro, você sempre mudará de direção, empregos, relacionamentos, igrejas e outras coisas – na esperança de que cada uma destas mudanças vá colocar fim em toda a confusão que está em seu coração. Você pensa, “Talvez desta vez será diferente”, mas isto não resolve o problema. Pessoas não têm a intenção de perderem tempo em suas vidas, elas simplesmente fazem isto como padrão. A Bíblia diz: “Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor” (32); “Os teus olhos olhem direito e as tuas pálpebras, diretamente diante de ti” (33). O poder do foco pode ser observado na lâmpada. Lâmpadas com foco aberto têm pouco impacto, mas você pode concentrar toda a sua energia e foca-la num só ponto fazendo com que toda sua energia seja direcionada. Usando um vidro magnificado, os raios do sol podem colocar fogo na grama ou num pedaço de papel. Se a luz for mais focalizada ainda como o laser, pode até cortar metais. Não existe nada mais potente do que uma vida focada, uma vida com um propósito. Nas mãos de Deus, revigorados pelo seu Espírito, uma vida dirigida por propósitos é uma ferramenta poderosa para o bem. Os homens e mulheres que têm feito diferença na história são os que mantiveram seu foco. Por exemple, o apóstolo Paulo quase que sozinho, espalhou o Cristianismo por todo o império Romano. Seu segredo foi uma vida focada. Ele disse: “Irmãos, quanto Amim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das cousas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (34). Se você deseja que sua vida tenha impacto, então foque-a. Pare de ficar experimentando. Pare de fazer tudo. Faça menos. Elimine mesmo as boas atividades e faça somente aquelas que importam mais para o propósito de Deus em sua vida. Nunca confunda atividade com produtividade. Você pode ser ocupado sem ter um propósito, mas qual é o alvo? Paulo diz: “Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se porventura pensais de outro modo, também isto Deus vos esclarecerá” (35).

4. Conhecer seu propósito motiva sua vida. Propósito produz paixão. Nada mais potencializa nossa energia do que um propósito claro. A paixão dissipa qualquer falha quando você não atinge o propósito. Deixar a falha de fora pode se tornar uma tarefa difícil e significa muito trabalho, não tanto trabalho que venha tirar nossa força ou tirar nossa alegria. George Bernard Shaw escreveu: “Esta é a verdadeira alegria na vida: Ser usando para um propósito poderoso. Sendo a força da natureza, muito mais que um pequeno clone egoísta de alimentos e palavras relacionadas, reclamando que o mundo não se dedicará para fazer você feliz”.

5. Completar o seu propósito criará uma herança eterna. Todos querem ser relembrados quando não mais estão presentes, mas definitivamente o que mais importará não é o que outros vão dizer sobre sua vida, mas o que Deus diz sobre você. Fama, louvores de homens, são objetivos indignos de vida. Arquivos são jogados fora, recordes quebrados, reputações desaparecem, e tributos são esquecidos. No Colegial, James Dobson tinha um objetivo, tornar-se o campeão de tênis da escola. Ele trabalhou tão duro que se sentiu orgulhoso quando viu o troféu no gabinete de troféus da escola. Anos mais tarde, alguém mandou pelo correio aquele troféu para ele. Eles encontraram aquele troféu numa lata de lixo quando a escola estava passando por uma reforma. Jim percebeu que daqui a algum tempo todos os seus troféus seriam jogados no lixo por um outro alguém. Viver para criar uma herança aqui na terra é um objetivo muito pequeno. A maneira mais sábia de gastar o seu tempo é construir uma vida que nos trará uma herança eterna. Você não foi posto na terra para ser lembrado. Você foi posto aqui para preparar-se para a eternidade. A Bíblia diz: “Tu, porém, por que julgas a teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus… assim, pois cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (36). Um dia, você estará de pé em frente a Deus e Ele talvez fará algumas perguntas, como esta: “O que você fez com meu filho Jesus Cristo?” Ele não perguntará sobre todo o seu conhecimento doutrinário teológico ou a que denominação você pertencia. A única coisa que importa é se você desenvolveu um relacionamento pessoal com Jesus. Jesus disse: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (37). Talvez uma outra pergunta seja: “O que você fez com aquilo que eu dei para você?” “O que você fez com a sua vida – todos os dons, talentos, oportunidades, saúde, força, relacionamentos e recursos que eu te dei?” “Você os gastou para seu próprio benefício, ou você usou-os para os propósitos que eu criei você?” Preparar você para estas questões é o objetivo deste curso. A primeira pergunta determinará o que você fará na eternidade. No final deste curso, você estará apto a responde-las.

Fonte: Vida Com Propósitos – Esboços e Mensagens.

 

DEDICAÇÃO DE CRIANÇAS – Cerimônias

DEDICAÇÃO DE CRIANÇAS

Fonte: MANUAL DE CERIMONIAS E LITURGIAS PARA O MINISTRO EVANGÉLICO. ÓTIMO MATERIAL

Publicado em 17/03/2009 por josiasmoura

Nas Sagradas Escrituras não há nenhum ensinamento 0u exemplos que autorizem o batismo de crianças. Conforme ensinamento do Novo Testamento, o candidato ao batismo deve ter se arrependido de seus pecados (Atos 2:38), e ter crido em Jesus Cristo (Atos 8:37). Aqueles que ainda não podem fazer o uso completo da razão, não estão em condições de cumprir esses dois requisitos. As crianças estão nesta condição.

Por outro lado, as Escrituras ensinam acerca da apresentação pública das crianças a Deus, durante a qual pedimos ao Senhor que abençoe as crianças e a vida que elas terão pela frente.

Quando assim procedemos, estamos seguindo a prática admitida pela Igreja de todos os tempos. Não é o batismo em água, e sim uma apresentação de crianças a Deus, uma ação de graças e de fé, uma súplica pela bênção divina.

CERIMÔNIA 1

Hino ou corinho

Os pais trarão a criança à frente enquanto se canta um hino ou um corinho apropriado.

Leitura bíblica

O ministro fará a leitura das seguintes passagens:

“Traziam-lhe crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir a mim as criancinhas,

e não as impeçais, pois das tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo que quem não receber o reino de Deus como criança, de maneira nenhuma entrará nele. E tornando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoou.” (Marcos 10:13-16).

“Trouxeram-lhe então algumas crianças, para que lhes impusesse as mãos, e orasse. Mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos, e não os impeçais de vir a mim, pois dos tais é o reino dos céus. E, tendo-lhes imposto as mãos, partiu dali.” (Mateus 19:13-15).

“Ouve, ó Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua força. Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração. Tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, andando pelo caminho, deitando-te e levantando-te. Também as atarás na tua mão por sinal, e te serão por faixa entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais da casa, e nas portas.” (Deuteronômio 6:4-9).

“Assim também não é da vontade de vosso Pai que está nos céus que um destes pequeninos se perca.” (Mateus 18:14).

Exortação à igreja:

Dirigindo-se à igreja, o ministro dirá:

“Meus amados irmãos e amigos, Deus ordenou a família como uma instituição divina desde o começo da humanidade. Os filhos são herança que o Senhor tem confiado ao cuidado de seus pais. Portanto, os pais têm perante Deus e a sociedade a responsabilidade de velar

pelos seus filhos. Damos testemunho de que Cristo é Rei e Senhor sobre nossa vida e a vida de nossos filhos.

“Nós nos comprometemos, enquanto nos for possível, a instruir este menino (ou esta menina, ou estas crianças), em sua lei e em sua santa vontade. A Bíblia nos oferece muitos exemplos disto.

“Joquebede instruiu ao seu filho Moisés depois de tê-lo entregue ao Senhor. Ana reconheceu que seu filho Samuel pertenceria a Jeová. Maria levou seu filho ao templo para dedicá-lo a Deus.

“Os pais deste menino (ou desta menina) reconhecem sua responsabilidade de educar, ensinar e exortar a esta criatura no temor e obediência da Palavra de Deus desde seus primeiros anos de vida.

“Trazemos à presença de Deus as crianças que ele nos tem confiado, as dedicamos a ele e suplicamos que ele as abençoe.”

Pacto

O ministro pedirá aos pais que assumam um compromisso com relação à criança, fazendo-lhes as seguintes perguntas:

Ministro: “Diante de Deus e destas testemunhas, vocês prometem criar esta criança no temor do Senhor?”

Os pais responderão: “Sim, prometemos.”

Ministro: Vocês prometem, além disto, guiá-la diariamente no pleno conhecimento do caminho do Senhor?”

Os pais: “Sim, prometemos.”

Ministro: “Vocês prometem instruí-la para que conheça a Cristo como seu Salvador pessoal?”

Os pais: “Sim, prometemos.”

Ministro: “Prometem, enquanto estiver sob o controle de vocês, dar a esta criatura um exemplo sólido e piedoso da vida cristã?”

Os pais: “Sim, prometemos.”

Ministro: “Vocês apresentam este menino (ou esta menina) em solene e sincera dedicação a Deus?”

Os pais: “Sim, apresentamos.”

Ministro: “Vocês prometem dedicar-se a criar este menino (ou esta menina) na doutrina e nos ensinamentos da santa Palavra de Deus?”

Os pais: “Sim, prometemos.”

Ministro: “Prometem criar este menino (ou esta menina) na prática diária da oração, e ajudar-lhe a formar o caráter cristão, e a fazer tudo que estiver ao alcance de vocês para criá-lo em seu lar, em um ambiente de devoção a Deus?”

Os pais: “Sim, prometemos.”

Ministro: “Baseando-me no fato de vocês terem prometido diante de Deus e desta congregação dedicar esta criança a Deus, e o terem afirmado com suas

próprias palavras, eu os exorto a se dedicarem a esta sagrada obrigação com sabedoria, perseverança e esforço.”

Dedicação

Tomando a criança nos braços (se não houver inconveniente) e colocando as mãos sobre ela, o ministro dirá:

” ____________________ (nome da criança), nós dedicamos você ao Deus Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Que o Senhor lhe fortaleça todos os dias de sua vida.”

Oração dedicatória

“Agora, Pai, Criador do céu e da terra, nós te rogamos pelo bem-estar desta criança. Livra-a das cadeias do pecado e das enfermidades do corpo. Que à medida que ela for crescendo em idade e estatura, cresça também na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Dá aos seus pais sabedoria para que a criem em seus caminhos. Nós a dedicamos a tua honra e ao teu serviço, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.”

Hino ou corinho final

Uma vez que o ministro tenha orado, um hino ou um corinho será cantado. Enquanto a igreja canta, os pais voltarão aos seus assentos e o ministro voltará ao púlpito para se despedir da congregação.

CERIMÔNIA 2

Hino ou corinho

Enquanto os pais caminham até a frente com o menino (ou a menina), um hino ou corinho apropriado será cantado.

Leitura bíblica

O ministro descerá do púlpito para encontrar-se com os pais da criança, e fará a seguinte leitura bíblica:

“Passado algum tempo, Ana concebeu e deu à luz um filho. Chamou-o Samuel, dizendo: Tenho-o pedido ao Senhor… Havendo-o desmamado, tomou-o consigo, com um novilho, de três anos, um efa de farinha e um odre de vinho, e o levou à casa do Senhor, em Silo. Era o menino ainda muito criança… Pelo que também agora eu o entrego ao Senhor. Por todos os dias que viver pertencerá ao Senhor. E adoraram ali ao Senhor… Crescia Samuel, e o Senhor era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra.” (1 Samuel 1:20,24-28:3:19).

Em seguida comentará:

“No Novo Testamento lemos a respeito de Cristo, que, ao completar oito dias de nascido, ‘segundo a lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentar ao Senhor… Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; este homem, justo e temente a Deus, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava sobre ele… ele então o tomou nos braços, e louvou a Deus, dizendo: Agora, Senhor, despede em paz o teu servo,

segundo a tua palavra, pois os meus olhos já viram a tua salvação… O pai e a mãe do menino admiraram-se das coisas que dele se diziam… E o menino crescia, e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.’” (Lucas 2:22,25,28-30,33,40).

“O Antigo Testamento também nos dá sábios conselhos a respeito da educação de crianças:

‘Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.’ (Provérbios 22:6).

‘Disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço…? Pois eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para que pratiquem a justiça e o juízo, a fim de que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado.’ (Gênesis 18:17,19).

‘Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração. Tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, andando pelo caminho, deitando-te e levantando-te.’ (Deuteronômio 6:6-7).”

Pacto

Dirigindo-se aos pais, o ministro dirá:

“Irmãos, estamos aqui reunidos neste momento solene e de muita felicidade. Da mesma forma como Maria e Ana nos tempos bíblicos, vocês trouxeram esta criança ao templo para apresentá-la a Deus. Vocês já conhecem as palavras do Mestre: Deixai os pequeninos, e não os impeçais de vir a mim, pois dos tais é o reino dos céus.’

“É correto que vocês tragam esta criança com poucos dias de nascida. O mistério e a maravilha desta

nova vida os faz vir com temor reverente perante o Pai de toda a vida, para que ele lhes dê uma nova mensagem referente à dignidade da vida e a responsabilidade da paternidade.

“O propósito deste ato é ajudá-los, como pais, a apreciar a responsabilidade de instruir a este menino (ou a esta menina) nos caminhos do Senhor, para que quando estiver fazendo uso da razão, escolha o bem sobre o mal e aceite a Jesus Cristo como seu Salvador e Mestre. Deus tem um propósito para a vida desta criança. Encontrar este propósito e executa-Io significará o êxito; rejeitá-lo ou ignorá-lo significará fracasso, não importa quanto nos considere e aplauda o mundo. E seu privilégio e dever guiar o seu filho (ou sua filha) dentro da vontade perfeita de Deus para sua vida.

“Neste empenho, vocês devem consagrar-se hoje mesmo; para isto vocês hoje estão dedicando seu filho (ou sua filha) a Deus.”

“De acordo com o propósito para o qual vocês vieram aqui, devem responder as seguintes perguntas.”

Ministro: “Vocês estão apresentando esta criança perante Deus para dedicá-la solenemente ao serviço do Senhor?”

Os pais: “Sim.”

Ministro: “Vocês se dedicarão, como pais desta criança, a instruí-la nos caminhos do Senhor?”

Os pais: “Sim.”

Ministro: “Prometem instruí-la nos ensinamentos de Jesus Cristo, e guiá-la no desenvolvimento de um

caráter cristão?”

Os pais: “Sim.”

Ministro: “Prometem modelar até onde for possível a vida desta criança, mediante uma exemplar conduta doméstica, tanto pela palavra como pelo exemplo, para que na idade apropriada ela aceite a Jesus Cristo, participe da comunhão dos crentes e realize serviços para a Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo?”

Os pais: “Sim.”

Ministro: “Visto que vocês prometeram diante de Deus e desta congregação dedicar esta criança a Deus, e o têm afirmado com suas próprias palavras, eu os exorto a se dedicarem a esta sagrada responsabilidade com sabedoria, perseverança e santa devoção.”

Oração dedicatória

“Agora, ó Pai, Criador dos céus e da terra, eu rogo-te pelo bem-estar deste menino (ou desta menina). Livra-o (a) das ciladas do pecado e das enfermidades do corpo. Que à medida que ele (a) for crescendo em idade e em estatura, cresça também na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Conceda sabedoria a seus pais para que a criem em seus caminhos, dedicando esta criança a tua honra e ao teu serviço, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.”

Bênção pastoral

“O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti. O Senhor sobre ti levante o seu

rosto, e te dê a paz.”

Hino ou corinho final

Uma vez que o ministro tenha terminado de pronunciar estas palavras, a igreja cantará um hino ou um corinho apropriado.

 
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Publicado por em 27 de fevereiro de 2015 em ESBOÇO, ESTUDO BÍBLICO

 

5 Sinais de que Você Glorifica a Si mesmo.

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Autoglorificar-se fará com que você:

 rp_1-150x150.png Ostente em público o que deveria ser mantido em particular.

1º Sinal

Os fariseus são um vívido exemplo primário para nós. Porque eles viam suas vidas como gloriosas, eles eram ligeiros em ostentar essa glória diante dos olhos de quem estivesse vendo. Quanto mais você pensa que você já chegou lá, e quanto menos você vê a si mesmo como necessitando de graça resgatadora, mais você tenderá à autorreferência e à autocongratulação. Por você estar atento à autoglorificação, você vai trabalhar para conseguir maior glória mesmo quando não estiver consciente de que está fazendo isso. Você tenderá a contar histórias pessoais que fazem de você o herói. Você encontrará maneiras, em cenários públicos, de falar de atos privados de fé. Por você se achar digno de aplausos, você buscará os aplausos de outros encontrando maneiras de apresentar a si mesmo como “piedoso”.

2- Seja demasiadamente autorreferente.

2º Sinal

Todos nós sabemos disso, todos nós já vimos isso, todos nós já ficamos desconfortáveis com isso, e todos nós já fizemos isso. Pessoas orgulhosas tendem a falar muito de si mesmas. Pessoas orgulhosas tendem a gostar mais de suas próprias opiniões do que das opiniões dos outros. Pessoas orgulhosas pensam que suas histórias são mais interessantes e cativantes do que as dos outros. Pessoas orgulhosas pensam que eles sabem e entendem mais do que os outros. Pessoas orgulhosas pensam que conquistaram o direito de serem ouvidas. Pessoas orgulhosas, por basicamente terem orgulho do que sabem e do que fizeram, falam muito sobre ambos. Pessoas orgulhosas não falam a respeito de suas fraquezas. Pessoas orgulhosas não falam a respeito de suas falhas. Pessoas orgulhosas não confessam pecado. Então pessoas orgulhosas são melhores em colocar os holofotes sobre si mesmas do que em refletir a luz de suas histórias e opiniões de volta para a gloriosa e completamente imerecida graça de Deus.

3 Fale quando deveria ficar calado.

3º Sinal

Quando você pensa que já chegou lá, você é bem orgulhoso e confiante de suas opiniões. Você confia em suas opiniões, então você não está tão interessado nas opiniões dos outros quanto deveria estar. Você tenderá a querer que seus pensamentos, perspectivas e pontos de vista vençam em qualquer reunião ou conversa. Isso significa que você estará muito mais confortável do que você deveria estar com dominar um grupo com sua conversa. Você falhará em ver que na multidão de conselhos há sabedoria. Você falhará em ver o ministério essencial do corpo de Cristo em sua vida. Você falhará em reconhecer suas tendências e sua cegueira espiritual. Você não irá a reuniões formais ou informais com um senso pessoal de necessidade do que os outros têm a oferecer, e você controlará a conversa mais do que deveria.

4 Fique quieto quando deveria falar.

4º Sinal

A autoglorificação pode ir para o outro lado também. Líderes que são muito autoconfiantes, que involuntariamente atribuem a si mesmos o que poderia apenas ser efetuado pela graça, frequentemente veem reuniões como uma perda de tempo. Por serem orgulhosos, eles são muito independentes, então as reuniões tendem a ser vistas como uma interrupção irritante e inútil de uma agenda ministerial já sobrecarregada. Por causa disso, ou eles acabarão com todas as reuniões ou as tolerarão, tentando finalizá-las o mais rápido possível. Então eles não lançam suas ideias para consideração e avaliação porque, francamente, eles não acham que precisam. E quando suas ideias estão na mesa e sendo debatidas, eles não entram na briga, porque eles pensam que o que eles opinaram ou propuseram simplesmente não precisa de defesa. A autoglorificação fará com que você fale demais quando você deveria ouvir, e com que você não sinta necessidade de falar quando você certamente deveria.

5 Se importe demais com o que os outros pensam de você.

5º Sinal

Quando você caiu no pensamento de que você é alguma coisa, você quer que as pessoas reconheçam esse “alguma coisa”. Novamente, você vê isso nos fariseus: avaliações pessoais de autoglorificação sempre levam a um comportamento de busca por glória. Pessoas que pensam que chegaram a algum lugar podem se tornar hipersensíveis a como outras pessoas reagem a elas. Por você ser hipervigilante, observando a maneira pela qual as pessoas em seu ministério respondem, você provavelmente nem sequer percebe como você faz as coisas por auto aclamação.

É triste, mas frequentemente ministramos o evangelho de Jesus Cristo por causa de nossa própria glória, não pela glória de Cristo ou a redenção das pessoas sob nossos cuidados. Eu já fiz isso. Eu já pensei durante a preparação de um sermão que um certo ponto, colocado de certa maneira, poderia ganhar um detrator e eu já fiquei observando à procura da reação das pessoas enquanto eu pregava. Nesses momentos, na pregação e na preparação de um sermão, eu abandonei meu chamado como embaixador da eterna glória de outro pelo propósito de conseguir para mim o louvor temporário dos homens.

Por Paul Tripp. Copyright © 2013 The Gospel Coalition, Inc. Todos os direitos reservados. Usado com permissão. Original: 5 Signs You Glorify Self.

Paul Tripp é pastor, escritor, e conferencista internacional. Ele é presidente do Paul Tripp Ministries e trabalha para conectar o poder transformador de Jesus Cristo ao dia a dia.

Tradução: Alan Cristie – Ministério Fiel © Todos os direitos reservados. Webistes http://www.MinisterioFiel.com.br e http://www.VoltemosAoEvangelho.com. Original: 5 Sinais de que Você Glorifica a Si Mesmo (Paul Tripp)

http://www.ebddigital.com.br/5-sinais-de-que-voce-glorifica-si-mesmo-paul-tripp/

 
 

O CRENTE E ÁGUIA

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Livreto digitalizado por: Levita Digital

Com exclusividade para:

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O CRENTE

&

A ÁGUIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O CRENTE E A ÁGUIA

 

Gratidão.

Ao único e eterno Deus de Israel. E meu Deus também por me inspirar para que esta, fosse deitada em letras.

 

 

 

Dedicatória

 

A minha esposa – Marili Santana (INHA)

Ao meu filho – MisaelSantana (MISA)

A dona Nalva – grande águia na fé (Minha mãe)

Antônio Barros – (Amigo) - Que ajudou e cooperou na revisão desta.

 

 

 

 

Abílio Silva Santana

 Vosso em Cristo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O CRENTE E A ÁGUIA

 

Na criação do mundo, o Senhor Deus

criador do Universo, teve o cuidado de

fazer certas coisas humanamente falando,

espantosas aos nossos olhos, mas,

sem sombra de dúvida para nos

dar exemplos futuros.

 

 

A águia por exemplo:

 

Seu golpe de vista, suas garras, sua capacidade de vôo, sua astúcia, sua prudência, sua vida num todo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TIPO DE ÁGUIA

 

Segundo a ornitologia, existem 08 espécies de águias, saber:

 

1 – Águia Dourada

 

2 - Águia Cinzenta - seu nome deriva-se do penhasco, a cauda é preta com a extremidade branca, seu corpo mede aproximadamente 85 cm de comprimento, incluindo o bico e a cauda. É encontrada no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina.

 

3 – Águia Calçada - os seus pés mostram estabilidade quando se encontra assentada nos galhos das árvores.

 

4 – Águia Pescadora - vive da pesca.

 

5 -Águia do Dedo Curto - elas tem os dedos curtos que não tem estabilidade quando se assenta em algum galho de árvore.

 

6 – Águia Mosqueadao seu corpo é todo mesclado de manchas.

 

7 - Águia Nipalensesessa espécie de águia só se encontra no deserto e tem uma vida isolada, em lugares inabitados.

 

8 - Águia Imperial - é uma das águias mais bonitas e de presença agradável. Esta espécie possui uma capacidade de domínio sobre as demais de sua família.

 

A ÁGUIA E OS IMPÉRIOS

Anteriormente os países que consideravam-se fortes e invencíveis tinham como símbolo uma águia.

Os Estados Unidos da América, tomou a águia como seu símbolo em 1872, para cumprir-se o que está escrito (Dt. 28:4-9). Semelhantemente os impérios: Russo, Prussiano, Austríaco, a França de Bonaparte e o império Romano. Na era de Jesus ostentava-se no cume do templo de Salomão uma grande águia, que era o símbolo de Roma.

 

O CRENTE E A ÁGUIA

Depois de meditar com bastante precisão, em Isaias 40:31 e II Samuel 1:23, fui obrigado a fazer uma pesquisa profunda sobre estes dois seres distintos, a saber: o crente e a águia. Cheguei a conclusão que os escritores dos versículos citados, estavam redondamente certos, quando disseram que o crente é semelhante a uma águia.

 

INTRODUÇÃO AO TEXTO

Em Isaias 40 versículo 31 lemos o seguinte: “Mas os que esperam no senhor, renovação as duas forças, e subirão com asas de águias “, observem que há duas promessas nesse texto bíblico. Observem também que estas duas promessas não é para todos os habitantes da terra, e sim para os que esperam no Senhor. O texto é taxativo, as promessas são para os que esperam no Senhor Deus de Israel e não para os que esperam em: São Fulano ou São Beltrano (ídolos).

Fica aqui uma indagação. Qual o povo que de fato espera no Senhor, senão os crentes na pessoa bendita de Jesus?

 

Então o texto acima diz que para os crentes há duas promessas:

 

1 – Forças renovadas (Renovarão as suas forças);

2 – De subir aos céus, semelhantemente a uma águia. (O que será que I saias viu na águia, ou nas águias para usá-la como figura, símbolo, tipo do cristão?)

Segundo o doutor Russel Wallace (Grande ornitólogo), há no mundo 10.087 tipos de aves, e porque em meio a 10.087 tipos de aves, Isaías não usou outro pássaro qualquer.      »

Tal como: Codorna, andorinha, bem-te-vi, sabiá, sua majestade rouxinol, etc. E sim uma águia?

A resposta não é outra senão “nenhuma outra ave poderia representar tão bem o cristão, quanto a águia ” (digo salvo).

 

DEFININDO O TEXTO

 

ISAÍAS 40:31

A águia representa legalmente o crente. O crente e a águia são como a gente profere na Bahia “é tudo farinha do mesmo saco”. Não se sabe quem é a xerox ou a matriz.

A partir de agora estaremos estudando sobre esta majestosa ave, rainha das aves.

Bem, o crente é representado por uma águia, sabeis porque?

Eis as razões:

 

1 - DA FAMÍLIA DE PÁSSAROS GIGANTESCOS

A águia não é da família de pássaros minúsculos, e sim de pássaros gigantescos, da família dos falcões e falconizes de natureza que duma ponta a outra da asa é cerca de 3m de águia. Da ponta do bico às penas da cauda é cerca de 90cm de águia.

A águia é da família de pássaros grandes.

 

Que lição aprendemos aqui?

 

O crente é da família não de deuses minúsculos e sim do GRANDE DEUS, que fez o céu e a terra. (Sal. 95:3; Sal. 77:13; 1Cr. 16:25; Sal. 48:1)

 

2 -A ÁGUIA É AVE DE RAPINA

A águia como ave de rapina, sai em busca de sua presa, de sua alimentação.

Inclusive o próprio Jesus abordou sobre este assunto. (Mat. 24:28; Jó 9:26).

Assim deve ser o crente águia, deve sair em busca de sua alimentação espiritual, nas vigílias, nos cultos matutinos, congressamentos enfim onde tiver comida espiritual, vá, e alimente-se.

 

3- O COMPANHEIRO DA ÁGUIA

A ornitologia profere que nenhuma outra ave é tão unida quanto as águias, elas são tão unidas que quando um caçador chega a capturar uma delas, as demais choram literalmente, a falta da águia capturada. (Será que isto é companheirismo?). Assim deve ser o crente águia, deve amar o seu irmão com amor ágape (amor sacrificial), Sal. 133:1-3. Já diz o adágio popular “uma comunidade unida, jamais será vencida”. (Gl. 6:2).

4-A VISÃO DA ÁGUIA

O golpe de vista da águia é humanamente falando incomparável. É a única ave que encara por quantas horas quiser o resplendor do sol. A águia é dotada de um grande poder visual, tem olhos graúdos de natureza que o mesmo ocupa quase um terço do seu crânio, segundo a ornitologia o cristalino dos olhos das águias focaliza uma formiga a lO.OOOm de altitude e em linha reta, horizontal, pode detectar a 20 km de distância.

 

Que lição aprendemos aqui?

Que o cristão é a velha águia que se orgulha do passado, vive o presente, mas está olhando o futuro.

- Conforme lemos acima.

A águia é a única ave que encara o sol. O único povo na terra que encara o sol da justiça. (Jesus, Malaquias 4:2), chama-se crente águia.

Lemos ainda (acima) que o golpe de vista da águia é admirável! pois que enxerga longe, idem ao cristão.

O crente não enxerga tão somente lutas, provas etc, enxerga também de longe sua vitória, Amém?

- Davi orou por sua visão espiritual (Sal. 119:18)

-  Geazi teve visão espiritual após a fervorosa oração do profeta (II Reis 6:17)

- Paulo era um homem de visão espiritual (Atos 18:9)

- A visão espiritual é promessa para os nossos dias (J2.26)

- Jesus repreendeu a igreja de laodicéia por falta de visão (Ap. 3:18)

 

5-A POTENCIALIDADE DE VOAR

Os ornitólogos, apelidam as águias de rainha dos ares, porque de todas as aves que decolam, ela é a que voa mais alto.

E chamada também de rainha dos ares por ser a única ave que enquanto voa, descansa. Isso é possível devido a sua estrutura óssea.

Todas as aves que existem neste mundo tem a estrutura óssea longitudinal (comprida), a águia não, toda a sua estrutura óssea é cilíndrica, o que lhe permite:

A) Descansar enquanto voa;

B) Enfrentar tempestades;

C) Invadir turbulências.

A águia voa numa velocidade de 300 km/h e atinge a lO.OOOm de altitude (Pv. 30:18,19;Pv23:5).

 

Aprendo muito com essas lições citadas:

A) Voar mais alto – Isto fala-nos da altitude que os crentes galgarão um dia (voaremos até os céus); (I Ts. 4:17)

B) Descansar enquanto voa – Aprendo não carecemos de pousar para o descanso por que o nosso descanso não é aqui.

C) Enfrentando turbulências – Aprendo que nada detém o trajeto, o percurso do povo de Deus. (Hb. 11:33)

 

6 – O BRILHO OSTENSIVO NAS PENAS DAS ÁGUIAS

As penas da águia brilham de tal natureza que ofuscam os olhos de quem a fita. (Quando refletidos pelos raios solares).

Assim deve ser o crente águia, brilhando sempre com o reflexo da glória de Deus.

Doutor Emílio Conde, escreveu: Igreja sem brilho.

Aproveito o ensejo para deixar registrado o meu parecer, não existe coisa mais triste que um crente desanexado da glória de Deus, que tenha misericórdia de nós e nos ajude o Senhor Deus.

 

7 - AS GARRAS DA ÁGUIA

A águia usa as suas garras como instrumento de defesa e ataque. As garras são tão importantes para elas como os braços são para os homens. Suas garras funcionam como trava, quando uma águia toma uma presa jamais ela escapa das suas garras.

A águia tira a serpente do buraco.

Quando a águia percebe a presença de cobras ou serpentes em alguma toca, coloca as pontas das asas na boca da mesma.

-A serpente irada morde as penas da águia solta o veneno mas não lhe atinge, porque são penas e não carne. Continua irritando a serpente até que ela saia da toca para dar o bote. Aí então é agarrada pelas garras da águia, levada as alturas e esmagada.

Aprendo muito com esta lição:

- O único povo da terra que resiste, enfrenta e vence a antiga serpente (o maligno, Apocalipse 12:9), chama-se crente águia.

 

“Em breve o Deus da paz, esmagará a serpente (Satanás) debaixo dos vossos pés’

 

8 – A ÁGUIA É UMA AVE DIURNA

As águias exercem as sua atividades durante o dia, durante a noite elas se recolhem. Isto tem muito haver com a vida cristã, Jesus Cristo dissera, trabalha enquanto é dia porque a noite vem.

 

9 – O NINHO DA ÁGUIA

Os caçadores menos favorecidos são os caçadores de águia, pois ela faz o seu ninho em locais de alta segurança, aonde os homens não podem chegar.

Segundo a Bíblia as águias fazem o seu ninho em rochedo alterneiros, em montanhas altíssimas, em locais de difícil acesso. (Jó 39:27, 28)

 

A formação do ninho.

Uma vez achando o local ideal para o seu ninho a águia vai até uma região espinhosa e transporta através de suas garras até o cume do monte uma boa quantidade de espinhos pontiagudos, posteriormente vem em alta velocidade e da numa manada de carneiros, apanha um filhote distante da manada, mata-o e desfola cuidadosamente, (o bico de uma águia é tão afiado como uma faca de açougueiro) come a carne do cordeiro morto com companheiros e companheiras, o couro do cordeiro e levado para secar, uma vez seco, é transportado para o ninho, esta estende o couro do cordeiro sobre os espinhos pontiagudos, assenta-se ali e põe quatro ovos, dois propositadamente é dispensado rochedo abaixo, os outros dois são chocados, no período de 35 a 40 dias.

Ao nascer os filhotes, a águia fica na incumbência de alimentá-lo. Enquanto ela sai para buscar a presa os filhotes são vigiados pelo pai.

Quando os filhotes já estão revestidos de plumagem a águia mãe chega na ponta do ninho e convida os seus filhotes a subirem em suas costas, porém o medo da altura em que estão não permite que eles atentem ao chamado da velha águia, ela irada por ser desobedecida puxa o tapete e eles caem sobre os espinhos, aí piando de dor eles sobem nas costas da velha águia, e a rainha dos ares alça vôo, em direção aos céus, duas horas de vôo mais ou menos é hora de ensinar seus filhotes voarem.

 

Ela baixa uma das asas e os filhotes descem, batem as asas desesperadamente, mas ainda não sabem voar, quando estão perto de espatifarem-se, ela dá um vôo rasante e apara os seus filhotes em suas costas, este processo é reiniciado por várias vezes, até as aguiazinhas alçarem vôo.

 

10-O RENOVO DA ÁGUIA

 

A águia é a única ave que se renova (SI. 103:5).

Segundo a ornitologia a águia quando velha, perde o brilho das penas, as penas começam a cair, o nervosismo apodera-se dela, o bico enverga e cria um campo adunco de forma que a águia não pooe alimentar-se, pois o capo adunco a impede, cria-se duas escamas nos seus olhos e o golpe de vista já não é mais o mesmo, suas garras envergam e perde o tato. Ficando feia, detestável. Mas o que me admira é que ela (a águia), não aceita a vida irrenovável. Que ela faz quando velha?

Foge para um rochedo e oculta-se ali, num período de 9 a 12 semanas enquanto isto, as velhas penas vão caindo e ela fica completamente depenada. As duas escamas ostensivas nos olhos aos poucos vão caindo. Já com a nova plumagem ela sai do refúgio (em um dia de sol), agora é hora do segundo processo de sua renovação (as garras e o capo adunco do bico). Que ela faz?

Voa em velocidade contra a rocha, crava o bico e as garras na parede de pedra, do cume até embaixo, deixando ali o adunco e as velhas garras, piando de dor, pois que tanto o bico quanto as garras estão em carne viva, jorrando sangue, vejam o que ela faz. Alça as alturas em busca do oceano, uma vez encontrado ela dá um rasante vôo e mergulha no oceano, o salitre (sal) ostensivo no mar estanca o sangue que jorra das garras e do bico. Este processo (de mergulho) é repetido por 3 ou mais vezes. Posteriormente ela voa em direção ao bando, dá um brado “Keu; keu; keu ” e é verdadeira festa entre elas.

Assim é o crente águia, nunca aceita a vida irrenovável. Se a vida irrenovável já te alcançou faça como a águia, fuja para a rocha (tipo de Cristo; rocha ferida de Meribá; pedra angular de esquina, rejeitada pelos edificadores) depois rala a tua vida nele mesmo e aí então poder mergulhar no oceano do Espírito.

 

 

 

 

FIM

 

 

CURIOSIDADE:

• Período de incubação – 3 5 a 40 dias

• Filhotes – aguiazinha, aguieta

• Emplumação – vai de 9 a 12 semanas

• Duração de vida – até 50 anos mais ou menos

 

 

 

 

CONTATOS COM O AUTOR:

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A BÍBLIA E A DISCIPLINA DOS FILHOS. Educação Cristã

 

Educação Crista

Apostila 10

Estudo da Educação Crista

Parte I

 

A BÍBLIA E A DISCIPLINA DOS FILHOS

 “A vara e a repreensão dão sabedoria; mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe. Corrige a teu filho, e ele te dará descanso; sim, deleitará o teu coração. O homem iracundo levanta contendas, e o furioso multiplica as transgressões. Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”.(Pv 29.15, 17; 22.6).

“Nada mais fácil que ter um filho. Nada mais imperativo que fazer dele um homem. Nada mais difícil que fazer dele um homem realizado em todos os planos”. São palavras de Maria Junqueira Schmidt. Na Bíblia, o versículo chave com relação à atitude dos pais para com os filhos é, sem dúvida, Provérbios 22.6:

“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.”

Que significa “instruir, ensinar” ? Para nós ocidentais, ensinar pode conter a idéia de disciplina, de treinamento, por isso, ensinamos o cachorro a sentar, a rolar, e a estender a patinha (aliás, um destes dias um cachorro me deu bom dia: ele estendeu a pata para eu apertar; o dono mandou e ele estendeu a patinha porque foi ensinado a fazê-lo. Isso não tem sentido racional para o cão, a não ser receber em seguida um biscoito. É o caso do pai exigente que insiste e obriga o filho a fazer tudo certinho. Acontece que lemos em Provérbios um texto que vem de outro mundo, do mundo oriental, semita. No mundo hebreu, em particular, “ensinar” se descreve como a ação, por incrível que possa parecer, de uma parteira que molha a ponta do dedo em azeite, e fricciona o céu da boca do nenem recém-nascido para provocar o desejo de sugar o seio da mãe. O versículo quer dizer exatamente isso. Quando fala: “instrui o menino no caminho em que deve andar” está dizendo, “põe no paladar do nenem”; “dê de comer ao nenem”, ou seja,

“provoque no coração da criança o gosto pelas coisas de Deus, e quando for uma pessoa idosa, nada mais vai satisfazer seus desejos e anseios”.

Interessante esse “dar-de-comer-ao-bebê” porque não se dá de comer de qualquer jeito. Quando a mãe prepara a mamadeira, ela vê como está o leite, e percebe se está quente demais, ou frio demais, se está sem gosto, ou se o leite estragou. Isso tudo está na palavrinha “instruir”.
“Educar” é igualmente uma excelente palavra porque significa “dirigir alguém por um caminho específico”, ou seja, disciplinar. Tem a ver, então, com a vida do mestre, daquele que está ensinando. Se queremos, então, Provérbios 23.17: “Não tenhas inveja dos pecadores; antes conserva-te no temor do Senhor todo o dia”, temos que viver de acordo.
Então [fale a verdade, meu irmão, minha irmã, com você mesmo (a)]: você pode ficar vigiando seu filho adolescente? Pode ficar olhando todo o tempo a sua filha mocinha? A resposta é “não”, naturalmente. Mas, você pode criar o seu filho, a sua filha, e instruí-los numa atmosfera onde as coisas de Deus sejam estimadas, e os valores evangélicos sejam ressaltados.

ENTENDENDO AS IDADES

Nunca é cedo demais para instruir e praticar a higiene do corpo. O nenem nasceu, e logo vem a higiene; dá-se o primeiro banho porque os bons hábitos são logo passados.. Nunca é cedo demais para praticar e ensinar, a higiene do espírito! A um garotinho de três ou quatro anos, não podemos ensinar os conceitos da Trindade ou da Escatologia,. Mas podemos amar essa criança, e ela pode sentir que foi criada de um modo muito especial, carinhosamente especial. E assim, em cada etapa de crescimento, conceitos diferentes podem ser aprendidos. Aquilo que Erik Erikson fala a respeito da formação da personalidade dos como uma série de crises. Crise não é desastre: quer dizer “oportunidade para alguma coisa ser realizada”.

Quando a criança está na faixa de 0 a 2 anos, forma-se nela um senso básico de confiança. Essa criança de 0 a 2 anos se não for criada num ambiente natural de confiança, carinho e cuidado, vai arrastar pelo resto da vida mazelas íntimas, situações interiores terríveis, tremendas, desastrosas. Aí, sim, a crise vira desastre. É confiança natural na mãe (não vai cair do seu colo, dos seus braços); é confiança pelo sustento (sabe que na hora certa a comidinha vai chegar); é o carinho, é o calor, é a atenção. É carregada no colo com tanto carinho, com o máximo de conforto, e o mínimo de temor. Quando a criancinha vai ser apresentada por mim, está tão confortável no regaço da mãe, mas na hora em que este pastor sem jeito pega, ela fica incomodada, e algumas choram. Porque eu peguei sem jeito, mas no colo da mamãe se sente tão bem, porque a mãe tem um jeito natural, e o Senhor a fez com curvas para que a criança se acomode com tanto jeitinho… Se ela aprende a confiança desde pequenina, vai ser fácil confiar em Deus. Mas os maus tratos, o abandono são traumas permanentes ou quase permanentes.

Na faixa dos três anos, já existe certa autonomia, uma leve independência. Afinal, o nenem no santuário não sai do seu lado, e vai pelo corredor e todos querem pegá-lo? É essa leve independência que torna os três anos uma época difícil para a mamãe que sempre teve o bebê junto a si. Mas, no plano de Deus, a criança cresce e deve constituir um indivíduo à parte; não é extensão dos pais: é outro ser humano. Daí resistência, daí desafio, e, às vezes discussão (“Venha cá!” E o nenem pequenininho: “Não vou, não!”), egocentrismo. Tudo isso, porém, é parte do desenvolvimento da consciência de si mesmo. Não esqueçamos: a criança não é parte de nós, é outro ser humano que aprende mais pelo que vê que pelo que lhe dizem.

Vamos à faixa dos quatro a cinco anos, e compare com quem você tem em casa. Forma-se nessa fase o senso de iniciativa, e ela começa a invadir o espaço dos outros, a socializar, inicia o aprendizado do que irá fazer por toda a vida, que é sobreviver neste mundo cheio de gente. A criança experimenta os objetos ao seu redor. Mas faz, com freqüência, coisas que desagradam os pais. Não é mesmo? A criancinha de quatro, cinco anos começa a fazer umas certas coisas, e essas certas coisas vão desagradar porque ela não compreende o sistema de valores dos pais. Compreende outras coisas. O que ela quer mesmo é agradar os pais, e aí, porque fez algo para agradar, e no final desagrada, começa o sentimento de culpa. Ela quer aprender coisas novas, quer saber os limites. E é por essa razão que o menino de quatro, a menina de cinco perguntam tanto: “Posso fazer isso?”

E de seis a doze anos? Aí vem o senso de aplicação ao trabalho, competência, diligência. É a luta que começa contra os sentimentos de inferioridade. O contato com a escola, integrando-se cada vez mais no mundo dos adultos. Maiores responsabilidades que lhe são colocadas. Mas também começa a rivalidade, a cortesia, o respeito, começam as boas relações. E os pais são comparados com outros adultos, o senso crítico se inicia, e agora a criança passa a ver: “Meu pai é assim, mamãe é assim, mas o pai de Fulaninho é assim, e a mãe de Fulaninho é deste jeito”. Qual o pai ou a mãe que nunca passou pela experiência de ouvir o filho dizer: “Eu queria ser filho de Fulano…”É a comparação, e o pai, ou a mãe, foi achado em falta em alguma coisa.
Dos doze aos quatorze anos: identidade própria. Aí sim: agora vêm as mudanças psicológicas, nem sempre compreendidas pelos pais (“Pastor, me ajude Fulaninha está tão diferente : só pensa em namorar”). Preocupação com o corpo e a aparência. Quais os objetos mais queridos da menina adolescente? O espelho, a escova e o pente. (“Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?”). Procura alguém em quem possa acreditar e a quem dê afeição.
E dos quinze aos dezoitos anos? Agora vem o senso de intimidade própria. Prepara-se para exercer sua função na vida. Se não adquiriu a consciência de identidade, vai haver muita frustração, muito impulso físico.
O período em que a família exerce sua influência mais marcante, mais forte sobre a criança é o dos primeiros três anos. Depois, são os amigos e a comunidade que passam a ter mais importância para ela. Pais e filhos, na verdade, aprendem na prática o que é crescimento, o que não é fácil para nenhum dos dois. O chamado “conflito de gerações” é a tensão entre o jovem que quer ser independente e os pais que relutam em dar a sua autonomia.

A DISCIPLINA

A disciplina é um processo que leva vinte anos e envolve pais, escola, igreja, e outros elementos. A tarefa dos pais é guias para uma vida de responsabilidade e amadurecida. E isso demanda tempo, e exige muita atenção, Aliás, atenção dobrada, se queremos preparar os filhos para uma vida de respeito, uma vida reta, decente para seu bem e o dos outros. Parece missão tão pesada e díficil, mas a disciplina se torna fácil quando a criança se sente amada. Quando se sente rejeitada, a disciplina fica muito pesada. E a reação com ira, com hostilidade, com ressentimento somente surge quando não existe um elo de amor forte.
E que diz a Palavra de Deus? Colossenses 3.21 diz: “Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não fiquem desanimados”1. Lembremos que a criança é um feixe de energias e emoções que precisam ser ordenadas. A criança, então, é o cartão de visita dos pais. Não se esqueçam disso. Terapeutas de família, psicólogos já têm um resumo da história da família e dos relacionamentos internos, das alianças dentro daquela casa somente pela conduta da criança quando entra no consultório ou quando está com os pais. Esses profissionais lêem a criança, e percebem como é a vida em casa. Isso quer dizer que para a criança ser disciplinada, necessário é que os pais se disciplinem.

Há uma diferença entre “castigar”e “disciplinar”. São coisas diferentes. Não estamos falando de castigo, mas, de disciplina. Porque castigar é vingar-se, disciplinar é colocar em ordem. E esses textos de Provérbios 13.24:

“Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga”. “Não retires da criança a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do Seol”.2

Não constituem, como pode parecer, uma apologia do maltrato infantil. Mas da disciplina, justa, e que olha para o futuro.3 Não vai adiantar muito querer disciplinar aos dezesseis anos, quando o irmão deveria tê-lo feito quando a criança tinha três anos.
Mas vamos lembrar que a vara era usada pelo pastor no Oriente (como ainda o é). Era usada para guiar, e não para bater ou espancar a ovelha; o lobo sim, era espancado. A vara era usada para consolar, é como diz o Salmo 23.4,

“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam”.

Já imaginaram como seria: “A tua vara e o teu cajado me espancam? Nenhum rapaz tenta obter o amor de uma jovem no tapa: “Quero que você me ame” (e dá um tapa no rosto da moça), “Não, você precisa entender que não posso viver sem você” (e dá-lhe um empurrão). Ninguém exige, ou reclama, mas sendo calmo, considerado, cortejador, agradável. É assim que um coração de moça é conquistado.

Não se esqueça de que a criança também deve ser agradada, e cortejada, e não educada na base do tapa. Agora, ela se comunica pelo comportamento. Já dissemos que a cabecinha da criança pensa ao contrário da nossa; se a nossa cabeça vai no sentido do relógio, a da criança vai ao contrário porque ela quer conquistar o nosso amor, e, assim, ela testa o nosso comportamento. Sabiam disso? Aí a criança faz o seguinte: às vezes tem um sentimento de culpa, aí chamamos de mau comportamento. A criança passou todo o tempo na rua, ou fora de casa (como temos visto por aí mães arrastando criancinhas pequenas no supermercado, a criança chorando, cansadinha coitada, ou visitando adultos numa visita sem interesse para a criança), depois ela começa a se comportar como não devia, e achamos que a criança é mal-educada, mal-comportada?! Não é nada disso, e vai adiantar espancar uma criança cansada porque está fora do que é seu interesse de vida? Fora das suas motivações? A Escritura fala em criar “na disciplina e admoestação do Senhor””. O Senhor não andava espancando seus discípulos, mas andava com os discípulos, e estava com os discípulos e ficava com os discípulos. Agora, pais que só vão em casa para comer, para dormir já colocaram os filhos em prejuízo. Finalmente, deve-se bater numa criança Algumas respostas já foram dadas sobre isso. Alguém já disse, até, que o castigo físico foi invenção do Diabo, que a criança deve ser deixada em plena liberdade. Há uma linha pedagógica que adota a prática da “Liberdade para Aprender”. É a chamada “Democracia Permissiva”. Há o outro extremo: o dos que usam o cinto (de preferência o lado da fivela) como quase forma exclusiva de disciplinar os filhos, ou como primeira medida de correção. E nós, como ficamos? Os antigos romanos diziam que “in medio virtus”, ou seja, “no meio (está) a virtude”; os da linha da Democracia Permissiva enfatizam que o amor é primordial na criação dos filhos, o que não deixa de ser verdade: a disciplina deve ser motivada por profundo amor. Mas o amor que não se preocupa em corrigir é tudo, menos amor.4 O Dr. James Dobson, especialista em doutrinar sobre a criação de filhos, ensina que o castigo não deve ser algo que fazemos na criança, mas para a criança. É como se disséssemos: “Meu filho, eu te amo muito para permitir que te comportes assim”. O problema do castigo corporal é a possibilidade de criar traumas e rebelião na aplicação com hostilidade e violência.

O CASTIGO

A Bíblia fala em castigos físicos.5 E diz que é uma das formas de disciplinar (mas não é a forma, não é a única forma, e não é a melhor forma de disciplinar em certas ocasiões). Em quais circunstâncias deve ser aplicado? Vou para o Dr. Dobson que propõe que deve existir para corrigir rebeldes e desafios; quando a criança se recusa a obedecer, ou faz pouco caso da ordem dada. Nesse caso, diz ele, o castigo físico tem sua plena aplicação. Mas tem a questão da idade: entre os dois e os dez anos. Não é para adolescentes porque os rebaixa a criança, e não se sentem o que dever ser: um ser em formação, em crescimento, quase adulto. Nesse caso, para o adolescente é a perda de privilégios: “Não sai! Quer ir Sábado para a praia? Não vai!”

Até propomos para os irmãos uma ordem de disciplina:

* ordem; não cumpriu?
* privação; ainda não?
* castigo físico.
Lembre-se de que Deus o colocou como responsável pela disciplina dos seus filhos. E se isso acontecer de acordo com a Sua Palavra, você vai ter a Sua aprovação, e a bênção dos céus.6 E a obediência do filho não é opcional nemé desejável. A Bíblia diz que a obediência é exigida. Lembre-se de que você é uma autoridade na sua casa, é autoridade para os seus filhos porque Deus o fez assim, e se ele não aprender autoridade que é o irmão, a irmã , lá fora ele também não vai dar muito valor à autoridade. Mas ela vai buscá-lo onde ele estiver.
Pais foram feitos para dar. Há uma história contada por Jesus na qual o pai deu tudo o que tinha: deu ao Filho Perdulário que retornou para casa: um abraço, novas vestes, um banquete, uma nova dignidade. E diz a Bíblia que também Deus nos deu:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Procure na sua Concordância Bíblica a palavra “dar”. Veja que enorme lista do verbo “dar” na Bíblia, porque a Bíblia é o livro da doação, é o livro do grande amor de Deus, do Grande Amor todo o tempo. A paternidade e a maternidade têm um preço, um alto preço, um elevado custo. A Deus, a paternidade custou o próprio Filho, Jesus; e a nós, a paternidade ou a maternidade custa tudo! Mas sabe o que a Bíblia diz a esse propósito? Diz:

“Eis que pela terceira vez estou pronto a ir ter convosco, e não vos serei pesado, porque não busco o que é vosso, mas sim a vós; pois não são os filhos que devem entesourar para os pais, mas os pais para os filhos”.7

A nós nos custa tudo! E quando um casal resolve ter um filho, deve estar disposto a dar tudo de si. Menos que isso é pouco demais, e, naturalmente, todos compreendem que não é dar tudo o que o filho deseja! Há horas em que nós negamos. Mesmo assim, estamos dando um “não”, mas estamos dando. É aflitivo criar filhos, é uma consumição criar filhos, mas, ainda assim, o filho é um tesouro que Deus nos confiou; é um solo a ser preparado, a ser cultivado, e que vai render seus frutos.8
Pois é. Ensine desde cedo o seu filho a temer a Deus,9 a respeitar a autoridade delegada por Deus,10 e tenha certeza de que suas ordens são expressões da vontade de Deus. E isso porque ensinar a vontade de Deus sem conhecer a Sua Palavra é ensinar a sua própria vontade e não a de Deus. Estabeleça limites: poucas regras (os fariseus colocavam seiscentas e tantas regras para os judeus, e Jesus o denunciou11). Afinal, os mandamentos são dez. Mantenha a boa comunicação. E aqui está um poema lindo e tocante e que se aplica a esta reflexão:

FILHOS NÃO PODEM ESPERAR
Helen M. Young

Há um tempo de se esperar a chegada do bebê,
tempo de consultar o médico;
Um tempo de planejar dieta e exercício,
tempo de preparar o enxoval.
Há um tempo de se maravilhar com os caminhos de Deus,
na certeza de que este é o destino para o qual eu fui forjada:
Um tempo de sonhar com o que esta criança poderá ser:
Um tempo de me preparar para que possa alimentar sua alma.
Mas eis que logo chega o tempo de nascer,
Pois os bebês não podem esperar.

Há o tempo de amamentar à noite,
tempo de cólicas e leite em pó.
Há o tempo da cadeira de balanço
e o tempo de andar pela casa toda,
O tempo para paciência e auto-sacrifício,
O tempo de mostrar ao filho que seu novo mundo
é um mundo de amor, bondade e fidedignidade.
Há um tempo de meditar no que ele é
- não um bichinho de estimação ou um brinquedo,
mas uma pessoa, um indivíduo –
uma alma feita à imagem de Deus.
Há um tempo de considerar minha mordomia.
Não me cabe possuí-lo.
Ele não é meu. Fui escolhido para cuidar dele, para amá-lo,
para alegrar-me nele, para criá-lo,
e para responder por ele perante Deus.
Estou decidida a dar o melhor de mim por ele,
pois os bebês não esperam.

Há um tempo de abraçá-lo bem forte
e contar-lhe a mais bela de todas as histórias;
Um tempo para mostrar-lhe Deus, na terra, céu e flor,
para ensinar-lhe admiração e reverência..
Há o tempo de deixar os pratos na pia
e levá-lo para balançar no parque,
De apostar corrida, fazer um desenho, apanhar uma borboleta,
e de lhe dar uma amizade alegre.
Há o tempo de lhe mostrar o caminho,
de ensinar seus lábios infantis a orar.
De ensinar seu coração a amar a Palavra de Deus e o dia do Senhor,
Pois os filhos não podem esperar.

Há um tempo de cantar em vez de resmungar,
de sorrir em vez de franzir a testa,
De enxugar as lágrimas com um beijo e rir dos pratos quebrados
Um tempo de compartilhar com ele o melhor de mim nas minhas atitudes
- amor pela vida, amor a Deus, amor à família.
Há um tempo de responder suas perguntas, todas as suas perguntas,
Porque pode vir um tempo em que ele não queira minhas respostas.
Há um tempo de ensiná-lo pacientemente a obedecer, a guardar seus brinquedos
Há um tempo de ensinar-lhe a beleza do dever, o hábito do estudo bíblico,
a alegria do culto no lar, a paz da oração.
Pois os filhos não podem esperar.

Há tempo de assisti-lo a sair bravamente para a escola,
de sentir falta de alguém a quem controlar
E de saber que outras mentes recebem sua atenção,
mas que eu estarei ali para atender o seu chamado
quando ele voltar para casa,
E irei ouvir ansiosa a história do seu dia..
Há um tempo de lhe ensinar independência, responsabilidade e autoconfiança,
Tempo de ser firme mas amigável, de disciplinar com amor,
Pois cedo, bem cedo, haverá o tempo de deixá-lo partir.
pois os filhos não podem esperar.

Há um tempo de guardar como tesouro
cada efêmero minuto de sua infância.
Apenas dezoito preciosos anos para inspirá-lo e treiná-lo.
Não trocarei esta primogenitura por um ensopado qualquer,
seja ele posição social, negócios, reputação profissional,
ou um cheque de pagamento.
Uma hora de cuidado hoje pode evitar anos de sofrimento amanhã,
A casa há de esperar, a louça há de esperar,
a reforma da casa pode esperar,
Mas filhos não podem esperar.

Haverá um tempo em que já não se ouvirão portas batendo
nem haverá brinquedos na escada, ou brigas de infância,
ou marcas de dedos na parede.
Então olharei para trás com alegria em vez de remorso.
Haverá o tempo de me concentrar no ministério fora do lar;
Em visitar os doentes, os enlutados, os desanimados, os que nunca foram ensinados;
Tempo de me entregar até mesmo aos mais insignificantes .
Haverá um tempo de olhar para trás
e saber que estes anos em que fui mãe não foram desperdiçados.
Oro para que haja um tempo de vê-lo como um homem justo e honesto,
amando a Deus e servindo a todos.
Deus, dá-me sabedoria para perceber que hoje é o meu dia com meus filhos.
Que não há momento em suas vidas que não seja importante.
Que eu possa saber que nenhuma outra carreira é tão preciosa,
Que nenhum outro trabalho é tão recompensador,
Que nenhuma outra tarefa é tão urgente.
Que eu não a protele nem negligencie,
Mas que por Teu Espírito a aceiite alegremente,
jubilosamente, e pela Tua graça compreenda,
Que o tempo é curto e meu tempo é agora,
Pois os filhos não podem esperar

1 Ef 6.4.
2 Cf. Pv 23.13,14.
3 Cf. Pv 29.15,17.
4 Cf. Pv 13.24.
5 Cf. Pv 19.18; 23.13,14; 29.15,17; Hb 12.6.
6 Cf. Pv 4.1,3,4.
7 2Co 12.14.
8 Cf. Mt 13.23; Lc 8.15.
9 Cl 1.16,17.
10 Rm 13.1.
11 Lc 11.46; Mt 23.4; At 15.10.

 

 

Por:

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor Igreja Presbiteriana de Nova Vida

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Por que estou Comprometido em Ensinar a Bíblia

 

Por que estou Comprometido em Ensinar a Bíblia

 

John MacArthur

John MacArhtur, autor de mais de 150 livros e conferencista internacional, é pastor da Grace Comunity Church, em Sum Valley, Califórnia, desde 1969; é presidente do Master’s College and Seminary e do ministério “Grace to You”; John e sua esposa Patrícia têm quatro filhos e quatorze netos.

Jamais aspirei ser conhecido como um teólogo, um apologista ou um erudito. Minha paixão é ensinar e pregar a Palavra de Deus. Embora tenha abordado questões teológicas e controvérsias doutrinárias, em alguns de meus livros, nunca o fiz sob o ponto de vista da teologia sistemática. Pouco me inquieta o fato de que algum assunto doutrinário se enquadra nesta ou naquela tradição teológica. Desejo saber o que é bíblico. Todas as minhas preocupações estão voltadas às Escrituras, e meu desejo é ser bíblico em todo o meu ensino.

Pregue a Palavra

Esta é a atitude com a qual abracei o ministério desde o início. Meu pai é um pastor, e, quando lhe disse, há alguns anos, que senti haver Deus me chamado para o ministério, ele me presenteou uma Bíblia em que havia escrito essas palavras de encorajamento: “Pregue a Palavra!” Esta simples frase se tornou um estímulo em meu coração. Isso é tudo que tenho me esforçado para fazer em meu ministério — pregar a Palavra.

Os pastores de nossos dias sofrem tremenda pressão para fazerem tudo, exceto pregar a Palavra. Eles são instruídos pelos eruditos do Movimento de Crescimento de Igreja que têm de alcançar as “necessidades sentidas” dos ouvintes. São encorajados a se tornarem contadores de histórias, comediantes, psicólogos e preletores que motivam. São aconselhados a evitarem assuntos que os ouvintes acham desagradáveis. Muitos já abandonaram a pregação bíblica em favor de mensagens devocionais que têm o objetivo de fazer as pessoas sentirem-se bem. Alguns têm substituído a pregação por dramatização e outras formas de entretenimento.

Mas o pastor cuja paixão é completamente bíblica tem apenas uma opção: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2 Tm 4.2).

Quando Paulo escreveu essas palavras a Timóteo, ele acrescentou este aviso profético: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fá- bulas” (vv. 3,4).

Com certeza, a filosofia de ministério do apóstolo Paulo não incluía a teoria de “dar às pessoas o que elas desejam”. Ele não instou Timóteo a realizar uma pesquisa a fim de descobrir o que as pessoas queriam; mas ordenou que ele pregasse a Palavra, com fidelidade, repreensão e paciência.

Na verdade, ao invés de insistir que Timóteo idealizasse um ministério que acumularia elogios do mundo, Paulo advertiu o jovem pastor a respeito de sofrimentos e dificuldades! O apóstolo não estava ensinando Timóteo sobre como ser bem-sucedido; estava encorajando-o a seguir o padrão divino. Paulo não o estava aconselhando a buscar prosperidade, poder, popularidade ou qualquer outro conceito mundano de sucesso. O apóstolo instava o jovem pastor a ser bíblico, apesar das conseqüências.

Pregar a Palavra nem sempre é fácil. A mensagem que somos exigidos a pregar é, com freqüência, ofensiva. O próprio Senhor Jesus é uma pedra de tropeço e uma rocha de escândalo (Rm 9.33; 1 Pe 2.8). A mensagem da cruz é uma pedra de escândalo para alguns (1 Co 1.23; Gl 5.11) e loucura para outros (1 Co 2.3).

Não temos permissão para embelezar a mensagem ou moldá-la de acordo com as preferências das pessoas. O apóstolo Paulo deixou isto claro, ao escrever a Timóteo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Tm 3.16 — ênfase acrescentada). Esta é a mensagem a ser proclamada: todo o conselho de Deus (At 20.27).

No primeiro capítulo de sua segunda carta a Timóteo, Paulo lhe dissera: “Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste” (2 Tm 1.13). O apóstolo se referia às palavras reveladas por Deus nas Escrituras — todas elas. Paulo instou Timóteo a guardar o tesouro que lhe havia sido confiado. No capítulo seguinte, o apóstolo aconselhou Timóteo a estudar a Palavra e manejá-la bem (2 Tm 2.15). E, no capítulo 3, Paulo o aconselhava a proclamá-la. Deste modo, todo o ministério de um pastor fiel gira em torno da Palavra de Deus — manter, estudar e proclamar.

Em Colossenses, Paulo, ao descrever sua própria filosofia de ministério, escreveu: “Da qual me tornei ministro de acordo com a dispensação da parte de Deus, que me foi confiada a vosso favor, para dar pleno cumprimento à palavra de Deus” (Cl 1.25 — ênfase acrescentada). Em 1 Coríntios, ele foi um passo além, afirmando: “Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Co 2.1-2). Em outras palavras, seu objetivo como pregador não era entreter as pessoas com um estilo retórico ou diverti-las com esperteza, humor, novos pontos de vistas ou metodologia sofisticada; o apóstolo simplesmente pregou a Cristo.

A pregação e o ensino fiel da Palavra de Deus têm de ser o âmago de nossa filosofia de ministério. Qualquer outra filosofia de ministério substitui a voz de Deus pela sabedoria humana. Filosofia, política, psicologia, conselhos despretensiosos, opiniões humanas jamais são capazes de fazer o que a Palavra de Deus faz. Essas coisas podem ser interessantes, informativas, entreter as pessoas e, às vezes, serem úteis, mas elas não constituem o objetivo da igreja. A tarefa do pregador não é ser um canal para a sabedoria humana; ele é a voz de Deus para a igreja. Nenhuma mensagem humana tem o selo da autoridade divina — somente a Palavra de Deus. Como ousa qualquer pregador substituí-la por outra mensagem? Sincera-mente, não entendo os pregadores que estão dispostos a abdicarem deste solene privilégio. Por que devemos proclamar a sabedoria dos homens, quando temos o privilégio de pregar a Palavra de Deus?

Seja Fiel, Quer Seja Oportuno, Quer Não

Nossa tarefa nunca se acaba. Não apenas temos de pregar a Palavra de Deus, mas também precisamos fazê-lo apesar das opiniões divergentes que nos rodeiam. Somos ordenados a nos mostrarmos fiéis quando esse tipo de pregação for tolerado e quando não o for.

Encaremos esse fato: pregar a Palavra agora não é oportuno. A filosofia de ministério norteada por marketing, que está em voga no presente, afirma claramente que proclamar as verdades bíblicas está fora de moda. Exposição bíblica e teologia são vistas como antiquadas e irrelevantes. Essa filosofia de ministério declara: “As pessoas que freqüentam a igreja não querem mais ouvir a pregação da Palavra. A geração do pós-guerra simplesmente não agüenta ficar sentada no banco, enquanto à sua frente alguém prega. Eles são frutos de uma geração condicionada pela mídia e precisam de uma experiência de igreja que os satisfaça em seus termos”.

O apóstolo Paulo disse que o pregador excelente tem de ser fiel em pregar a Palavra, mesmo quando isso não está na moda. A expressão que ele utilizou “esteja pronto” (no grego, ephistemi) literalmente significa “permanecer ao lado”, retratando a idéia de prontidão. Era freqüentemente usada para descrever uma guarda militar, sempre a postos, preparada para o dever. Paulo estava falando sobre uma intensa prontidão para pregar, assim como a de Jeremias, o qual afirmou que a Palavra de Deus era como um fogo em seus ossos. Isto era o que Paulo estava exigindo de Timóteo: não relutância, e sim prontidão; não hesitação, e sim coragem; não mensagens que motivavam os ouvintes, e sim a Palavra de Deus.

Corrige, Repreende e Exorta

Paulo também deu a Timóteo instruções a respeito do tom de sua pregação. Ele utilizou duas palavras que têm conotação negativa e uma que é positiva: corrige, repreende e exorta. Todo ministério de valor precisa ter um equilíbrio entre coisas positivas e negativas. O pregador que falha em reprovar e corrigir não está cumprindo sua comissão.

Recentemente, ouvi uma entrevista no rádio com um pregador bastante conhecido por sua ênfase em pensamento positivo. Esse pregador tem afirmado em seus escritos que evita qualquer menção do pecado em suas pregações, porque ele acha que as pessoas, de alguma maneira, estão sobrecarregadas com excessiva culpa. O entrevistador perguntou-lhe como ele poderia justificar essa atitude. O pastor respondeu que bem cedo em seu ministério havia decidido focalizar as necessidades das pessoas e não atacar seus pecados.

Entretanto, a mais profunda necessidade das pessoas é confessar e vencer seus pecados. Portanto, a pregação que não confronta e corrige o pecado, através da Palavra de Deus, não satisfaz a necessidade das pessoas. Falas sentirem-se bem e res- ponderem com entusiasmo ao pregador. Mas isso não é o mesmo que satisfazer suas verdadeiras necessidades.

Corrigir, repreender e exortar é o mesmo que pregar a Palavra de Deus, pois estes são os ministérios que as Escrituras realizam – “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Tm 3.16). Observe o mesmo equilíbrio de tom positivo e negativo. Repreensão e correção são negativos, ensinar e educar são positivos.

O tom positivo é crucial também. A palavra “exorta” é para kaleo, um vocábulo que significa “encoraja”. O pregador excelente confronta o pecado e, em seguida, encoraja os pecadores arrependidos a comportarem-se de maneira cor-reta. Ele tem de fazer isso, com “paciência e longanimidade” (2 Tm 4.2). Em 2 Tessalonicenses 2.11, Paulo falou sobre exortar, encorajar e implorar, “como um pai a seus próprios filhos”. Isto freqüentemente exige muita paciência e instrução. Todavia, o pastor excelente não pode negligenciar esses aspectos de sua vocação.

Não se Comprometa em Tempos Difíceis

Existe urgência no encargo de Paulo ao jovem Timóteo: “Haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças como que sentindo coceira nos ouvidos” (2 Tm 4.3). Esta é uma profecia que lembra aquelas que encontramos em 2 Timóteo 3.1 (“Sabe, porém isto: Nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis”) e 1 Timóteo 4.1 (“O Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé”). Este, portanto, é o terceiro aviso profético de Paulo advertindo Timóteo a respeito dos tempos difíceis que estavam por vir. Observe a progressão: o primeiro aviso dizia que viria o tempo em que as pessoas se apartariam da verdade. O segundo advertia Timóteo sobre o fato de que tempos perigosos estavam vindo à Igreja. E o terceiro sugere que viria o tempo em que haveria na igreja aqueles que não suportariam a sã doutrina e, em vez disso, desejariam ter seus ouvidos coçados.

Isso está acontecendo na Igreja hoje. O evangelicalismo perdeu sua tolerância em relação à pregação confrontadora. As igrejas ignoram o ensino bíblico sobre o papel da mulher na igreja, a homossexualidade e outros assuntos. O instru- mento humano tem sobrepujado a mensagem divina. Esta é a evidência do sério comprometimento doutrinário. Se as igrejas não se arrependerem, esses erros e outros semelhantes se tornarão epidêmicos.

Devemos observar que o apóstolo Paulo não sugeriu que o caminho para alcançar nossa sociedade é abrandar a mensagem, de modo que as pessoas sintam-se confortáveis com ela. O oposto é verdade. Esse coçar os ouvidos das pessoas é uma abominação. Paulo instou Timóteo a estar disposto a sofrer por amor à verdade e continuar pregando a Palavra com fidelidade.

Um intenso desejo por pregação que causa coceira nos ouvidos tem conseqüências terríveis. O versículo 4 diz que essas pessoas “se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Tm 4.4). Elas se tornam vítimas de sua própria recusa em ouvir a verdade. “Se recusarão” está na voz ativa. As pessoas voluntariamente escolherão essa atitude. “Entregando-se às fábulas” está na voz passiva; descreve o que acontece a tais pessoas. Tendo se afastado da verdade, elas se tornam vítimas do engano. Ao se afastarem da verdade, tornam-se presas de Satanás.

A verdade de Deus não coça nossos ouvidos; pelo contrário, ela os golpeia e os queima. Ela reprova, repreende, convence; depois, exorta e encoraja. Os pregadores da Palavra têm de ser cuidadosos em manter esse equilíbrio.

Sempre houve nos púlpitos homens que reuniram grandes multidões porque eram oradores dotados, interessantes contadores de histórias e preletores que entretinham os ouvintes; tinham personalidades dinâmicas; eram perspicazes manipuladores das multidões, políticos populares, elaboradores de mensagens que estimulavam os ouvintes e eruditos. Esse tipo de pregador pode ser popular, mas não é necessariamente poderoso. Ninguém prega com poder, se não pregar a Palavra de Deus. Nenhum pregador fiel minimiza ou negligencia todo o conselho de Deus. Proclamar toda a Palavra – essa é a vocação do pastor.

EDITORA FIEL

 

Lição 01–A Atualidade dos Profetas Menores

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos


4º Trimestre de 2012

Título: Os Doze Profetas Menores — Advertências e consolações para a santificação da Igreja de Cristo

Comentarista: Esequias Soares

Lição 1: A atualidade dos Profetas Menores

Data: 7 de Outubro de 2012

TEXTO ÁUREO

Mas que se manifestou agora e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé(Rm 16.26).

VERDADE PRÁTICA

Por ser revelação de Deus, a mensagem dos profetas é perfeitamente válida para os nossos dias.

HINOS SUGERIDOS

458, 465, 562.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Mt 7.12

A regra áurea cumpre a lei e os profetas

Terça – Mt 22.40

A lei e os profetas dependem do amor

Quarta – Mt 26.56

Cumprimento das Escrituras dos profetas

Quinta – At 15.15-17

Os profetas anunciaram a salvação dos gentios

Sexta – At 26.22,23

A mensagem da Igreja é a mesma dos profetas

Sábado – Rm 1.2

Os profetas falaram sobre a vinda do Messias

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Pedro 1.16-21.

11 - Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade,

17 - porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido.

18 - E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo.

19 - E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração,

20 - sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação;

21 - porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.

INTERAÇÃO

Prezado professor, o comentarista de Lições Bíblicas desse trimestre é o pastor Esequias Soares. Um dos mais renomados biblistas do pentecostalismo brasileiro, líder da Assembleia de Deus em Jundiaí (SP) e da Comissão de Apologética da CGADB. Mestre em Ciências das Religiões, graduado em línguas orientais e autor de várias obras publicadas pela CPAD. O tema que estudaremos é uma das áreas em que o autor é especialista, pois trata-se de alguém que conhece profundamente o hebraico. Veremos que a mensagem milenar desses profetas muito tem a dizer-nos hoje. Ouçamos, pois, o Senhor através dos seus santos profetas!

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Descrever o panorama geral dos profetas menores.
  • Analisar a procedência da mensagem dos profetas menores.
  • Compreender que os escritos dos profetas menores são divinamente inspirados.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, para introduzir a primeira lição utilize o esquema abaixo. Reproduza-o conforme as suas possibilidades. O objetivo é mostrar ao aluno um panorama geral dos Profetas Menores. Sabemos que o surgimento do profetismo em Israel e Judá se deu no período monárquico (veja o Auxílio Bibliográfico I). Enfatize que as finalidades do movimento eram: restaurar o monoteísmo hebreu, combater a idolatria, denunciar as injustiças sociais, proclamar o Dia do Senhor e reacender a esperança messiânica.


COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave

Atualidade: Qualidade ou estado do que é atual; momento ou época presente.

Neste trimestre, estudaremos os chamados Profetas Menores. Apesar de antiguíssimos, eles tratam de questões relevantes para os nossos dias e servem de edificação espiritual a todo o povo de Deus. Entre os temas tratados, temos: a família, a sociedade, a política e a espiritualidade. Na atual conjuntura, os profetas são um verdadeiro esteio da sabedoria divina para a Igreja de Cristo, pois encorajam-nos a militarmos pela causa de Cristo.

I. SOBRE OS PROFETAS MENORES

1. Autoridade. A coleção dos Profetas Menores compõe-se dos seguintes livros: Oseias, Joel, Amos, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. Essa estrutura vem da Bíblia Hebraica e, posteriormente, da Vulgata Latina. A Septuaginta (antiga versão grega do Antigo Testamento) apresenta nos seis primeiros livros uma disposição diferente da Hebraica, dispondo os livros assim: Oseias, Amos, Miqueias, Joel, Obadias e Jonas.

É importante ressaltar que o valor e a autoridade dos escritos dos Profetas Menores em nada diferem dos Profetas Maiores. Tal classificação é puramente pedagógica, visando tão somente facilitar a compreensão da presença de uma estrutura literária nos livros proféticos do Antigo Testamento. Não obstante, ambas as coleções são uma só Escritura e têm a mesma autoridade (Jr 26.18 cf. Mq 3.12; Rm 9.25-27 cf. Os 1.10; 2.23; Is 10.22,23).

2. Origem do termo. A expressão “Profetas Menores” advém da Igreja Latina por causa do volume do texto ser menor em comparação aos de Isaías, Jeremias e Ezequiel. Assim explica Agostinho de Hipona (345-430 d.C.) em sua obra A cidade de Deus. O termo é de origem cristã, pois, na literatura judaica, essa coleção é classificada como Os Doze ou Os Doze Profetas. Essa informação é confirmada desde o ano 132 a.C, quando da produção do livro apócrifo de Eclesiástico (49.10). É também corroborada pelo Talmude (antiga literatura religiosa dos judeus) e ratificada pela obra Contra Apion do historiador judeu Flávio Josefo (37-100 d.C).

3. Cânon e cenário dos Doze. O cânon judaico classifica os profetas do Antigo Testamento em anteriores e posteriores, sendo: a) Anteriores: Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis; e b) Posteriores: Isaías, Jeremias, Ezequiel e os Doze. A classificação e o arranjo do cânon hebraico diferem sistematicamente do nosso.

Um dado importante é que todos os profetas, de Isaías a Malaquias, viveram entre os séculos 8 a 5 a.C, tendo alguns deles sido contemporâneos. O período abrangeu o domínio de três potências mundiais: Assíria, Babilônia e Pérsia. Oseias, Isaías, Amos, Jonas e Miqueias, por exemplo, viveram antes do exílio babilônico (Os 1.1; Is 1.1; Am 1.1; 2 Rs 14.23-25 cf. Mq 1.1), e outros, como Ageu e Zacarias, no pós-exílio (Ag 1.1; Zc 1.1).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Os escritos dos Profetas Menores têm a mesma autoridade que os outros livros do Cânon Sagrado.

II. A MENSAGEM DOS PROFETAS MENORES

1. Procedência (vv.16-18). O apóstolo Pedro afirma que a revelação ministrada à Igreja era uma mensagem real e abalizada pelo testemunho ocular do colégio apostólico. À semelhança dos apóstolos, os profetas, inspirados pelo Espírito Santo, refletiram fielmente a vontade e a soberania divina acerca da redenção de Israel, em particular, e da humanidade, em geral.

A mensagem dos profetas é de procedência divina e tem, como cenário, as ocorrências do dia a dia. O casamento de Oseias (Os 1.2-5; 3.1-5) e a visita de Amós a Samaria (Am 7.10-17) são apenas alguns dos exemplos que deram ocasião aos oráculos divinos. Semelhantemente aconteceu aos apóstolos na transfiguração de Jesus no Monte das Oliveiras (Mt 17.5,6; Mc 9.7; Lc 9.34-36).

2. “A palavra dos profetas” (v.19a). Convém ressaltar que a expressão “os profetas”, nessa passagem, não se restringe aos literários e nem mesmo aos Doze. Porque Deus levantou profetas desde o princípio do mundo (Lc 1.70; 11.50,51). O ministério e os escritos proféticos eram tão importantes que, algumas vezes, o termo é usado para se referir ao Antigo Testamento (At 26.27). Entre os seus escritos, encontramos mensagens da vinda do Messias, orientações para a vida humana, para a nação de Israel e até para o mundo. Há também mensagens que se aplicam à Igreja de Cristo (1 Tm 3.16).

3. “Como a uma luz que alumia em lugar escuro” (v.19b). Os profetas pregaram tudo o que diz respeito à vida e à piedade. Os temas eram diversos: Deus, o ser humano e a criação. Estaríamos à deriva no mundo sem as palavras dos profetas, pois elas nos levam à luz de Cristo (Sl 119.105). A Lei e os Profetas anunciaram a vinda de Jesus de Nazaré (Jo 1.45; Lc 24.27). A mensagem dos profetas foi entregue às gerações futuras, preparando-as para o tempo do Evangelho (1 Pe 1.12). Por isso, não devemos abdicar de seus ensinamentos, pois a autoridade desses escritos é perfeitamente válida para hoje.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

A mensagem dos Profetas é de procedência divina. Jamais por inspiração humana.

III. A INSPIRAÇÃO DIVINA DOS PROFETAS

1. A iniciativa divina. O apóstolo Pedro retoma o que afirmou nos versículos 16 a 18. A mensagem dos profetas não se resume a uma retórica baseada em imaginação humana, nem é algo artificialmente construído. Nenhuma parte dessa revelação “é de particular interpretação” (v.20). As experiências dos profetas, como as do próprio Pedro no monte da transfiguração, provam a iniciativa divina em comunicar seus oráculos à humanidade.

2. A inspiração dos profetas. Está escrito que “toda a Escritura é inspirada por Deus” (2 Tm 3.16 — ARA). O termo gregotheopneustos para as expressões “inspirada por Deus” e “divinamente inspirada” vem das palavras Theos, “Deus”, e pneo, “respirar, soprar”. Isso significa que os profetas foram “movidos pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21 — ARA).

O caráter especial e único da “palavra dos profetas” a torna sui generis. Ela pode fazer qualquer pessoa sábia para a salvação em Cristo Jesus e é proveitosa para ensinar, repreender, corrigir, redarguir e instruir em justiça (2 Tm 3.15,16). Nenhuma literatura no mundo tem essa mesma prerrogativa.

3. A autoridade dos Profetas Menores. A Igreja submete-se inquestionavelmente à autoridade dos apóstolos, e essa é a vontade de Deus. Pois, os Evangelhos de Mateus e Lucas, ou pelo menos um deles, são colocados no mesmo nível do Antigo Testamento (1 Tm 5.18; Dt 25.4; Mt 10.10; Lc 10.7). O mesmo acontece com as epístolas paulinas (2 Pe 3.15,16). Essa é uma forma de se reconhecer definitivamente o Novo Testamento como Escritura inspirada por Deus. Depreende-se, então, que todos os livros da Bíblia têm o mesmo grau de inspiração e autoridade. Logo, devemos dar a mesma atenção e credibilidade aos escritos dos Profetas Menores (2 Pe 1.19).

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Os livros dos Profetas Menores têm autoridade divina e são genuinamente inspirados por Deus.

CONCLUSÃO

Diante do exposto, os Profetas Menores, como parte integrante das Escrituras inspiradas, não devem ficar em segundo plano. Por isso, recomendamos que, já no início do trimestre, seja feita uma leitura dos Doze Profetas. Esta facilitará a compreensão da mensagem desses despenseiros de Deus. Convém ressaltar que o enfoque de cada lição, aqui, raramente coincide com o assunto predominante de cada livro, pois a escolha desses temas baseou-se nas necessidades do mundo de hoje.

VOCABULÁRIO

Apócrifo: Livro que, embora reivindique autoridade divina, não foi reconhecido como inspirado por Deus.
Corroborar: Ratificar e confirmar algo.
Oráculo: A Palavra de Deus e de seus profetas.
Retórica: Arte do bem dizer, do falar com eloquência.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

SOARES, E. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de Deus na Terra. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.
SOARES, E. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. RJ: CPAD, 2003.
ZUCK, R. B. (Ed.). Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.

EXERCÍCIOS

1. De onde vem o termo “Profetas Menores”?

R. A expressão “Profetas Menores” advém da Igreja Latina.

2. Qual a procedência da “palavra dos profetas”?

R. A mensagem dos profetas é de procedência divina.

3. Desde quando os profetas de Deus existem?

R. Desde o princípio do mundo.

4. Como estaríamos sem a palavra dos profetas?

R. Estaríamos à deriva no mundo.

5. Por que devemos dar aos Profetas Menores à mesma atenção dispensada aos demais livros da Bíblia?

R. Porque todos os livros da Bíblia têm o mesmo grau de inspiração e autoridade.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Lexográfico

“Profetismo

Movimento que, surgido no século VIII a.C, em Israel, tinha por objetivo restaurar o monoteísmo hebreu, combater a idolatria, denunciar as injustiças sociais, proclamar o Dia do Senhor e reacender a esperança messiânica num povo que já não podia esperar contra a esperança.

Tendo sido iniciado por Amós, foi encerrado por Malaquias. João Batista é visto como o último representante deste movimento” (ANDRADE, C. C. Dicionário Teológico. 8 ed., RJ: CPAD, 1999, p.244).

“O Ofício Profético

O termo hebraico naby define em si o profeta como porta-voz de Deus. Enquanto pregava para a própria geração, o profeta também predizia eventos no futuro. O aspecto duplo do ministério do profeta incluía declarar a mensagem de Deus e predizer as ações de Deus. Assim, o profeta também era chamado de ‘vidente’ (hb.: roeh), porque podia ver eventos antes de estes acontecerem.

A Bíblia relata o profeta como alguém que era aceito nas câmaras do conselho divino, onde Deus ‘revela o seu segredo’ (Am 3.7)” (LAHAYE, T. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1 ed., RJ: CPAD, 2008, p.383).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

Os Profetas Menores

“Os livros dos Profetas Menores são chamados assim por causa da brevidade relativa em comparação a Isaías, Jeremias e Ezequiel, e não porque sejam menos teologicamente importantes. Os doze livros que compõem os Profetas Menores variam em data entre os séculos VIII e V a.C:

Embora os acontecimentos registrados em Jonas tenham ocorrido no século VIII, a data da autoria do livro é incerta.

[…] Diversos temas teológicos se sobrepõem a maioria destes profetas, especialmente nos mesmos períodos cronológicos acima esboçados.

Os profetas não falaram sobre Deus em termos abstratos de filosofia ou teologia. Falaram dEle como alguém ativamente envolvido no mundo que Ele criou e intimamente interessado no povo do concerto” (ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD. 2009, pp.429-30).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

A atualidade dos profetas menores

Neste semestre começamos o estudo dos profetas menores. Essa designação “profetas menores” não representa uma forma de atribuir menor valor a esse grupo de profetas em relação ao grupo anterior, Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel, também conhecidos como profetas maiores. Essa designação é referente à classificação feita pela igreja latina, que de forma didática, separou esses livros pela extensão de seu conteúdo, e da mesma forma que os profetas maiores, os profetas menores foram igualmente inspirados por Deus, e têm tanta autoridade quanto os demais.

Uma advertência precisa ser trazida aos que vão estudar os profetas menores. A profecia é preditiva, ou seja, apresenta informações sobre o que há de acontecer no futuro. Mas dizer o que ainda vai acontecer, para que tenhamos a certeza de que Deus realmente falou por meio dos profetas, é apenas uma das funções da profecia. Os profetas, inspirados por Deus, olharam para o futuro, mas também para os seus próprios dias. Eles denunciaram os pecados do povo quando esse se desviava dos caminhos do Senhor. Amós, por exemplo, clamou contra as pessoas ricas de sua época, que de forma injusta, tomavam terras dos mais pobres, deixando-os não apenas sem abrigo, mas também sem condições de ter trabalho cotidiano. Obadias condenou a participação dos edomitas em um ataque contra Judá, pois tinham ascendência comum, e como irmãos, jamais poderiam viver com animosidade. Miqueias clamou para que o ritualismo não fosse superior à obediência, e para que seu povo não pensasse que poderia manter os rituais e serem desobedientes a Deus. Jonas foi mandado a pregar aos ninivitas, e aquela geração se arrependeu. Na geração seguinte, tornaram a fazer as coisas erradas que Deus abominava, e Deus usa Naum para decretar o juízo àquela nação.

Esses são exemplos necessários para que não olhemos os profetas apenas como aqueles que profetizaram sobre o futuro, mas que olharam para a sociedade em seus dias e proclamaram a Palavra do Senhor, a fim de que seus contemporâneos se arrependessem e se voltassem de coração ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Os profetas nos mostram que o povo de Israel (e nós também) precisava se arrepender de seus pecados, para finalmente, serem aceitos por Deus.

Portanto, estudar os profetas menores é um dever dos cristãos que desejam ter suas vidas alinhadas com a vontade de Deus no que tange à vida pessoal e às práticas diárias.

 
 
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