RSS

Arquivo da categoria: ESBOÇO

O CRENTE E ÁGUIA

clip_image002

Livreto digitalizado por: Levita Digital

Com exclusividade para:

clip_image004

http://ebooksgospel.blogspot.com/

 

 

 

 

O CRENTE

&

A ÁGUIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O CRENTE E A ÁGUIA

 

Gratidão.

Ao único e eterno Deus de Israel. E meu Deus também por me inspirar para que esta, fosse deitada em letras.

 

 

 

Dedicatória

 

A minha esposa – Marili Santana (INHA)

Ao meu filho – MisaelSantana (MISA)

A dona Nalva – grande águia na fé (Minha mãe)

Antônio Barros – (Amigo) - Que ajudou e cooperou na revisão desta.

 

 

 

 

Abílio Silva Santana

 Vosso em Cristo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O CRENTE E A ÁGUIA

 

Na criação do mundo, o Senhor Deus

criador do Universo, teve o cuidado de

fazer certas coisas humanamente falando,

espantosas aos nossos olhos, mas,

sem sombra de dúvida para nos

dar exemplos futuros.

 

 

A águia por exemplo:

 

Seu golpe de vista, suas garras, sua capacidade de vôo, sua astúcia, sua prudência, sua vida num todo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TIPO DE ÁGUIA

 

Segundo a ornitologia, existem 08 espécies de águias, saber:

 

1 – Águia Dourada

 

2 - Águia Cinzenta - seu nome deriva-se do penhasco, a cauda é preta com a extremidade branca, seu corpo mede aproximadamente 85 cm de comprimento, incluindo o bico e a cauda. É encontrada no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina.

 

3 – Águia Calçada - os seus pés mostram estabilidade quando se encontra assentada nos galhos das árvores.

 

4 – Águia Pescadora - vive da pesca.

 

5 -Águia do Dedo Curto - elas tem os dedos curtos que não tem estabilidade quando se assenta em algum galho de árvore.

 

6 – Águia Mosqueadao seu corpo é todo mesclado de manchas.

 

7 - Águia Nipalensesessa espécie de águia só se encontra no deserto e tem uma vida isolada, em lugares inabitados.

 

8 - Águia Imperial - é uma das águias mais bonitas e de presença agradável. Esta espécie possui uma capacidade de domínio sobre as demais de sua família.

 

A ÁGUIA E OS IMPÉRIOS

Anteriormente os países que consideravam-se fortes e invencíveis tinham como símbolo uma águia.

Os Estados Unidos da América, tomou a águia como seu símbolo em 1872, para cumprir-se o que está escrito (Dt. 28:4-9). Semelhantemente os impérios: Russo, Prussiano, Austríaco, a França de Bonaparte e o império Romano. Na era de Jesus ostentava-se no cume do templo de Salomão uma grande águia, que era o símbolo de Roma.

 

O CRENTE E A ÁGUIA

Depois de meditar com bastante precisão, em Isaias 40:31 e II Samuel 1:23, fui obrigado a fazer uma pesquisa profunda sobre estes dois seres distintos, a saber: o crente e a águia. Cheguei a conclusão que os escritores dos versículos citados, estavam redondamente certos, quando disseram que o crente é semelhante a uma águia.

 

INTRODUÇÃO AO TEXTO

Em Isaias 40 versículo 31 lemos o seguinte: “Mas os que esperam no senhor, renovação as duas forças, e subirão com asas de águias “, observem que há duas promessas nesse texto bíblico. Observem também que estas duas promessas não é para todos os habitantes da terra, e sim para os que esperam no Senhor. O texto é taxativo, as promessas são para os que esperam no Senhor Deus de Israel e não para os que esperam em: São Fulano ou São Beltrano (ídolos).

Fica aqui uma indagação. Qual o povo que de fato espera no Senhor, senão os crentes na pessoa bendita de Jesus?

 

Então o texto acima diz que para os crentes há duas promessas:

 

1 – Forças renovadas (Renovarão as suas forças);

2 – De subir aos céus, semelhantemente a uma águia. (O que será que I saias viu na águia, ou nas águias para usá-la como figura, símbolo, tipo do cristão?)

Segundo o doutor Russel Wallace (Grande ornitólogo), há no mundo 10.087 tipos de aves, e porque em meio a 10.087 tipos de aves, Isaías não usou outro pássaro qualquer.      »

Tal como: Codorna, andorinha, bem-te-vi, sabiá, sua majestade rouxinol, etc. E sim uma águia?

A resposta não é outra senão “nenhuma outra ave poderia representar tão bem o cristão, quanto a águia ” (digo salvo).

 

DEFININDO O TEXTO

 

ISAÍAS 40:31

A águia representa legalmente o crente. O crente e a águia são como a gente profere na Bahia “é tudo farinha do mesmo saco”. Não se sabe quem é a xerox ou a matriz.

A partir de agora estaremos estudando sobre esta majestosa ave, rainha das aves.

Bem, o crente é representado por uma águia, sabeis porque?

Eis as razões:

 

1 - DA FAMÍLIA DE PÁSSAROS GIGANTESCOS

A águia não é da família de pássaros minúsculos, e sim de pássaros gigantescos, da família dos falcões e falconizes de natureza que duma ponta a outra da asa é cerca de 3m de águia. Da ponta do bico às penas da cauda é cerca de 90cm de águia.

A águia é da família de pássaros grandes.

 

Que lição aprendemos aqui?

 

O crente é da família não de deuses minúsculos e sim do GRANDE DEUS, que fez o céu e a terra. (Sal. 95:3; Sal. 77:13; 1Cr. 16:25; Sal. 48:1)

 

2 -A ÁGUIA É AVE DE RAPINA

A águia como ave de rapina, sai em busca de sua presa, de sua alimentação.

Inclusive o próprio Jesus abordou sobre este assunto. (Mat. 24:28; Jó 9:26).

Assim deve ser o crente águia, deve sair em busca de sua alimentação espiritual, nas vigílias, nos cultos matutinos, congressamentos enfim onde tiver comida espiritual, vá, e alimente-se.

 

3- O COMPANHEIRO DA ÁGUIA

A ornitologia profere que nenhuma outra ave é tão unida quanto as águias, elas são tão unidas que quando um caçador chega a capturar uma delas, as demais choram literalmente, a falta da águia capturada. (Será que isto é companheirismo?). Assim deve ser o crente águia, deve amar o seu irmão com amor ágape (amor sacrificial), Sal. 133:1-3. Já diz o adágio popular “uma comunidade unida, jamais será vencida”. (Gl. 6:2).

4-A VISÃO DA ÁGUIA

O golpe de vista da águia é humanamente falando incomparável. É a única ave que encara por quantas horas quiser o resplendor do sol. A águia é dotada de um grande poder visual, tem olhos graúdos de natureza que o mesmo ocupa quase um terço do seu crânio, segundo a ornitologia o cristalino dos olhos das águias focaliza uma formiga a lO.OOOm de altitude e em linha reta, horizontal, pode detectar a 20 km de distância.

 

Que lição aprendemos aqui?

Que o cristão é a velha águia que se orgulha do passado, vive o presente, mas está olhando o futuro.

- Conforme lemos acima.

A águia é a única ave que encara o sol. O único povo na terra que encara o sol da justiça. (Jesus, Malaquias 4:2), chama-se crente águia.

Lemos ainda (acima) que o golpe de vista da águia é admirável! pois que enxerga longe, idem ao cristão.

O crente não enxerga tão somente lutas, provas etc, enxerga também de longe sua vitória, Amém?

- Davi orou por sua visão espiritual (Sal. 119:18)

-  Geazi teve visão espiritual após a fervorosa oração do profeta (II Reis 6:17)

- Paulo era um homem de visão espiritual (Atos 18:9)

- A visão espiritual é promessa para os nossos dias (J2.26)

- Jesus repreendeu a igreja de laodicéia por falta de visão (Ap. 3:18)

 

5-A POTENCIALIDADE DE VOAR

Os ornitólogos, apelidam as águias de rainha dos ares, porque de todas as aves que decolam, ela é a que voa mais alto.

E chamada também de rainha dos ares por ser a única ave que enquanto voa, descansa. Isso é possível devido a sua estrutura óssea.

Todas as aves que existem neste mundo tem a estrutura óssea longitudinal (comprida), a águia não, toda a sua estrutura óssea é cilíndrica, o que lhe permite:

A) Descansar enquanto voa;

B) Enfrentar tempestades;

C) Invadir turbulências.

A águia voa numa velocidade de 300 km/h e atinge a lO.OOOm de altitude (Pv. 30:18,19;Pv23:5).

 

Aprendo muito com essas lições citadas:

A) Voar mais alto – Isto fala-nos da altitude que os crentes galgarão um dia (voaremos até os céus); (I Ts. 4:17)

B) Descansar enquanto voa – Aprendo não carecemos de pousar para o descanso por que o nosso descanso não é aqui.

C) Enfrentando turbulências – Aprendo que nada detém o trajeto, o percurso do povo de Deus. (Hb. 11:33)

 

6 – O BRILHO OSTENSIVO NAS PENAS DAS ÁGUIAS

As penas da águia brilham de tal natureza que ofuscam os olhos de quem a fita. (Quando refletidos pelos raios solares).

Assim deve ser o crente águia, brilhando sempre com o reflexo da glória de Deus.

Doutor Emílio Conde, escreveu: Igreja sem brilho.

Aproveito o ensejo para deixar registrado o meu parecer, não existe coisa mais triste que um crente desanexado da glória de Deus, que tenha misericórdia de nós e nos ajude o Senhor Deus.

 

7 - AS GARRAS DA ÁGUIA

A águia usa as suas garras como instrumento de defesa e ataque. As garras são tão importantes para elas como os braços são para os homens. Suas garras funcionam como trava, quando uma águia toma uma presa jamais ela escapa das suas garras.

A águia tira a serpente do buraco.

Quando a águia percebe a presença de cobras ou serpentes em alguma toca, coloca as pontas das asas na boca da mesma.

-A serpente irada morde as penas da águia solta o veneno mas não lhe atinge, porque são penas e não carne. Continua irritando a serpente até que ela saia da toca para dar o bote. Aí então é agarrada pelas garras da águia, levada as alturas e esmagada.

Aprendo muito com esta lição:

- O único povo da terra que resiste, enfrenta e vence a antiga serpente (o maligno, Apocalipse 12:9), chama-se crente águia.

 

“Em breve o Deus da paz, esmagará a serpente (Satanás) debaixo dos vossos pés’

 

8 – A ÁGUIA É UMA AVE DIURNA

As águias exercem as sua atividades durante o dia, durante a noite elas se recolhem. Isto tem muito haver com a vida cristã, Jesus Cristo dissera, trabalha enquanto é dia porque a noite vem.

 

9 – O NINHO DA ÁGUIA

Os caçadores menos favorecidos são os caçadores de águia, pois ela faz o seu ninho em locais de alta segurança, aonde os homens não podem chegar.

Segundo a Bíblia as águias fazem o seu ninho em rochedo alterneiros, em montanhas altíssimas, em locais de difícil acesso. (Jó 39:27, 28)

 

A formação do ninho.

Uma vez achando o local ideal para o seu ninho a águia vai até uma região espinhosa e transporta através de suas garras até o cume do monte uma boa quantidade de espinhos pontiagudos, posteriormente vem em alta velocidade e da numa manada de carneiros, apanha um filhote distante da manada, mata-o e desfola cuidadosamente, (o bico de uma águia é tão afiado como uma faca de açougueiro) come a carne do cordeiro morto com companheiros e companheiras, o couro do cordeiro e levado para secar, uma vez seco, é transportado para o ninho, esta estende o couro do cordeiro sobre os espinhos pontiagudos, assenta-se ali e põe quatro ovos, dois propositadamente é dispensado rochedo abaixo, os outros dois são chocados, no período de 35 a 40 dias.

Ao nascer os filhotes, a águia fica na incumbência de alimentá-lo. Enquanto ela sai para buscar a presa os filhotes são vigiados pelo pai.

Quando os filhotes já estão revestidos de plumagem a águia mãe chega na ponta do ninho e convida os seus filhotes a subirem em suas costas, porém o medo da altura em que estão não permite que eles atentem ao chamado da velha águia, ela irada por ser desobedecida puxa o tapete e eles caem sobre os espinhos, aí piando de dor eles sobem nas costas da velha águia, e a rainha dos ares alça vôo, em direção aos céus, duas horas de vôo mais ou menos é hora de ensinar seus filhotes voarem.

 

Ela baixa uma das asas e os filhotes descem, batem as asas desesperadamente, mas ainda não sabem voar, quando estão perto de espatifarem-se, ela dá um vôo rasante e apara os seus filhotes em suas costas, este processo é reiniciado por várias vezes, até as aguiazinhas alçarem vôo.

 

10-O RENOVO DA ÁGUIA

 

A águia é a única ave que se renova (SI. 103:5).

Segundo a ornitologia a águia quando velha, perde o brilho das penas, as penas começam a cair, o nervosismo apodera-se dela, o bico enverga e cria um campo adunco de forma que a águia não pooe alimentar-se, pois o capo adunco a impede, cria-se duas escamas nos seus olhos e o golpe de vista já não é mais o mesmo, suas garras envergam e perde o tato. Ficando feia, detestável. Mas o que me admira é que ela (a águia), não aceita a vida irrenovável. Que ela faz quando velha?

Foge para um rochedo e oculta-se ali, num período de 9 a 12 semanas enquanto isto, as velhas penas vão caindo e ela fica completamente depenada. As duas escamas ostensivas nos olhos aos poucos vão caindo. Já com a nova plumagem ela sai do refúgio (em um dia de sol), agora é hora do segundo processo de sua renovação (as garras e o capo adunco do bico). Que ela faz?

Voa em velocidade contra a rocha, crava o bico e as garras na parede de pedra, do cume até embaixo, deixando ali o adunco e as velhas garras, piando de dor, pois que tanto o bico quanto as garras estão em carne viva, jorrando sangue, vejam o que ela faz. Alça as alturas em busca do oceano, uma vez encontrado ela dá um rasante vôo e mergulha no oceano, o salitre (sal) ostensivo no mar estanca o sangue que jorra das garras e do bico. Este processo (de mergulho) é repetido por 3 ou mais vezes. Posteriormente ela voa em direção ao bando, dá um brado “Keu; keu; keu ” e é verdadeira festa entre elas.

Assim é o crente águia, nunca aceita a vida irrenovável. Se a vida irrenovável já te alcançou faça como a águia, fuja para a rocha (tipo de Cristo; rocha ferida de Meribá; pedra angular de esquina, rejeitada pelos edificadores) depois rala a tua vida nele mesmo e aí então poder mergulhar no oceano do Espírito.

 

 

 

 

FIM

 

 

CURIOSIDADE:

• Período de incubação – 3 5 a 40 dias

• Filhotes – aguiazinha, aguieta

• Emplumação – vai de 9 a 12 semanas

• Duração de vida – até 50 anos mais ou menos

 

 

 

 

CONTATOS COM O AUTOR:

Rua Barão de Cotegipe – Ed. Serra Vale, 36

Loja N – Calçada – CEP 40410-001 – Salvador /BA

Fone: (0**71) 312-3235

E-mail: elshaday@cpunet.com.br

 

A BÍBLIA E A DISCIPLINA DOS FILHOS. Educação Cristã

 

Educação Crista

Apostila 10

Estudo da Educação Crista

Parte I

 

A BÍBLIA E A DISCIPLINA DOS FILHOS

 “A vara e a repreensão dão sabedoria; mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe. Corrige a teu filho, e ele te dará descanso; sim, deleitará o teu coração. O homem iracundo levanta contendas, e o furioso multiplica as transgressões. Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”.(Pv 29.15, 17; 22.6).

“Nada mais fácil que ter um filho. Nada mais imperativo que fazer dele um homem. Nada mais difícil que fazer dele um homem realizado em todos os planos”. São palavras de Maria Junqueira Schmidt. Na Bíblia, o versículo chave com relação à atitude dos pais para com os filhos é, sem dúvida, Provérbios 22.6:

“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.”

Que significa “instruir, ensinar” ? Para nós ocidentais, ensinar pode conter a idéia de disciplina, de treinamento, por isso, ensinamos o cachorro a sentar, a rolar, e a estender a patinha (aliás, um destes dias um cachorro me deu bom dia: ele estendeu a pata para eu apertar; o dono mandou e ele estendeu a patinha porque foi ensinado a fazê-lo. Isso não tem sentido racional para o cão, a não ser receber em seguida um biscoito. É o caso do pai exigente que insiste e obriga o filho a fazer tudo certinho. Acontece que lemos em Provérbios um texto que vem de outro mundo, do mundo oriental, semita. No mundo hebreu, em particular, “ensinar” se descreve como a ação, por incrível que possa parecer, de uma parteira que molha a ponta do dedo em azeite, e fricciona o céu da boca do nenem recém-nascido para provocar o desejo de sugar o seio da mãe. O versículo quer dizer exatamente isso. Quando fala: “instrui o menino no caminho em que deve andar” está dizendo, “põe no paladar do nenem”; “dê de comer ao nenem”, ou seja,

“provoque no coração da criança o gosto pelas coisas de Deus, e quando for uma pessoa idosa, nada mais vai satisfazer seus desejos e anseios”.

Interessante esse “dar-de-comer-ao-bebê” porque não se dá de comer de qualquer jeito. Quando a mãe prepara a mamadeira, ela vê como está o leite, e percebe se está quente demais, ou frio demais, se está sem gosto, ou se o leite estragou. Isso tudo está na palavrinha “instruir”.
“Educar” é igualmente uma excelente palavra porque significa “dirigir alguém por um caminho específico”, ou seja, disciplinar. Tem a ver, então, com a vida do mestre, daquele que está ensinando. Se queremos, então, Provérbios 23.17: “Não tenhas inveja dos pecadores; antes conserva-te no temor do Senhor todo o dia”, temos que viver de acordo.
Então [fale a verdade, meu irmão, minha irmã, com você mesmo (a)]: você pode ficar vigiando seu filho adolescente? Pode ficar olhando todo o tempo a sua filha mocinha? A resposta é “não”, naturalmente. Mas, você pode criar o seu filho, a sua filha, e instruí-los numa atmosfera onde as coisas de Deus sejam estimadas, e os valores evangélicos sejam ressaltados.

ENTENDENDO AS IDADES

Nunca é cedo demais para instruir e praticar a higiene do corpo. O nenem nasceu, e logo vem a higiene; dá-se o primeiro banho porque os bons hábitos são logo passados.. Nunca é cedo demais para praticar e ensinar, a higiene do espírito! A um garotinho de três ou quatro anos, não podemos ensinar os conceitos da Trindade ou da Escatologia,. Mas podemos amar essa criança, e ela pode sentir que foi criada de um modo muito especial, carinhosamente especial. E assim, em cada etapa de crescimento, conceitos diferentes podem ser aprendidos. Aquilo que Erik Erikson fala a respeito da formação da personalidade dos como uma série de crises. Crise não é desastre: quer dizer “oportunidade para alguma coisa ser realizada”.

Quando a criança está na faixa de 0 a 2 anos, forma-se nela um senso básico de confiança. Essa criança de 0 a 2 anos se não for criada num ambiente natural de confiança, carinho e cuidado, vai arrastar pelo resto da vida mazelas íntimas, situações interiores terríveis, tremendas, desastrosas. Aí, sim, a crise vira desastre. É confiança natural na mãe (não vai cair do seu colo, dos seus braços); é confiança pelo sustento (sabe que na hora certa a comidinha vai chegar); é o carinho, é o calor, é a atenção. É carregada no colo com tanto carinho, com o máximo de conforto, e o mínimo de temor. Quando a criancinha vai ser apresentada por mim, está tão confortável no regaço da mãe, mas na hora em que este pastor sem jeito pega, ela fica incomodada, e algumas choram. Porque eu peguei sem jeito, mas no colo da mamãe se sente tão bem, porque a mãe tem um jeito natural, e o Senhor a fez com curvas para que a criança se acomode com tanto jeitinho… Se ela aprende a confiança desde pequenina, vai ser fácil confiar em Deus. Mas os maus tratos, o abandono são traumas permanentes ou quase permanentes.

Na faixa dos três anos, já existe certa autonomia, uma leve independência. Afinal, o nenem no santuário não sai do seu lado, e vai pelo corredor e todos querem pegá-lo? É essa leve independência que torna os três anos uma época difícil para a mamãe que sempre teve o bebê junto a si. Mas, no plano de Deus, a criança cresce e deve constituir um indivíduo à parte; não é extensão dos pais: é outro ser humano. Daí resistência, daí desafio, e, às vezes discussão (“Venha cá!” E o nenem pequenininho: “Não vou, não!”), egocentrismo. Tudo isso, porém, é parte do desenvolvimento da consciência de si mesmo. Não esqueçamos: a criança não é parte de nós, é outro ser humano que aprende mais pelo que vê que pelo que lhe dizem.

Vamos à faixa dos quatro a cinco anos, e compare com quem você tem em casa. Forma-se nessa fase o senso de iniciativa, e ela começa a invadir o espaço dos outros, a socializar, inicia o aprendizado do que irá fazer por toda a vida, que é sobreviver neste mundo cheio de gente. A criança experimenta os objetos ao seu redor. Mas faz, com freqüência, coisas que desagradam os pais. Não é mesmo? A criancinha de quatro, cinco anos começa a fazer umas certas coisas, e essas certas coisas vão desagradar porque ela não compreende o sistema de valores dos pais. Compreende outras coisas. O que ela quer mesmo é agradar os pais, e aí, porque fez algo para agradar, e no final desagrada, começa o sentimento de culpa. Ela quer aprender coisas novas, quer saber os limites. E é por essa razão que o menino de quatro, a menina de cinco perguntam tanto: “Posso fazer isso?”

E de seis a doze anos? Aí vem o senso de aplicação ao trabalho, competência, diligência. É a luta que começa contra os sentimentos de inferioridade. O contato com a escola, integrando-se cada vez mais no mundo dos adultos. Maiores responsabilidades que lhe são colocadas. Mas também começa a rivalidade, a cortesia, o respeito, começam as boas relações. E os pais são comparados com outros adultos, o senso crítico se inicia, e agora a criança passa a ver: “Meu pai é assim, mamãe é assim, mas o pai de Fulaninho é assim, e a mãe de Fulaninho é deste jeito”. Qual o pai ou a mãe que nunca passou pela experiência de ouvir o filho dizer: “Eu queria ser filho de Fulano…”É a comparação, e o pai, ou a mãe, foi achado em falta em alguma coisa.
Dos doze aos quatorze anos: identidade própria. Aí sim: agora vêm as mudanças psicológicas, nem sempre compreendidas pelos pais (“Pastor, me ajude Fulaninha está tão diferente : só pensa em namorar”). Preocupação com o corpo e a aparência. Quais os objetos mais queridos da menina adolescente? O espelho, a escova e o pente. (“Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?”). Procura alguém em quem possa acreditar e a quem dê afeição.
E dos quinze aos dezoitos anos? Agora vem o senso de intimidade própria. Prepara-se para exercer sua função na vida. Se não adquiriu a consciência de identidade, vai haver muita frustração, muito impulso físico.
O período em que a família exerce sua influência mais marcante, mais forte sobre a criança é o dos primeiros três anos. Depois, são os amigos e a comunidade que passam a ter mais importância para ela. Pais e filhos, na verdade, aprendem na prática o que é crescimento, o que não é fácil para nenhum dos dois. O chamado “conflito de gerações” é a tensão entre o jovem que quer ser independente e os pais que relutam em dar a sua autonomia.

A DISCIPLINA

A disciplina é um processo que leva vinte anos e envolve pais, escola, igreja, e outros elementos. A tarefa dos pais é guias para uma vida de responsabilidade e amadurecida. E isso demanda tempo, e exige muita atenção, Aliás, atenção dobrada, se queremos preparar os filhos para uma vida de respeito, uma vida reta, decente para seu bem e o dos outros. Parece missão tão pesada e díficil, mas a disciplina se torna fácil quando a criança se sente amada. Quando se sente rejeitada, a disciplina fica muito pesada. E a reação com ira, com hostilidade, com ressentimento somente surge quando não existe um elo de amor forte.
E que diz a Palavra de Deus? Colossenses 3.21 diz: “Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não fiquem desanimados”1. Lembremos que a criança é um feixe de energias e emoções que precisam ser ordenadas. A criança, então, é o cartão de visita dos pais. Não se esqueçam disso. Terapeutas de família, psicólogos já têm um resumo da história da família e dos relacionamentos internos, das alianças dentro daquela casa somente pela conduta da criança quando entra no consultório ou quando está com os pais. Esses profissionais lêem a criança, e percebem como é a vida em casa. Isso quer dizer que para a criança ser disciplinada, necessário é que os pais se disciplinem.

Há uma diferença entre “castigar”e “disciplinar”. São coisas diferentes. Não estamos falando de castigo, mas, de disciplina. Porque castigar é vingar-se, disciplinar é colocar em ordem. E esses textos de Provérbios 13.24:

“Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga”. “Não retires da criança a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do Seol”.2

Não constituem, como pode parecer, uma apologia do maltrato infantil. Mas da disciplina, justa, e que olha para o futuro.3 Não vai adiantar muito querer disciplinar aos dezesseis anos, quando o irmão deveria tê-lo feito quando a criança tinha três anos.
Mas vamos lembrar que a vara era usada pelo pastor no Oriente (como ainda o é). Era usada para guiar, e não para bater ou espancar a ovelha; o lobo sim, era espancado. A vara era usada para consolar, é como diz o Salmo 23.4,

“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam”.

Já imaginaram como seria: “A tua vara e o teu cajado me espancam? Nenhum rapaz tenta obter o amor de uma jovem no tapa: “Quero que você me ame” (e dá um tapa no rosto da moça), “Não, você precisa entender que não posso viver sem você” (e dá-lhe um empurrão). Ninguém exige, ou reclama, mas sendo calmo, considerado, cortejador, agradável. É assim que um coração de moça é conquistado.

Não se esqueça de que a criança também deve ser agradada, e cortejada, e não educada na base do tapa. Agora, ela se comunica pelo comportamento. Já dissemos que a cabecinha da criança pensa ao contrário da nossa; se a nossa cabeça vai no sentido do relógio, a da criança vai ao contrário porque ela quer conquistar o nosso amor, e, assim, ela testa o nosso comportamento. Sabiam disso? Aí a criança faz o seguinte: às vezes tem um sentimento de culpa, aí chamamos de mau comportamento. A criança passou todo o tempo na rua, ou fora de casa (como temos visto por aí mães arrastando criancinhas pequenas no supermercado, a criança chorando, cansadinha coitada, ou visitando adultos numa visita sem interesse para a criança), depois ela começa a se comportar como não devia, e achamos que a criança é mal-educada, mal-comportada?! Não é nada disso, e vai adiantar espancar uma criança cansada porque está fora do que é seu interesse de vida? Fora das suas motivações? A Escritura fala em criar “na disciplina e admoestação do Senhor””. O Senhor não andava espancando seus discípulos, mas andava com os discípulos, e estava com os discípulos e ficava com os discípulos. Agora, pais que só vão em casa para comer, para dormir já colocaram os filhos em prejuízo. Finalmente, deve-se bater numa criança Algumas respostas já foram dadas sobre isso. Alguém já disse, até, que o castigo físico foi invenção do Diabo, que a criança deve ser deixada em plena liberdade. Há uma linha pedagógica que adota a prática da “Liberdade para Aprender”. É a chamada “Democracia Permissiva”. Há o outro extremo: o dos que usam o cinto (de preferência o lado da fivela) como quase forma exclusiva de disciplinar os filhos, ou como primeira medida de correção. E nós, como ficamos? Os antigos romanos diziam que “in medio virtus”, ou seja, “no meio (está) a virtude”; os da linha da Democracia Permissiva enfatizam que o amor é primordial na criação dos filhos, o que não deixa de ser verdade: a disciplina deve ser motivada por profundo amor. Mas o amor que não se preocupa em corrigir é tudo, menos amor.4 O Dr. James Dobson, especialista em doutrinar sobre a criação de filhos, ensina que o castigo não deve ser algo que fazemos na criança, mas para a criança. É como se disséssemos: “Meu filho, eu te amo muito para permitir que te comportes assim”. O problema do castigo corporal é a possibilidade de criar traumas e rebelião na aplicação com hostilidade e violência.

O CASTIGO

A Bíblia fala em castigos físicos.5 E diz que é uma das formas de disciplinar (mas não é a forma, não é a única forma, e não é a melhor forma de disciplinar em certas ocasiões). Em quais circunstâncias deve ser aplicado? Vou para o Dr. Dobson que propõe que deve existir para corrigir rebeldes e desafios; quando a criança se recusa a obedecer, ou faz pouco caso da ordem dada. Nesse caso, diz ele, o castigo físico tem sua plena aplicação. Mas tem a questão da idade: entre os dois e os dez anos. Não é para adolescentes porque os rebaixa a criança, e não se sentem o que dever ser: um ser em formação, em crescimento, quase adulto. Nesse caso, para o adolescente é a perda de privilégios: “Não sai! Quer ir Sábado para a praia? Não vai!”

Até propomos para os irmãos uma ordem de disciplina:

* ordem; não cumpriu?
* privação; ainda não?
* castigo físico.
Lembre-se de que Deus o colocou como responsável pela disciplina dos seus filhos. E se isso acontecer de acordo com a Sua Palavra, você vai ter a Sua aprovação, e a bênção dos céus.6 E a obediência do filho não é opcional nemé desejável. A Bíblia diz que a obediência é exigida. Lembre-se de que você é uma autoridade na sua casa, é autoridade para os seus filhos porque Deus o fez assim, e se ele não aprender autoridade que é o irmão, a irmã , lá fora ele também não vai dar muito valor à autoridade. Mas ela vai buscá-lo onde ele estiver.
Pais foram feitos para dar. Há uma história contada por Jesus na qual o pai deu tudo o que tinha: deu ao Filho Perdulário que retornou para casa: um abraço, novas vestes, um banquete, uma nova dignidade. E diz a Bíblia que também Deus nos deu:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Procure na sua Concordância Bíblica a palavra “dar”. Veja que enorme lista do verbo “dar” na Bíblia, porque a Bíblia é o livro da doação, é o livro do grande amor de Deus, do Grande Amor todo o tempo. A paternidade e a maternidade têm um preço, um alto preço, um elevado custo. A Deus, a paternidade custou o próprio Filho, Jesus; e a nós, a paternidade ou a maternidade custa tudo! Mas sabe o que a Bíblia diz a esse propósito? Diz:

“Eis que pela terceira vez estou pronto a ir ter convosco, e não vos serei pesado, porque não busco o que é vosso, mas sim a vós; pois não são os filhos que devem entesourar para os pais, mas os pais para os filhos”.7

A nós nos custa tudo! E quando um casal resolve ter um filho, deve estar disposto a dar tudo de si. Menos que isso é pouco demais, e, naturalmente, todos compreendem que não é dar tudo o que o filho deseja! Há horas em que nós negamos. Mesmo assim, estamos dando um “não”, mas estamos dando. É aflitivo criar filhos, é uma consumição criar filhos, mas, ainda assim, o filho é um tesouro que Deus nos confiou; é um solo a ser preparado, a ser cultivado, e que vai render seus frutos.8
Pois é. Ensine desde cedo o seu filho a temer a Deus,9 a respeitar a autoridade delegada por Deus,10 e tenha certeza de que suas ordens são expressões da vontade de Deus. E isso porque ensinar a vontade de Deus sem conhecer a Sua Palavra é ensinar a sua própria vontade e não a de Deus. Estabeleça limites: poucas regras (os fariseus colocavam seiscentas e tantas regras para os judeus, e Jesus o denunciou11). Afinal, os mandamentos são dez. Mantenha a boa comunicação. E aqui está um poema lindo e tocante e que se aplica a esta reflexão:

FILHOS NÃO PODEM ESPERAR
Helen M. Young

Há um tempo de se esperar a chegada do bebê,
tempo de consultar o médico;
Um tempo de planejar dieta e exercício,
tempo de preparar o enxoval.
Há um tempo de se maravilhar com os caminhos de Deus,
na certeza de que este é o destino para o qual eu fui forjada:
Um tempo de sonhar com o que esta criança poderá ser:
Um tempo de me preparar para que possa alimentar sua alma.
Mas eis que logo chega o tempo de nascer,
Pois os bebês não podem esperar.

Há o tempo de amamentar à noite,
tempo de cólicas e leite em pó.
Há o tempo da cadeira de balanço
e o tempo de andar pela casa toda,
O tempo para paciência e auto-sacrifício,
O tempo de mostrar ao filho que seu novo mundo
é um mundo de amor, bondade e fidedignidade.
Há um tempo de meditar no que ele é
- não um bichinho de estimação ou um brinquedo,
mas uma pessoa, um indivíduo –
uma alma feita à imagem de Deus.
Há um tempo de considerar minha mordomia.
Não me cabe possuí-lo.
Ele não é meu. Fui escolhido para cuidar dele, para amá-lo,
para alegrar-me nele, para criá-lo,
e para responder por ele perante Deus.
Estou decidida a dar o melhor de mim por ele,
pois os bebês não esperam.

Há um tempo de abraçá-lo bem forte
e contar-lhe a mais bela de todas as histórias;
Um tempo para mostrar-lhe Deus, na terra, céu e flor,
para ensinar-lhe admiração e reverência..
Há o tempo de deixar os pratos na pia
e levá-lo para balançar no parque,
De apostar corrida, fazer um desenho, apanhar uma borboleta,
e de lhe dar uma amizade alegre.
Há o tempo de lhe mostrar o caminho,
de ensinar seus lábios infantis a orar.
De ensinar seu coração a amar a Palavra de Deus e o dia do Senhor,
Pois os filhos não podem esperar.

Há um tempo de cantar em vez de resmungar,
de sorrir em vez de franzir a testa,
De enxugar as lágrimas com um beijo e rir dos pratos quebrados
Um tempo de compartilhar com ele o melhor de mim nas minhas atitudes
- amor pela vida, amor a Deus, amor à família.
Há um tempo de responder suas perguntas, todas as suas perguntas,
Porque pode vir um tempo em que ele não queira minhas respostas.
Há um tempo de ensiná-lo pacientemente a obedecer, a guardar seus brinquedos
Há um tempo de ensinar-lhe a beleza do dever, o hábito do estudo bíblico,
a alegria do culto no lar, a paz da oração.
Pois os filhos não podem esperar.

Há tempo de assisti-lo a sair bravamente para a escola,
de sentir falta de alguém a quem controlar
E de saber que outras mentes recebem sua atenção,
mas que eu estarei ali para atender o seu chamado
quando ele voltar para casa,
E irei ouvir ansiosa a história do seu dia..
Há um tempo de lhe ensinar independência, responsabilidade e autoconfiança,
Tempo de ser firme mas amigável, de disciplinar com amor,
Pois cedo, bem cedo, haverá o tempo de deixá-lo partir.
pois os filhos não podem esperar.

Há um tempo de guardar como tesouro
cada efêmero minuto de sua infância.
Apenas dezoito preciosos anos para inspirá-lo e treiná-lo.
Não trocarei esta primogenitura por um ensopado qualquer,
seja ele posição social, negócios, reputação profissional,
ou um cheque de pagamento.
Uma hora de cuidado hoje pode evitar anos de sofrimento amanhã,
A casa há de esperar, a louça há de esperar,
a reforma da casa pode esperar,
Mas filhos não podem esperar.

Haverá um tempo em que já não se ouvirão portas batendo
nem haverá brinquedos na escada, ou brigas de infância,
ou marcas de dedos na parede.
Então olharei para trás com alegria em vez de remorso.
Haverá o tempo de me concentrar no ministério fora do lar;
Em visitar os doentes, os enlutados, os desanimados, os que nunca foram ensinados;
Tempo de me entregar até mesmo aos mais insignificantes .
Haverá um tempo de olhar para trás
e saber que estes anos em que fui mãe não foram desperdiçados.
Oro para que haja um tempo de vê-lo como um homem justo e honesto,
amando a Deus e servindo a todos.
Deus, dá-me sabedoria para perceber que hoje é o meu dia com meus filhos.
Que não há momento em suas vidas que não seja importante.
Que eu possa saber que nenhuma outra carreira é tão preciosa,
Que nenhum outro trabalho é tão recompensador,
Que nenhuma outra tarefa é tão urgente.
Que eu não a protele nem negligencie,
Mas que por Teu Espírito a aceiite alegremente,
jubilosamente, e pela Tua graça compreenda,
Que o tempo é curto e meu tempo é agora,
Pois os filhos não podem esperar

1 Ef 6.4.
2 Cf. Pv 23.13,14.
3 Cf. Pv 29.15,17.
4 Cf. Pv 13.24.
5 Cf. Pv 19.18; 23.13,14; 29.15,17; Hb 12.6.
6 Cf. Pv 4.1,3,4.
7 2Co 12.14.
8 Cf. Mt 13.23; Lc 8.15.
9 Cl 1.16,17.
10 Rm 13.1.
11 Lc 11.46; Mt 23.4; At 15.10.

 

 

Por:

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor Igreja Presbiteriana de Nova Vida

DE: clip_image002

 

Por que estou Comprometido em Ensinar a Bíblia

 

Por que estou Comprometido em Ensinar a Bíblia

 

John MacArthur

John MacArhtur, autor de mais de 150 livros e conferencista internacional, é pastor da Grace Comunity Church, em Sum Valley, Califórnia, desde 1969; é presidente do Master’s College and Seminary e do ministério “Grace to You”; John e sua esposa Patrícia têm quatro filhos e quatorze netos.

Jamais aspirei ser conhecido como um teólogo, um apologista ou um erudito. Minha paixão é ensinar e pregar a Palavra de Deus. Embora tenha abordado questões teológicas e controvérsias doutrinárias, em alguns de meus livros, nunca o fiz sob o ponto de vista da teologia sistemática. Pouco me inquieta o fato de que algum assunto doutrinário se enquadra nesta ou naquela tradição teológica. Desejo saber o que é bíblico. Todas as minhas preocupações estão voltadas às Escrituras, e meu desejo é ser bíblico em todo o meu ensino.

Pregue a Palavra

Esta é a atitude com a qual abracei o ministério desde o início. Meu pai é um pastor, e, quando lhe disse, há alguns anos, que senti haver Deus me chamado para o ministério, ele me presenteou uma Bíblia em que havia escrito essas palavras de encorajamento: “Pregue a Palavra!” Esta simples frase se tornou um estímulo em meu coração. Isso é tudo que tenho me esforçado para fazer em meu ministério — pregar a Palavra.

Os pastores de nossos dias sofrem tremenda pressão para fazerem tudo, exceto pregar a Palavra. Eles são instruídos pelos eruditos do Movimento de Crescimento de Igreja que têm de alcançar as “necessidades sentidas” dos ouvintes. São encorajados a se tornarem contadores de histórias, comediantes, psicólogos e preletores que motivam. São aconselhados a evitarem assuntos que os ouvintes acham desagradáveis. Muitos já abandonaram a pregação bíblica em favor de mensagens devocionais que têm o objetivo de fazer as pessoas sentirem-se bem. Alguns têm substituído a pregação por dramatização e outras formas de entretenimento.

Mas o pastor cuja paixão é completamente bíblica tem apenas uma opção: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2 Tm 4.2).

Quando Paulo escreveu essas palavras a Timóteo, ele acrescentou este aviso profético: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fá- bulas” (vv. 3,4).

Com certeza, a filosofia de ministério do apóstolo Paulo não incluía a teoria de “dar às pessoas o que elas desejam”. Ele não instou Timóteo a realizar uma pesquisa a fim de descobrir o que as pessoas queriam; mas ordenou que ele pregasse a Palavra, com fidelidade, repreensão e paciência.

Na verdade, ao invés de insistir que Timóteo idealizasse um ministério que acumularia elogios do mundo, Paulo advertiu o jovem pastor a respeito de sofrimentos e dificuldades! O apóstolo não estava ensinando Timóteo sobre como ser bem-sucedido; estava encorajando-o a seguir o padrão divino. Paulo não o estava aconselhando a buscar prosperidade, poder, popularidade ou qualquer outro conceito mundano de sucesso. O apóstolo instava o jovem pastor a ser bíblico, apesar das conseqüências.

Pregar a Palavra nem sempre é fácil. A mensagem que somos exigidos a pregar é, com freqüência, ofensiva. O próprio Senhor Jesus é uma pedra de tropeço e uma rocha de escândalo (Rm 9.33; 1 Pe 2.8). A mensagem da cruz é uma pedra de escândalo para alguns (1 Co 1.23; Gl 5.11) e loucura para outros (1 Co 2.3).

Não temos permissão para embelezar a mensagem ou moldá-la de acordo com as preferências das pessoas. O apóstolo Paulo deixou isto claro, ao escrever a Timóteo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Tm 3.16 — ênfase acrescentada). Esta é a mensagem a ser proclamada: todo o conselho de Deus (At 20.27).

No primeiro capítulo de sua segunda carta a Timóteo, Paulo lhe dissera: “Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste” (2 Tm 1.13). O apóstolo se referia às palavras reveladas por Deus nas Escrituras — todas elas. Paulo instou Timóteo a guardar o tesouro que lhe havia sido confiado. No capítulo seguinte, o apóstolo aconselhou Timóteo a estudar a Palavra e manejá-la bem (2 Tm 2.15). E, no capítulo 3, Paulo o aconselhava a proclamá-la. Deste modo, todo o ministério de um pastor fiel gira em torno da Palavra de Deus — manter, estudar e proclamar.

Em Colossenses, Paulo, ao descrever sua própria filosofia de ministério, escreveu: “Da qual me tornei ministro de acordo com a dispensação da parte de Deus, que me foi confiada a vosso favor, para dar pleno cumprimento à palavra de Deus” (Cl 1.25 — ênfase acrescentada). Em 1 Coríntios, ele foi um passo além, afirmando: “Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Co 2.1-2). Em outras palavras, seu objetivo como pregador não era entreter as pessoas com um estilo retórico ou diverti-las com esperteza, humor, novos pontos de vistas ou metodologia sofisticada; o apóstolo simplesmente pregou a Cristo.

A pregação e o ensino fiel da Palavra de Deus têm de ser o âmago de nossa filosofia de ministério. Qualquer outra filosofia de ministério substitui a voz de Deus pela sabedoria humana. Filosofia, política, psicologia, conselhos despretensiosos, opiniões humanas jamais são capazes de fazer o que a Palavra de Deus faz. Essas coisas podem ser interessantes, informativas, entreter as pessoas e, às vezes, serem úteis, mas elas não constituem o objetivo da igreja. A tarefa do pregador não é ser um canal para a sabedoria humana; ele é a voz de Deus para a igreja. Nenhuma mensagem humana tem o selo da autoridade divina — somente a Palavra de Deus. Como ousa qualquer pregador substituí-la por outra mensagem? Sincera-mente, não entendo os pregadores que estão dispostos a abdicarem deste solene privilégio. Por que devemos proclamar a sabedoria dos homens, quando temos o privilégio de pregar a Palavra de Deus?

Seja Fiel, Quer Seja Oportuno, Quer Não

Nossa tarefa nunca se acaba. Não apenas temos de pregar a Palavra de Deus, mas também precisamos fazê-lo apesar das opiniões divergentes que nos rodeiam. Somos ordenados a nos mostrarmos fiéis quando esse tipo de pregação for tolerado e quando não o for.

Encaremos esse fato: pregar a Palavra agora não é oportuno. A filosofia de ministério norteada por marketing, que está em voga no presente, afirma claramente que proclamar as verdades bíblicas está fora de moda. Exposição bíblica e teologia são vistas como antiquadas e irrelevantes. Essa filosofia de ministério declara: “As pessoas que freqüentam a igreja não querem mais ouvir a pregação da Palavra. A geração do pós-guerra simplesmente não agüenta ficar sentada no banco, enquanto à sua frente alguém prega. Eles são frutos de uma geração condicionada pela mídia e precisam de uma experiência de igreja que os satisfaça em seus termos”.

O apóstolo Paulo disse que o pregador excelente tem de ser fiel em pregar a Palavra, mesmo quando isso não está na moda. A expressão que ele utilizou “esteja pronto” (no grego, ephistemi) literalmente significa “permanecer ao lado”, retratando a idéia de prontidão. Era freqüentemente usada para descrever uma guarda militar, sempre a postos, preparada para o dever. Paulo estava falando sobre uma intensa prontidão para pregar, assim como a de Jeremias, o qual afirmou que a Palavra de Deus era como um fogo em seus ossos. Isto era o que Paulo estava exigindo de Timóteo: não relutância, e sim prontidão; não hesitação, e sim coragem; não mensagens que motivavam os ouvintes, e sim a Palavra de Deus.

Corrige, Repreende e Exorta

Paulo também deu a Timóteo instruções a respeito do tom de sua pregação. Ele utilizou duas palavras que têm conotação negativa e uma que é positiva: corrige, repreende e exorta. Todo ministério de valor precisa ter um equilíbrio entre coisas positivas e negativas. O pregador que falha em reprovar e corrigir não está cumprindo sua comissão.

Recentemente, ouvi uma entrevista no rádio com um pregador bastante conhecido por sua ênfase em pensamento positivo. Esse pregador tem afirmado em seus escritos que evita qualquer menção do pecado em suas pregações, porque ele acha que as pessoas, de alguma maneira, estão sobrecarregadas com excessiva culpa. O entrevistador perguntou-lhe como ele poderia justificar essa atitude. O pastor respondeu que bem cedo em seu ministério havia decidido focalizar as necessidades das pessoas e não atacar seus pecados.

Entretanto, a mais profunda necessidade das pessoas é confessar e vencer seus pecados. Portanto, a pregação que não confronta e corrige o pecado, através da Palavra de Deus, não satisfaz a necessidade das pessoas. Falas sentirem-se bem e res- ponderem com entusiasmo ao pregador. Mas isso não é o mesmo que satisfazer suas verdadeiras necessidades.

Corrigir, repreender e exortar é o mesmo que pregar a Palavra de Deus, pois estes são os ministérios que as Escrituras realizam – “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Tm 3.16). Observe o mesmo equilíbrio de tom positivo e negativo. Repreensão e correção são negativos, ensinar e educar são positivos.

O tom positivo é crucial também. A palavra “exorta” é para kaleo, um vocábulo que significa “encoraja”. O pregador excelente confronta o pecado e, em seguida, encoraja os pecadores arrependidos a comportarem-se de maneira cor-reta. Ele tem de fazer isso, com “paciência e longanimidade” (2 Tm 4.2). Em 2 Tessalonicenses 2.11, Paulo falou sobre exortar, encorajar e implorar, “como um pai a seus próprios filhos”. Isto freqüentemente exige muita paciência e instrução. Todavia, o pastor excelente não pode negligenciar esses aspectos de sua vocação.

Não se Comprometa em Tempos Difíceis

Existe urgência no encargo de Paulo ao jovem Timóteo: “Haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças como que sentindo coceira nos ouvidos” (2 Tm 4.3). Esta é uma profecia que lembra aquelas que encontramos em 2 Timóteo 3.1 (“Sabe, porém isto: Nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis”) e 1 Timóteo 4.1 (“O Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé”). Este, portanto, é o terceiro aviso profético de Paulo advertindo Timóteo a respeito dos tempos difíceis que estavam por vir. Observe a progressão: o primeiro aviso dizia que viria o tempo em que as pessoas se apartariam da verdade. O segundo advertia Timóteo sobre o fato de que tempos perigosos estavam vindo à Igreja. E o terceiro sugere que viria o tempo em que haveria na igreja aqueles que não suportariam a sã doutrina e, em vez disso, desejariam ter seus ouvidos coçados.

Isso está acontecendo na Igreja hoje. O evangelicalismo perdeu sua tolerância em relação à pregação confrontadora. As igrejas ignoram o ensino bíblico sobre o papel da mulher na igreja, a homossexualidade e outros assuntos. O instru- mento humano tem sobrepujado a mensagem divina. Esta é a evidência do sério comprometimento doutrinário. Se as igrejas não se arrependerem, esses erros e outros semelhantes se tornarão epidêmicos.

Devemos observar que o apóstolo Paulo não sugeriu que o caminho para alcançar nossa sociedade é abrandar a mensagem, de modo que as pessoas sintam-se confortáveis com ela. O oposto é verdade. Esse coçar os ouvidos das pessoas é uma abominação. Paulo instou Timóteo a estar disposto a sofrer por amor à verdade e continuar pregando a Palavra com fidelidade.

Um intenso desejo por pregação que causa coceira nos ouvidos tem conseqüências terríveis. O versículo 4 diz que essas pessoas “se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Tm 4.4). Elas se tornam vítimas de sua própria recusa em ouvir a verdade. “Se recusarão” está na voz ativa. As pessoas voluntariamente escolherão essa atitude. “Entregando-se às fábulas” está na voz passiva; descreve o que acontece a tais pessoas. Tendo se afastado da verdade, elas se tornam vítimas do engano. Ao se afastarem da verdade, tornam-se presas de Satanás.

A verdade de Deus não coça nossos ouvidos; pelo contrário, ela os golpeia e os queima. Ela reprova, repreende, convence; depois, exorta e encoraja. Os pregadores da Palavra têm de ser cuidadosos em manter esse equilíbrio.

Sempre houve nos púlpitos homens que reuniram grandes multidões porque eram oradores dotados, interessantes contadores de histórias e preletores que entretinham os ouvintes; tinham personalidades dinâmicas; eram perspicazes manipuladores das multidões, políticos populares, elaboradores de mensagens que estimulavam os ouvintes e eruditos. Esse tipo de pregador pode ser popular, mas não é necessariamente poderoso. Ninguém prega com poder, se não pregar a Palavra de Deus. Nenhum pregador fiel minimiza ou negligencia todo o conselho de Deus. Proclamar toda a Palavra – essa é a vocação do pastor.

EDITORA FIEL

 

Lição 01–A Atualidade dos Profetas Menores

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos


4º Trimestre de 2012

Título: Os Doze Profetas Menores — Advertências e consolações para a santificação da Igreja de Cristo

Comentarista: Esequias Soares

Lição 1: A atualidade dos Profetas Menores

Data: 7 de Outubro de 2012

TEXTO ÁUREO

Mas que se manifestou agora e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé(Rm 16.26).

VERDADE PRÁTICA

Por ser revelação de Deus, a mensagem dos profetas é perfeitamente válida para os nossos dias.

HINOS SUGERIDOS

458, 465, 562.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Mt 7.12

A regra áurea cumpre a lei e os profetas

Terça – Mt 22.40

A lei e os profetas dependem do amor

Quarta – Mt 26.56

Cumprimento das Escrituras dos profetas

Quinta – At 15.15-17

Os profetas anunciaram a salvação dos gentios

Sexta – At 26.22,23

A mensagem da Igreja é a mesma dos profetas

Sábado – Rm 1.2

Os profetas falaram sobre a vinda do Messias

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Pedro 1.16-21.

11 - Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade,

17 - porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido.

18 - E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo.

19 - E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração,

20 - sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação;

21 - porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.

INTERAÇÃO

Prezado professor, o comentarista de Lições Bíblicas desse trimestre é o pastor Esequias Soares. Um dos mais renomados biblistas do pentecostalismo brasileiro, líder da Assembleia de Deus em Jundiaí (SP) e da Comissão de Apologética da CGADB. Mestre em Ciências das Religiões, graduado em línguas orientais e autor de várias obras publicadas pela CPAD. O tema que estudaremos é uma das áreas em que o autor é especialista, pois trata-se de alguém que conhece profundamente o hebraico. Veremos que a mensagem milenar desses profetas muito tem a dizer-nos hoje. Ouçamos, pois, o Senhor através dos seus santos profetas!

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Descrever o panorama geral dos profetas menores.
  • Analisar a procedência da mensagem dos profetas menores.
  • Compreender que os escritos dos profetas menores são divinamente inspirados.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, para introduzir a primeira lição utilize o esquema abaixo. Reproduza-o conforme as suas possibilidades. O objetivo é mostrar ao aluno um panorama geral dos Profetas Menores. Sabemos que o surgimento do profetismo em Israel e Judá se deu no período monárquico (veja o Auxílio Bibliográfico I). Enfatize que as finalidades do movimento eram: restaurar o monoteísmo hebreu, combater a idolatria, denunciar as injustiças sociais, proclamar o Dia do Senhor e reacender a esperança messiânica.


COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave

Atualidade: Qualidade ou estado do que é atual; momento ou época presente.

Neste trimestre, estudaremos os chamados Profetas Menores. Apesar de antiguíssimos, eles tratam de questões relevantes para os nossos dias e servem de edificação espiritual a todo o povo de Deus. Entre os temas tratados, temos: a família, a sociedade, a política e a espiritualidade. Na atual conjuntura, os profetas são um verdadeiro esteio da sabedoria divina para a Igreja de Cristo, pois encorajam-nos a militarmos pela causa de Cristo.

I. SOBRE OS PROFETAS MENORES

1. Autoridade. A coleção dos Profetas Menores compõe-se dos seguintes livros: Oseias, Joel, Amos, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. Essa estrutura vem da Bíblia Hebraica e, posteriormente, da Vulgata Latina. A Septuaginta (antiga versão grega do Antigo Testamento) apresenta nos seis primeiros livros uma disposição diferente da Hebraica, dispondo os livros assim: Oseias, Amos, Miqueias, Joel, Obadias e Jonas.

É importante ressaltar que o valor e a autoridade dos escritos dos Profetas Menores em nada diferem dos Profetas Maiores. Tal classificação é puramente pedagógica, visando tão somente facilitar a compreensão da presença de uma estrutura literária nos livros proféticos do Antigo Testamento. Não obstante, ambas as coleções são uma só Escritura e têm a mesma autoridade (Jr 26.18 cf. Mq 3.12; Rm 9.25-27 cf. Os 1.10; 2.23; Is 10.22,23).

2. Origem do termo. A expressão “Profetas Menores” advém da Igreja Latina por causa do volume do texto ser menor em comparação aos de Isaías, Jeremias e Ezequiel. Assim explica Agostinho de Hipona (345-430 d.C.) em sua obra A cidade de Deus. O termo é de origem cristã, pois, na literatura judaica, essa coleção é classificada como Os Doze ou Os Doze Profetas. Essa informação é confirmada desde o ano 132 a.C, quando da produção do livro apócrifo de Eclesiástico (49.10). É também corroborada pelo Talmude (antiga literatura religiosa dos judeus) e ratificada pela obra Contra Apion do historiador judeu Flávio Josefo (37-100 d.C).

3. Cânon e cenário dos Doze. O cânon judaico classifica os profetas do Antigo Testamento em anteriores e posteriores, sendo: a) Anteriores: Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis; e b) Posteriores: Isaías, Jeremias, Ezequiel e os Doze. A classificação e o arranjo do cânon hebraico diferem sistematicamente do nosso.

Um dado importante é que todos os profetas, de Isaías a Malaquias, viveram entre os séculos 8 a 5 a.C, tendo alguns deles sido contemporâneos. O período abrangeu o domínio de três potências mundiais: Assíria, Babilônia e Pérsia. Oseias, Isaías, Amos, Jonas e Miqueias, por exemplo, viveram antes do exílio babilônico (Os 1.1; Is 1.1; Am 1.1; 2 Rs 14.23-25 cf. Mq 1.1), e outros, como Ageu e Zacarias, no pós-exílio (Ag 1.1; Zc 1.1).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Os escritos dos Profetas Menores têm a mesma autoridade que os outros livros do Cânon Sagrado.

II. A MENSAGEM DOS PROFETAS MENORES

1. Procedência (vv.16-18). O apóstolo Pedro afirma que a revelação ministrada à Igreja era uma mensagem real e abalizada pelo testemunho ocular do colégio apostólico. À semelhança dos apóstolos, os profetas, inspirados pelo Espírito Santo, refletiram fielmente a vontade e a soberania divina acerca da redenção de Israel, em particular, e da humanidade, em geral.

A mensagem dos profetas é de procedência divina e tem, como cenário, as ocorrências do dia a dia. O casamento de Oseias (Os 1.2-5; 3.1-5) e a visita de Amós a Samaria (Am 7.10-17) são apenas alguns dos exemplos que deram ocasião aos oráculos divinos. Semelhantemente aconteceu aos apóstolos na transfiguração de Jesus no Monte das Oliveiras (Mt 17.5,6; Mc 9.7; Lc 9.34-36).

2. “A palavra dos profetas” (v.19a). Convém ressaltar que a expressão “os profetas”, nessa passagem, não se restringe aos literários e nem mesmo aos Doze. Porque Deus levantou profetas desde o princípio do mundo (Lc 1.70; 11.50,51). O ministério e os escritos proféticos eram tão importantes que, algumas vezes, o termo é usado para se referir ao Antigo Testamento (At 26.27). Entre os seus escritos, encontramos mensagens da vinda do Messias, orientações para a vida humana, para a nação de Israel e até para o mundo. Há também mensagens que se aplicam à Igreja de Cristo (1 Tm 3.16).

3. “Como a uma luz que alumia em lugar escuro” (v.19b). Os profetas pregaram tudo o que diz respeito à vida e à piedade. Os temas eram diversos: Deus, o ser humano e a criação. Estaríamos à deriva no mundo sem as palavras dos profetas, pois elas nos levam à luz de Cristo (Sl 119.105). A Lei e os Profetas anunciaram a vinda de Jesus de Nazaré (Jo 1.45; Lc 24.27). A mensagem dos profetas foi entregue às gerações futuras, preparando-as para o tempo do Evangelho (1 Pe 1.12). Por isso, não devemos abdicar de seus ensinamentos, pois a autoridade desses escritos é perfeitamente válida para hoje.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

A mensagem dos Profetas é de procedência divina. Jamais por inspiração humana.

III. A INSPIRAÇÃO DIVINA DOS PROFETAS

1. A iniciativa divina. O apóstolo Pedro retoma o que afirmou nos versículos 16 a 18. A mensagem dos profetas não se resume a uma retórica baseada em imaginação humana, nem é algo artificialmente construído. Nenhuma parte dessa revelação “é de particular interpretação” (v.20). As experiências dos profetas, como as do próprio Pedro no monte da transfiguração, provam a iniciativa divina em comunicar seus oráculos à humanidade.

2. A inspiração dos profetas. Está escrito que “toda a Escritura é inspirada por Deus” (2 Tm 3.16 — ARA). O termo gregotheopneustos para as expressões “inspirada por Deus” e “divinamente inspirada” vem das palavras Theos, “Deus”, e pneo, “respirar, soprar”. Isso significa que os profetas foram “movidos pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21 — ARA).

O caráter especial e único da “palavra dos profetas” a torna sui generis. Ela pode fazer qualquer pessoa sábia para a salvação em Cristo Jesus e é proveitosa para ensinar, repreender, corrigir, redarguir e instruir em justiça (2 Tm 3.15,16). Nenhuma literatura no mundo tem essa mesma prerrogativa.

3. A autoridade dos Profetas Menores. A Igreja submete-se inquestionavelmente à autoridade dos apóstolos, e essa é a vontade de Deus. Pois, os Evangelhos de Mateus e Lucas, ou pelo menos um deles, são colocados no mesmo nível do Antigo Testamento (1 Tm 5.18; Dt 25.4; Mt 10.10; Lc 10.7). O mesmo acontece com as epístolas paulinas (2 Pe 3.15,16). Essa é uma forma de se reconhecer definitivamente o Novo Testamento como Escritura inspirada por Deus. Depreende-se, então, que todos os livros da Bíblia têm o mesmo grau de inspiração e autoridade. Logo, devemos dar a mesma atenção e credibilidade aos escritos dos Profetas Menores (2 Pe 1.19).

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Os livros dos Profetas Menores têm autoridade divina e são genuinamente inspirados por Deus.

CONCLUSÃO

Diante do exposto, os Profetas Menores, como parte integrante das Escrituras inspiradas, não devem ficar em segundo plano. Por isso, recomendamos que, já no início do trimestre, seja feita uma leitura dos Doze Profetas. Esta facilitará a compreensão da mensagem desses despenseiros de Deus. Convém ressaltar que o enfoque de cada lição, aqui, raramente coincide com o assunto predominante de cada livro, pois a escolha desses temas baseou-se nas necessidades do mundo de hoje.

VOCABULÁRIO

Apócrifo: Livro que, embora reivindique autoridade divina, não foi reconhecido como inspirado por Deus.
Corroborar: Ratificar e confirmar algo.
Oráculo: A Palavra de Deus e de seus profetas.
Retórica: Arte do bem dizer, do falar com eloquência.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

SOARES, E. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de Deus na Terra. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.
SOARES, E. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. RJ: CPAD, 2003.
ZUCK, R. B. (Ed.). Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.

EXERCÍCIOS

1. De onde vem o termo “Profetas Menores”?

R. A expressão “Profetas Menores” advém da Igreja Latina.

2. Qual a procedência da “palavra dos profetas”?

R. A mensagem dos profetas é de procedência divina.

3. Desde quando os profetas de Deus existem?

R. Desde o princípio do mundo.

4. Como estaríamos sem a palavra dos profetas?

R. Estaríamos à deriva no mundo.

5. Por que devemos dar aos Profetas Menores à mesma atenção dispensada aos demais livros da Bíblia?

R. Porque todos os livros da Bíblia têm o mesmo grau de inspiração e autoridade.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Lexográfico

“Profetismo

Movimento que, surgido no século VIII a.C, em Israel, tinha por objetivo restaurar o monoteísmo hebreu, combater a idolatria, denunciar as injustiças sociais, proclamar o Dia do Senhor e reacender a esperança messiânica num povo que já não podia esperar contra a esperança.

Tendo sido iniciado por Amós, foi encerrado por Malaquias. João Batista é visto como o último representante deste movimento” (ANDRADE, C. C. Dicionário Teológico. 8 ed., RJ: CPAD, 1999, p.244).

“O Ofício Profético

O termo hebraico naby define em si o profeta como porta-voz de Deus. Enquanto pregava para a própria geração, o profeta também predizia eventos no futuro. O aspecto duplo do ministério do profeta incluía declarar a mensagem de Deus e predizer as ações de Deus. Assim, o profeta também era chamado de ‘vidente’ (hb.: roeh), porque podia ver eventos antes de estes acontecerem.

A Bíblia relata o profeta como alguém que era aceito nas câmaras do conselho divino, onde Deus ‘revela o seu segredo’ (Am 3.7)” (LAHAYE, T. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1 ed., RJ: CPAD, 2008, p.383).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

Os Profetas Menores

“Os livros dos Profetas Menores são chamados assim por causa da brevidade relativa em comparação a Isaías, Jeremias e Ezequiel, e não porque sejam menos teologicamente importantes. Os doze livros que compõem os Profetas Menores variam em data entre os séculos VIII e V a.C:

Embora os acontecimentos registrados em Jonas tenham ocorrido no século VIII, a data da autoria do livro é incerta.

[...] Diversos temas teológicos se sobrepõem a maioria destes profetas, especialmente nos mesmos períodos cronológicos acima esboçados.

Os profetas não falaram sobre Deus em termos abstratos de filosofia ou teologia. Falaram dEle como alguém ativamente envolvido no mundo que Ele criou e intimamente interessado no povo do concerto” (ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD. 2009, pp.429-30).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

A atualidade dos profetas menores

Neste semestre começamos o estudo dos profetas menores. Essa designação “profetas menores” não representa uma forma de atribuir menor valor a esse grupo de profetas em relação ao grupo anterior, Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel, também conhecidos como profetas maiores. Essa designação é referente à classificação feita pela igreja latina, que de forma didática, separou esses livros pela extensão de seu conteúdo, e da mesma forma que os profetas maiores, os profetas menores foram igualmente inspirados por Deus, e têm tanta autoridade quanto os demais.

Uma advertência precisa ser trazida aos que vão estudar os profetas menores. A profecia é preditiva, ou seja, apresenta informações sobre o que há de acontecer no futuro. Mas dizer o que ainda vai acontecer, para que tenhamos a certeza de que Deus realmente falou por meio dos profetas, é apenas uma das funções da profecia. Os profetas, inspirados por Deus, olharam para o futuro, mas também para os seus próprios dias. Eles denunciaram os pecados do povo quando esse se desviava dos caminhos do Senhor. Amós, por exemplo, clamou contra as pessoas ricas de sua época, que de forma injusta, tomavam terras dos mais pobres, deixando-os não apenas sem abrigo, mas também sem condições de ter trabalho cotidiano. Obadias condenou a participação dos edomitas em um ataque contra Judá, pois tinham ascendência comum, e como irmãos, jamais poderiam viver com animosidade. Miqueias clamou para que o ritualismo não fosse superior à obediência, e para que seu povo não pensasse que poderia manter os rituais e serem desobedientes a Deus. Jonas foi mandado a pregar aos ninivitas, e aquela geração se arrependeu. Na geração seguinte, tornaram a fazer as coisas erradas que Deus abominava, e Deus usa Naum para decretar o juízo àquela nação.

Esses são exemplos necessários para que não olhemos os profetas apenas como aqueles que profetizaram sobre o futuro, mas que olharam para a sociedade em seus dias e proclamaram a Palavra do Senhor, a fim de que seus contemporâneos se arrependessem e se voltassem de coração ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Os profetas nos mostram que o povo de Israel (e nós também) precisava se arrepender de seus pecados, para finalmente, serem aceitos por Deus.

Portanto, estudar os profetas menores é um dever dos cristãos que desejam ter suas vidas alinhadas com a vontade de Deus no que tange à vida pessoal e às práticas diárias.

 

ELE MORREU PARA QUE PUDÉSSEMOS VIVER PARA ELE

LIÇÃO 14

A VIDA PLENA NAS AFLIÇÕES

Texto Bíblico: Filipenses 4.10-13

INTRODUÇÃO

I – VIVENDO AS AFLIÇÕES DA VIDA

II – CONTENTANDO-SE EM CRISTO

III – AMADURECENDO PELA SUFICIÊNCIA DE CRISTO

CONCLUSÃO

 

 

 

 

 

ELE MORREU PARA QUE PUDÉSSEMOS VIVER PARA ELE

 

Por

 

Warren W. Wiersbe

 

[...] Não vivemos mais para nós mesmos, e sim para o Salvador que deu a si mesmo por nós na cruz. Por termos nos achegado à cruz e confiado em Jesus Cristo, fomos libertados – remidos – do cativeiro da velha vida. Quando Jesus morreu na cruz, Ele derrotou todos os dominadores perversos que controlavam a nossa vida – o mundo, a carne e o diabo.

Vamos começar com “o mundo”, esse sistema de coisas dirigido por Satanás e que se opõe a Deus e seu povo. “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gl 6.14). Em sua grande vitória no Calvário, Jesus derrotou o sistema mundial de modo que não temos mais de submeter-nos ao domínio dele. Se, como Demas (2 Tm 4.10), amamos o mundo, voltaremos então gradualmente à escravidão, mas se tivermos o cuidado de obedecer o que nos diz 1 João 2.15-17, vamos experimentar a vitória.

Jesus conquistou na cruz a carne. “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências” (Gl 5.24). Como aplicamos esta vitória às nossas vidas? O versículo seguinte nos ensina: “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl 5.25). A Bíblia, em sua versão (NVI), traduz o seguinte: “Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito”. Somente por meio do Espírito Santo podemos nos identificar pessoalmente com a vitória de Cristo na cruz e apropiar-nos dela como se fosse nossa.

Na cruz, Jesus derrotou finalmente o diabo. “Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo” (Jo 12.31,32). “E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Cl 2.15). A batalha travada por Jesus na cruz contra os poderes do inferno não foi uma simples escaramuça, mas um ataque total que terminou em vitória completa para o Salvador.

Desde que Jesus é nosso novo Mestre, “É por isso que também nos esforçamos… para lhe sermos agradáveis” (2 Co 5.9). Sabemos que um dia teremos de prestar contas de nosso serviço, quando estivermos diante do trono do Juízo de Cristo, e queremos que esse relato o glorifique (2 Co 5.10,11). Nosso desejo é dizer o que Jesus disse ao Pai: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer” (Jo 17.4).

Não temos apenas um novo mestre, mas também um novo motivo: “Pois o amor de Cristo nos constrange…” (2 Co 5.14).

Foi o amor que motivou o Pai a dar seu filho para ser o Salvador do mundo (Jo 3.16; Rm 5.8; 1 Jo 4.9,10), e foi o amor que motivou o Filho a dar sua vida pelos pecados do mundo (Jo 15.13). Nas palavras de Paulo: “[Ele] me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2.20). Não admira que João tenha escrito: “Vede que grande amor (que estranho tipo de amor) nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus” (1 Jo 3.1).

Contudo, tenha em mente que Deus não só amou o mundo perdido, como também amou seu Filho. A primeira vez que lemos a palavra amor no Novo Testamento é quando o Pai declara do céu: “Este é o meu Filho amado” (Mt 3.17). De fato, a primeira vez que você lê a palavra “amor” na Bíblia é quando Deus falou do amor de Abraão pelo seu único filho e depois ordenou que ele o sacrificasse sobre o altar (Gn 22). “O Pai ama ao Filho” (Jo 3.35; 5.20), todavia, o Pai estava disposto a entregar seu Filho amado na cruz em sacrifício pelos pecados.

 

Amor Surpreendente! Quem pode entender?

Que tu, meu Deus, morreste por mim!

 

(Charles Wesley)

 

Texto extraído da obra “O Que as Palavras da Cruz Significam para Nós”, editada pela CPAD.

 

 

 

Como Podemos Ser Mais Produtivos no Reino de Deus

Como Podemos Ser Mais Produtivos no Reino de Deus

Leitura Bíblica:                 João 15.1-16

“Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda.”     (João 15:2)

 

Introdução

Como nós nas igrejas locais podemos ser mais dinâmicos, produtivos e evangelizadores? Nesta estudo, vamos estudar dois aspectos fundamentais na vida das comunidades eclesiásticas cristãs: o fortalecimento das relações interpessoais e a disciplina pessoal.

 

1. FORTALECENDO OS RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS NA IGREJA

Esse fortalecimento ocorre através de quatro princípios.

a) Princípio da integração. Integrar é incorporar um elemento num conjunto; é o processo de assimilar completamente um indivíduo ao seio de uma comunidade, formando um único corpo social. No Cristianismo, isso significa que todos precisam de todos. Ninguém deve ser colocado de lado, como se não servisse para nada, ICo 12: 15-16.

Cada membro do Corpo de Cristo tem a sua função. Um não deve aspirar o lugar do outro, mas servir como complemento na execução do “ide” de Jesus. Quando isso ocorre, todo o corpo é beneficiado. A quebra deste princípio provoca: desvalorização do membro, contestação da vontade de Deus, afastamento dos outros membros e desperdício de forças.

b) Princípio da oportunidade. Oportunizar implica em criar situações para realização de algo no momento certo e adequado. E aquela conveniência que facilita, que é favorável, que não oferece obstáculo ou dificuldade para execução do que necessário para o crescimento do reino de Deus, I Co 12: 17-18.

Este princípio visa dar a todos a mesma chance de trabalho. Um membro da igreja não pode inibir a ação do outro. A falta de oportunidade produz desequilíbrio em todo o sistema eclesiástico, um espírito de concorrência e uma anemia espiritual. Cada crente deve ser usado segundo suas habilidades, talentos e dons.

c) Princípio da dependência. Depender é precisar do auxílio de alguém e admitir que precisa do outro para atingir um objetivo. Ninguém é uma ilha. Com a ajuda do próximo será mais fácil concluir uma missão que Deus colocou nas mãos do cristão, I Co. 12: 21-22.

A independência enfraquece o corpo. Quando este princípio é quebrado ocorre enfraquecimento de todos os demais componentes do grupo, o egoísmo passa a predominar nas relações interpessoais e a arrogância quebra a linha de comunicação.

d) Princípio da unidade. E a qualidade de ser uno, de não poder ser dividido; é a ação ou o resultado de tornar algo antes desunido em um; é a continuidade sem desvio ou mudança de propósito, ação, conduta, I Co 12: 25-26. Dentro de uma comunidade cristã deve haver harmonização de esforços individuais para formar um todo dentro da sua estrutura maior de tal forma que os alvos traçados sejam alcançados. A unidade é a fonte geradora de toda a energia, mobilidade e harmonia do corpo, Ec 4: 9-12. Sem ela, a igreja perde a sua função, Jo 17: 23.

 

 

2. A DISCIPLINA FAZ CRISTÃOS PRODUTIVOS

A igreja precisa ser a autora, e não a espectadora, no processo de mudanças. Ela foi criada para ser o instrumento de Deus na transformação da sociedade. Para isto, o exercício da disciplina é imprescindível, ICo. 9: 25.

a) Disciplina para ouvir Deus. Na Bíblia, ouvir não significa apenas perceber sons e palavras pelo sentido da audição, mas, também, considerar, compreender e entender o que foi dito, João 8: 47.

b) Disciplina na prática do perdão. Pode ser difícil, mas sem perdão qualquer grupo se desmorona. Conceder perdão é renunciar a execução de uma punição que alguém merece por algo de errado que praticou, Mc 11: 25.

c) Disciplina na prática da fé. Não fugir ao compromisso assumido de ser fiel à palavra dada, de cumprir exatamente o que se prometeu no dia batismo ou quando foi recebido como membro da igreja, 2 Co 13: 5.

d) Disciplina na prática da liberdade. Não confundí-la com libertinagem. Liberdade é o poder que o cristão tem de exercer a sua vontade dentro dos limites que lhe faculta a lei divina, G1 5: 13; Cl 3: 17.

 e) Disciplina na prática do tempo. Implica em não perder nenhuma oportunidade que poderá ter resultados positivos para o grupo de que fazemos parte, Ef 5: 15-16.

f) Disciplina na prática da santidade. E um desafio diário. Não é algo que conquistamos e, depois, não precisamos fazer mais nada. Pelo contrário, é um processo que durará até a nossa morte ou arrebatamento da igreja, l Tm. 5: 22.

g) Disciplina na prática do amor. Amor é aquele sentimento que predispõe alguém a desejar e fazer algo para o bem de outrem, Jo. 13: 35. Ele não fica só no coração, é colocado em prática, I Co. 13.

 

Conclusão

Há uma grande diferença entre uma árvore de vida e uma árvore de Natal. A árvore de Natal está bem decorada, mas não está viva. A árvore de vida é como a árvore que está descrita no Salmo 1. Muitos são como a árvore de natal com muitas coisas artificiais, mas que não dá fruto.

 

Sejamos nós, cristãos que produzem frutos em servir ao reino de Deus.

Que Deus nos abençoe e nos ajude.

 

| Autor: Autor: Josias Moura | Divulgação: EstudosGospel.Com.BR

 
Deixe um comentário

Publicado por em 18 de setembro de 2012 em ESBOÇO, MENSAGEM, OPNIÃO, WEB

 

UMA REFLEXÃO PARA OS PAIS E SEUS DEVERES COM OS FILHOS

 
UMA REFLEXÃO PARA OS PAIS E SEUS DEVERES COM OS FILHOS

A) Proteção. 
É responsabilida­de dos pais prover no lar paz, har­monia, sossego, união, proteção e amparo. Ver as lições espirituais de Deuteronômio 22.8.
 

B) Afeto
As relações afetuosas, fraternas e cordiais iniciam-se na família. É nesse ambiente, propí­cio e acolhedor, que a criança re­cebe afeto, cuidado amoroso dos pais e irmãos mais velhos, e apren­de a praticá-lo.
 

A família de Deus
Deus valoriza tanto a família que a tomou como exemplo para ilustrar o seu relacionamento com a igreja.
 

Deus, nosso Pai. Deus é o nosso supremo exemplo quanto ao papel da paternidade. Vejamos algumas de suas características como nosso Pai celestial.
 

a) Pai cuidadoso e provedor que Jamais falha. Ele cuida de cada um de seus filhos (Mt 10.31) e de suas necessidades (Mt 6.8). Ele, que já nos deu a suprema dádiva do céu — Jesus, não nos daria também com Ele todas as coisas? (Rm 8.32).
 

b) Pai amorável. Não há maior amor que o de Deus por nós (Jo 3.16; 15.13; 1 Jo 4.10,19; Rm 5.8). Ele é de igual modo compassivo e amoroso para com o filho que erra (Lc 15.20).
 

c) Pai que disciplina. O filho sempre está sujeito à disciplina amorosa de seu pai. A disciplina é um sinal do amor de Deus para com seus filhos, visando seu bene­fício (Hb 12.5ss). Mediante a dis­ciplina, Deus visa nos tornar me­lhores discípulos dEle. Os termos disciplina e discípulo têm sua ori­gem no mesmo radical latino que significa aprender.
 

d) Pai perdoador. Não há pas­sagem que ilustre tão bem esta característica quanto a parábola do Filho Pródigo (Lc 15.11-32).
 

e) Pai conciliador. Na mesma parábola do Filho Pródigo, Jesus nos mostra que, muitas vezes, os pais são os apropriados e idôneos mediadores de conflitos na famí­lia (Lc 15.31,32).

 

Fonte: http://adparebd.blogspot.com.br/2012/08/licao-08-rebeldia-dos-filhos-16-ev.html

 
 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 217 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: